Empréstimo Estranho

Em (Notícias na Rede, Opinião) por Valdo em 21-06-2010

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Época de copa-do-mundo-fifa, tempo ideal para políticos fazerem conchavos, para leis porcas serem aprovadas e para coisas estranhas acontecerem sem questionamento, pois as atenções estão todas voltadas para a bola que rola na África.

Uma das coisas estranhas que aconteceram no Olímpico Monumental, sem questionamento até agora, foi o empréstimo do Mithyuê para o CAP. É difícil compreender porque um clube que “se orgulha de apostar na base” empreste um jogador com um grande potencial, ainda mais se considerarmos que temos carências no ataque. Sim, alguém poderá dizer que ele é meio campo, ou então que o clube preferiu optar por figurões como o Leandro. Para mim qualquer uma das duas opções são altamente descabidas e sem fundamento.

O Mithyuê é um talentoso guri de drible fácil, e de um chute fortíssimo a meia distância. Eu gostaria de dizer que o Leandro tem alguma dessas duas habilidades, porém não vi ele jogar ainda em 2010.

É profundamente lamentável ver os rumos que nosso futebol vem tomado. Parece que cada dia piora mais e mais – quando achávamos ter visto tudo, vem mais uma notícia que mostra que o poço não tem fundo, ou melhor, que a falta de inteligência de alguns planejadores não tem fim!!

Ah, como incompetência (ou azar) pouca é bobagem, o Joílson não foi emprestado porque está contundido e não foi aprovado nos exames médicos no CAP.

Fica aqui um pedido meu para essa semana: Que tenhamos alguma boa notícia. Não precisa ser a demissão sumária do Meira, isso eu sei, seria a melhor notícia do ano. Mas enfim, uma notícia onde os dirigentes do futebol tricolor parem de maltratar seus torcedores com politicagens, parem de ceder a carteirasso de figurão e afins.

Por um Grêmio mais Grêmio.

No caminho certo… espero!

Em (Pós-Jogo) por admin em 15-03-2010

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Maylson foi destaque

 Domingo passado, ao sair do Olímpico após mais um jogo com vitória, comentei com amigos que algo vinha me incomodando. O fato é que eu estava saindo triste, descontente e desconfiada de todos os jogos do Grêmio em casa. O que aconteceu hoje não foi muito diferente, embora eu não possa deixar de admitir que houve evolução em alguns pontos. Começando pela defesa, hoje foi a segunda partida desde o começo da temporada na qual não levamos gol. Além disso, apesar de não termos levado gol do Novo Hamburgo, houve pressão, com o Victor salvando (como sempre). Mas o fato a comemorar é que hoje o nosso arqueiro foi um mero coadjuvante da partida. Ok, o adversário era o modesto Inter-SM, mas ultimamente nossos adversários também eram fracos e mesmo assim estávamos tomando gols e pressão. Então, acredito que sim, devemos valorizar nossa evolução defensiva.

O jogo de hoje também serviu para confirmar que os guris estão pedindo passagem no time do Silas. Foi preciso o Hugo se machucar para o nosso treinador escalar o Maylson ao lado do Douglas (que mais uma vez teve boa atuação). O guri, que já havia ido bem em outras oportunidades, foi o destaque do jogo, marcando os dois primeiros gols da vitória tricolor de 3×0.

O terceiro gol foi marcado por Fernando em boa jogada do Mithyuê (ambos haviam ingressado no 2º tempo nos lugares de Maylson e William, respectivamente). Aliás, a entrada desses jogadores confirma a tese de que devemos aproveitar mais esses guris oriundos das categorias de base. Eles foram bem no jogo de hoje, principalmente Mithyuê, que deu movimentação ao ataque tricolor. Não que seja muito difícil dar mais movimentação do que o William “cone”, mas não dá para entender a escalação desse jogador, mesmo com a lesão do goleador Borges.

Enfim, foi um jogo que não chegou a empolgar o torcedor, mas controlamos o adversário, não corremos riscocs em momento algum e fizemos um placar elástico. Houve, sim, evolução e a maior prova disso é que ao final da partida, ao ouvir o apito do juiz, foi uma das primeiras vezes que não ouvi vaias ou contestações nas Sociais do Olímpico. Que continue assim, com o time em constante evolução. 

SERVIÇO DA PARTIDA 

GRÊMIO 

Victor; Edílson, Mário Fernandes, Rodrigo e Fábio Santos; Ferdinando, Adilson, Maylson (Fernando) e Douglas; Jonas (Bergson) e William (Mithyuê). 

Técnico: Silas 

INTER-SM 

César; Djair, Sananduva e Juliano; Xande (Paulo César), Cleitão, Elias (Maurício Medeiros), Pio, Anderson Cruz e Júlio Cézar (Bruno); Dudu 

Técnico: Bagé 

Data: 14/03/2010.
Gols: No primeiro tempo, Maylson, aos 40 minutos. No segundo, Maylson, aos 29 e Fernando, aos 43.
Cartões amarelos: Djair, Júlio Cézar, Cleitão, Paulo César (I), Douglas (G).
Arbitragem: Vinícius Costa, auxiliado por Anderson da Silveira Farias e Júlio César dos Santos.
Público: 10.936 (9.651 pagantes). Renda: R$ 132.375,50.
Local: Estádio Olímpico  

PRÓXIMO JOGO 

VOTORATY X GRÊMIO, pela Copa do Brasil, no Estádio Domênico Paolo Mettidieri, em Votorantim-SP. 17/03/2010 (quarta-feira) às 15h30. 

Sou Gremista e me basta!

Zequinha deu trabalho

Em (Pós-Jogo) por admin em 13-02-2010

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Pós-Jogo

Um jogo que tinha tudo para não acontecer, caso o absurdo combinado entre o Sindicado do Atletas e a FGF fosse cumprido. A temperatura no gentil termômetro do delegado da Federação Gaúcha marcou 5 graus a menos que todos os outros termômetros da cidade, aprovando o início da peleia debaixo de sol escaldante. Eu não tenho nada contra, acho que a peleia deve continuar mesmo com 50 graus e que vençam os mais fortes. Se não gostam que mudem de profissão ou achem uma vaga nos meigos de RJ e SP.

O zequinha defendia o título de melhor campanha do Gauchão 2010, até o momento, mesmo sabendo que fez jogos contra o grupo mais fraco, o grupo do Grêmio. Um time também liderado por um ex-zagueiro e que vem mostrando um belo futebol, totalmente ofensivo.

O time do Grêmio entrava em campo com uma substituição interessante, forçada por uma suspensão: Maylson por Mythiuê. Assim que eu ouvi a escalação no rádio, sorri. Imaginei a formação tática e a provável movimentação desse inteligente jovem em conjunto com Douglas.  Mas enquanto este meio construía, a defesa destruía.

A derrota parcial no primeiro tempo refletiu aquilo que já estamos cansados de discutir neste blog: falta de marcação na defesa gremista, a volta de Jonas ao grupo dos medianos, o eterno problema dos volantes, as chances perdidas pelo ataque e o time sem identidade que o Grêmio tem hoje.

VAIAS. Perda de Lúcio lesionado. Muitas foram as constatações negativas no primeiro tempo do jogo, mas nenhuma foi mais importante que a declaração deprimente de Mario Fernandes sobre o porquê da derrota parcial: “Nós não estamos marcando”.

Douglas e principalmente Victor sairam bastante irritados no intervalo. Não é atoa que são alguns dos melhores jogadores desse time do Grêmio. O capitão Victor assiste lá de trás os erros grotescos de marcação e a movimentação juvenil da defesa gremista. Douglas, por sua vez, é o centro das jogadas, o armador, e tem grande conhecimento tático. E o ex-corintiano também deixou claro o seu sentimento ao sair do campo: “Temos que jogar. Nós não estamos jogando! Temos que rodar a bola e fazer eles correrem também”. Perfeito, porém batido. Um time profissional não deveria sair de campo com essa reclamação.

O calor insuportável deve ser utilizado a favor e não contra. Saber correr e manter a posse de bola é muito importante nessas horas, pois obriga o time adversário e entrar no “bobinho” e gastar seus sais minerais de forma totalmente improdutiva. Além disso, me permitam desabafar por um instante: MARCAR A BOLA AO INVÉS DOS ATACANTES É COISA DE JOGADOR INFANTIL! O gol que o Grêmio levou no primeiro tempo (saindo atrás no placar pela milésima vez) demonstrou claramente a zaga assistindo a jogada do São José enquanto o atacante corria pelo meio dos zagueiros com total liberdade. RIDÍCULO! E o pior de tudo é que esse tipo de erro não é daqueles que o Silas pode corrigir com alguns treinos. Os zagueiros não são crianças aprendendo futebol agora, mas sim homens rodados e experiência. Erros como estes não são mais tolerados. Só falta ter que parar treino pra ensiná-los onde o pé de apoio deve ficar na hora do chute… PQP!

Saiu Jonas e entrou William, estreante, e o segundo tempo já começou mostrando as armas do garoto Mythiuê, que resolveu empatar o jogo num chute muito forte de fora da área, preciso, no canto. Lembrei do gol que ele fez na final do Brasileiro sub-20 de 2008 pelo Grêmio. Não muito tempo depois Fabio Santos (quem diria) virou o jogo. O Grêmio vinha mostrando, desde o início da partida, maior volume de jogo e agora concretizava seus esforços, mas também escondia os defeitos evidentes para os 3 mil pagantes presentes no Estádio Olímpico. Maurício e Fernando choravam de calor e Silas poupou o mais jovem, dando alguns minutos para o William Magrão ganhar um bronze.

E assim terminou o jogo: 2×1 para o Grêmio, outra virada, mesmos erros e afirmações dos últimos jogos. Preciso lembrar que o goleiro do Zequinha me deixou uma impressão positiva, devido ao seu desempenho acima da média. Ele merece acompanhamento de longe e quem sabe a reserva de um time grande em breve (alô Meira!)

A próxima fase traz o Veranópolis, de quem o Grêmio só conseguiu um pontinho dentro de casa. Será que agora vai?

Gauchão
Taça Fernando Carvalho – 8ª rodada

Grêmio 2 x 1 São José-PA

GRÊMIO
Victor; Mário Fernandes, Rafael Marques, Maurício e Lúcio (Fábio Santos); Fernando (Willian Magrão), Fábio Rochemback, Mithyuê e Douglas; Jonas (William) e Borges. Técnico: Silas

SÃO JOSÉ-PA
Rafael; Alexandre, Gustavo, Tairone e Juca; Jonas, Dadá, Pedro Carmona (Douglas) e Jeferson (Xavier); Beá e Rangel (Cassiano). Técnico: Argel

Gols:
Grêmio –
Grêmio – Mithyuê (9min/2ºT) e Fábio Santos (16min/2ºT)
São José-PA – São José-PA – Juca (14min/1ºT)

Cartões amarelos:
Grêmio – Mário Fernandes
São José-PA – Jonas

Árbitro: Carlos Simon
Assistentes: Edemar Palmeira e Jorge Luiz Cardoso da Silva

Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre
Data: sábado, 13 de fevereiro de 2010

Público total: 3.805
Público pagante:
3.332
Renda: R$
55.735,00

Um jogo que tinha tudo para não acontecer, caso o absurdo combinado entre o Sindicado do

Atletas e a FGF fosse cumprido. A temperatura no gentil termômetro do amigo Simon marcou 5

graus a menos que todos os outros termômetros da cidade, aprovando o início da peleia debaixo

de sol escaldante. Eu não tenho nada contra, acho que a peleia deve continuar mesmo com 50

graus e que vençam os mais fortes. Se não gostam que mudem de profissão ou achem uma vaga nos

meigos de RJ e SP.

O zequinha defendia o título de melhor campanha do Gauchão 2010, até o momento, mesmo sabendo

que fez jogos contra o grupo mais fraco, o grupo do Grêmio. Um time também liderado por um

ex-zagueiro e que vem mostrando um belo futebol, totalmente ofensivo.

O time do Grêmio entrava em campo com uma substituição interessante, forçada por uma

suspensão: Maylson por Mythiuê. Assim que eu ouvi a escalação no rádio, sorri. Imaginei a

formação tática e a provável movimentação desse inteligente jovem em conjunto com Douglas.

Mas enquanto este meio construía, a defesa destruía.

A derrota parcial no primeiro tempo refletiu aquilo que já estamos cansados de discutir neste

blog: falta de marcação na defesa gremista, a volta de Jonas ao grupo dos medianos, o eterno

problema dos volantes, as chances perdidas pelo ataque e o time sem identidade que o Grêmio

tem hoje.

VAIAS. Perda de Lúcio lesionado. Muitas foram as constatações negativas no primeiro tempo do

jogo, mas nenhuma foi mais importante que a declaração deprimente de Mario Fernandes sobre o

porquê da derrota parcial: “Nós não estamos marcando”.

Douglas e principalmente Victor sairam bastante irritados no intervalo. Não é atoa que são

alguns dos melhores jogadores desse time do Grêmio. O capitão Victor assiste lá de trás os

erros grotescos de marcação e a movimentação juvenil da defesa gremista. Douglas, por sua

vez, é o centro das jogadas, o armador, e tem grande conhecimento tático. E o ex-corintiano

também deixou claro o seu sentimento ao sair do campo: “Temos que jogar. Nós não estamos

jogando! Temos que rodar a bola e fazer eles correrem também”. Perfeito, porém batido. Um

time profissional não deveria sair de campo com essa reclamação.

O calor insuportável deve ser utilizado a favor e não contra. Saber correr e manter a posse

de bola é muito importante nessas horas, pois obriga o time adversário e entrar no “bobinho”

e gastar seus sais minerais de forma totalmente improdutiva. Além disso, me permitam

desabafar por um instante: MARCAR A BOLA AO INVÉS DOS ATACANTES É COISA DE JOGADOR INFANTIL!

O gol que o Grêmio levou no primeiro tempo (saindo atrás no placar pela milésima vez)

demonstrou claramente a zaga assistindo a jogada do São José enquanto o atacante corria pelo

meio dos zagueiros com total liberdade. RIDÍCULO! E o pior de tudo é que esse tipo de erro

não é daqueles que o Silas pode corrigir com alguns treinos. Os zagueiros não são crianças

aprendendo futebol agora, mas sim homens rodados e experiência. Erros como estes não são mais

tolerados. Só falta ter que parar treino pra ensiná-los onde o pé de apoio deve ficar na hora

do chute… PQP!

Saiu Jonas e entrou William, estreante, e o segundo tempo já começou mostrando as armas do

garoto Mythiuê, que resolveu empatar o jogo num chute muito forte de fora da área, preciso,

no canto. Lembrei do gol que ele fez na final do Brasileiro sub-20 de 2008 pelo Grêmio. Não

muito tempo depois Fabio Santos (quem diria) virou o jogo. O Grêmio vinha mostrando, desde o

início do jogo, maior volume de jogo e agora então concretizava seus esforços, mas também

escondia os defeitos evidentes para os 3 mil pagantes presentes no Estádio Olímpico. Maurício

e Fernando choravam de calor, então Silas resolveu poupar o mais jovem e dar alguns minutos

para o William Magrão ganhar um bronze.

E assim terminou o jogo: 2×1 para o Grêmio, outra virada, mesmos erros e afirmações dos

últimos jogos. Preciso lembrar que o goleiro do Zequinha me deixou uma impressão positiva,

devido ao seu desempenho acima da média, que merece acompanhamento de longe e quem sabe a

reserva de um time grande em breve.

A próxima fase traz o Veranópolis, de quem o Grêmio só conseguiu um pontinho dentro de casa.

Acho que os reais testes começam agora, então corneteiros, preparem seu repertório de

bobagens repetitivas, pois a peleia está longe de terminar.

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