Grêmio 1×3 Santos – Copa do Brasil (Semifinal)

Em (Pós-Jogo) por admin em 20-05-2010

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Copa do Brasil
Semifinal – 2° jogo

Santos 3 x 1 Grêmio

Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos (SP)
Data: quarta-feira, 19 de maio de 2010

Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (Fifa/RJ)
Assistentes: Hilton Moutinho Rodrigues (Fifa/RJ) e Dibert Pedrosa Moisés (Fifa/RJ)

Gols:
Santos – Ganso (6min/2°T), Robinho (24min/2°T) e Wesley (40min/2°T)
Grêmio – Rafael Marques (28min/2°T)

Cartões amarelos:
Santos – Léo e Rodriguinho
Grêmio – Ozeia, Hugo, Rafael Marques, Victor, Edilson, Willian Magrão e William

Cartões vermelhos:
Grêmio  – Jonas e Rafael Marques
Santos – Edu Dracena

SANTOS
Felipe; Pará, Edu Dracena, Durval e Léo; Rodriguinho; Wesley e Ganso; Neymar (Madson), Robinho (Bruno Aguiar) e André (Marcel).
Técnico:
Dorival Júnior

GRÊMIO
Victor; Edilson, Ozeia, Rafael Marques e Joilson; Adilson, Willian Magrão (William), Hugo (Leandro) e Douglas; Jonas e Borges (Maylson).
Técnico: Silas

O ataque a ser batido

Em (Uncategorized) por admin em 10-05-2010

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Uma euforia desproporcional a realidade do futebol dos “meninos da Vila” tem me incomodado faz algum tempo. Eles estão novamente em propagandas, programas de auditório, entrevistas, perfis e no topo das notícias esportivas dos maiores portais da internet. Tudo isso não me surpreende tanto quanto as más avaliações de gente que se diz especializada em futebol.

Em primeiro lugar, não há time neste mundo que possa se considerar imbatível. Sabemos pela história que muitos dos times mais habilidosos sucumbiram a força e competitivdade de outros. Não há garantias, pois a lógica não se aplica ao futebol. A apreciação global e popular não entram em campo e não influenciam diretamente no placar.

Em segundo, dizer que o Santos é o melhor time do Brasil no momento é mentira! É burrice! O Santos tem hoje o melhor ataque, de fato. Em termos de efetividade, aproveitamento e talento individual. Não há comparação. Aqui no Grêmio, por exemplo, há uma dupla que fez aproveitamento similar este ano, mas que não esbanja as mesmas habilidades. Substitua estes talentosos jogadores santistas por outros de nível inferior e você verá que Dorival Júnior não é um gênio.

A terceira e última observação fica para a defesa, que não é fraca. Durval e Dracena não são bobos e arrisco até a dizer que tem qualidade próxima a defesa gremista.  O problema lá é a saída em massa dos jogadores para o ataque a cobertura deficiente. A solução para este problema tem vindo do próprio ataque, onde os jogadores conseguem marcar gols em todos os jogos do ano, numa média de três gols por jogo, superando os gols sofridos por partida.

Em termos de opções defensivas da primeira e segunda linhas da sua formação, Dorival não tem mais opções para montagem que Silas, nem mesmo no meio ofensivo. Talvez as opções do lado de lá estejam funcionamento melhor agora, mas é só. Porém, no ataque o time praiano manda melhor. O Grêmio não possui ataque consistente se Jonas e Borges não jogarem juntos! Mas o Santos possui individualidades decicivas mesmo quando o conjunto não brilha.

Se tivermos como premissa que o Santos vai marcar gol no Olímpico, torcemos para que seja só um. E um placar de 3×1 seria um bom começo, mas não evitará que a superação entre em campo desde o início da partida na Vila. Seja como for, não gosto deste cenário. Prefiro acreditar que seremos os primeiros a não sofrer gols do Santos este ano, ao menos no Olímpico, e faremos um crime debaixo do nariz do Rei (mais uma vez). Se Palmeiras e Santo André conseguiram, nós também podemos.

É difícil, é um pouco inacreditável, mas por isso enxergo ainda mais Azul, Preto e Branco neste quadro. Não esqueçam da contagem: faltam só 4 jogos.

Uma euforia desproporcional a realidade do futebol dos “meninos da Vila” já é percebida nos meio de comunicação. Eles estão novamente em propagandas, programas de auditório e no topo das notícias esportivas dos maiores portais da internet. Tudo isso não me surpreende tanto quanto as más avaliações de gente que se diz especializada em futebol.
Em primeiro lugar, não há time neste mundo que possa se considerar imbatível. Sabemos pela história que os times mais habilidosos sucumbiram a força e competitivdade de outros. Não há garantias, pois a lógica não se aplica ao futebol. A apreciação global e popular não entram em campo e não influenciam diretamente o placar.
Em segundo, dizer que o Santos é o melhor time do Brasil no momento é mentira! É burrice! O Santos tem hoje o melhor ataque, de fato. Em termos de efetividade, aproveitamento e talento individual. Não há comparação. Aqui no Grêmio, por exemplo, há uma dupla que fez aproveitamento similar este ano, mas que não esbanja as mesmas habilidades. Substitua estes talentosos jogadores santistas por outros de nível inferior e você verá que Dorival Júnior não é um gênio.
A terceira e última observação fica para a defesa, que não é fraca. Durval e Dracena não são bobos e arrisco até a dizer que tem qualidade próxima a defesa gremista.  O problema lá é a saída em massa dos jogadores para o ataque a cobertura deficiente. A solução para este problema tem vindo do próprio ataque, onde os jogadores conseguem marcar gols em todos os jogos do ano, numa média de três gols por jogo, superando os gols sofridos por partida.
Em termos de opções defensivas da primeira e segunda linhas da sua formação, Dorival não tem mais opções para montagem que Silas, nem mesmo no meio ofensivo. Talvez as opções do lado de lá estejam funcionamento melhor agora, mas é só. Porém, no ataque o time praiano manda melhor. O Grêmio não possui ataque se Jonas e Borges não jogarem juntos! Mas o Santos possui individualidades decicivas mesmo quando o conjunto não brilha.
Se tivermos como premissa que o Santos vai marcar gol no Olímpico, torcemos para que seja só um. E um placar de 3×1 seria um bom começo, mas não evitará que a superação entre em campo desde o início da partida na Vila. Seja como for, não gosto deste cenário. Prefiro acreditar que seremos os primeiros a não sofrer gols do Santos este ano, ao menos no Olímpico, e faremos um crime da magnitude do que o Palmeiras e o Santo André fizeram durante o Campeonato Paulista debaixo do nariz do Rei.
É difícil, é um pouco inacreditável, mas por isso enxergo ainda mais Azul, Preto e Branco neste quadro. Não esqueçam da contagem: faltam só 4 jogos.

Quando o mosqueteiro vai pescar

Em (Pós-Jogo) por admin em 06-05-2010

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Chegou a tão esperada final antecipada: Grêmio x Santos.

No centro do país praticamente é só o que se fala depois que Corinthians e Flamengo decidiram com quem fica a vaga na próxima fase da Libertadores. Aliás, por lá, o Fla esbanja sorte, o Cruzeiro esbanja talento, o São Paulo mostra toda sua vontade de ser eliminado e… É, depois ainda sobram uns argentinos como o decadente Estudiantes, que matou um mexicano coitado, e o tal Banfield, que está por eliminar um time ai do interior do Paraguai. Pouca emoção.

Por aqui, nenhum de nós parece ter grande vontade de comentar o resultado de Grêmio x Fluminense, pois no fundo já sabíamos de antemão o que aconteceria. E a certeza é tanta que até Silas deixou escapar e mal pode se explicar depois de afirmar que “Grêmio e Santos é uma final antecipada”. Gaguejou, ficou sem graça e procurou falar do aproveitamento, mas não escondeu a ansiedade por saber qual desses dois times levará o caneco pra casa.

Me pergunto: por que todo esse interesse em Grêmio x Santos, se na verdade não é oficialmente uma final? Seria uma lembrança de 2007? Será que os globais querem vingança? Seria aquela velha ânsia gremista em enfrentar os mais fortes, queridos e apoiados times da mídia brasileira (e matá-los em seus domínios, hihi)? Curto o momento. Curto, porque penso nas inúmeras possibilidades, nas cogitações, nos bastidores, da flexibilidade e opções técnicas de um confronto que coloca frente a frente dois times com esquemas e filosofias tão diferentes. E as diferenças não são de hoje.

O Santos de Pelé já era um time que vencia, mas vencia as vezes quase perdendo. Os resultados de 4×3, 5×4, etc, não vêm de hoje, não. Naquela época, que carinhosamente chamamos de “quando se podia amarrar cachorro com linguiça”, o time santista era o fenômeno ofensivo, o time de melhor aproveitamento no ataque e que varria adversários tendo como zagueiros… Tanto faz. Um time que ninguém conseguiu parar! Hoje, diferente daquela época, temos um mundo futebolístico que visa quase somente a competitividade. Não importa mais ter um grupo qualificade, dar dribles e goleadas em todos os jogos e perder a final. Ninguém se salva sem grandes títulos. A Seleção é uma prova disso. E no quesito competitividade e resultados, o Grêmio é o parâmetro.

Em 2007, mais uma vez, o Grêmio calou Galvão Bueno e sua trupe ao vencer o todo poderoso e até então invicto Santos do Luxa. Uma vitória avassaladora no Olímpico e sabe Deus como classificamos depois daquele sufoco na Vila. Mais dez minutos e tudo estaria perdido. Mas este é Grêmio, o time que cala, que silencia, que mostra a verdadeira face da competição! A face feia, sem graça (pra eles), mas real, objetiva, de resultados! (Cada caneco do nosso memorial deveria levar consigo a estatística de enfartos no horário dos jogos).

Mais uma vez os dois lados da força futebolística brasileira se enfrentam: Globo Futebol Arte x Grêmio Esparta FC. Quem venham as crianças! O Olímpico não é creche e o tio Rodrigo não tem paciência de motorista de Kombi infantil. A porrada vai cantar no primeiro que passar o pé sobre a bola, pode crer, ô praiano! Não aceitamos emos em surto por uma unha quebrada!

Alô Jonas Greb! Pensa bem no que tu vai dizer desta vez…

Peço paciência a todos vocês no próximo jogo que dá início ao Brasileirão. Todos pudemos ver o cansaço que o time já demonstra pela sequência desumana de confrontos duros das últimas semanas. É horas de relaxar e concentrar as forças para o que realmente interessa. Alguns devem mesmo ser poupados e não há o que fazer.

Vamo Grêmio! Nós podemos sim ser campeões dessa Copa do Brasil, basta acreditar e lutar. Sempre foi assim e não será diferente agora.

Faltam 4!

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