Zequinha deu trabalho

Em (Pós-Jogo) por admin em 13-02-2010

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Pós-Jogo

Um jogo que tinha tudo para não acontecer, caso o absurdo combinado entre o Sindicado do Atletas e a FGF fosse cumprido. A temperatura no gentil termômetro do delegado da Federação Gaúcha marcou 5 graus a menos que todos os outros termômetros da cidade, aprovando o início da peleia debaixo de sol escaldante. Eu não tenho nada contra, acho que a peleia deve continuar mesmo com 50 graus e que vençam os mais fortes. Se não gostam que mudem de profissão ou achem uma vaga nos meigos de RJ e SP.

O zequinha defendia o título de melhor campanha do Gauchão 2010, até o momento, mesmo sabendo que fez jogos contra o grupo mais fraco, o grupo do Grêmio. Um time também liderado por um ex-zagueiro e que vem mostrando um belo futebol, totalmente ofensivo.

O time do Grêmio entrava em campo com uma substituição interessante, forçada por uma suspensão: Maylson por Mythiuê. Assim que eu ouvi a escalação no rádio, sorri. Imaginei a formação tática e a provável movimentação desse inteligente jovem em conjunto com Douglas.  Mas enquanto este meio construía, a defesa destruía.

A derrota parcial no primeiro tempo refletiu aquilo que já estamos cansados de discutir neste blog: falta de marcação na defesa gremista, a volta de Jonas ao grupo dos medianos, o eterno problema dos volantes, as chances perdidas pelo ataque e o time sem identidade que o Grêmio tem hoje.

VAIAS. Perda de Lúcio lesionado. Muitas foram as constatações negativas no primeiro tempo do jogo, mas nenhuma foi mais importante que a declaração deprimente de Mario Fernandes sobre o porquê da derrota parcial: “Nós não estamos marcando”.

Douglas e principalmente Victor sairam bastante irritados no intervalo. Não é atoa que são alguns dos melhores jogadores desse time do Grêmio. O capitão Victor assiste lá de trás os erros grotescos de marcação e a movimentação juvenil da defesa gremista. Douglas, por sua vez, é o centro das jogadas, o armador, e tem grande conhecimento tático. E o ex-corintiano também deixou claro o seu sentimento ao sair do campo: “Temos que jogar. Nós não estamos jogando! Temos que rodar a bola e fazer eles correrem também”. Perfeito, porém batido. Um time profissional não deveria sair de campo com essa reclamação.

O calor insuportável deve ser utilizado a favor e não contra. Saber correr e manter a posse de bola é muito importante nessas horas, pois obriga o time adversário e entrar no “bobinho” e gastar seus sais minerais de forma totalmente improdutiva. Além disso, me permitam desabafar por um instante: MARCAR A BOLA AO INVÉS DOS ATACANTES É COISA DE JOGADOR INFANTIL! O gol que o Grêmio levou no primeiro tempo (saindo atrás no placar pela milésima vez) demonstrou claramente a zaga assistindo a jogada do São José enquanto o atacante corria pelo meio dos zagueiros com total liberdade. RIDÍCULO! E o pior de tudo é que esse tipo de erro não é daqueles que o Silas pode corrigir com alguns treinos. Os zagueiros não são crianças aprendendo futebol agora, mas sim homens rodados e experiência. Erros como estes não são mais tolerados. Só falta ter que parar treino pra ensiná-los onde o pé de apoio deve ficar na hora do chute… PQP!

Saiu Jonas e entrou William, estreante, e o segundo tempo já começou mostrando as armas do garoto Mythiuê, que resolveu empatar o jogo num chute muito forte de fora da área, preciso, no canto. Lembrei do gol que ele fez na final do Brasileiro sub-20 de 2008 pelo Grêmio. Não muito tempo depois Fabio Santos (quem diria) virou o jogo. O Grêmio vinha mostrando, desde o início da partida, maior volume de jogo e agora concretizava seus esforços, mas também escondia os defeitos evidentes para os 3 mil pagantes presentes no Estádio Olímpico. Maurício e Fernando choravam de calor e Silas poupou o mais jovem, dando alguns minutos para o William Magrão ganhar um bronze.

E assim terminou o jogo: 2×1 para o Grêmio, outra virada, mesmos erros e afirmações dos últimos jogos. Preciso lembrar que o goleiro do Zequinha me deixou uma impressão positiva, devido ao seu desempenho acima da média. Ele merece acompanhamento de longe e quem sabe a reserva de um time grande em breve (alô Meira!)

A próxima fase traz o Veranópolis, de quem o Grêmio só conseguiu um pontinho dentro de casa. Será que agora vai?

Gauchão
Taça Fernando Carvalho – 8ª rodada

Grêmio 2 x 1 São José-PA

GRÊMIO
Victor; Mário Fernandes, Rafael Marques, Maurício e Lúcio (Fábio Santos); Fernando (Willian Magrão), Fábio Rochemback, Mithyuê e Douglas; Jonas (William) e Borges. Técnico: Silas

SÃO JOSÉ-PA
Rafael; Alexandre, Gustavo, Tairone e Juca; Jonas, Dadá, Pedro Carmona (Douglas) e Jeferson (Xavier); Beá e Rangel (Cassiano). Técnico: Argel

Gols:
Grêmio –
Grêmio – Mithyuê (9min/2ºT) e Fábio Santos (16min/2ºT)
São José-PA – São José-PA – Juca (14min/1ºT)

Cartões amarelos:
Grêmio – Mário Fernandes
São José-PA – Jonas

Árbitro: Carlos Simon
Assistentes: Edemar Palmeira e Jorge Luiz Cardoso da Silva

Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre
Data: sábado, 13 de fevereiro de 2010

Público total: 3.805
Público pagante:
3.332
Renda: R$
55.735,00

Um jogo que tinha tudo para não acontecer, caso o absurdo combinado entre o Sindicado do

Atletas e a FGF fosse cumprido. A temperatura no gentil termômetro do amigo Simon marcou 5

graus a menos que todos os outros termômetros da cidade, aprovando o início da peleia debaixo

de sol escaldante. Eu não tenho nada contra, acho que a peleia deve continuar mesmo com 50

graus e que vençam os mais fortes. Se não gostam que mudem de profissão ou achem uma vaga nos

meigos de RJ e SP.

O zequinha defendia o título de melhor campanha do Gauchão 2010, até o momento, mesmo sabendo

que fez jogos contra o grupo mais fraco, o grupo do Grêmio. Um time também liderado por um

ex-zagueiro e que vem mostrando um belo futebol, totalmente ofensivo.

O time do Grêmio entrava em campo com uma substituição interessante, forçada por uma

suspensão: Maylson por Mythiuê. Assim que eu ouvi a escalação no rádio, sorri. Imaginei a

formação tática e a provável movimentação desse inteligente jovem em conjunto com Douglas.

Mas enquanto este meio construía, a defesa destruía.

A derrota parcial no primeiro tempo refletiu aquilo que já estamos cansados de discutir neste

blog: falta de marcação na defesa gremista, a volta de Jonas ao grupo dos medianos, o eterno

problema dos volantes, as chances perdidas pelo ataque e o time sem identidade que o Grêmio

tem hoje.

VAIAS. Perda de Lúcio lesionado. Muitas foram as constatações negativas no primeiro tempo do

jogo, mas nenhuma foi mais importante que a declaração deprimente de Mario Fernandes sobre o

porquê da derrota parcial: “Nós não estamos marcando”.

Douglas e principalmente Victor sairam bastante irritados no intervalo. Não é atoa que são

alguns dos melhores jogadores desse time do Grêmio. O capitão Victor assiste lá de trás os

erros grotescos de marcação e a movimentação juvenil da defesa gremista. Douglas, por sua

vez, é o centro das jogadas, o armador, e tem grande conhecimento tático. E o ex-corintiano

também deixou claro o seu sentimento ao sair do campo: “Temos que jogar. Nós não estamos

jogando! Temos que rodar a bola e fazer eles correrem também”. Perfeito, porém batido. Um

time profissional não deveria sair de campo com essa reclamação.

O calor insuportável deve ser utilizado a favor e não contra. Saber correr e manter a posse

de bola é muito importante nessas horas, pois obriga o time adversário e entrar no “bobinho”

e gastar seus sais minerais de forma totalmente improdutiva. Além disso, me permitam

desabafar por um instante: MARCAR A BOLA AO INVÉS DOS ATACANTES É COISA DE JOGADOR INFANTIL!

O gol que o Grêmio levou no primeiro tempo (saindo atrás no placar pela milésima vez)

demonstrou claramente a zaga assistindo a jogada do São José enquanto o atacante corria pelo

meio dos zagueiros com total liberdade. RIDÍCULO! E o pior de tudo é que esse tipo de erro

não é daqueles que o Silas pode corrigir com alguns treinos. Os zagueiros não são crianças

aprendendo futebol agora, mas sim homens rodados e experiência. Erros como estes não são mais

tolerados. Só falta ter que parar treino pra ensiná-los onde o pé de apoio deve ficar na hora

do chute… PQP!

Saiu Jonas e entrou William, estreante, e o segundo tempo já começou mostrando as armas do

garoto Mythiuê, que resolveu empatar o jogo num chute muito forte de fora da área, preciso,

no canto. Lembrei do gol que ele fez na final do Brasileiro sub-20 de 2008 pelo Grêmio. Não

muito tempo depois Fabio Santos (quem diria) virou o jogo. O Grêmio vinha mostrando, desde o

início do jogo, maior volume de jogo e agora então concretizava seus esforços, mas também

escondia os defeitos evidentes para os 3 mil pagantes presentes no Estádio Olímpico. Maurício

e Fernando choravam de calor, então Silas resolveu poupar o mais jovem e dar alguns minutos

para o William Magrão ganhar um bronze.

E assim terminou o jogo: 2×1 para o Grêmio, outra virada, mesmos erros e afirmações dos

últimos jogos. Preciso lembrar que o goleiro do Zequinha me deixou uma impressão positiva,

devido ao seu desempenho acima da média, que merece acompanhamento de longe e quem sabe a

reserva de um time grande em breve.

A próxima fase traz o Veranópolis, de quem o Grêmio só conseguiu um pontinho dentro de casa.

Acho que os reais testes começam agora, então corneteiros, preparem seu repertório de

bobagens repetitivas, pois a peleia está longe de terminar.

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