Equilíbrio é o que está faltando

Em (Pré-Jogo) por Brum em 13-03-2010

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Responda a seguinte pergunta:

“O que é melhor? Ganhar não convencendo ou não ganhar convencendo?”

Dois exemplos práticos para esta pergunta: é melhor ganhar de 1×0 do Novo Hamburgo tomando sufoco no final para ser o melhor time do 1º turno do Ruralito ou atropelar La U em um jogo tecnicamente/taticamente perfeito e ficar no 0×0. Ou pior! Jogar com raça contra o cruzeirinho de BH, vencer o jogo mas, mesmo assim, ser eliminado da Libertadores?

Esses dias ouvi o Jonas falar em uma entrevista que ainda existem pontos a serem melhorados no time mas que estão vencendo e garantindo os três pontos. Porém, esse não é o sentimento da torcida. Quem sabe o Jonas ainda não tenha se ligado que não se espera menos do que os três pontos enfrentando times do porte dos times do Gauchão. São times mais fracos, com esquemas mais frágeis. Com um elenco como o nosso, já é embaraçoso levar pressão de Novos Hamburgos, São Luízes e Portos Alegres da vida. Imagine então perder?

É fato que no fim das contas o que importa é a taça no armário. Mas precisa haver equilíbrio. A Adri já falou esta semana que falta algo ao Grêmio e eu digo que é equilíbrio, este algo faltante. Ano passado tínhamos uma das melhores defesas – se não a melhor defesa – do Brasil. Já nosso ataque era um ataque de asma, independente de ter jogadores portenhos altamente identificados com a torcida mas que pouco resolviam. Já neste ano temos um setor ofensivo altamente qualificado (com Borges e Leandro, claro) mas nossa defesa e meio campo não encaixam. É iminente a necessidade de mudanças no esquema tático do Grêmio.

Nosso adversário deste domingo é o mesmo daquela que pode-se dizer ter sido a melhor atuação do Grêmio até agora. Foi na fase final do 1º turno do Ruralito que pegamos o Inter-SM e jogamos uma partida sem sustos, com o time bem organizado e obedecendo o esquema. Quem sabe, esta foi uma partida em que o Grêmio ganhou convencendo.

Que a dose seja repetida amanhã contra o mesmo adversário. Mas principalmente, que o Grêmio reencontre o equilíbrio para passar a vencer convencendo daqui pra frente. Afinal de contas, há uma Copa do Brasil para ser conquistada. E precisamos de um grande título para unir de novo time e torcida pois já está começando a ficar chato só se falar se a Arena sai ou não sai, se a camiseta é feia ou bonita ou sobre o novo calção de treino azul dos símios sem identidade…

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Me engana que eu gosto

Em (Opinião) por admin em 06-10-2009

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Passada um pouco a decepção pelo jogo desse último domingo, um empate com ares de derrota contra o Sport, que luta pra sair da zona de rebaixamento, me pergunto: até quando vamos nos enganar?
Na verdade, eu sou daquelas que acredito até o ultimo minuto que algo bom vai acontecer. Sou daquelas que vê o final de um filme uma vez e quando assisto novamente, mesmo sabendo que não tem como alterar o final, eu ainda penso que poderia ter sido diferente,que  poderia ter terminado com um final feliz.
A campanha do Grêmio ano passado foi assim e este ano está indo pelo mesmo caminho. Claro que as campanhas são diferentes , a posição na tabela também mudou, o técnico e a direção também não são mais as mesmas. Apesar disso, vejo que tudo acabará da mesma forma: sem título e, se nada mudar de verdade, sem a vaga para a Libertadores de 2010.

RaloDevido a atual conjectura do campeonato, seria exagero de minha parte (e iria contra a minha natureza) não acreditar que ainda é possível uma vaga no G4, mas será que não estou me enganando de novo?
Ok, o Grêmio é o Imortal. Um time capaz de feitos inacreditáveis. Quando tudo parece ir pelo ralo, lá vai o Grêmio e sua força sobrenatural e vira o placar, alcança o resultado que parecia impossível. mas até quando vamos nos basear nos deuses tricolores para
buscar resultados que na verdade não alcançamos por falta um planejamento tecnico e de direção, falta de esforço dos jogadores e, o que ainda é pior, falta de apoio da torcida? Vale a pena lembrar que a última vez que esta imortalidade aconteceu, graças a Deus, foi pra trazer o time da série B na famosa “batalha dos Aflitos” para a série A, o último feito com dramaticidade heróica do Grêmio.

É preciso um pouco mais do que a Imortalidade. Os deuses não conspiram a favor quando alguma coisa está errada.

Na reta final do campeonato, onde está aquela torcida que vibra no estádio? Onde estão os mais de 30 mil torcedores apoiando em todos os jogos? Se continuarem vaiando e corneteando, não terão nem a Libertadores para ir. Mas se o objetivo é se tornar torcida de modinha que só vai ao estádio quando o time está bem, sigam assim. Mas o lugar pra isso não é no Olímpico, o lugar é um pouco mais lá pra zona sul.

Onde está aquele sentimento incondicional de apoio? Aquele que fazia muito abrirem mão de um domingo de sol no litoral pra alentar o time dentro do Olímpico? Aquele sentimento de que cada um faz a diferença pro resultado acontecer?

Parece exagero me irritar com alguns que ficam nas sociais E nas arquibancadas (não posso considerá-los torcedores) chamando quem quer que esteja na casamata de burro, até se for a própria mãe?

Me empolgar com a chegada de um atacante que recebe a camiseta 16, imortalizada pelos gols de Jardel na Libertadores de 95? 

Acreditar quando vejo meu time não perder uma partida em casa há mais de um ano?

Assim como muitos torcedores, eu esperava muito mais do Grêmio neste ano. Esperava que já estivessemos com a posição no G4 assegurada, ainda mais com a chegada do Autuori , mas estariamos nós com um técnico de muita estratégia e pouco pulso no vestiário?

De qualquer forma, eu comprei a idéia que me venderam. No entanto, o filme ainda não acabou.
Ainda dá pra mudar o final que está se aproximando, mas tem que começar agora. Não dá mais pra esperar.

 

Te sigo aonde for.

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