[coluna do corneta] Edição especial

Em (Corneta, Opinião) por Valdo em 29-08-2011

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Hoje a coluna da corneta não vai cornetear. Parabéns!

Até a próxima coluna!

 

Assinam a coluna do corneta: Conselheiro e Doutrinador.

O início de uma nova era de glórias

Em (Pós-Jogo) por admin em 04-05-2010

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Pós-Jogo Depois de quatro anos, o Campeonato Gaúcho voltava a ser decidido num Gre-nal. E o último jogo, pela segunda vez em dez anos, era no Olímpico. A prévia vitória de 0x2, no Beira-Rio pelo jogo de ida, deu a total tranquilidade para que 40 mil torcedores viessem de todas as cidades do Rio Grande do Sul para apreciar o "título virtual" que o Grêmio ja tinha em suas mãos e precisava somente confirmar em mais 90 minutos de uma nova vitória, quem sabe. Porém, mesmo que o adversário seja o time do Fossati, eles são onze homens, onze jogadores de um time que veio de dois péssimos resultados e precisava mostrar alguma reação. De uma forma até organizada, o time do inter conseguiu trazer dificuldades para o Grêmio, pois aos 9 min, com um chute forte (e com a colaboração do Victor) elas abriram o placar. 0x1. A partir daí o nervosismo tomou conta do estádio. Graças a experiência da maiorira, o nervosismo não se mostrou presente no time, nem mesmo em Neuton. Gostei da atuação do time, pois espremeu o adversário no seu campo de defesa em quase todo o jogo e anulou a aposta do Fossati em jogar no contra-ataque com a velocidade da sua dupla emo de atacantes. Só dava Grêmio! Na marcação, na criação, na finalização, nas chances, no jogo. Porém o gol não saia... Muitas foram as chances de gol que o Grêmio criou, mas nenhuma tão clara a ponto de nós lamentarmos a derrota. O balanço da final mostrou mais uma vez que o Grêmio é aquele time que joga para vencer quando precisa e até perder quando pode, desde que o destino do caneco seja o Estádio Olímpico. Como na década de 90, sentimos a aflição de uma final complicada, contra um adversário disposto a não perder e querendo arrancar qualquer fatia do título quase certo do tricolor. Tiramos o pó do velho livro de regulamentos que o Grêmio tanto carregou debaixo do braço no seu passado recente. O apito final foi o som da alegria e do desabafo. Foi a vitória de uma torcida que não desiste, de um grupo de profissionais do futebol que não se contenta em ser coadjuvante, de um treinador que abraçou a preciosa oportunidade com força e resistiu a pressão da imprensa e dos torcedores. Foi a vitória do conjunto! De um time criticado, questionado, desfalcado muitas vezes, mas glorioso por sua própria natureza. Foi o retorno de um Grêmio Foot-ball Porto Alegrense que tanto conhecemos e amamos. Um ruralito não representa "só um gauchão", mas também um balde de Red Bull que impulsiona qualquer time a querer o algo a mais. Este grupo de jogadores sabe da necessidade de ganhar uma Copa do Brasil, Sulamericana ou Brasileirão para então fazer parte da história vencedora do Grêmio e dar a este clube um novo episódio para o seu memorial, uma nova página para o livro cuja história nacional e internacional é bem marcada pelo chute épico de Baltazar. Marcando a união do grupo, cumprimentei Mario Fernandes e Souza, ambos sentados na escadas (sim, no chão!) das cadeiras centrais poucos segundos antes do início da partida. Parei em frente a eles e disse enquanto tirava uma foto: "E ai Mario e Souza, sorte pra nós!". O nervosismo dos dois era tanto que só conseguiram olhar pra mim e dizer: "Tá beleza! Beleza. Vamo sentar ai galera, tá começando! Vamo! Vamo!"
Mario e Souza na escada das cadeiras.

Mario e Souza na escada das cadeiras segundos antes do jogo.

obs: reparem que ambos me cumprimentam na foto, mas não tiram os olhos do gramado. Que este seja o primeiro título Gremista de 2010 e que os outros maiores venham logo! Sorte pra nós!

Grêmio pega o São Luiz… as 17h

Em (Pré-Jogo) por admin em 03-02-2010

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Quarta-feira, meio da semana, dia de futebol! O combustível para a massa trabalhadora deste país aguentar mais dois dias no batente e juntar forças para aguentar o chefe mais um pouco, o stress e engavetar o churras, a ceva e o bode até Domingo, o dia sagrado para visitas aos templos nacionais do futebol (e chiqueiros ribeirinhos aspirantes a campo de várzea). Assim como o passageiro que não sabe em quem vai dar porrada primeiro quando seu vôo atrasa e acaba entrando em conflito com todos os representantes ao mesmo tempo (Infraero, Gol, Varig, Anac, Polícia Federal...), hoje, eu estava pronto pra sair no mata-cobra com FGF, RBS, Gaúcha, Diretoria do Grêmio, entre outros candidatos quaisquer que pudessem absorver a minha cólera pelo horário maravilhoso que foi definido para a partida entre Grêmio x São Luiz, no Estádio Olímpico: 17h. Pô gente, vou perder a Sessão da Tarde! Bem, não adianta muito eu gastar mais um ou dois parágrafos tentando consolidar a indignação da torcida tricolor com esse tipo de absurdo e lembrar que a maior parte de nós estará trabalhando as 17h. Mesmo para que os costas-quentes da torcida, sendo uma quarta-feira, bem que podiam acomodar o jogo em um horário da noite e evitar os 65 graus celsius que anda fazendo na sombra. PQP... Em relação ao jogo em si (ufa), acredito que será um bom teste para o time do Grêmio em vários aspectos. Vamos lá... Primeiro: O Grêmio não terá Souza por seis meses. A minha curiosidade aqui fica por conta da reação dos demais jogadores a ausência do auxiliar de Tcheco. Perderemos um articulador veloz e de grande qualidade no trato com a bola (e com as colunas vertebrais adversárias), mas com isso podemos ter um ganho coletivo maior e oportunidade para que outros mostrem seu valor naquela posição, já afastando todos os corneteiros do futebol do Souza por um tempo. Então, corneteiros ingratos, veremos se é ruim com ele ou pior sem. Segundo: Volta Hugo. As forças do universo conspiram a favor da presença de Hugo no time. Ele é contratado e Tcheco é demitido. Ele vai pro banco e Souza se quebra. O negão tem pacto com o capeta, certo. Brincadeira. Veremos, portanto, como se comporta o time e a dinâmica de jogo na trocar simples de Souza por Hugo. Terceiro: Hora da verdade para a volância gremista. Não aguento mais a displicência e negligência de Adilson, Ferdinando e cia. Ou esses caras começam a apoiar alas, meias e zagueiros, ou a casa vai cair. Também fico curioso com a recuperação (desempanchamento) do Rochemback, porque se um dia ele jogou muito, ainda pode. E vamos parar com essa onda de "Fernando é cara", porque, até agora, a única coisa que se vê nele é um volante comum. Quarto: As mil faces do time do Silas. Vai ser 3-5-2, pelo que dizem na IV (Imprensa Vermelha). Seja no 3-5-2 ou 4-4-2, só peço coerência e continuidade. Gosta do Joílson? Tudo bem, então deixa ele no time por alguns jogos para que tu (e todos nós) possa avaliá-lo melhor. Não adianta trocar de escalação em cada jogo. Deixe que os considerados titulares ganhem a posição ao natural, como sempre acontece. Quinto, último e mais importante: Impacto do Gre-nal. Devido ao pouco público esperado no Olímpico, a corneta será bem reduzida mas provavelmente muito densa ali na galerinha do banquinho elevado. A torcida, sinceramente, não me preocupa, porque ela reage a resultados e atuações, mas o time precisa mostrar que o Gre-nada foi apenas mais um jogo e entrar em campo pra ATROPELAR! Se o Grêmio entrar em campo com a consistência tática esperada de seus jogadores, com uma escalação coerente e equilibrada, certamente vencerá, mas se convencerá ou não, só saberemos assistindo a partida. Vencer é preciso, convencer é desejável, e acertar o time o mais rápido possível é obrigação para quem sonha alto em 2010.
Grêmio pega o São Luiz no Olímpico escaldante
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