Apesar de…

Em (Pré-Jogo) por admin em 25-03-2010

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Apesar da desconfiança generalizada em relação ao trabalho de Silas, o Grêmio está com 83% de aproveitamento neste início de ano. Isto significa que o time está encaixado e, como tem-se falado desde o início do ano, tem potencial para alcançar resultados melhores. Nosso grande reforço para hoje é sem dúvida a repetição da escalação pela 4ª seguida.

Apesar de William ainda ser titular temporário no ataque Gremista enquanto Magic Borges se recupera, temos o Jonas dando conta do recado, apesar de suas dancinhas ridículas para comemorar gol. Que ele comemore batendo no braço, batendo no peito com os punhos cerrados e não com aqueles passinhos de ex-dançarino de queijinho de boate pederasta.

Apesar do tempo feio, todos os caminhos hoje levam ao Monumental. Quem sabe teremos a tão aguardada apresentação de encher os olhos que até mesmo o próprio Silas está esperando. O time está fechado e, pelo que se pode ver nesta manhã no Monumental, o clima é leve e descontraído. Que isto se traduza em gols contra nosso adversário da final do Primeiro turno do Ruralito.

E fiquem ligados:

Prova gabaritada

Em (Pós-Jogo) por admin em 08-02-2010

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Apesar dos trocadilhos até certo ponto sem graça de que o Grêmio enfrentaria um vestibular ontem, o jogo era uma oportunidade extremamente viável de promover uma “recuperação” no Gauchão. Sim, “recuperação” com aspas mesmo pois, um time que já estava classificado e líder do seu grupo estar sob pressão, só mesmo na cabeça de quem anda com a corneta pendurada no pescoço, pronta para entrar em ação.

Vamos lá, não vínhamos empolgando e precisávamos de um sinal de qualidade para poder estrear um pouco mais tranquilos na Copa do Brasil esta semana contra o Araguaia em Rondonópolis. Sinal este de qualidade que veio com a estreia de Douglas. Para as viúvas que ainda choram por Tcheco, ele mostrou que toda essa saudade que temos de um articulador está com os dias contados. Douglas manja do negócio, conhece o riscado e ainda por cima, sabe lançar e cobrar faltas como não se via desde que Tcheco foi embora. Outro plus a mais é que, ao contrário de Tcheco, Douglas procurou o jogo e conseguiu articular muitas jogadas, inclusive marcando parcialmente um gol do Grêmio, que acabou sendo dado como gol contra da Ulbra Universidade.

Outra boa notícia foi a estreia de Rochemback com a camiseta do Grêmio. Ele jogou bem, deu proteção atrás, avançou com qualidade. Mas, como em toda estreia, sentiu o impacto e cansou no segundo tempo. Mesmo assim, teve uma boa apresentação desta vez. Ótimo ver o William Magrão de novo em campo. Mais um sinal de que ainda há esperança de termos novamente uma meia cancha de qualidade no Grêmio.

Pra completar, Borges vem mostrando que foi uma aquisição acertada por parte do Grêmio. Marcou três vezes. Jonas também deixou o dele, de peito. Se aquele lance foi de propósito ou não, é uma incógnita. Mas o gol valeu e é isso que realmente importa.

Borges e Jonas seguem guardando gols. Foto: globoesporte.com

Borges e Jonas seguem guardando gols. Foto: globoesporte.com

Silas conseguiu montar um time mais compactado jogando no 4-4-2. Esta formação com Maylson e Douglas deu a consistência necessária para um meio de campo ofensivo, porém sem deixar muitas brechas para contra ataques. A quem já estava tentando tirar Silas do Grêmio, terão de esperar mais um pouco. Com as peças certas ele consegue fazer um time jogar bem (assim como qualquer outro treinador). O fato é que, aos poucos, Silas está começando a moldar o time e o esquema que serão fundamentais para que o Grêmio conquiste títulos este ano. Ainda dá pra se dizer que Silas está fazendo laboratórios com o time e, apesar do GREnal, não estamos tão mal quanto diziam, da mesma forma que, na beira do lago, não estão tão bem quanto dizem.

Agora é só pensar no Araguaia. Evidentemente – já diria o Meira -, o objetivo é ganhar com mais de dois gols de diferença e evitar o jogo de volta. Mas como quem morre de véspera é peru, vamos aguardar até quarta-feira e ver como o Imortal irá se sair no seu primeiro compromisso rumo ao penta. Vamos seguir torcendo pois a Copa é nosso atalho mais curto para La Copa.

Campeonato Gaúcho 2010
Taça Fernando Carvalho – 7ª rodada

Universidade 1 x 5 Grêmio

Local: Complexo Esportivo da Ulbra, em Canoas (RS)
Data:
domingo, 7 de fevereiro de 2010

Árbitro: Leonardo Gaciba
Assistentes:
Alexandre Kleiniche e José Inácio de Souza

Cartões amarelos:
Grêmio –
Douglas e Ferdinando

Gols:
Universidade –
Coelho (26min/2°T)
Grêmio -
Borges (11min/1°T, 36min/1°T e 36min/2°T), Jonas (50seg/2°T) e George (contra 9min/2°T)

UNIVERSIDADE
Spada; Thiago Junio, Marquem e Rodolfo (George); Anderson, Doriva, Marcos Tora (Coelho), Jé e Cleiton (Preto); Leandro Rodrigues e Leo Dias.
Técnico:
Lorival Santos

GRÊMIO
Victor; Mário Fernandes, Rafael Marques, Maurício e Lúcio; Ferdinando (Willian Magrão), Rochemback, Maylson e Douglas (Mithyuê); Jonas (Bergson) e Borges
Técnico:
Silas

Ajustando as engrenagens

Em (Pós-Jogo) por admin em 22-01-2010

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Após um incômodo jejum de jogos no Monumental, eis que recomeça mais um ano de alento dentro dos nossos domínios. Este foi o típico jogo para matar a curiosidade sobre como joga este Grêmio versão 2010.

Embora tenha sido apenas o segundo jogo do time, podemos já tirar as seguintes conclusões:

  • O time está voando. Não é a toa que uma das melhores contratações do Grêmio pra esta temporada foi a da família Paixão.
  • Estamos finalmente fazendo gols oriundos dos atacantes, coisa que não se via muito frequentemente no Grêmio havia uns anos.
  • Ter apenas um volante faz a gente tomar gol até do Caxias.
  • O ataque foi consertado. Agora, o problema é a defesa.

Falando em defesa, não sei se o Réver ainda está fora de ritmo. Mas suas atuações nos dois jogos têm sido preocupantes. Aliás, o sistema defensivo como um todo parece ainda estar de férias. Muito pode ser explicado pelo esquema de jogo proposto pelo Silas contando apenas com o Adilson na proteção da zaga. Mesmo assim, em lances relativamente fáceis, deu pra ver que ainda não há confiança o suficiente por parte dos defensores. Ferdinando agradou na direita, embora deixasse uma avenida para o Caxias (foi assim no segundo gol do time da Serra). Fora isso, gostei do futebol reto e sem firulas do cara. Na lateral esquerda, Fabio Santos voltou a sofrer o pênalti da turma do amendoim. Não fez uma apresentação de gala mesmo. Mas tomar vaia no segundo jogo é muita corneta! Tem gente que não aprende mesmo. Lúcio foi perfeito no jogo. É meu titular para a lateral esquerda, sem sombra de dúvidas. Aguardamos a volta de Mário, Maurício e Henrique do DM e esperamos que o Rochemback estreie este ano.

Jonas comemora o terceiro gol do jogo. Fonte: Final Sports

Jonas comemora o terceiro gol do jogo. Fonte: Final Sports

Em relação ao ataque Gremista, este está arrasador. Digo com muita certeza que este é um dos ataques mais rápidos que o Grêmio já teve. A qualidade e visão de jogo de Leandro, Souza, Hugo e Borges são dignas de louvor. Jonas tem se mostrado uma grata surpresa. Fez jogadas individuais que deixaram a galera nas tribunas de boca aberta. Nem parecia o Jonas do ano passado. Tanto parte da torcida quanto imprensa acham que o time é Jonas mais 10. Eu não. Pra mim, Jonas ainda é uma ótima opção. Mas não unanimidade. Precisa mostrar mais regularidade pra justificar todo este frenesi, principalmente por parte da imprensa vermelha*. No mais, Leandro está se achando e comeu a bola. Borges é Borges. Sem comentários!

Resumindo a ópera, o placar foi justo levando-se em consideração o que foi apresentado. Há potencial neste time, não há como negar. Agora com a chegada de Douglas, Silas terá um enorme problema para escalar o time do meio pra frente. Se irá disputar vaga com Hugo ou Souza, não sei. Mas será uma briga boa pois estes dois andam jogando uma barbaridade.

O Grêmio 2010 é, na prática, tudo que Autuori falava na teoria mas nunca soube aplicar. É também um time de pegada, coisa que sempre esperamos em se tratando de Grêmio. A torcida está otimista mas as engrenagens estão sendo ajustadas. Vamos aguardar para ver até onde este time vai.

***

Sou obrigado a reconhecer que o Meira evidentemente está fazendo um bom trabalho. Trouxe jogadores que têm qualidade e, se continuarem mostrando o bom futebol até agora apresentado, evidentemente teremos muitas alegrias neste ano. Agora, é evidente que precisamos qualificar ainda mais o time. Precisamos, quem sabe de um xerifão na zaga. De preferência uruguaio ou argentino porra louca que possa dar esporro em todo mundo e deixar os atacantes adversários com medo de chegar na nossa área. Evidentemente, Meira está trabalhando nisso. Mesmo que não tenhamos alguma novidade, sabemos que podemos dar  crédito ao Meira, embora ele saiba que sempre será cobrado pela torcida, pois queremos muito um time campeão. Evidentemente…

*Espero que nenhum setorista se revolte com minha menção à imprensa vermelha. Caso haja revolta, bem… Somos Gremistas e pensamos assim. Não gostou? Não leia o blog…

Gauchão
Taça Fernando Carvalho – 2ª rodada

Grêmio 3 x 2 Caxias

GRÊMIO
Victor; Ferdinando, Rafael Marques, Réver e Fábio Santos (Lúcio); Adilson, Souza, Hugo (Túlio) e Leandro; Borges e Jonas (Maylson).
Técnico: Silas

CAXIAS
Ricardo; Alisson, Anderson Bill, Tiago Salleti e Ismael (Caçapa); Marcos Rogério (Mauro), Itaqui, Marcelo Costa e Lê (Edenílson); Éverton e Cristian Borja.
Técnico: Julinho Camargo

Gols:
Grêmio –
Borges (28min/1ºT), Anderson Bill (contra, 16min/2ºT), Jonas (24min/2ºT)
Caxias – Marcelo Costa (19min/1ºT); Éverton (22min/2ºT)

Cartões amarelos:
Grêmio –
Adílson, Lúcio
Caxias – Cristian Borja, Ricardo, Marcelo Costa, Marcos Rogério

Árbitro: Carlos Simon
Assistentes: Marcelo Barison e Alduino Mocelin

Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS)
Data: quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Público total: 15.230
Renda: R$ 323.644

** Em função do Pós jogo ter saído justamente em uma sexta-feira, não teremos hoje a Semana do Grêmio.

De volta com a programação normal

Em (Pós-Jogo) por admin em 18-01-2010

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Acabou-se o período de entresafra no futebol. Acabaram-se as especulações, a falácia sobre a montagem do novo grupo, a celeuma sobre jornalista “isento” se sentir ofendido com piada de bar e assim por diante. Recomeçou o ano para o Grêmio. E o primeiro desafio foi justamente contra o Pelotas, de volta à Primeirona Gaúcha após 5 anos, babando de vontade de cometer um crime no Imortal.

A festa da torcida do adversário foi interessante, assim como o esforço do clube em bem atender a todos. Mas, como já sabemos, times do interior não têm condições de competir com a dupla GREnal (pelo menos ainda…). Muita lentidão para entrar no estádio, a Brigada (de novo) mais atrapalhando do que ajudando, e uma confusão entre as torcidas nas arquibancadas da Boca do Lobo, justamente onde deveriam haver policiais. Foi um momento que ofuscou um pouco uma festa até então bonita.

Quanto ao jogo, não entendi direito o que o Silas quis com um esquema onde Hugo, Souza e Leandro jogavam na meia deixando Borges sozinho na frente logo no início. Minha dúvida viria a ser sanada com o tamanho da pressão do Lobão em cima do nosso time. O time, ainda sem entrosamento, mostrou precariedade em alguns passes que deveriam ser fáceis e algumas jogadas de efeito – que eram abundantes em coletivos e até em jogos-treinos – praticamente desapareceram. É, enfrentar time profissional, independente de grandeza do clube é bem diferente do que o São Paulo de Bento.

Perto do fim da primeira etapa, o Lobão consegue fazer 2 gols em um intervalo de 1 minuto. Deu um “mandrake” no time do Grêmio e o Pelotas aproveitou pra fazer a festa. Primeiro gol, passe do Sandro Sotilli, o velhinho bom de bola. Logo após, o próprio deixaria sua marca. No primeiro tempo, só quem me agradou na defesa foi o Henrique. Voluntarioso e combativo, chegava em 3 de cada 4 lances de perigo contra o Tricolor.

Na volta para a segunda etapa, uma mudança de esquema: sai o 4-5-1 (sim, pois nem pra mim e nem pro Borges aquilo era 4-4-2) e entra o 3-5-2. Jonas entra no lugar de Henrique, Leandro vai pra ala direita e Ferdinando desce pra zaga. O time literalmente se jogou para o ataque, até que aos 9 do segundo tempo, Leandro é derrubado na área: pênalti que Jonas chama pra si e converte, como quem quisesse, por birra, dar um leve cala-boca na Direção que andou falando de mais, ao não descartar negociá-lo (já se é bom ficar com ele ou não, isso é assunto pra outro post…). Aos 35 Borges girou na área e soltou uma bomba para empatar o jogo. Já aos 38, Maylson virou o jogo em seu primeiro lance em campo.

Apesar da falta de entrosamento e de Silas enfatizar que o time ainda está em pré-temporada, não tem como negar que temos mais qualidade. Aos 3 do primeiro tempo pudemos ter uma prova do que este Grêmio de 2010 poderá fazer quando estiver entrosado. Em uma saída pela esquerda com Fábio Santos a bola rolou fácil pelo meio de campo em triangulações que fizeram os jogadores do Pelotas parecerem jogadores de pino-gol. Com a bola no chão, o Grêmio conseguiu virar o jogo para a direita até que Henrique cruzou para Borges. Infelizmente a bola foi muito alta e nosso 9 não conseguiu concluir.

Jogo encerrado, arrancamos com 3 pontos conquistados com muito suor e alguns sustos. Agora é pensar no Caxias em casa para começar a embalar de vez rumo à conquista do Ruralito, único campeonato que é o melhor do mundo para quem ganha e o pior do mundo para quem perde. Quem sabe é isso que o torne tão interessante…

A pé ou não, SEMPRE COM O GRÊMIO!!!

Campeonato Gaúcho 2010
Taça Fernando Carvalho – 1ª rodada

Pelotas 2 x 3 Grêmio

Local: Estádio Boca do Lobo, em Pelotas (RS)
Data: domingo, 17 de janeiro de 2010

Árbitro: Anderson Daronco
Assistentes: Altemir Hausmann e Júlio César Santos

Cartões amarelos:
Pelotas – Gavião, Dick, Jonathan e Thiago Duarte
Grêmio – Réver, Souza, Hugo, Victor, Maylson e Borges

Cartões vermelhos:
Pelotas - Dick e Jonathan

Gols:
Pelotas - Thiago Duarte (31min/1°T) e Sandro Sotilli (32min/1°T)
Grêmio –
Jonas (9min/2°T), Borges (35min/2°T) e Maylson (38min/2°T)

PELOTAS
Jonatas; Dick, Jonas (Jonathan), Bruno Salvador e Diego; Gavião, Jardel, Rodrigo Ribeiro (Michel) e Maycon Sapucaia; Thiago Duarte (Maurinho) e Sandro Sotilli.
Técnico: Beto Almeida

GRÊMIO
Victor; Henrique (Jonas), Rafael Marques, Réver e Fábio Santos (Lúcio); Ferdinando, Adilson, Souza e Hugo; Leandro (Maylson) e Borges
Técnico: Silas
Via Final Sports

O Patinho Feio

Em (Destaque) por Valdo em 22-09-2009

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jonas

Jonas, destaque gremista no Campeonato Brasileiro

O Patinho Feio (em dinamarquês Den grimme ælling) é um conto de fadas do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen publicado pela primeira vez em 11 de Novembro de 1843 em Nye Eventyr. Første Bind. Første Samling. 1844, onde Um filhote de cisne é chocado no ninho de uma pata. Por ser diferente de seus irmãos, o pobre é perseguido, ofendido e maltratado por todos os patos e galinhas do terreiro.
Mas, quando finalmente chega a primavera, ele abre suas asas e se une a um majestoso bando de cisnes, sendo então reconhecido como o mais belo de todos.

Mas o que diabos têm a ver o conto do Patinho feio com futebol e o Grêmio?
Resposta – Jonas. O nosso goleador começou o ano como um patinho feio. Não foi uma nem duas pessoas que apostavam que da portuguesa ele deveria ser negociado, pois aqui não haveria espaço para ele e coisas do gênero. Após os nossos primeiros jogos na LA 09 os rumores e os cornetas estiveram em alta – até rótulo de pior jogador do mundo (Patinho feio) ele recebeu de um jornaleco sensacionalista espanhol (e claro a turma da orquestra de cornetas aplaudiu).
Pois nada como a “primavera” para ele se tornar destaque do Grêmio. Nem mesmo a o mais eufórico e fanático torcedor apostaria nisso que está acontecendo – sim o Jonas é o goleador do campeonato Brasileiro, e ele tem feito gols em todos os jogos, e alguns desses gols foram de altíssima importância para nosso time (graças um gol a ele não perdemos para o Vitória por exemplo). Aquela máxima futebolística onde se diz: “deixa o homem trabalhar” nunca foi tão exata como está sendo nesse caso. Para quem não sabe o Jonas começou a jogar futebol profissionalmente nos campos já com 20 anos, tendo que matar dois leões por dia como ele mesmo disse para se manter nos times onde atuou nessa fase de sua carreira. Pois ele teve tempo para treinar, entrar em forma, rever fundamentos que faltaram da base, pois bem, e agora o fruto desse trabalho começa a aparecer – O Jonas é um destaque positivo do Grêmio e o goleador do campeonato Brasileiro.
Pra finalizar essa bela história, passo uma frase dita por um dos deuses do esporte mundial, que se encaixa perfeitamente na história do Jonas:
I’ve failed over and over and over again in my life and that is why I succeed. (Michael Jordan)
(eu falhei, falhei e falhei de novo na minha vida e é por isso que eu venci)

Avassalador

Em (Opinião, Pós-Jogo) por admin em 20-09-2009

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jonas

*Por Valdo e Brum

Sempre que se enfrenta uma equipe mais frágil surge a velha história de bater em bêbado: se bater é obrigação, se apanhar é vergonha… Bom, essa foi a semana do Grêmio na preparação do jogo contra o Fluminense. Depois da declaração do Adílson falando justamente no bêbado, instaurou-se um clima de apreensão… “Vai que o Fluminense apronta???”, era o que a famigerada e já famosa turma da corneta já anunciava. Até alguns jogadores do Fluminense falavam que uma hora o Grêmio ia perder no Monumental…

Bom, se isso acontecer, com certeza não vai ser com o Fluminense como adversário. Digamos que o momento mais tenso do jogo, foi quando o Jonas errou aquele pênalti e levou um pito estratosférico do Autuori. Mas isso foi logo superado pois o goleiro do Fluminense se adiantou para pegar o pênalti do Jonas. E daí o velho capitão Tcheco resolveu a parada marcando o gol.

No mais, vimos um Fluminense desesperado, desorganizado e afoito. Mais uma vez tivemos um Grêmio avassalador. Mais uma vez, uma goleada no Olímpico. Nosso Imortal, como não tem nada a ver com a fase do Fluminense, tratou de cantar aquela musiquinha “Êma, Êma, Êma, Cada um com seus problemas” e fez um resultado que o tornou o time com melhor ataque e maior saldo de gols do campeonato.

Mais do que isso, transformou o “pior atacante do mundo” no artilheiro do BR 2009 junto com o Adriano. Sim, porque o homenzinho não descasou enquanto não guardou o seu. Mas já tem se tornado rotina ter o Jonas marcando gols pelo Grêmio. E gols bonitos. Mais uma vez, dentro da área, ele tirou os jogadores adversários do lance e fuzilou o gol de novo. É aquela história: Deus perdoa, Jonas não…

Grêmio 5 x 1 Fluminense
GRÊMIO
Victor; Thiego, Rafael Marques, Réver e Bruno Collaço; Adilson (Túlio), Fábio Rochemback, Tcheco (Renato) e Souza (Léo); Jonas e Herrera.
Técnico: Paulo Autuori
FLUMINENSE
Rafael; Ruy, Gum, Luiz Alberto e Paulo César (Cássio); Urrutia, Diogo, Equi González (Marquinhos) e Darío Conca; Adeílson (Fabio Neves) e Kieza.
Técnico: Cuca

Gols:
Grêmio – Souza (10min e 21min/1ºT), Tcheco (19min/2ºT), Cássio (contra 13min/2ºT) e Jonas (41min/2ºT)
Fluminense – Kieza (13min/2ºT)
Cartões Amarelos:
Grêmio – Herrera
Fluminense – Gum, Marquinho e Adeílson

Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS)
Data: domingo, 20 de setembro de 2009
Árbitro: Wallace Nascimento Valente (ES)
Assistentes: Carlos Berkenbrock (Fifa/SC) e José Ricardo Maciel Linhares
Público Pagante: 27.205
Não pagante: 3.719
Total: 30.924
Renda: R$ 570.334,00

Justiça Divina

Em (Opinião, Pós-Jogo) por admin em 14-09-2009

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Toda vez que eu me sentia injustiçado, brabo por causa de alguma situação chata, minha amada vozinha sempre dizia (e ainda diz): “Calma, meu filho… a Justiça Divina tarda mas não falha”. Me resignava com a tal da justiça divina e esperava pra ver o que acontecia. Realmente, o esquema funciona. Basta esperar e acreditar que cedo ou tarde as coisas voltam ao seu lugar.

Ontem nos Aflitos tivemos uma prova desta justiça divina: o Grêmio finalmente ganhou fora dos domínios do Olímpico. Após meses de insucessos longe de casa, finalmente sentimos o gosto doce da vitória.

O jogo em si foi ruim. Não foi um primor técnico. Vimos um Grêmio ainda afobado e errando passes bobos. A tensão na expressão dos jogadores era clara pois eles sabiam que tinham a obrigação de ganhar. O que se viu de diferente foi uma vontade que até então o Grêmio não tinha mostrado longe de casa. O time do Náutico veio com 3 zagueiros que, no início, conseguiram montar um ferrolho na defesa interceptando as jogadas a caminho dos pés e cabeças de Maxi e Jonas. O meio campo recheado de jogadores também foi um duro obstáculo no início do jogo. Agora, vamos e convenhamos: o time do Náutico só assusta quando se tem um time de jovens promessas sob pressão, na segunda divisão e com o Beltrami apitando. Qualquer outro cenário que não esse torna o time do Náutico um time medíocre (ou seja, na média).

Em função disso, não demorou muito para que o Náutico se deseorganizasse de maneira tal, a ponto de sofrer o primeiro gol de… Souza, com passe de… Tcheco! Sim! Parecia um sonho lisérgico ver Souza e Tcheco jogando bem fora do Olímpico esse ano. E finalmente vimos os dois mostrando vontade, sendo participativos e criando jogadas. Aos 18 minutos, Tcheco recebeu a bola na direita e fez um cruzamento cirúrgico na cabeça de Souza que mergulhou para fazer o gol. Já aos 27, Jonas tornou-se o artilheiro do BR2009 ao lado de Adriano fazendo mais um gol com muita raça e fuzilando a meta do goleiro Gledson.

Jonas comemora sem dancinha e Grêmio ganha fora: FINALMENTE!!!

Jonas comemora sem dancinha e Grêmio ganha fora: FINALMENTE!!!

O segundo tempo foi de aflição e superação. Em um lance bobo o Sr. Seneme, árbitro que na minha humilde opinião é um dos menos preparados deste campeonato expulsou Maxi Lopez que estava apenas disputando a bola com o zagueiro “chororô” do Náutico. Com um a menos no início do segundo tempo o Grêmio teve de recuar e chamou o Náutico para o ataque. Em um time sem estrelas e sem atacantes (Kuki é ex-jogador faz tempo), as esperanças do Náutico foram depositadas em um rapazinho baixinho com penteado de Chico César chamado Carlinhos Bala. Um jogador muito rápido, com uma boa habilidade mas que nunca vi jogar em nenhum time fora de Pernambuco. É uma estrela local, nada mais. Quem sabe se ele for jogar fora de PE e ganhar mais experiência eu ainda ouse compará-lo com o Sandro Sotilli, o “Velhinho Bom de Bola”. Todas as jogadas nasciam do Bala e Autuori vendo que o jogo estava complicando, colocou Túlio e Leo nos lugares de Souza e Tcheco. Herrera tinha entrado antes no lugar de Jonas mas não produziu muito. E assim, com o apito final aos 48 do segundo tempo, pude soltar um grito bem alto de alívio que certamente golpeou com força todos os cotovelos dos colorados que moram no meu prédio.

Depois desta partida constatei algumas coisas: Mário é titular absoluto. Não pode mais sair! Leo é banco pois Rafa Marques e Réver trataram de facilitar a vida de Victor, nosso paredão disfarçado de goleiro. No meio vi que Adílson ainda padece um pouco na 1ª volância. Já Rochemback mostrou para a torcida e para Autuori que dá pra jogar futebol bonito e chegar duro no adversário. Na minha opinião está mostrando a que veio. Bruno Collaço é um guri bom mas de vez em quando sente a pressão e peca no posicionamento. Mas temos o Lúcio para a posição que pode passar muita experiência ao guri. Tcheco e Souza precisam manter esta ascendente técnica fora de casa pois é agora que a coisa encrespa em termos de colocação na tabela. No ataque, Jonas deve ficar. De pior atacante do mundo a artilheiro do Brasileirão, ele merece um voto de confiança (ainda mais que ele parou com aquela dancinha que estava pegando mal já). Maxi seria hors concours no ataque se não tivesse sido expulso. Mas como eu já disse aqui no blog, o que vale são os 3 pontos. Depois disso só posso concluir que, apesar de um jogo feio, nosso Tricolor mostrou que está se recuperando e está SIM na briga por uma vaga na LA’10, pelo menos.

Agora é esperar o Fluminense no Olímpico e fazer mais 3 pontos para avançarmos mais na tabela. Time bom nós temos. Técnico bom também. Basta apenas acreditar e não se deixar levar pela corneta pois, parafraseando o princípio da Justiça Divina, “A glória do Grêmio tarda, mas não falha…”

A pé ou não, SEMPRE COM O GRÊMIO!

PS: o Valdo disse que este post seria o menos emotivo mas, em se tratando do Glorioso fica difícil sobrepor a razão ao coração…

E a zica continua

Em (Pós-Jogo) por Paula Ene em 31-08-2009

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gremio botafogoParecia que seria dessa vez. Já estávamos comemorando a tão sonhada vitória fora de casa, aquela que promete abrir caminho para muitas outras. Mas então, aos 43 da etapa complementar, num chute de fora da área, que com o desvio foi para o ângulo e fora do alcance do Victor, lá se foram os nossos 3 preciosos pontinhos. E junto com eles uma boa colocação na tabela (com a vitória estaríamos em 5º, o empate nos manteve em 9º), a auto-estima do grupo e a alegria do torcedor gremista. Ok, talvez eu esteja dramatizando um pouco demais a coisa, mas eu particularmente não tinha visto a vitória assim tão de perto e foi muito frustrante deixá-la escapar no final.

Mas vamos aos fatos do jogo. Tivemos iniciativa nos primeiros minutos, o time começou marcando em cima. Mas então, como inexplicavelmente (e invariavelmente) vem ocorrendo fora de casa, começamos a errar passes demais, perder bolas no ataque, criando o contra-ataque do adversário. E assim levamos o primeiro gol, com menos de 20 minutos de jogo. Felizmente a tristeza durou pouco e num lance totalmente bizonho, Jonas errou na primeira, na segunda, até que na terceira tentativa (sim, tudo no mesmo lance!) conseguiu colocar a bola para dentro e empatar o jogo. Tenho certeza que um filme se passou na cabeça do pobre Jonas naquele momento, do lance da Libertadores que o rendeu o injusto “título” de pior atacante do mundo por um jornal espanhol.

Voltando ao jogo. Na volta para o 2º tempo não deu tempo nem de respirar e já estávamos atrás no placar novamente, num lance de infelicidade do bom zagueiro Rafa Marques. Teve início, então, a reação do Tricolor. Primeiro, boa jogada do Mario “Fujão” Fernandes, cruzamento para o gol do artilheiro Jonas (10 gols no campeonato). O jogo seguia equilibrado, sem jogadas muito brilhantes de nenhuma das duas equipes, até que numa cobrança de falta de Souza veio o gol da virada Tricolor.

E então ocorreu algo que na minha humilde opinião foi determinante para que deixássemos essa tão cobiçada vitória escapar: a saída de Jonas para a entrada de Makelele e o consequente recuo do time. Tínhamos ainda mais de 15 minutos de jogo e o Grêmio simplesmente parou de atacar, sendo encurralado pelos donos da casa, que precisavam desesperadamente de pelo menos um empate. Esse é um erro mais velho que andar pra frente, sacar um atacante, colocar um volante para “segurar” o resultado e o que acaba conseguindo é chamar o adversário para o seu campo (pois não se preocupam mais em marcar aquele atacante que saiu), e ser pressionado até o final do jogo. E vejam, meus amigos, se não foi exatamente o que aconteceu hoje, culminando no gol de empate do Botafogo, já aos 43 minutos.

Gosto muito do trabalho que o Autuori vem desempenhando no Grêmio, tem crédito, mas na minha opinião, hoje errou nessa substituição. Claro que é impossível afirmar que teríamos vencido o jogo se Jonas tivesse permanecido em campo, ou se em seu lugar tivesse entrado Douglas Costa, por exemplo. Mas pelo menos acredito que o time do Botafogo não se jogaria tanto ao ataque.

Enfim, a vitória não veio hoje, mas esteve bem perto, bateu na trave. Fica a expectativa para a próxima batalha fora do Olímpico, contra o conhecido Náutico. Creio que o time do Grêmio vá crescer bastante de produção com a entrada do Lúcio, que estreou hoje e já mostrou que não desaprendeu o futebol aqui apresentado naquela rápida passagem em 2007. Também teremos o ingresso de Rochemback, a volta do Maxi e, mais adiante, de William Magrão. É esperar pra ver.

Serviço:

Botafogo
Castillo, Alesssandro, Juninho, Wellington e Thiaguinho; Leandro Guerreiro, Michael (Jônatas), Lucio Flavio e Reinaldo (Renato); Victor Simões (Ricardinho) e André Lima.
Técnico: Estevam Soares

Grêmio
Victor, Mário Fernandes, Rafael Marques, Rever e Bruno Collaço (Lúcio); Adilson, Túlio, Tcheco e Souza; Jonas (Makelele) e Perea (Herrera).
Técnico: Paulo Autuori

Gols

Botafogo: Reinaldo (19min/1ºT), Victor Simões (1min/2ºT) e Leandro Guerreiro (43min/2ºT)
Grêmio: Jonas (23min/1ºT e 12min/2ºT) e Rever (28min/2ºT)

Cartões amarelos:

Botafogo: Lucio Flavio e Alessandro
Grêmio: Souza e Mário Fernandes

Público: 10.691
Renda: R$ 116.857,57

Árbitro: Rodrigo Martins Cintra (SP)
Assistentes: Márcio Luiz Augusto (SP) e Anderson de Moraes Coelho (SP)

Sou Gremista e me basta!

Garnizé

Em (Pós-Jogo) por Valdo em 24-08-2009

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Uma nova história passa também pelos comentários dos jogos. E quando digo comentário, me refiro tanto ao pessoal que fica na social comendo amendoim e gritando atrás da casamata do time adversário ou quem foi na geral pegando sol na cabeça – vulgo moleira ou moranga- , depois de tomar todas no Preliminar e não poder tomar água mineral (porque acabou). O jeito é se contentar com aquela cerveja sem álcool com gosto de mijo de freira.

Passadas quase 24 horas da nossa avassaladora vitória contra o Galo (?) mineiro, consegui tirar um pouco da emoção sentida ao derrotarmos nosso ex-comandante deste comentário, pois creio que os mais de vinte mil espectadores do jogo deixaram mais do que claro o sentimento da torcida em relação ao “Jóquei Paraguaio da década”, não precisando eu envenenar o blog com isso.

“Fantástico!”, “Incrível!” foram alguns dos muitos elogios que pudemos ouvir no estádio para o nosso Glorioso Tricolor no decorrer do jogo. É incrível ver como dentro do Olímpico as coisas fluem ao natural com um nível de dificuldade mínimo. O time do “Pintinho Garnizé” não mostrou a que veio. Não atacou nem se defendeu, ficou amarrado em meio a um sistema que tentava privilegiar o Diego Tardelli, porém, vimos El Ciclon, Jonas, Rever e Souza balançarem as redes numa tarde de domínio total do Tricolor dos Pampas.

Mas o comentário que mais marcou o jogo ontem foi “Como é que pode uma coisa dessas”, em relação a nossa esquadra tricolor ao compararmos os resultados dentro de casa com os resultados longe. Temos 89% (oitenta e nove) de aproveitamento dentro de casa nesse campeonato Brasileiro e estamos a um jogo de completarmos um ano de invencibilidade no nosso estádio, porém, fora de casa, por algum motivo que nem Freud conseguiria explicar, não conseguimos repetir os resultados (não comentarei sobre as atuações). Pergunto a vocês, o que acontece fora de casa? Caso alguém saiba, por favor, mande um email para o pessoal do blog, que teremos o maior prazer em encaminhar o motivo para a ouvidoria do Grêmio.

Redundâncias a parte, dentro do Olímpico, quem manda é o Grêmio. Teremos uma semana inteira agora para nos prepararmos e vencermos pela primeira vez fora de casa nesse campeonato. “Oremos”!

Serviço:

GRÊMIO
Victor; Thiego, Mário Fernandes, Réver e Bruno Collaço; Adílson, Túlio, Tcheco e Souza (Makelele); Jonas (Herrera) e Perea (Douglas Costa).
Técnico: Paulo Autuori

ATLÉTICO-MG
Bruno; Marcos Rocha (Evandro), Welton Felipe e Alex Bruno; Carlos Alberto, Jonílson, Renan, Renan Oliveira (Júnior) e Thiago Feltri; Éder Luís (Rentería) e Diego Tardelli.
Técnico: Celso Roth (vulgo jóquei paraguaio)

Gols:
Grêmio – Réver (8min/1ºT), Perea (24min/1ºT), Souza (30min/1ºT), Jonas (4min/2ºT)
Atlético-MG – Evandro (34min/2ºT)

Cartões amarelos:
Grêmio – Bruno Collaço
Atlético-MG – Jonílson

Público total: 22.051
Público pagante: 19.231
Renda: R$ 348.510,00

Árbitro: Wilson de Souza Mendonça (PE)
Assistentes: Ângelo Rudimar Bechi (SC) e Kléber Lúcio Gil (SC)

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