O jogo de logo mais não tem significado nenhum pro Grêmio em relação ao BR2009. Porém, está em jogo a honra Tricolor. Está em jogo nossa invencibilidade no Monumental! Já ouvi, vi e li muitos ditos Gremistas dizendo que a hora é de entregar para não ajudar os habitantes do aterro. Pois digo que estou cagando e andando para o aterro, ou qualquer outro clube que venha a ser beneficiado com nossa vitória. Da mesma forma que estou cagando e andando para o Palmeiras, tradicional rival dos anos 90, e seus dirigentes reclamões.
Hoje é um jogo para que se honre o Manto Sagrado Tricolor! É jogo onde não se espera menos do que a vitória!
Começo este post dizendo que não assisti ao jogo pela TV, nem no estádio. A NET fez a todos nós o favor de transmitir no PPV da praia o jogo dos símeos e a Globo fez o favor maior ainda de mostrar para o interior do estado Palmeiras x Flamengo. Ser o clube brasileiro que mais vende pay-per-view tem seu preço.
GP Brasil 2008 - Hamilton ultrapassa Glock
Lembro bem como foi o jogo do Grêmio de um ano atrás no dia do GP Brasil. Saí puto da cara para o estádio com o Timo Glock, que sofreu uma ultrapassagem do Hamilton na última curva e o Massa viu o título escorrer-lhe por entre os dedos. Para fechar a tarde, um empate melancólico com o Figueirense, que veio a ser nosso Timo Glock, no fim das contas, uma vez que aqueles 2 pontos nos custaram o caneco.
Pois o dia de hoje não foi muito diferente. O GP Brasil deu um banho de água fria na torcida brasileira novamente. Pior que ontem, na hora que todo mundo, inclusive a competente equipe da Rádio Band, queria que o Rubinho andasse super leve para fazer bonito na pole, eu comentei com a Adri: “Não adianta fazer pole e ter que parar antes de todo mundo.” Ah pois é!!!
Mas você, caro, nobre e sempre bem-vindo leitor do Azul, Preto e Branco deve estar se perguntando: “Tá, mas hoje o Grêmio ganhou, né? Então não foi igual ao ano passado.” É… sim e não. Eu fiquei extramamente preocupado com o jogo de hoje por vários motivos. O primeiro deles foi a irresponsabilidade de Tcheco e Máxi Lopez às vésperas de um Grenal. É I-N-A-D-M-I-S-S-Í-V-E-L que jogadores profissionais, que ganham seu salário jogando bola, recebam cartão amarelo por besteira e reclamação. Se for uma semana antes do Grenal, passa de inadmissível a quase beirar a imbecilidade. Será que alguém pode me dizer com que ataque vamos entrar neste jogo? Ataque de nervos, só se for. Com todo respeito a Perea e Herrera, depositar nesses dois jogadores nossas esperanças de vitória no próximo domingo é, no mínimo, sofrível. Por outro lado, apesar de eu não ser aqueles que criticam e vaiam o Tcheco por qualquer coisinha, Tcheco fora de Grenal é reforço, pois ele nunca joga nada em clássico mesmo.
Perea comemora o gol marcado
Outra coisa que me preocupou foi tomar pressão do Coritiba, jogando com um a menos dentro de casa. Time que está ganhando em casa com um a mais não pode tomar pressão de uma equipe do quilate dessa do Coritiba. Simplesmente não pode. “Thiago… mas tu é muito corneteiro”, deve estar passando na sua cabeça, caríssimo leitor. Bueno, não lhe tiro completamente a razão. Às vezes sou mesmo. Mas eu sou quando merece. Tomar pressão do Coritiba com um a menos e tomar cartão amarelo por besteira uma semana antes de clássico merece um “FOOOOM” de canto. Graças a Deus que o Victor voltou.
De positivo ficaram os três pontos e os resultados paralelos de São Paulo e Goiás, que nos deixam a alcançáveis cinco pontos do G4. Vale destacar que o 3º e 4º colocados ambos tem cinco pontos a mais. Portanto, chegando em um, chegamos no outro. Mais um motivo para este Grenal valer demais!
Gols do jogo:
Melhores Momentos:
Serviço do jogo:
Grêmio (2) Victor, Mário Fernandes, Léo, Réver e Lúcio; Túlio, Fábio Rochemback, Tcheco e Souza; Perea e Maxi López. Técnico: Paulo Autuori
Coritiba (0)
Edson Bastos, Ângelo, Pereira, Jeci e Luciano Amaral; Leandro Donizete, Carlinhos Paraíba, Renatinho e Marcelinho Paraíba; Thiago Gentil e Marcos Aurélio Técnico: Ney Franco
Gols: Perea, aos 46 minutos do primeiro tempo e Souza, aos 38 minutos do segundo tempo Cartões amarelos: Túlio, Maxi Lopez, Tcheco (Grêmio). Pereira, Edson Bastos, Ângelo e Thiago Gentil (Coritiba). Cartão vermelho: Renatinho (Coritiba). Estádio: Olímpico. Data: 18/10/2009. Árbitro: Célio Amorim (SC). Auxiliares: Dibert Pedrosa Moises (Fifa-RJ) e Marco Antonio Martins (SC).
Depois de uma semana conturbada, de críticas e de treinos abaixo de chuva, o Grêmio volta a mudar. Dessa vez, parece que Autuori voltará a escalar o time que a torcida se agrada de ver em campo. O time muda novamente, mas desta vez, de volta para o time o que vinha atuando antes do fim de semana. Muda para o que todos nós sabemos que dá certo. Sem firulas.
Ora contestado, ora ovacionado Tcheco volta ao time, e Maxi, já recuperado da lesão, também estará a disposição do treinador. Victor retorna da seleção para defender o gol tricolor e Rochemback segue buscando afirmação entre os titulares. Lucio sofreu lesão muscular nos treinos, não joga e para por 15 dias. Quem supre a lateral deverá ser o jovem Collaço. Ao que tudo indica, a escalação provável do Grêmio será Victor, Rever, Rafa Marques, Mario Fernandes, Collaço, Adilson, Souza, Tcheco, Rochemback, Jonas e Maxi Lopez.
Os olhos dos torcedores estarão também voltados para a presença de Renato no banco de reservas, se confirmado pelo técnico. Ainda longe da forma física ideal, mas querendo mostrar que o esforço da contratação valeu a pena, Renato aguarda por sua chance no time.
Iremos ao conhecido Estádio dos Aflitos em busca da vitória fora de casa contra o Náutico. Antes seria um complemento a uma campanha pífia… voltar pra casa com um ponto na bagagem. Seria suficiente, aceitável. Agora, se transformou em uma necessidade, devido ao tropeço do empate em casa na semana passada. Acredito que devido a nossa recente história por lá, essa vitória acabará com todo e qualquer bloqueio que possa estar ocorrendo com o time. Tranquilizará a parcela da torcida que apoia; silenciará, mesmo que por pouco tempo, aquela parcela que corneteia. Mais do que em qualquer outro lugar, é no Estádio dos Aflitos que o Grêmio sabe mostrar sua força fora de casa. Souza abandonou o discurso do “é tudo psicológico” e está partindo para a indignação com a falta de resultados. Ganhar do Náutico passou a ser obrigação. Virou… uma Batalha. Os jogadores devem isso a eles mesmos, à torcida e a história do Grêmio.
Somando 3 pontos fora, o Grêmio pode voltar a sonhar com a vaga no G4 e garantir tranquilidade para o próximo jogo aqui, no seu campo com o apoio da sua torcida contra o Fluminense de Cuca. Já está mais que hora.
Não esqueça, vá ao Olímpico. Dia 13 de setembro é o Domingo Azul.
Tem um velho ditado que diz que nada é tão ruim que não possa ficar pior. Creio que este ditado se aplicou bem ao fiasco que vimos na tarde/noite de hoje no estádio Olímpico. Torcedor sempre gosta de ganhar, mas um empate quando se está perdendo até os 42min do segundo tempo é lucro. Vimos um Grêmio confuso e desorganizado nos apresentou um futebol inofensivo e sem objetividade. Parecia que estávamos assistindo aqueles jogos de início de temporada nos quais o time sofre de falta de entrosamento, sem jogadas ensaiadas, vários passes errados e toda e qualquer tentativa de uma jogada mais elaborada acabava fora do campo ou então nos pés de um adversário.
A torcida clamou pelo nome do capitão Tcheco. Na verdade, não é que o time jogue mal sem o Tcheco. Hoje o grande problema é que o Grêmio mudou demais para jogar sem ele. O recuo de Túlio para exercer a função de lateral direito não deu certo e ele tentou por conta própria voltar à sua posição de origem, o que quase comprometeu o lado direito da defesa, que ficou desguarnecida.
A estréia de Fábio Rochemback ficou aquém do esperado. A torcida criou uma grande expectativa quando um jogador recém chegado já se destaca nos treinos e assume a titularidade logo de cara. Se o Grêmio dos treinos tivesse entrado em campo hoje, talvez tivéssemos obtido o resultado normal dentro de nossos domínios. Não aconteceu. Como ocorre nas partidas fora do Olímpico, vimos um Souza apagado, com vários passes errados e sem o seu brilhantismo característico.
Por outro lado, A entrada de Herrera, Tcheco e Joilson deu uma nova forma ao time. Motivados pela torcida, ajudaram o time a ir para cima do adversario, utilizaram as laterais de campo e criaram oportunidades. Somado a isto, vale destacar a grande atuação do garoto Mário Fernandes. A diretoria mostrou que acertou ao acolhê-lo de volta após o incidente ocorrido no início do ano. Seguro de si, preciso nos desarmes, subindo quando necessário e até dando uma de goleiro quando o jogo ainda estava em 0×0, esta jovem revelação já deixou de ser uma promessa para cair nas graças da torcida e do técnico Paulo Autuori.
Aliás, falando em Autuori, creio que o mau resultado de hoje tenha, sim, passado pelo técnico. Existe uma máxima no futebol que diz que, quando um jogador vai mal, a culpa é do jogador. Quando um time todo joga mal, a culpa é do treinador. E o Grêmio não tem maus jogadores. Acho que na partida de hoje, Autuori errou por mudar demais. O Professor abusou da confiança já conquistada pelo torcedor e foi muito ousado nas alterações. O resultado disso vimos em campo.
Em tempo, o sempre criticado Jonas, que contrariando as críticas é o mais novo artilheiro do campeonato brasileiro com onze gols, foi do céu ao inferno em cinco minutos. Autor do redentor gol de empate, que garantiu ao Grêmio a manutenção da impressionante invencibilidade de um ano dentro de seus domínios, o artilheiro tricolor perdeu um gol feito, já nos acréscimos, onde fez tudo certo ao cortar os zagueiros, portanto atirando por cima das traves defendidas por Viáfara.
Serviço do jogo:
Grêmio:
Marcelo Grohe; Túlio (Joílson), Mário Fernandes, Réver e Lúcio; Adílson, Fábio Rochemback, Souza e Douglas Costa (Tcheco); Jonas e Perea (Herrera). Técnico: Paulo Autuori.
Vitória:
Viáfara; Apodi, Fábio Ferreira, Wallace e Róbson; Uelliton, Vanderson, Magal e Leandro Domingues (Marco Aurélio); Neto Berola (Jackson) e Roger (Carlos Alberto). Técnico: Vágner Mancini.
Gols: Grêmio: Jonas, aos 41min, no 2º tempo. Vitória: Neto Berola, aos 40min do 1º tempo
Cartões Amarelos: Grêmio: Lúcio, Joílson e Herrera. Vitória: Uelliton, Magal, Róbson e Wallace
Cartões Vermelhos: Grêmio: - Vitória: Magal.
Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha (GO), auxiliado por Márcio Eustáquio Santiago (MG) e Carlos Berkenbrock (SC).
Próximo confronto: O Grêmio volta a jogar no próximo domingo, dia 13 de setembro, às 18h30min, pela 24ª rodada do Brasileirão. O Tricolor visita o Náutico, no Estádio dos Aflitos, em Recife (PE).