Mais do Mesmo

Em (Pós-Jogo) por admin em 27-09-2009

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gre01Dor de barriga. Às vezes quando a gente tem dor de barriga, ela sempre dá uma melhorada, nos dando esperança que passou. Aí achamos que já estamos 100% e nos atracamos como peão por dia naquele sanduíche de torresmo com geléia de mocotó e cinco queijos. Pronto. É o que precisava para mais um dia de rei (do quarto pro trono, do trono pro quarto). Assim foi o Grêmio de hoje. Após duas vitórias convincentes, sendo uma delas fora de casa, o Grêmio hoje mostrou o retorno de alguns maus hábitos, que acabaram por trazer nossa “doença” de volta.

Após a marcação do primeiro gol, numa bela jogada de Jonas e Souza, tudo parecia estar bem encaminhado. O Grêmio jogava melhor, se defendia bem e mantinha o Goiás sob controle. Aí aconteceu o pior: começamos a ver o velho Grêmio de volta. O velho Grêmio fora de casa. O Grêmio que toma um gol e se achica. Ao se achicar, convidamos o Goiás a ocupar nossa metade do campo sem devolver a gentileza. Começou a onda de ataques da equipe esmeraldina que culminou com o gol de Léo Lima. Aliás, em tempo: jogadores como Léo Lima, que foi mandado embora do Grêmio por conduta inadequada e por atentado ao pudor na pré-temporada em Caxias, merecem passar o resto da carreira jogando em times médios e terminar seus dias no futebol com 45 anos jogando no o Citadino de Quixeramobim. Inclusive, imagino que o gesto lamentável que ele fez, mandando a torcida Gremista que compareceu  no Serra Dourada calar a boca, deveria ser passível de punição. E digo mais, um jogador que manda a torcida do seu ex clube ficar quieta ao invés de comemorar com sua própria mal merece algumas poucas linhas neste blog.

gre02Quando começou o segundo tempo, aí sim, o velho Grêmio apequenado fora de casa veio com toda força. É como aquele paciente que ficou um ano fazendo terapia e daqui a pouco veio de volta aquele trauma que o mandou para o divã. É o que basta para ele começar a se piscar, se tremer e fazer uma coisa errada após a outra. O Goiás só não fez um score mais elástico porque lhe faltou qualidade no ataque.

gre03O que mais me deixa incomodado é que, diferente do que ocorreu em outras oportunidades, não houve uma intervenção direta do Autuori para explicar esta mudança de comportamento do time. Vou me explicar: já aconteceu de o Grêmio largar na frente e alguma alteração promovida pelo técnico (sacar o Jonas e colocar o Makelele, por exemplo) fez o time recuar. Não foi o caso hoje, embora tenho certeza que isso teria sido um prato cheio para aqueles que adoram cornetear o Autuori sem razão, aproveitando-se de momento e resultado. Hoje o Autuori não fez nada de errado, a meu ver. Talvez ele tenha errado pela omissão, uma vez que o Grêmio fez um segundo tempo lamentável e não vi nenhuma mexida significativa que pudesse fazer esta atitude mudar. A equipe simplesmente foi outra após levar o gol de empate.

O que nos resta agora é lotar o Olímpico no próximo dia 04/10, as 16h diante do Sport. São cinco pontos para o G4. Ficou mais difícil, mas sabemos que quando é difícil que o Grêmio gosta.

Serviço do jogo:

GOIÁS (2)
Harlei, Ernando, Valmir Lucas e João Paulo; Vitor, Everton, Fernando e Júlio César (Amaral); Léo Lima (Romerito), Iarley e Fernandão (Felipe).
Técnico: Hélio dos Anjos

GRÊMIO (1)
Victor, Willian Thiego, Rafael Marques, Rever e Bruno Collaço; Adilson (Lúcio), Fábio Rochemback, Souza e Tcheco (Túlio); Jonas (Herrera) e Maxi López.
Técnico: Paulo Autuori

Campeonato Brasileiro – 26ª rodada – 27/09/2009.
Estádio: Serra Dourada, Goiânia (GO).
Público: 12.644 pagantes
Renda: R$ 208.570,00
Gols: Souza, aos 17, e Léo Lima, aos 32 minutos do primeiro tempo. Felipe, aos 36 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Rafael Marques e Réver (Grêmio).
Árbitro: Heber Roberto Lopes. Auxiliares: Marrubson Melo Freitas (DF) e Eremilson Xavier Macedo (DF).

No creo en las brujas…

Em (Gremismo, Opinião) por admin em 23-09-2009

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Sempre que alguém me pergunta se sou supersticiosa, a resposta imediata é “não”. E realmente não acho que eu seja. Não tenho problema algum em passar embaixo de escada com um gato preto no colo numa sexta-feira 13. Mas quando o assunto é Grêmio, a coisa muda um pouco de figura.

No último domingo, estava me vestindo antes de ir ao Olímpico e coloquei uma camisa tricolor diferente da que costumo usar nos jogos. Estava quase decidida a usá-la quando mudei de idéia. O pensamento foi “vai que a gente não ganha do lanterna e vão falar que a culpa é da minha camisa diferente?”. Idiota, sem sentido? Sim, totalmente. Mas quem disse que torcedor é racional quando a vitória do seu clube está em jogo?

Bom, mas chegando ao estádio a Tatá (parceira de todos os jogos) me convida para ficar num lugar diferente do habitual, pois o sobrinho dela foi ao jogo e queria ficar mais perto da Geral para ver a festa da torcida. Foi aquele dilema! E agora, vou sair do nosso lugarzinho sagrado na Social??? E se der azar??? No final das contas decidimos mudar de lugar (só nesse jogo!), pois ponderamos que a partida era relativamente fácil, contra o lanterna e podíamos nos dar ao luxo de quebrar uma das “tradições”. Felizmente deu tudo certo e nosso Tricolor aplicou mais uma goleada no Monumental.

A famosa touquinha

A famosa touquinha

Mas não estou sozinha nessa história de manias e superstições. Meu irmão, por exemplo, tem a famosa touquinha. Trata-se de uma touquinha de lã e não importa o jogo, estação do ano, temperatura, se ele está no estádio, lá também está a touquinha! Tornou-se uma companheira inseparável desde meados de 2006. E para quem não acredita na sua força, sabem qual foi a última vez que ele não foi ao Olímpico com ela??? 13 de setembro de 2008, nossa última derrota em casa. Aliás, vocês lembram do mês negro que foi setembro do ano passado, onde amargamos uma derrota após a outra? Pois é, nesse fatídico mês a touquinha havia sido esquecida em Rio Pardo, na casa dos nossos pais. Ficou lá, sozinha, abandonada. E o nosso Imortal vendo o campeonato lhe escorrer entre os dedos. E antes que ficássemos de fora até mesmo do G-4, para evitar uma tragédia maior, demos um jeito para que o nosso talismã voltasse para o seu dono antes mesmo da nossa ida seguinte a Rio Pardo.

Então, para quem ainda não havia entendido como perdemos aquele campeonato, que ficam achando que a culpa é do Roth, do São Paulo, da arbitragem, do Marcel, etc, eu lhes digo: nada disso!!! A culpa é da touquinha! E hai de quem duvidar!!! Só para tranquilizar a todos, atualmente a touquinha encontra-se em Porto Alegre e tem ido a todos os jogos no Monumental!

Sou Gremista e me basta!

Justiça Divina

Em (Opinião, Pós-Jogo) por admin em 14-09-2009

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Toda vez que eu me sentia injustiçado, brabo por causa de alguma situação chata, minha amada vozinha sempre dizia (e ainda diz): “Calma, meu filho… a Justiça Divina tarda mas não falha”. Me resignava com a tal da justiça divina e esperava pra ver o que acontecia. Realmente, o esquema funciona. Basta esperar e acreditar que cedo ou tarde as coisas voltam ao seu lugar.

Ontem nos Aflitos tivemos uma prova desta justiça divina: o Grêmio finalmente ganhou fora dos domínios do Olímpico. Após meses de insucessos longe de casa, finalmente sentimos o gosto doce da vitória.

O jogo em si foi ruim. Não foi um primor técnico. Vimos um Grêmio ainda afobado e errando passes bobos. A tensão na expressão dos jogadores era clara pois eles sabiam que tinham a obrigação de ganhar. O que se viu de diferente foi uma vontade que até então o Grêmio não tinha mostrado longe de casa. O time do Náutico veio com 3 zagueiros que, no início, conseguiram montar um ferrolho na defesa interceptando as jogadas a caminho dos pés e cabeças de Maxi e Jonas. O meio campo recheado de jogadores também foi um duro obstáculo no início do jogo. Agora, vamos e convenhamos: o time do Náutico só assusta quando se tem um time de jovens promessas sob pressão, na segunda divisão e com o Beltrami apitando. Qualquer outro cenário que não esse torna o time do Náutico um time medíocre (ou seja, na média).

Em função disso, não demorou muito para que o Náutico se deseorganizasse de maneira tal, a ponto de sofrer o primeiro gol de… Souza, com passe de… Tcheco! Sim! Parecia um sonho lisérgico ver Souza e Tcheco jogando bem fora do Olímpico esse ano. E finalmente vimos os dois mostrando vontade, sendo participativos e criando jogadas. Aos 18 minutos, Tcheco recebeu a bola na direita e fez um cruzamento cirúrgico na cabeça de Souza que mergulhou para fazer o gol. Já aos 27, Jonas tornou-se o artilheiro do BR2009 ao lado de Adriano fazendo mais um gol com muita raça e fuzilando a meta do goleiro Gledson.

Jonas comemora sem dancinha e Grêmio ganha fora: FINALMENTE!!!

Jonas comemora sem dancinha e Grêmio ganha fora: FINALMENTE!!!

O segundo tempo foi de aflição e superação. Em um lance bobo o Sr. Seneme, árbitro que na minha humilde opinião é um dos menos preparados deste campeonato expulsou Maxi Lopez que estava apenas disputando a bola com o zagueiro “chororô” do Náutico. Com um a menos no início do segundo tempo o Grêmio teve de recuar e chamou o Náutico para o ataque. Em um time sem estrelas e sem atacantes (Kuki é ex-jogador faz tempo), as esperanças do Náutico foram depositadas em um rapazinho baixinho com penteado de Chico César chamado Carlinhos Bala. Um jogador muito rápido, com uma boa habilidade mas que nunca vi jogar em nenhum time fora de Pernambuco. É uma estrela local, nada mais. Quem sabe se ele for jogar fora de PE e ganhar mais experiência eu ainda ouse compará-lo com o Sandro Sotilli, o “Velhinho Bom de Bola”. Todas as jogadas nasciam do Bala e Autuori vendo que o jogo estava complicando, colocou Túlio e Leo nos lugares de Souza e Tcheco. Herrera tinha entrado antes no lugar de Jonas mas não produziu muito. E assim, com o apito final aos 48 do segundo tempo, pude soltar um grito bem alto de alívio que certamente golpeou com força todos os cotovelos dos colorados que moram no meu prédio.

Depois desta partida constatei algumas coisas: Mário é titular absoluto. Não pode mais sair! Leo é banco pois Rafa Marques e Réver trataram de facilitar a vida de Victor, nosso paredão disfarçado de goleiro. No meio vi que Adílson ainda padece um pouco na 1ª volância. Já Rochemback mostrou para a torcida e para Autuori que dá pra jogar futebol bonito e chegar duro no adversário. Na minha opinião está mostrando a que veio. Bruno Collaço é um guri bom mas de vez em quando sente a pressão e peca no posicionamento. Mas temos o Lúcio para a posição que pode passar muita experiência ao guri. Tcheco e Souza precisam manter esta ascendente técnica fora de casa pois é agora que a coisa encrespa em termos de colocação na tabela. No ataque, Jonas deve ficar. De pior atacante do mundo a artilheiro do Brasileirão, ele merece um voto de confiança (ainda mais que ele parou com aquela dancinha que estava pegando mal já). Maxi seria hors concours no ataque se não tivesse sido expulso. Mas como eu já disse aqui no blog, o que vale são os 3 pontos. Depois disso só posso concluir que, apesar de um jogo feio, nosso Tricolor mostrou que está se recuperando e está SIM na briga por uma vaga na LA’10, pelo menos.

Agora é esperar o Fluminense no Olímpico e fazer mais 3 pontos para avançarmos mais na tabela. Time bom nós temos. Técnico bom também. Basta apenas acreditar e não se deixar levar pela corneta pois, parafraseando o princípio da Justiça Divina, “A glória do Grêmio tarda, mas não falha…”

A pé ou não, SEMPRE COM O GRÊMIO!

PS: o Valdo disse que este post seria o menos emotivo mas, em se tratando do Glorioso fica difícil sobrepor a razão ao coração…

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