Abrindo os trabalhos para 2010

Em (Destaque, Opinião) por admin em 06-01-2010

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E finalmente começou 2010 para o Grêmio. Após quase um mês com especulações sobre a Arena e uma encheção de linguiça capaz de irritar até mesmo um Monge Tibetano, voltamos ao que realmente interessa.

Foram contratados para defender o Manto azul, preto e branco Borges, Leandro, Hugo, Ferdinando, Henrique e Maurício, sem contar a chegada se Silas no comando técnico, e o retorno do que nunca deveria ter saído, Prof. Paixão. A manutenção de Réver na zaga é a certeza de continuarmos com uma defesa segura que conta ainda com o excelente Mário Fernandes, Rafa Marques, Saimon e Maurício que veio do Palmeiras por empréstimo na troca por Léo.

Começamos por Léo, como um dos pontos a lamentar. Todos nós sabemos que tínhamos uma dívida gigantesca com o Palmeiras e a transferência do nosso “Kaiser” para o Parque Antártica seria uma maneira de aliviar dramaticamente o peso desta dívida vinda de administrações fanfarronas e incompetentes. Sorte que o zagueiro Maurício veio por empréstimo no negócio. Sim, aquele mesmo que se esbofeteou com o Obina no jogo do Palmeiras aqui no Monumental. Potencial, o guri tem. Esperamos que corresponda isto vestindo o Manto.

Para fechar a seção lamentações, a ida de Maxi para a Lazio foi um golpe difícil de acusar. Pessoalmente, não consigo ainda ver vilões ou mocinhos nesta história mas, cabe ressaltar que o Grêmio exerceu o direito de compra depositando em juízo a grana do passe. Resta a dúvida se este depósito não foi feito tarde de mais, quando ele e sua esposa Wanda “Yoko Ono” Nara já estavam tentados por morar nas imediações do Coliseu. Não que Maxi fosse um jogador excepcional: não. Mas tinha a vibração e a garra Gremista. Era um cara que fazia ressurgir as esperanças de novamente ter um matador sustentando a lendária camiseta nº 16. Ledo engano. Por mais que tenha dado alegrias à torcida Gremista, fica em mim a impressão de que Maxi, a exemplo de Autuori, chegou e foi embora sem mostrar seu verdadeiro potencial. Paciência…

Dos reforços, os que mais empolgam são Leandro e Borges. Hugo, nosso velho conhecido, chegou cheio de marra. Disse que até dia 10 tudo poderia mudar e ele não jogar pelo Grêmio. Deve ter tomado um “vai-na-venda” na orelha para aprender a respeitar mais a nós Gremistas. Já na coletiva, juras de amor ao clube (clichê de jogador de futebol, convenhamos).

Provavelmente haverá uma nova investida da Ucrânia para levar Douglas Costa. Prefiro acreditar que isto é uma piada de 1º de abril antecipada. Caso realmente saia, que deixe as guaiacas do Grêmio cheias de onças para podermos sanar de uma vez algumas contas até então impagáveis e nos preocuparmos com o que realmente interessa que é GANHAR TÍTULOS.

A pé ou não, SEMPRE COM O GRÊMIO!!!

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Amanhã irá ao ar (com muito atraso) a entrevista que fizemos com o pessoal do Marketing do Grêmio. Eles irão esclarecer algumas dúvidas que os Gremistas têm em relação ao funcionamento do Marketing, e explicar como nasceu o Exército Gremista. Aguardem!

O Grêmio pelo Grêmio.

Em (Pós-Jogo) por admin em 19-11-2009

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Souza e Maxi López comemoram o segundo gol gremista.

Foi um jogo digno de Grêmio x Palmeiras. Briga, raça, polêmica e, como sempre, vitória do Grêmio. O tricolor dominou a partida desde os primeiros instantes em uma noite inspirada do garoto Douglas Costa que, após a atuação de hoje, não pode, sob hipótese alguma, voltar ao banco de reservas. Foi só dar uma sequência de jogos para o guri para ele mostrar seu verdadeiro futebol. Um futebol fácil, preciso, leve e desconcertante. Atuando nos dois lados do campo, o camisa 7 tocou o terror na defesa adversária, principalmente no primeiro tempo.

Na segunda etapa, após o fiasco protagonizado por Obina e Maurício, a mecânica do jogo alterou-se e a equipe do Palestra Itália fechou-se em seu campo de forma compacta, apenas esperando o Grêmio. Por incrível que pareça, o tricolor mostrou um futebol melhor na etapa inicial quando o jogo estava onze contra onze. Contra uma equipe compactada, faz-se necessária uma estratégia de jogo diferenciada, com toques rápidos e envolventes até que o espaço surja para que seja feita uma penetração na área adversária. E isto o Grêmio não conseguiu. Às vezes, jogar contra nove é mais difícil que jogar contra onze.

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Maxi em noite inspirada

Maxi, Souza e Rochemback
Alguém pode me dizer quando o Rochemback estréia pelo Grêmio? Ainda estamos no aguardo. Na minha modesta opinião, esta foi a contratação mais equivocada desta temporada 2009. Rochemback está fora de forma, acima do peso e não acertou UM chute perigoso em gol desde sua chegada. E o Souza? Gostaria de uma explicação de por que o Souza parece ter esquecido o futebol de alta técnica que ele demonstrou até um mês atrás. Os passes precisos, as jogadas geniais e as assistências açucaradas deram lugar a um futebol comum, óbvio e sem diferenciação. Acorda, Souza! E o Maxi? O Maxi mostrou porque o Grêmio tem que fazer um esforço para mantê-lo. É a raça, o jogador brigador, que não tem bola perdida. É o cara do jogo de corpo, que não desiste nunca e que tem a tal “cara do Grêmio”. Um ataque com Maxi e Hugo, tendo Borges e Douglas Costa mais recuados embala meus sonhos todas as noites. Parece-me uma combinação interessante.

O retorno
Algo extremamente positivo na partida desta noite foi o retorno de William Magrão. Parado desde 15 de fevereiro deste ano, numa partida contra o Avenida em Santa Cruz do Sul, válida pela fase de grupos do Gauchão, o volante fez seu retorno ao Grêmio na noite de hoje, numa atuação obviamente discreta. Recuperado de um rompimento de ligamentos, os vinte minutos em campo mostraram um Magrão em boa forma física, mas ainda precisando retomar muito de sua confiança, algo que só vem com o tempo. É certamente um reforço importantíssimo para temporada 2010.

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Tapas e socos trocados por Obina (D) e Mauricio.

A briga
Fica como destaque negativo do jogo de hoje a cena ridícula protagonizada por Obina e Maurício. É inconcebível que jogadores profissionais, da primeira divisão do futebol nacional, tenham atitudes daquele naipe. A diretoria do Palmeiras acertadamente declarou, após a partida, que nenhum dos dois voltará a vestir a camiseta do clube. Assistindo cenas como esta, começamos a entender a descida desenfreada ladeira abaixo do time que parecia ser o grande bicho papão do certame, mas está se mostrando mais como uma equipe desestabilizada emocionalmente e que não soube lidar com os altos e baixos que caracterizam o sistema de pontos corridos.

O favorecimento de terceiros
Gostaria de endossar e fazer minhas as palavras do Presidente Duda Kroeff após a partida de hoje. Sabemos muito bem de quem ele estava falando quando disse que “velhos jornalistas e pessoas que acham que entendem de futebol” entraram em contato com ele durante o dia para pedir a escalação do time reserva na noite desta quarta-feira. Estamos com o senhor, Presidente. O Grêmio joga pelo Grêmio e apenas pelo Grêmio. Não vamos nos apequenar e fazer o rídiculo papel já foi protagonizado por uma equipe que nem merece ter seu nome escrito neste blog. Como diz a torcida tricolor: “*****, te conhecemos, Grêmio não é como tu.”. Isso parece ter ficado bem evidente na noite de hoje.

Melhores momentos da partida:

Serviço do jogo:

Grêmio (2)
Marcelo Grohe, Willian Thiego (Willian Magrão), Rafael Marques, Réver e Lúcio (Bruno Collaço); Adílson, Maylson (Herrera), Fábio Rochemback, Souza e Douglas Costa; Maxi López.
Técnico: Marcelo Rospide.

Palmeiras (0)
Marcos, Figueroa, Danilo, Maurício e Armero; Sandro Silva, Pierre, Deyviv Sacconi e Diego Souza; Ortigoza (Marcão) e Obina.
Técnico: Muricy Ramalho.

Gols: Rafael Marques, aos 45 minutos do primeiro tempo. No segundo tempo, Maxi López, aos 25.
Cartões amarelos: Lúcio (Grêmio); Maurício, Armero e Pierre (Palmeiras). Cartão vermelho: Maurício e Obina (Palmeiras).

Estádio: Olímpico.
Data: 18/11/2009.
Árbitro: Héber Roberto Lopes (Fifa).
Auxiliares: Roberto Braatz (Fifa) e Alessandro Álvaro Rocha de Matos (Fifa)

A Semana do Grêmio (ESPECIAL) – 13-NOV-2009

Em (Opinião, Semana do Grêmio) por admin em 13-11-2009

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O destaque desta semana foi a saída de Autuori do comando técnico Gremista. Resumindo o pensamento de alguns corneteiros, comentaristas, loucos e pessoas sensatas, esta foi a “ida do que não veio”. Não faltam especulações acerca do novo técnico. Todos estão falando que, neste momento, Adilson “Capitão América” Batista é o preferido. Após uma rápida enquete dentro do APB, chegamos à conclusão de que entre os nomes apresentados, Adilson é o que realmente tem o perfil de que o Grêmio precisa. Aos que só se lembram de sua primeira passagem como técnico naquele biênio trágico, fica o registro de que o mesmo adquiriu muita experiência chegando inclusive a uma final de Libertadores. Além disso ele gosta do Grêmio, da torcida do Grêmio, ou seja, ele tem a “cara do Grêmio”.

Opinião da galera do APB: Alô Direção, pra nós Adilson é o cara! Nem percam tempo sondando os outros!

Maxi começa a conversar
Ao mesmo tempo em que se especula sobre o novo técnico, os procuradores de “El Tanque” começam a conversar sobre a permanência de Maxi no Olímpico. Outro típico caso de jogador que se identifica com a torcida, tem garra e mostrou que, sim, ele tem qualidade para continuar no Grêmio. Vamos esperar e torcer para poder contar com Maxi ano que vem.

Hugo diz que está próximo do Grêmio
Mesmo admitindo que tem propostas do exterior, Hugo afirmou que está bem perto do Grêmio. Seria um adicional de qualidade se aterrisar em Porto Alegre o mesmo Hugo de 2007. Só que sua chegada pode possivelmente apontar que…

… Tcheco não fica no Grêmio
Existe certa insegurança do próprio jogador quanto à renovação do seu contrato. Caso não renove, a tendência é ir para o Corinthians ser comandado novamente pelo Mano e disputar mais uma Libertadores.

Tcheco é um cara amado e muitas vezes odiado pela torcida.  Aqui no APB seus defensores e opositores têm discussões homéricas em torno do seu atual desempenho nos jogos. Mas, independentemente disto, quem pode resumir bem o Tcheco hoje é o Minwer, neste post no blog dele no GE.COM (clica aí pra conferir)

Três ícones. Três ídolos. Três muralhas

Clique na foto para ler a matéria

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Sem palavras. Poder ter visto os 3 em ação é um privilégio!

Jogo de amanhã
Ok, mais uma vez vamos ao Mineirão, enfrentar o Cruzeiro que prometeu clima de Libertadores. As expectativas para o jogo não são as maiores. Só acredito ser válida esta partida para medir o potencial de Rospide. Assim, podemos ter uma ideia de como poderia ter sido a história caso Rospide tivesse nos comandado na semi final da Libertadores… só!

A pé ou não, SEMPRE COM O GRÊMIO!!!

As Novelas

Em (Corneta, Gremismo, Notícias na Rede, Opinião) por admin em 28-08-2009

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maria_bairroJá repararam como as contratações do Grêmio são sempre uma novela ? Foi assim com Herrera, foi assim com Maxi Lopes, está sendo assim com o atacante Leandro e tudo se desenha para que seja assim com Fábio Rochemback. Até o meia Renato, que parecia ter sido uma contratação tranquila, acabou virando uma dramalhão mexicano da pior qualidade, sendo que esta ainda teve o requinte de crueldade de ter virado novela após o jogador já estar até treinando no estádio Olímpico.

Eu tento, no meu íntimo, pensando cá com meus botões (e agora com o meu mais novo botão: um “botão” de poliéster que reveste meu pé quebrado pelo menos nos próximos 30 dias) pensar porque todas contratações do Grêmio são como parir uma bigorna. A meu ver, não existe uma única explicação. Acho que os problemas do Grêmio no momento de contratar passam por três fatores: uma certa ingenuidade da direção, problemas financeiros e a própria imprensa.

Vamos por partes. Às vezes tenho a impressão que falta um pouco de malandragem aos homens que tratam de trazer jogadores ao Olímpico. Eu posso estar exagerando um pouco, mas parece que sempre rola uma historinha de “mas a gente nao sabia” ou “mas ninguém nos disse que isso podia acontecer” ou então o famoso “estamos aguardando o fax do clube XYZ com a liberação do jogador”. Não sei até que ponto isso é culpa do Grêmio. Acho que até não o é, mas que os dirigentes estão precisando tomar umas aulinhas com o Zé Carioca, precisam.

A outra questão passa pela grana. Isso não é segredo para ninguém: o Grêmio é um clube com sérias dificuldades financeiras e isso sempre acaba por minimizar o poder de negociação. É a popular “Bala na agulha”. Isso, na minha modesta opinião, explica um fato da outra ponta: que todo mundo reclama que o Grêmio não sabe vender jogadores. Acho que a explicação para esta é mais fácil: quem precisa de dinheiro, vende por menos. Quem não precisa tanto assim, vende por mais.

Por fim, creio eu que as novelas de contratação passam sim pela imprensa. A imprensa, dentro, claro, do seu papel de informar o torcedor, acaba sendo o veículo da novela. Desde que foi feito o primeiro anúncio sobre a possível vinda do Rochemback na noite de ontem, os meios de comunicação esportiva aqui do Sul nos bombardeiam com notícias, conversas com pai, mãe, avó, papagaio, cachorro do jogador, etc. Esta avalanche de notícias e especulações com muita frequência pode criar uma sensação que o tempo passa e tudo fica na especulação e na negociação, sem que haja evolução e a concretização do negócio.  Isso começa a impacientar o torcedor, que pressiona o time os dirigentes a serem mais enérgicos e ágeis. Nem sempre negociar jogadores é algo simples e rápido. Exige paciência e tempo e isso são coisas cada vez mais raras nos dias hoje em que tudo acontece rápido.

Em tempo: a fratura no meu pé é idêntica à do Fábio Santos. Deve ser de tanto que eu corneteei ele nas Sociais do Olímpico.

Com o Grêmio onde o Grêmio estiver.

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