[coluna do corneta] Ói nós aqui traveiz

Em (Corneta, Opinião) por Valdo em 19-09-2011

Tags : , ,

Há na história das artes muitas obras que poderiam traduzir sinteticamente o ressurgimento incólume desta coluna. “Amargo regresso”, “Sonho de uma noite de verão” ou mesmo “Hellreiser – renascido do inferno“, mas o título supramencionado traduz bem a atuação circense e mambembe que o Grêmio conquistou no sábado – tal qual um circo de beira de estrada que insiste em trilhar sua saga inglória pelos rincões do país, tropeçando tropegamente cidade após cidade vivendo apenas uma “vida de artista” (ou, quiçá, vivendo o papel de pobre em baile de rico: é o último a comer, mas o primeiro a apanhar...).

Por primeiro, há que se comentar que não temos craques no elenco tricolor. Temos, sim, bons jogadores – que precisam ter suas qualidades aproveitadas a contento para que possam produzir futebol suficiente para ganhar os jogos. Isto posto, uma pergunta: porque Julio Cesar acha que é craque, então? Este é verdadeiramente um bom jogador, com francas qualidades no ataque – mas no jogo de sábado subiu aos píncaros de suas tamancas e resolveu que não precisaria marcar nada. A avenida romana (romana, Julio Cesar, entendem?) foi imperativa (de novo, romana, Julio Cesar, imperador, entendem?) para que o resultado fosse um malogro completo. (OK, todas as associações foram fraquíssimas. Nos perdoem. Não as tentaremos mais).

Mas nosso lateral esquerdo não é o único culpado. Edcarlos teve uma atuação digna de Rafael Marques, o verdadeiro imortal (dado que este último, a cada vez que é afastado, volta mais forte – este sim é imortal!). Alguém poderia emprestar para ele o manual de treinamento do DETRAN – marcando as páginas em que são explicitadas as sinalizações viárias de direção para um lado e para outro a este indivíduo, mostrando onde é o ataque e onde é a defesa... dado que muitas vezes seu comportamento em campo era digno de quem foi a passeio ao Rio de Janeiro, não para a disputa de um jogo.

O meio-campo e o ataque tiveram o desempenho que se espera do Grêmio atual em jogos fora: nulo, completamente nulo. Espasmos de ataque como os de Escudero, quando sofreu o pênalti não marcado pelo ladrão de plantão, foram raros (novamente) e esporádicos, fazendo com que o Vaxxxxco, marcando as laterais gremistas, deitasse e rolasse durante todo o jogo sem que esboçássemos alguma reação. E a negativa de reação gremista se deu por completo quando Adilson entrou – quem quer reagir coloca Adilson não no meio-campo mas sim como gandula, onde elepoderá ter uma atuação melhor do que tem dentro das quatro linhas de campo.Queremos crer que Celso Roth foi um visionário, tentando preservar Douglas de tomar o terceiro cartão amarelo para o próximo jogo. Só pode ser isso. Tem que ser isso, aliás. Por favor, que seja isso.

Enfim... por último: o leitor mais atento pode ver várias e várias redundâncias nesse texto doído e repetitivo. É proposital – assim como também é marcadamente natural a redundância que Celso Roth tem como ápices e quedas ao longo do cumprimento de cada contrato fechado por algum incauto clube. Nos primeiros vinte por cento do tempo de duração do contrato, Celso Roth mobiliza e ganha os jogos; depois, acontece um lento declínio na execução dos seus préstimos trabalhistas fazendo com que seja demitido antes do término da prestação laboral contratada pelo incauto empregador. Seu contrato com o Grêmio é de curta duração (até o final de 2011); em função disso, seu declínio já é evidente. Esperamos que ao menos os sete jogos que ainda acontecerão no Velho Casarão sejam de vitória, permancendo-se assim no panteão das glórias da primeira divisão para 2012. E que se começe o trabalho de planejamento, e já!

Até a próxima coluna!

Doutrinador & Conselheiro

Garnizé

Em (Pós-Jogo) por Valdo em 24-08-2009

Tags : , , ,

Uma nova história passa também pelos comentários dos jogos. E quando digo comentário, me refiro tanto ao pessoal que fica na social comendo amendoim e gritando atrás da casamata do time adversário ou quem foi na geral pegando sol na cabeça - vulgo moleira ou moranga- , depois de tomar todas no Preliminar e não poder tomar água mineral (porque acabou). O jeito é se contentar com aquela cerveja sem álcool com gosto de mijo de freira. Passadas quase 24 horas da nossa avassaladora vitória contra o Galo (?) mineiro, consegui tirar um pouco da emoção sentida ao derrotarmos nosso ex-comandante deste comentário, pois creio que os mais de vinte mil espectadores do jogo deixaram mais do que claro o sentimento da torcida em relação ao “Jóquei Paraguaio da década”, não precisando eu envenenar o blog com isso. “Fantástico!”, “Incrível!” foram alguns dos muitos elogios que pudemos ouvir no estádio para o nosso Glorioso Tricolor no decorrer do jogo. É incrível ver como dentro do Olímpico as coisas fluem ao natural com um nível de dificuldade mínimo. O time do “Pintinho Garnizé” não mostrou a que veio. Não atacou nem se defendeu, ficou amarrado em meio a um sistema que tentava privilegiar o Diego Tardelli, porém, vimos El Ciclon, Jonas, Rever e Souza balançarem as redes numa tarde de domínio total do Tricolor dos Pampas. Mas o comentário que mais marcou o jogo ontem foi “Como é que pode uma coisa dessas”, em relação a nossa esquadra tricolor ao compararmos os resultados dentro de casa com os resultados longe. Temos 89% (oitenta e nove) de aproveitamento dentro de casa nesse campeonato Brasileiro e estamos a um jogo de completarmos um ano de invencibilidade no nosso estádio, porém, fora de casa, por algum motivo que nem Freud conseguiria explicar, não conseguimos repetir os resultados (não comentarei sobre as atuações). Pergunto a vocês, o que acontece fora de casa? Caso alguém saiba, por favor, mande um email para o pessoal do blog, que teremos o maior prazer em encaminhar o motivo para a ouvidoria do Grêmio. Redundâncias a parte, dentro do Olímpico, quem manda é o Grêmio. Teremos uma semana inteira agora para nos prepararmos e vencermos pela primeira vez fora de casa nesse campeonato. “Oremos”! Serviço: GRÊMIO Victor; Thiego, Mário Fernandes, Réver e Bruno Collaço; Adílson, Túlio, Tcheco e Souza (Makelele); Jonas (Herrera) e Perea (Douglas Costa). Técnico: Paulo Autuori ATLÉTICO-MG Bruno; Marcos Rocha (Evandro), Welton Felipe e Alex Bruno; Carlos Alberto, Jonílson, Renan, Renan Oliveira (Júnior) e Thiago Feltri; Éder Luís (Rentería) e Diego Tardelli. Técnico: Celso Roth (vulgo jóquei paraguaio) Gols: Grêmio – Réver (8min/1ºT), Perea (24min/1ºT), Souza (30min/1ºT), Jonas (4min/2ºT) Atlético-MG – Evandro (34min/2ºT) Cartões amarelos: Grêmio – Bruno Collaço Atlético-MG – Jonílson Público total: 22.051 Público pagante: 19.231 Renda: R$ 348.510,00 Árbitro: Wilson de Souza Mendonça (PE) Assistentes: Ângelo Rudimar Bechi (SC) e Kléber Lúcio Gil (SC)
Related Posts with Thumbnails