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O dia era de jogo. Apenas mais um jogo no campeonato. Um jogo que não tinha mais nenhum valor. Mesmo assim, pouco mais de 16 mil Grsmistas estiveram no Monumental para, além de torcer, dizer um até logo a um companheiro. Sim, fomos lá para nos despedir de Tcheco. Claro que alguns foram lá para ter certeza de que era o último jogo dele e estourar foguetes depois do jogo com sua saída. Mas a grande maioria esteve lá para saudar “Tcheco copero”, como entoou a Geral.
O jogo era contra o modesto Barueri. Típico time que veio dar uma passeada na Série A, ainda não se sabe por quanto tempo. Na sua casamata, o grande Luis Carlos Goiano, multi campeão pelo Grêmio dos anos 90 de que temos tanta saudade. O Grêmio começou em um ritmo frenético provando por A mais B que Douglas, Mário, Maílson e, por que não, Adílson, são três cheques em branco que a diretoria tem nas mãos. Vi um meio de campo extremamente rápido com Souza e Douglas. Maílson conduzia a bola com propriedade em vários lances. Esta movimentação toda acabou beneficiando Rochemback que deu o passe para o primeiro golaço de Douglas. Alguns minutos depois, Souza e Adílson – este último com um gol que foi uma pintura – ampliaram o placar, matando a charada. Era um Grêmio muito bem postado pelo Marcelo “O preferido da galera” Rospide.
No segundo tempo, Tcheco entrou em campo para jogar sua última partida com o Manto Sagrado. Nessa hora o time parou. E assim, o Barueri fez dois gols, assustou o time que só alcançou a redenção com um gol de Maxi. Isso só ratificou aquilo que muitos já falavam e outros tantos teimavam em entender: Tcheco não rendia mais com o Grêmio. A partir da sua entrada o time perdeu em velocidade, abrindo brechas para o adversário. Tcheco é um jogador de toque mais cadenciado, leva o jogo mais na manha. Ele sempre foi assim, porém, o time não é mais o mesmo e isso acabou o prejudicando.
Mas isso é apenas em relação ao jogador Tcheco. Sempre cobrado. Amado por uns, odiado por outros mas respeitado por todos. E esse respeito só nasceu em função do CIDADÃO Anderson Simas Luciano que conquistou nossa torcida com seu Gremismo, com seu carisma. Apesar de ele ter errado muitos passes e termos tomado 2 gols justamente quando ele entrou em campo, pois ninguém estava mais se importando com isto. Depois de tudo que ele fez pelo Grêmio, julgo como digna sua despedida, com direito a placa, camiseta especial e um agradecimento feito a 16 mil vozes. Obrigado, Capitão! Quando quiseres, pinta lá na Azenha ou futuramente no Humaitá que todos nós Gremistas estaremos te recebendo de braços abertos!
Agora é bola pra frente! Vamos pensar em 2010! Esse campeonato acabou hoje para nós. Não há mais nada a fazer. Ótima hora pra entrar em férias!
A pé ou não, SEMPRE COM O GRÊMIO!!!
Campeonato Brasileiro
37ª rodada
Grêmio 4 x 2 Barueri
GRÊMIO
Victor; Mário Fernandes, Réver, Rafael Marques e Fábio Santos; Adílson, Fábio Rochemback (Herrera), Maylson (Tcheco) e Souza; Douglas Costas (Túlio) e Máxi López.
Técnico: Marcelo Rospide
BARUERI
René; Xandão, Daniel Marques e Leandro Castan; Éder, Everton (Cléverson), Ralf e Márcio Hahn (Henrique); Thiago Humberto; Val Baiano e Flavinho (William).
Técnico: Luís Carlos Goiano
Gols:
Grêmio - Douglas Costa (7min/1ºT); Adilson (18/1ºT), Souza (32/1ºT); Maxi López (47min/2ºT)
Barueri - Val Baiano (13 e 35min/2ºT)
Cartões amarelos:
Grêmio – Fabio Santos e Fábio Rochemback
Barueri – Daniel Marques e Ralf
Árbitro: Péricles Bassols (Asp. Fifa/RJ)
Assistentes: Alcides Zawaski Pazetto (SC) e Neuza Inês Back (SC)
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS)
Data: 29 de novembro de 2009






Dor de barriga. Às vezes quando a gente tem dor de barriga, ela sempre dá uma melhorada, nos dando esperança que passou. Aí achamos que já estamos 100% e nos atracamos como peão por dia naquele sanduíche de torresmo com geléia de mocotó e cinco queijos. Pronto. É o que precisava para mais um dia de rei (do quarto pro trono, do trono pro quarto). Assim foi o Grêmio de hoje. Após duas vitórias convincentes, sendo uma delas fora de casa, o Grêmio hoje mostrou o retorno de alguns maus hábitos, que acabaram por trazer nossa “doença” de volta.
Quando começou o segundo tempo, aí sim, o velho Grêmio apequenado fora de casa veio com toda força. É como aquele paciente que ficou um ano fazendo terapia e daqui a pouco veio de volta aquele trauma que o mandou para o divã. É o que basta para ele começar a se piscar, se tremer e fazer uma coisa errada após a outra. O Goiás só não fez um score mais elástico porque lhe faltou qualidade no ataque.
O que mais me deixa incomodado é que, diferente do que ocorreu em outras oportunidades, não houve uma intervenção direta do Autuori para explicar esta mudança de comportamento do time. Vou me explicar: já aconteceu de o Grêmio largar na frente e alguma alteração promovida pelo técnico (sacar o Jonas e colocar o Makelele, por exemplo) fez o time recuar. Não foi o caso hoje, embora tenho certeza que isso teria sido um prato cheio para aqueles que adoram cornetear o Autuori sem razão, aproveitando-se de momento e resultado. Hoje o Autuori não fez nada de errado, a meu ver. Talvez ele tenha errado pela omissão, uma vez que o Grêmio fez um segundo tempo lamentável e não vi nenhuma mexida significativa que pudesse fazer esta atitude mudar. A equipe simplesmente foi outra após levar o gol de empate.
Em épocas de jogadores que se formam nos clubes e logo saem para o exterior na primeira proposta que aparece, acredito que temos que valorizar quem fica.








