[especial] A globalização do Futebol Brasileiro

Em (Marketing, Opinião) por Valdo em 14-11-2011

Tags : , ,

Quase tudo que fazemos nas nossas vidas, é fruto da visão e do pioneirismo de alguém. Ser pioneiro no mundo esportivo, e principalmente no futebol, é tão importante quanto formar excelente jogadores para montar boas equipes, conquistar títulos e possivelmente faturar com esses resultados. Ser visionário no futebol brasileiro, vai muito além de entregar a camiseta do time para algum político internacional ou cantor de renome mundial que vem fazer um show qualquer na nossa província, mas com raras exceções entende de futebol, muito menos sabe quem somos ou que existíamos. O problema é que isso dá “Ibope”, muito mais ao fulano de tal que entregou a camisa do time ao cantor aquele. Pessoas que muitas vezes utilizam da imagem de um clube para se auto promover, uma vez que, na grande maioria dos casos, o ganho real para o clube de “tal façanha” é uma flauta nos tradicionais rivais, e umas meras linhas de exposição na mídia local, e talvez alguma coisa na mídia nacional, mas muito pouca ou quase nula exposição na mídia mundial, que é a que nos interessa, e o que eu vou tentar detalhar abaixo.

 

Alguém sabe explicar o fato da seleção Brasileira ser adorada mundialmente em um de cada três países, mas ao mesmo tempo, os mesmos “estrangeiros” que adoram nossa seleção e os nossos craques não sabem quem são os nossos grandes clubes, muito menos o que representa uma rivalidade GreNal? Nossos times no Brasil não trabalham a imagem própria e dos nossos craques no exterior, salvo raras exceções, como o bom trabalho pioneiro que vem fazendo o pessoal da Vila Belmiro com a maior promessa do futebol brasileiro para ganhar a Copa de 2014. A grande maioria dos nossos craques ganha exposição quando vai jogar fora do país, e tem sua imagem “explorada” da melhor maneira pelo seu novo clube. Um dos nossos problemas é a falta de qualificação profissional no comando dos nossos clubes; esbarramos na falta de administradores do futebol, visionários, capazes de romper a barreira da saturação mercadológica local na busca da consolidação dos nossos clubes e das nossas marcas no exterior. O mercado brasileiro está perto de uma saturação. Pesquisas sobre os números de torcedores vem sido feitas há mais de duas décadas, e os percentuais de torcedores para cada time raramente variam, mesmo que exista um crescimento no número de torcedores, decorrente do crescimento natural do país. Agora, alguém se preocupa em saber qual o time brasileiro de maior reconhecimento e torcida no mercado norte-americano ou asiático? Mercados onde os números de torcedores locais que elegem a nossa seleção Brasileira como seus segundo time chega em alguns casos aos incríveis 80%, como ocorre no México. Alguém se preocupa em divulgar nossos times nesses mercados ou explorar a captação de novos “torcedores” ou simpatizantes de nosso times? O investimento só terá retorno se for focado no cliente, e a nosso foco tem que ser os amantes do futebol brasileiro espalhados pelo mundo que não possuem ou simpatizam com algum clube de futebol no Brasil.

 

No caso do nosso Grêmio, meu clube de coração, o qual acompanho o dia-a-dia mesmo que a distância, sempre buscando colaborar apresentando oportunidades para a romper a barreira local, e globalizar de vez nosso time, não consigo encontrar explicação para tanto descaso com os mercados do Oriente Médio, da Ásia e da América do Norte, que não param de crescer no quesito interesse por futebol. Oportunidades não faltaram, projetos foram apresentados, chances foram desperdiçadas, desde a época do Zento e do Paiva no comando do Marketing do Grêmio, já cansamos de apresentar propostas e não obter retorno. Quando o Barcelona foi pioneiro e lançou seu canal com conteúdo exclusivo para o Youtube, negociamos os direitos para os canais de mais de 20 equipes latino americanas. Alguns projetos foram aceitos, e os direitos repassados ao clubes que tiveram interesse no projeto. No Brasil, nada foi feito. No Grêmio, achavam “uma barbaridade” gastar dinheiro com isso e uma perda de tempo, afinal quem iria assistir a GrêmioTV no Youtube. O passar dos anos veio a provar quem tinha razão, quem foi pioneiro e ousado. Os direitos dos canais nos ainda os temos, mas já fazem muitos anos que cansamos de bater na porta de gente que não se preocupa com algo que não lhe dará retorno pessoal. Vou além disso, não faz muito tempo deixamos um projeto na mesa, com o interesse de uma empresa líder mundial na distribuição e comercialização de artigos de futebol, com a intenção de abrir uma loja virtual do Grêmio, com entrega de produtos oficiais do clube em qualquer lugar do mundo em menos de 96 horas (utilizando a vasta rede de distribuição que a empresa já possui). Custo para o clube: zero; a empresa bancava os custos de criação e marketing em troca do direito de comercializar os produtos do Grêmio no exterior. O projeto parou aí, já que houve interesse, mas não houve retorno, além de que o Grêmio assinou com uma marca local de material esportivo, o que também veio a facilitar a decisão da empresa em não esperar mais um tempo por um resposta, que até hoje, mesmo assim, não veio.

Mais recentemente, surgiu a oportunidade do Grêmio em vir fazer a pré-temporada na famosa cidade de Los Angeles, no estado da Califórnia, o qual me acolhe há mais de 10 anos. Mas a oportunidade foi perdida, de novo. Mais uma vez. Nada contra meu amigo Antônio Frizzo, conselheiro do Grêmio, Bento Gonçalvense como eu, e facilitador e viabilizador das pré-temporadas do Grêmio na minha querida terra natal. Nada contra a estrutura da cidade, mas bem pelo contrário, a cidade em si é uma das mais bem preparadas no Brasil e candidata fortíssima a ser campo base de treinamento de alguma seleção durante a Copa do Mundo do Brasil em 2014. Fazer a pré-temporada em Bento não gera retorno algum ao Grêmio se comparado ao que poderia ser gerado se a mesma fora no exterior. O Grêmio deixou de ser pioneiro, perdeu uma oportunidade rara, a de realizar uma pré-temporada sem custos no exterior, em troca de dois ou três míseros amistosos organizados pelos investidores e patrocinadores deste projeto, feito que nenhum clube brasileiro fez até hoje. Perdeu a chance de conquistar novos torcedores, em um mercado que muito brevemente fará parte da nossa Copa Libertadores da América. Perdeu a chance de apresentar a nossa marca para a mídia local, fechar parcerias locais com clubes da MLS, abrir escolinhas no exterior com a marca Grêmio, buscar novos patrocinadores e apresentar o projeto Arena, que mesmo não sendo sede da Copa de 2014, será um dos estádios mais modernos do Brasil. Perdeu a oportunidade de apresentar-se aos seus futuros “clientes” no mercado que mais leva torcedores aos Mundiais da FIFA (foram mais de 30,000 americanos – contra pouco mais de 17,000 ingleses e 14,000 brasileiros – na África do Sul, e a expectativa de que mais de 100,000 americanos estejam no Brasil durante a Copa de 2014). As oportunidades batem na nossa porta, mas por algum motivo não estamos sabendo tirar vantagem desse momento. A copa é logo aí; faltam menos de 3 anos. Mais de um milhão de pessoas visitarão o Brasil durante o Mundial, mas se não mudarmos a nossa maneira de pensar e agir, eles virão, continuarão amando a nossa seleção e os nossos craques, mas irão de volta pra casa sem saber quem são os nossos clubes de tradição. Espero que isso mude em breve. Muito breve. Apesar de não concordar com o uso do dinheiro da FGF na organização de jogos no exterior, enquanto os clubes do interior não tem estrutura, não temos um clube sequer na Série B nacional, e somente um na Série C (comparando essa situação somente com os nossos vizinhos catarinas, um estado sem muita tradição no futebol brasileiro, já é uma vergonha), eu quero sim que seja viabilizado (através de investidores) o GreNal nos Estados Unidos. É possível. Mas tem que ser bem feito, ainda é tempo de fazer um pequeno estudo de mercado. Erro será levar esse jogo para uma colônia mineira em território americano como é Boston. Procurem informar-se e vejam que a maioria dos gaúchos que vivem nos Estados Unidos, estão na Califórnia. Gaúchos os quais seguirão por aqui depois do tal clássico, ajudando a promover a imagem dos nossos times da província. Basta ter conhecimento, pessoas capacitadas e ousadas. Ainda é possível sim recuperar o tempo perdido, mas não espere pelo amanhã quando isso deveria ter sido feito ontem, mas ainda pode ser feito hoje.

 

Saudações tricolores,

 

Daniel Gamba
@dlgamba

(Cônsul do Grêmio em Los Angeles, especialista em marketing esportivo.)

Grêmio, a marca.

Em (Marketing, Opinião, Política Gremista) por admin em 16-03-2011

Tags : , , , ,

De tempos em tempos, este é um assunto que volta à pauta. Um passado pouco dedicado às questões de planejamento de marca, marketing e diretrizes estratégicas fazem com que a reflexão sobre o assunto continue. Desta vez, a Lenora Barcellos, que está atualmente morando no Panamá, nos mandou este relato da sua visão sobre o assunto. Ela teve a oportunidade de viver um pouco a realidade do marketing gremista quando fez seu trabalho de conclusão sobre a Marca Grêmio e outros envolvimentos com relação a produtos. De vez em quando ela nos trará mais pitacos sobre esta área.

 ------

Falar da marca do Grêmio no blog pode parecer até redundância, já que a conhecemos tão bem. Para os torcedores do Imortal, em maior ou menor grau, pode ser difícil separar onde acaba a marca do Grêmio e onde começam eles mesmos. Pode soar exagerado, mas não é. Foram feitos já, por universidades e institutos de pesquisas contratados pelo clube, uma série de estudos sobre a marca do Grêmio, mas a verdade é que seu potencial ainda é desconhecido. Grêmio é uma “Lovemark”, quem é familiar com esse termo do Marketing, sabe que esse fato por si só representa um indício de potencial magistral. Ser uma Lovemark é o objetivo de 10 entre 10 marcas, é fazer a marca atingir um patamar de importância para o público-alvo que tangencie o imensurável, e são poucas, boas e grandes as marcas que atingem esse marco.
Só que grandes poderes acompanham grandes responsabilidades. Manejar uma marca com esse porte não é trabalho pra ser levado pela inércia. Demanda uma certa estrutura e, acima de tudo, demanda profissionalismo e seriedade. Difícil pra quem respira Marketing e tem o Grêmio no coração tratar esse tema com breviedade, mas permitam-me um apanhado geral. O marketing do Imortal Tricolor, nos últimos tempos, tem cometido erros e acertos, alguns menos evidentes que outros. Destrinchemos:


Estrutura: É verdade que, de recentes anos pra cá, a estrutura de marketing tem se profissionalizado. Não só a equipe aumentou em tamanho, ganhamos muito em qualidade, já que tem-se buscado pessoas com formação na área para atuar. Eu afirmo com conhecimento de causa que as pessoas por trás do gerenciamento da marca Grêmio são capazes e comprometidas. Entretanto, isso por si só não traz tranquilidade, afinal sabemos que necessitaria uma estrutura maior, assim como um alinhamento estratégico mais direcionado para o Marketing.
A era do Marketing ainda não chegou no clube. Aliás, ela não chegou verdadeiramente em nenhum clube brasileiro. Só que com isso, podemos estar perdendo oportunidades e correndo riscos maiores que o necessário, exatamente por não conhecer bem o potencial da marca e não ter extremante claras as diretrizes para seu gerenciamento.


Planejamento Estratégico: Exatamente pelo fato de o Marketing dentro do clube não ter ganho ainda a devida importância, ele não tem forte influência sobre o Planejamento Estratégico. Administradores sabem que Marketing e Planejamento Estratégico são melhores amigos para sempre, e andam de mãos dadas em nome de melhores resultados. No Grêmio, não apenas são áreas bem divididas, como o planejamento considera o Marketing como atividade operacional. Neste exato momento, o clube está em revisão do planejamento até 2014, esperemos que me façam morder a língua.


Diretrizes de Marketing: Nao há, ponto. Trabalha-se com a expertise de quem conhece o clube faz tempo, e isso não é de todo o mal, mas em vista de ter uma gestão mais profissional e maximizar a marca, diretrizes são a pedra fundamental, a essência da marca traduzida em forma de regras e objetivos que devem guiar todas as ações do clube, não apenas do Marketing. É como pegar o que existe no coração do torcedor, o que é a marca e maximizar ad infinitum. É a segurança do alinhamento das ações, a garantia da forca da marca. Hoje, o que se percebe no Marketing do Grêmio é uma visão de curto prazo e certa miopia. Constantemente agindo em cima do laço, com pouco planejamento. Quem acompanha o blog já leu essa análise traduzida em outros posts, como a inauguração da obra da Arena, entre vários outros exemplos. Se percebe isso também, no licenciamento de produtos, que acontece de forma passiva. O Grêmio, no geral, responde às oportunidades. Às vezes, o faz muito bem, como se pode perceber no lançamento da nova coleção de uniformes e em algumas campanhas realizadas recentemente pelo Clube. Entretanto, o Grêmio não cria oportunidades, não busca atingir maiores patamares com sua marca. Muitas vezes, se comporta quase que como aqueles cachorros que ficam muito grandes e parece que só eles mesmos não percebem o tamanho que tem.


Topper: Nosso novo patrocinador merece um post próprio, mas preciso destacar nesse momento pelo menos um ponto. No meu ponto de vista, a marca Topper ganha mais se associando a marca Grêmio do que o contrário. A Puma tem mais prestígio, mais nome e poderia agregar mais valor a marca do Grêmio. Essa é uma análise importante de ser analisada na troca de uma pela outra. Talvez fruto da passividade, talvez mirando um contrato mais gordo, talvez ganhando mais flexibilidade e permissibilidade para trabalhar com outras marcas, enfim, são muitos os fatos que podem ter motivado essa troca. Com certeza, a insatisfação do torcedor com o desenho das camisetas e a promessa da marca Topper de realinhar o desejo tricolor foi importante. Num curto espaço de tempo, vendemos mais de 80 mil camisas. A Topper pode não ter as associações de marca mais fortes para a agregar ao Grêmio, entretanto esta se esforçando muito mais que qualquer outra. Esse esforço está traduzido no design, na abrangência da coleção, na qualidade dos produtos. Sem mais delongas, baita bola dentro.


Sócios e Exército Gremista: Mesmo com todas as dificuldades aqui jogadas ao vento, a equipe de Marketing construiu um Costumer Relationship Management invejável. O Exército Gremista é uma baita ferramenta que pode permitir ações focadas, análises, mapeamento de torcedores, entre muitas outras vantagens. Claro que ainda não se viu isso sendo posto em prática de fato, como já comentado anteriormente no blog. Mesmo assim, não vamos desmerecer a iniciativa que já coletou informações de mais de 300 mil gremistas País a fora. Tem muito que melhorar nesse ponto ainda? Sem dúvida. Com os sócios, acontece a mesma coisa. Se percebem gaps que poderiam ser melhor explorados, só que o esforço nesse sentido tem de ser reconhecido, já que o clube esta sempre lançando novas campanhas e buscando novos serviços e benefícios para oferecer aos associados.


Futebol em campo: Nesse ponto, o Marketing do Grêmio dá show de bola. O Marketing se desenvolveu tanto e tão rápido que, muitas empresas tem problemas com o distanciamento deste com a produção. O alinhamento dessas duas áreas é ponto super positivo e a força desta combinação é exponencial. As diretrizes da marca, que como eu já falei, fica a cargo da expertise de quem senta em cadeiras grandes no prédio administrativo, quando destacada dentro de campo inflama a paixão do torcedor, e ninguém pode colocar preço nisso. Pra quem não sabe, dentro do Clube acontece de o vice-presidente de marketing acompanhar a delegação, falar com os jogadores pedindo garra, pra não desistir, incentivando a imortalidade. A seleção do nosso técnico é exemplo vivo disso. Ninguém questiona a força que representa para a marca ter uma pessoa alinhada com seus valores no comando do time. Aí está a Taça Piratini que não nos deixa mentir e todo trabalho feito pro Renato desde que chegou.

 


A marca do Grêmio é imortal, e isso a gente já sabe. Só falta o clube descobrir que cabe ao marketing assegurar isso também. Então, nem o céu será mais limite.
 

 

 

E por que não?

Em (Notícias na Rede, Opinião) por Valdo em 20-12-2010

Tags : ,

E por que não trazer o Ronaldinho de volta?

 

Cada um tem uma opinião pelo sobre o ocorrido na sua saída do Grêmio 10 anos atrás: há aqueles que acreditam que ele foi um traíra, há aqueles que consideram que a Direção do Grêmio na época foi sacana e ainda há aqueles que acreditam que o profissionalismo falou mais alto.

Não entraremos no mérito se foi certo ou errado, e sim vamos naquilo que interessa: O Futuro do Grêmio!

 

Se a mera especulação do nome Ronaldinho jogando novamente no Grêmio virou manchete nos jornais do mundo todo, imaginemos a confirmação disso ou a assinatura de contrato dele com o Grêmio? O nome Grêmio seria citado nos quatro cantos do mundo.
Qualquer futuro contrato de publicidade teria seu valor elevado ao natural pela simples presença do Dentuço no nosso grupo.


Vejam vocês que até aqui não escrevi sobre futebol, apenas dos lucros de contratos publicitários. Se formos falar nisso, e considerarmos que ele jogará 50% do que ele já jogou um dia, temos a certeza de estarmos contratando o futuro craque do Brasileirão ou o craque das Américas. Não, não é exagero dizer que 50% da bola que ele já jogou é mais do que qualquer um joga atualmente no Brasil.


O que tem de negativo então na vinda do Ronaldinho para o Grêmio? Alto valor do contrato? Orgulho ferido de alguns que consideram ele como traíra? O risco de ele não jogar mais o que jogou?
Opinião pessoal, vale o risco.


Então fica a pergunta, por que não?
 

Tu aí! Já te associou?

Em (Gestão do clube, Gremismo) por admin em 12-07-2010

Tags : , , ,

Desde o ano passado o Grêmio vem investindo em ações para atrair novos sócios, criando o Portal do Associado, onde estão disponíveis promoções e benefícios exclusivos para os sócios. Nesse sentido, também foi criado o Exército Gremista, campanha que convocou gremistas a alistarem-se para obter vantagens exclusivas. Hoje o Grêmio iniciou mais uma ação com este objetivo, veiculando propagandas nos principais jornais e redes de televisão do RS. O marco inicial dessa nova campanha foi a associação dos jogadores ao clube, sendo que alguns, como Souza e André Lima, se associaram pela internet e outros foram pessoalmente ao Quadro Social, caso de Victor, Jonas, Adilson, Neuton, Leandro. Trata-se de uma iniciativa positiva, pois aproxima jogadores, clube e torcida. Imagine que você, torcedor, vai ao clube pagar sua mensalidade e dá de cara com o Victor se associando. Inusitado, mas interessante. É claro que ainda temos muito a aprender e melhorar em termos de ações de marketing, e forma não só de atrair novos, mas manter os atuais sócios, mas vejo essa nova campanha com bons olhos. Tive a oportunidade de assistir à propaganda hoje na TV e foi muito bem feita, com imagens de torcedores vestindo a camisa do clube, torcendo. Agora é torcer para que o objetivo dessa ação seja atingido, atraindo mais sócios para o Grêmio. E tu aí, tá esperando o que para te associar? Clique aqui e seja mais um sócio Gremista! Sou Gremista e me basta!

Argentina, La Boca, O Marketing e o Grêmio

Em (Destaque, Opinião) por Valdo em 19-01-2010

Tags : , ,

Gremistas e Gremistas de todos os pagos, em recente viagem a Argentina, tirei algum tempo para brincar de profissão repórter nas ruas de
Uma das Entradas da Bombonera - a primeira vista chega ser decepcionante

Uma das Entradas da Bombonera - a primeira vista chega ser decepcionante

Buenos Aires e fui atrás de informações sobre o que os times de lá fazem para vender seu peixe, bem como procurei me informar de negócios, campeonatos, imagem do torcedor e o que eles sabem ou pensam do Grêmio. Para minha grata surpresa, esse último ítem me reservou surpresas muitíssimo interessantes, que vocês poderão ler abaixo. Começando pelo início ou pelos primeiramentes, vi claramente que vender o peixe faz parte da cultura dos hermanos, seja a nível de turismo ou seja falando de oportunidades - No meu segundo dia de Buenos Aires fui ao bairro de La Boca/Caminito, onde fica La Bombonera e o Caminito (ponto turístico que por vezes se confunde como um extensão da Bombonera) - e por lá concluí que, precisamos comer muito feijão e trabalhar muito, mas muito mesmo em termos de Marketing e aproveitamento de imagem se quisermos chegar aos pés do Boca e River, e porque não dizer dos Hermanos como um todo (óbviamente que, como fui numa república do Boca, 95% do material era do Boca, mas ainda sim existia material do River - uma garrafa de um excelente vinho Malbec ). Realmente impressiona, e muito tudo oq ue eles fazem em termos de venda de imagem, produtos e afins, como vocês poderão ver nas fotos e no que comentarei. .
Foto de parte da loja do boca - estrutura de dar inveja a muita loja de departamento.

Foto de parte da loja do boca - estrutura de dar inveja a muita loja de departamento.

Boca/La Bombonera - um estádio velho, enfiando em um bairro "menos afortunado" em relação a outros, porém, um estádio onde cada centímetro quadrado é aproveitado, e principalmente, onde a maquiagem (pintura e reformas) nunca deixou de ser feita. Quem olha de fora, consegue enxergar as cores do boca porém nada que salte aos olhos, entretanto o grande barato do estádio é o que ele oferece pelo lado de dentro, onde podemos ver uma loja de que daria inveja a qualquer loja/estrutura maior por aqui, seja de clube ou outra instituição, um museu que faz jus ao clube e seus títulos e principalmente, uma valorização imensa aos craques do passado e do presente (pude ver numa parede do museu o nome de TODOS OS JOGADORES que já vestiram a camisa do boca gravado dentro de uma estrela, uma estátua do Maradona, fotos em tamanho real dos jogadores, mini-cinema com filmes das maiores conquistas). Outra coisa, que não é novidade para nós, é a veneração que eles tem em relação a La Copa - Libertadores lá é sagrada, e é possível encontrar a miniatura da copa a venda até em bancas de revista no centro da cidade (a um preço beeeeeeem menos do que está sendo vendida por esses pagos) - podemos dizer que sim, a Copa lá é uma obsessão, e que o não ir para Libertadores é uma catastrofe para os principais times dele, além de claro, representar uma fortuna que deixa de entrar nos cofres, POIS LÁ ELES UTILIZAM A LIBERTADORES PARA GANHAR DINHEIRO COM SÓCIOS E PRODUTOS .
Museu da Bombonera - Fotos do craques em tamanho natural, e exposição dos títulos

Museu da Bombonera - Fotos do craques em tamanho natural, e exposição dos títulos

Seguindo, tudo que se visita no estádio é pago, o que gera uma fonte de receita imensa - para ter uma idéia, eu tive que enfrentar uma filma relativamente grande para comprar ingresso para o "Estadio Tour". Creio que com os exemplos dados e as fotos que o Grêmio explora muito pouco, ou melhor dizendo, quase nada o potencial de Marketing que temos. Sabemos é bem verdade que Porto Alegre não é uma cidade turística como Buenos Aires, no entanto, temos um potencial muito melhor em termos de estrutura a oferecer e temos uma massa de sócios e fãs de futebol muito grande a explorar. Considerando o bairro em que a Bomboneira está situada e seus arredores, eles tiram leite de pedra, vendendo o que tem - se eles tem casas pobres feitas com resto de materiais e com muitas cores, eles vendem isso para os turistas. O Boca tem inúmeros títulos e a paixão de seus torcedores, e eles vendem isso, em contrapartida, o Grêmio possui o amor de milhões de torcedores e inúmeros títulos e não vejo uma campanha de venda de produtos ligada aos títulos nem mesmo a paixão da torcida. Lá, existe um sala de produção (mini-cinema) onde é passado os grandes jogos do Boca, as grandes conquistas - obviamente, tudo pago. Para ter-se uma idéia da paixão que eles vendem, encontrei calcinhas com as cores do boca e com o símbolo do clube (não preciso dizer onde está localizado o escudo do clube na citada peça de roupa....). Ainda sim, com todo esse panorama, o Grêmio é muito grande e suas conquistas o antecedem - todo táxi que eu pegava, ou todo o garçom que eu conversava eu perguntava e falava sobre futebol, e todo foram unânimes ao falar do Grêmio, o que me surpreendeu foi o que o segundo clube que mais ouvi falar foi o Corinthians - fruto do Marketing e do Ronaldo (mais uma prova que o Marketing é tudo).
Foto do Hommer Gremista, em meio aos times Argentinos.

Foto do Hommer Gremista, em meio aos times Argentinos.

Indo para os segundamentes, outro dia fui na Plaza de Mayo, e passei em uma loja de pequenos presentes e lembranças, onde vendiam bonecos do Hommer com camisas de clubes de futebol, e para minha surpresa e alegria, lá estava o Grêmio ao lado dos times Argentinos, e nesse mesmo dia, fui a uma loja na Av. Florida, onde o dono é fanático por camisetas de futebol e nosso futebol Brasileiro - e claro, não é surpresa que a camiseta que mais aparecia é a do Grêmio (e o clube mais lembrado por ele também claro - usando as palavras dele: "Tradição é tudo, e isso o Grêmio tem..." Ahn, ainda bem que eu não sou fotógrafo, pois senão eu certamente morreria de fome - já fica aqui um pedido de desculpas pelas fotos. Amanhã, farei a segunda parte do post, onde falarei da pré-temporada dos times Argentinos, torneios de verão e algumas coisinhas mais.
Related Posts with Thumbnails