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Dor de barriga. Às vezes quando a gente tem dor de barriga, ela sempre dá uma melhorada, nos dando esperança que passou. Aí achamos que já estamos 100% e nos atracamos como peão por dia naquele sanduíche de torresmo com geléia de mocotó e cinco queijos. Pronto. É o que precisava para mais um dia de rei (do quarto pro trono, do trono pro quarto). Assim foi o Grêmio de hoje. Após duas vitórias convincentes, sendo uma delas fora de casa, o Grêmio hoje mostrou o retorno de alguns maus hábitos, que acabaram por trazer nossa “doença” de volta.
Após a marcação do primeiro gol, numa bela jogada de Jonas e Souza, tudo parecia estar bem encaminhado. O Grêmio jogava melhor, se defendia bem e mantinha o Goiás sob controle. Aí aconteceu o pior: começamos a ver o velho Grêmio de volta. O velho Grêmio fora de casa. O Grêmio que toma um gol e se achica. Ao se achicar, convidamos o Goiás a ocupar nossa metade do campo sem devolver a gentileza. Começou a onda de ataques da equipe esmeraldina que culminou com o gol de Léo Lima. Aliás, em tempo: jogadores como Léo Lima, que foi mandado embora do Grêmio por conduta inadequada e por atentado ao pudor na pré-temporada em Caxias, merecem passar o resto da carreira jogando em times médios e terminar seus dias no futebol com 45 anos jogando no o Citadino de Quixeramobim. Inclusive, imagino que o gesto lamentável que ele fez, mandando a torcida Gremista que compareceu no Serra Dourada calar a boca, deveria ser passível de punição. E digo mais, um jogador que manda a torcida do seu ex clube ficar quieta ao invés de comemorar com sua própria mal merece algumas poucas linhas neste blog.
Quando começou o segundo tempo, aí sim, o velho Grêmio apequenado fora de casa veio com toda força. É como aquele paciente que ficou um ano fazendo terapia e daqui a pouco veio de volta aquele trauma que o mandou para o divã. É o que basta para ele começar a se piscar, se tremer e fazer uma coisa errada após a outra. O Goiás só não fez um score mais elástico porque lhe faltou qualidade no ataque.
O que mais me deixa incomodado é que, diferente do que ocorreu em outras oportunidades, não houve uma intervenção direta do Autuori para explicar esta mudança de comportamento do time. Vou me explicar: já aconteceu de o Grêmio largar na frente e alguma alteração promovida pelo técnico (sacar o Jonas e colocar o Makelele, por exemplo) fez o time recuar. Não foi o caso hoje, embora tenho certeza que isso teria sido um prato cheio para aqueles que adoram cornetear o Autuori sem razão, aproveitando-se de momento e resultado. Hoje o Autuori não fez nada de errado, a meu ver. Talvez ele tenha errado pela omissão, uma vez que o Grêmio fez um segundo tempo lamentável e não vi nenhuma mexida significativa que pudesse fazer esta atitude mudar. A equipe simplesmente foi outra após levar o gol de empate.
O que nos resta agora é lotar o Olímpico no próximo dia 04/10, as 16h diante do Sport. São cinco pontos para o G4. Ficou mais difícil, mas sabemos que quando é difícil que o Grêmio gosta.
Serviço do jogo:
GOIÁS (2)
Harlei, Ernando, Valmir Lucas e João Paulo; Vitor, Everton, Fernando e Júlio César (Amaral); Léo Lima (Romerito), Iarley e Fernandão (Felipe).
Técnico: Hélio dos Anjos
GRÊMIO (1)
Victor, Willian Thiego, Rafael Marques, Rever e Bruno Collaço; Adilson (Lúcio), Fábio Rochemback, Souza e Tcheco (Túlio); Jonas (Herrera) e Maxi López.
Técnico: Paulo Autuori
Campeonato Brasileiro – 26ª rodada – 27/09/2009.
Estádio: Serra Dourada, Goiânia (GO).
Público: 12.644 pagantes
Renda: R$ 208.570,00
Gols: Souza, aos 17, e Léo Lima, aos 32 minutos do primeiro tempo. Felipe, aos 36 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Rafael Marques e Réver (Grêmio).
Árbitro: Heber Roberto Lopes. Auxiliares: Marrubson Melo Freitas (DF) e Eremilson Xavier Macedo (DF).







