
Que o time do Grêmio precisa "tomar muito café" ainda para sonhar com o título da Libertadores, ficou claro ontem. Que reforços são necessários e que o entrosamento não chegou, também. Mas também ficou claro que temos um treinador na casamata tricolor que não tem medo de mudar quando algo não funciona, e que com essa postura conduziu o Grêmio à vitória ontem - vitória essa que nos deixa a 14 jogos do Tri da América. Também ficou claro que a camisa 7 tem mística sim, ainda mais quando treinada e orientada por quem deu vida a essa mística: O Santo.

O Jogo:
Quem viu o início do jogo reparou no nervosismo do time do Grêmio, principalmente do sistema defensivo, onde não foi difícil ver o Rochemback orientando (xingando mesmo) o posicionamento geral. Não fosse a fragilidade do adversário, esse nervosismo e a falta de entrosamento poderiam ter cobrado um preço mais alto do que o susto de sair perdendo.
O desenvolver do jogo não foi algo muito diferente do início: o adversário frágil jogando até que muito bem para seu potencial, e o Grêmio errando passes e jogadas relativamente simples. O medo para grande parte da torcida foram as jogadas aéreas - sentia-se um pavor no ar quando o adversário avançava por cima. Sinal da falta de entrosamento ou da falta de algo mais no setor.
Após o susto do adversário sair na frente, e um gol incrível perdido pelo André Lima, o Grêmio começou a reagir, e então eu diria que o jogo teve ares de ataque x defesa, com algumas fugidas rápidas do time adversário sem maiores sustos, exceto pelas bolas aéreas.
Resumindo, o adversário vendeu caro, sim, o resultado, muito mais pela vontade do que pela técnica, e também pela falta de entrosamento ou de algumas peças no time do Grêmio.
Destaques:
As boas surpresas ficam por conta de ver o Bruno Collaço desenvolvendo bem a função de lateral esquerdo, já começando uma boa dupla com o Lúcio (que não jogou tão bem quanto podia) e o excelente desempenho do Rochemback (A Rocha) - aliás, esse segundo não entra nem como surpresa, pois há tempos tem jogado o fino da bola.
Na linha das ótimas surpresas aparece aquele que deu título ao post: Vinícius Pacheco com sua armadura de número 7. Ficamos impressionados como ele encaixou bem no meio de campo dando outra figura a esse setor (lamentavelmente não era o dia do Alemão Adilson ontem). Esperamos que o Vinícius continue resolvendo para o Grêmio, mantendo a mística da camisa 7 acesa, sob o olhar atento de seu criador.
Como publiquei no pré-jogo de ida que faltavam 16 jogos, agora FALTAM 14 JOGOS para o Tri da América. Já vimos que essa Libertadores será casca, e que o time precisará de você. Torcedor, ASSOCIE-SE !
Serviço do jogo:
Grêmio 3 x 1 Liverpool
GRÊMIO
Victor; Gabriel, Paulão, Rafael Marques e Bruno Collaço; Adilson (Vinícius Pacheco), Fábio Rochemback, Lúcio e Douglas; Júnior Viçosa (Lins) e André Lima (Diego Clementino).
Técnico: Renato Portaluppi
LIVERPOOL
Castro; Souza Motta, Juan Alvez, Martín Bonjour e Hugo Souza; Carlos Macchi, Mauricio Felipe (Blanes), Maxi Montero (Figueredo) e Michel Acosta; Emiliano Alfaro e Maureen Franco.
Técnico: Eduardo Favaro
Árbitro: Sergio Pezzotta (ARG)
Assistentes: Alejo Castany (ARG) e Gustavo Esquivel (ARG)
Gols:
Grêmio: André Lima (38min/1ºT), Vinícius Pacheco (13 e 29min/2ºT)
Liverpool: Alfaro (35min/1ºT)
Cartões amarelos:
Grêmio: Júnior Viçosa
Liverpool:Alvez e Bonjour
Cartão vermelho:
Liverpool: Michel Acosta
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS)
Data: quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Público total: 34.681
Público pagante: 31.426
Renda: R$ 857.750,00