O início de uma nova era de glórias

Em (Pós-Jogo) por admin em 04-05-2010

Tags : , , , ,

Pós-Jogo

Depois de quatro anos, o Campeonato Gaúcho voltava a ser decidido num Gre-nal. E o último jogo, pela segunda vez em dez anos, era no Olímpico. A prévia vitória de 0×2, no Beira-Rio pelo jogo de ida, deu a total tranquilidade para que 40 mil torcedores viessem de todas as cidades do Rio Grande do Sul para apreciar o “título virtual” que o Grêmio ja tinha em suas mãos e precisava somente confirmar em mais 90 minutos de uma nova vitória, quem sabe.

Porém, mesmo que o adversário seja o time do Fossati, eles são onze homens, onze jogadores de um time que veio de dois péssimos resultados e precisava mostrar alguma reação. De uma forma até organizada, o time do inter conseguiu trazer dificuldades para o Grêmio, pois aos 9 min, com um chute forte (e com a colaboração do Victor) elas abriram o placar. 0×1. A partir daí o nervosismo tomou conta do estádio.

Graças a experiência da maiorira, o nervosismo não se mostrou presente no time, nem mesmo em Neuton. Gostei da atuação do time, pois espremeu o adversário no seu campo de defesa em quase todo o jogo e anulou a aposta do Fossati em jogar no contra-ataque com a velocidade da sua dupla emo de atacantes. Só dava Grêmio! Na marcação, na criação, na finalização, nas chances, no jogo. Porém o gol não saia…

Muitas foram as chances de gol que o Grêmio criou, mas nenhuma tão clara a ponto de nós lamentarmos a derrota. O balanço da final mostrou mais uma vez que o Grêmio é aquele time que joga para vencer quando precisa e até perder quando pode, desde que o destino do caneco seja o Estádio Olímpico. Como na década de 90, sentimos a aflição de uma final complicada, contra um adversário disposto a não perder e querendo arrancar qualquer fatia do título quase certo do tricolor. Tiramos o pó do velho livro de regulamentos que o Grêmio tanto carregou debaixo do braço no seu passado recente.

O apito final foi o som da alegria e do desabafo. Foi a vitória de uma torcida que não desiste, de um grupo de profissionais do futebol que não se contenta em ser coadjuvante, de um treinador que abraçou a preciosa oportunidade com força e resistiu a pressão da imprensa e dos torcedores. Foi a vitória do conjunto! De um time criticado, questionado, desfalcado muitas vezes, mas glorioso por sua própria natureza. Foi o retorno de um Grêmio Foot-ball Porto Alegrense que tanto conhecemos e amamos.

Um ruralito não representa “só um gauchão”, mas também um balde de Red Bull que impulsiona qualquer time a querer o algo a mais. Este grupo de jogadores sabe da necessidade de ganhar uma Copa do Brasil, Sulamericana ou Brasileirão para então fazer parte da história vencedora do Grêmio e dar a este clube um novo episódio para o seu memorial, uma nova página para o livro cuja história nacional e internacional é bem marcada pelo chute épico de Baltazar.

Marcando a união do grupo, cumprimentei Mario Fernandes e Souza, ambos sentados na escadas (sim, no chão!) das cadeiras centrais poucos segundos antes do início da partida. Parei em frente a eles e disse enquanto tirava uma foto: “E ai Mario e Souza, sorte pra nós!”. O nervosismo dos dois era tanto que só conseguiram olhar pra mim e dizer: “Tá beleza! Beleza. Vamo sentar ai galera, tá começando! Vamo! Vamo!”

Mario e Souza na escada das cadeiras.

Mario e Souza na escada das cadeiras segundos antes do jogo.

obs: reparem que ambos me cumprimentam na foto, mas não tiram os olhos do gramado.

Que este seja o primeiro título Gremista de 2010 e que os outros maiores venham logo! Sorte pra nós!

  • Share/Bookmark

Grêmio 2×1 Juventude – Gauchão 2010

Em (Pós-Jogo) por Brum em 04-04-2010

Tags : , ,

Campeonato Gaúcho 2010
Taça Fábio Koff – 7ª rodada

Juventude 1 x 2 Grêmio

Local: Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul (RS)
Data: domingo, 4 de abril de 2010

Árbitro: Vinícius Costa
Assistentes: Paulo Ricardo Conceição e Renata Schaefer

Gols:
Juventude – Gustavo (1min/2°T)
Grêmio –
Jonas (10min/1°T e 16min/2°T)

Cartões amarelos:
Juventude – Bressan, Gustavo, Umberto, Júlio Paulista e Ferreira
Grêmio –
Mário Fernandes e Maylson

JUVENTUDE
Carlão; Bressan (Tiago Renz), Ferreira e Jorge Fellipe; Bruno, Fred, Umberto, Gustavo (Júlio Paulista) e Calisto; Hiago (Maycon) e Marcos Denner.
Técnico:
Osmar Loss

GRÊMIO
Victor; Edilson (Joilson), Mário Fernandes, Rodrigo e Fábio Santos; Willian Magrão, Adilson (Fábio Rochemback), Maylson e Douglas; Jonas (Hugo) e Bergson.
Técnico: Silas

  • Share/Bookmark

O time a ser batido?

Em (Opinião) por Paula Ene em 03-04-2010

Tags : , , , , , , , ,

Para o goleiro Victor, o Grêmio é o time a ser batido

Ontem estava ouvindo a Rádio Gaúcha e me chamou a atenção uma declaração do Victor: nosso capitão afirmou que no momento o Grêmio é o time a ser batido no futebol brasileiro. Perguntado se esse time não seria o Santos, respondeu que o time da Vila pode ser o mais badalado, mas o Grêmio tem sido mais efetivo.

Essa constatação do nosso arqueiro me fez refletir sobre atual momento do Tricolor no cenário nacional, já que aqui pelos pampas não resta dúvida de qual o melhor time na atualidade, os números falam por si. Não é novidade para ninguém que os times que enfrentamos no Gauchão e nessas fases iniciais da Copa do Brasil não servem como parâmetro para sabermos se o Grêmio está pronto para enfrentar equipes mais fortes no Campeonato Brasileiro e na fase mais quente da Copa do Brasil. Mas também é verdade que não podemos desconsiderar a campanha que viemos fazendo.

Vamos aos números: são 14 vitórias consecutivas, 51 jogos de invencibilidade no Olímpico e 100% de aproveitamento na Taça Fábio Koff. Convenhamos que não são resultados que acontecem todos os dias, eu mesma não lembro da última sequência boa assim do Grêmio, mesmo contra times mais fracos. Analisando os números do Santos, apontado por (quase) todos como o melhor time do Brasil atualmente, percebo que o que mais chama atenção são as goleadas, nem tanto o aproveitamento, que é bom, mas inferior ao nosso. E se os times que temos enfrentado são fracos, o mesmo pode ser dito dos que foram goleados pelo Santos. Claro que ainda assim as vitórias elásticas dos meninos da Vila devem ser valorizadas, assim como o nosso excelente aproveitamento.

Mas, afinal, qual dos dois times vive melhor momento? Qual está apresentando um futebol mais convincente? Qual chegará mais longe na Copa do Brasil? Acredito que ninguém tenha respostas definitivas para essas perguntas. Todas as opiniões que lemos e ouvimos agora não passam de “achismos”, só teremos essas respostas quando as duas equipes se enfrentarem, possivelmente numa semifinal da Copa do Brasil (se ambos chegarem lá, é claro). Para ser bem sincera, quero mais é que todos pensem que o Santos é o grande time, prefiro ver o Grêmio como o time que está correndo por fora do que como favorito.

Uma coisa, no entanto, é certa: o time a ser batido na sua casa é o Grêmio, pois nenhum outro no Brasil tem essa invencibilidade de 51 jogos. E que assim continue por muito tempo!

Sou Gremista e me basta!

  • Share/Bookmark

Controle

Em (Opinião, Pós-Jogo) por Valdo em 29-03-2010

Tags : ,

Que o Grêmio está evoluindo a cada jogo não é segredo para ninguém, muito pelo co0ntrário – até as pombas que voam nos sociais já sabem disso, mas ontem o nosso Grêmio deu uma bela demonstração de controle do jogo, não permitindo que o Esportivo de Bento jogasse bola. Claro que devemos dar os descontos por ser um adversário abaixo da média, porém seria pior empatar ou perder para um adversário abaixo da média como outros times teoricamente mais fortes tem feito por aí (momento flauta).
O Silas está conseguindo o que planejou para o time do Grêmio, e nós (eu me incluo entre esse nós) que corneteavamos o seu trabalho, temos que nos curvar aos resultados que o time está obtendo, bem como ao futebol que está sendo jogado no gramado – O Silas tem o grupo na mão, o time está começando a ter uma mecânica visível de jogo com cada peça desempenhando uma função específica, e ainda, o nosso treinador conseguiu encontrar a função certa para cada um dos jogadores. algumas percepções:

  • Zaga – Nossa zaga titular, formada por Mario e Rodrigo (o novo Xerife) está jogando muito bem, com controle, aliando juventude e velocidade com experiência. O setor que começou o ano mui9to contestado se endireitou – os reservas darão conta do recado mito bem, como ontem o Rafael Marques bem mostrou;
  • O Meio Campo – um setor que estava deixando o torcedor com os cabelos de pé (e a zaga também) agora é um dos pontos mais positivos do time – Ferdinando, Adilson (ontem com o espetacular William Magrão, que marcou e até gol e vai ganhar um parágrafo exclusivo), Maylson (filho de Mayl) e Douglas (ontem jogou o excelente Mithyue) é um meio de campo que marca bem, e chega muito bem a frente. Aqui ficam algumas dúvidas: Será que com o retorno do Leandro e do Hugo o Silas manterá o filho de Mayl no time? Tem lugar para o William Magrão no time? Vale a pena insistir com o Ferdinando? Já sobre o Douglas, não preciso nem falar ou questionar, é mais que óbvio que ele tem lugar cativo e conquistado no time titular;
  • Ataque: Borges é o titular (PONTO), depois dele temos o Jonas que segue sendo um eterno faz gol e perde gol (estou devendo a estatística de quantos gols perdidos para cada feito), e ainda temo o William Batoré, que é muito esforçado mas para por aí – torço muito para o pronto retorno do Borges, pois ontem, caso tivéssemos um centro-avante que não perde gol a-torto-e-direito, estaríamos hoje comemorando um resultado muitíssimo mais elástico.
  • Goleiro – Ontem eu não vi o Victor. :)
  • Parágrafo do William Magrão – O guri está reencontrando seu excelente futebol, e daqui a pouco será um ótima dor de cabeça para o Silas. O William jogou muito bem, marcou e saiu jogando inclusive fez um belo gol – certamente a torcida tricolor está contente com o retorno dele, ainda mais sendo no nível que está voltando e marcando gol.
William Magrão marcou um belo gol ontem

William Magrão marcou um belo gol ontem - Foto ClicRBS

Concluindo, o time está evoluindo e está muito bem – obviamente todos os torcedores tem uma grande dúvida sobre como esse time irá se comportar frente a um grande adversário, dúvida essa que eu compartilho – eu diria que um bom resultado frente a um adversário mais forte é o que precisamos para deixarmos de lado qualquer traço de dúvida que possamos ainda ter sobre o time. Enfim, dependendo dos resultados dessa semana, em breve teremos a chance de enfrentarmos um time teoricamente de maior capacidade técnica (?) no Gauchão, mas caso não seja o caso, acredito que na próxima fase da Copa do Brasil consigamos esse tão aguardado tipo de jogo/adversário.

  • Share/Bookmark

No caminho certo… espero!

Em (Pós-Jogo) por Paula Ene em 15-03-2010

Tags : , , , , , , , , , ,

Maylson foi destaque

 Domingo passado, ao sair do Olímpico após mais um jogo com vitória, comentei com amigos que algo vinha me incomodando. O fato é que eu estava saindo triste, descontente e desconfiada de todos os jogos do Grêmio em casa. O que aconteceu hoje não foi muito diferente, embora eu não possa deixar de admitir que houve evolução em alguns pontos. Começando pela defesa, hoje foi a segunda partida desde o começo da temporada na qual não levamos gol. Além disso, apesar de não termos levado gol do Novo Hamburgo, houve pressão, com o Victor salvando (como sempre). Mas o fato a comemorar é que hoje o nosso arqueiro foi um mero coadjuvante da partida. Ok, o adversário era o modesto Inter-SM, mas ultimamente nossos adversários também eram fracos e mesmo assim estávamos tomando gols e pressão. Então, acredito que sim, devemos valorizar nossa evolução defensiva.

O jogo de hoje também serviu para confirmar que os guris estão pedindo passagem no time do Silas. Foi preciso o Hugo se machucar para o nosso treinador escalar o Maylson ao lado do Douglas (que mais uma vez teve boa atuação). O guri, que já havia ido bem em outras oportunidades, foi o destaque do jogo, marcando os dois primeiros gols da vitória tricolor de 3×0.

O terceiro gol foi marcado por Fernando em boa jogada do Mithyuê (ambos haviam ingressado no 2º tempo nos lugares de Maylson e William, respectivamente). Aliás, a entrada desses jogadores confirma a tese de que devemos aproveitar mais esses guris oriundos das categorias de base. Eles foram bem no jogo de hoje, principalmente Mithyuê, que deu movimentação ao ataque tricolor. Não que seja muito difícil dar mais movimentação do que o William “cone”, mas não dá para entender a escalação desse jogador, mesmo com a lesão do goleador Borges.

Enfim, foi um jogo que não chegou a empolgar o torcedor, mas controlamos o adversário, não corremos riscocs em momento algum e fizemos um placar elástico. Houve, sim, evolução e a maior prova disso é que ao final da partida, ao ouvir o apito do juiz, foi uma das primeiras vezes que não ouvi vaias ou contestações nas Sociais do Olímpico. Que continue assim, com o time em constante evolução. 

SERVIÇO DA PARTIDA 

GRÊMIO 

Victor; Edílson, Mário Fernandes, Rodrigo e Fábio Santos; Ferdinando, Adilson, Maylson (Fernando) e Douglas; Jonas (Bergson) e William (Mithyuê). 

Técnico: Silas 

INTER-SM 

César; Djair, Sananduva e Juliano; Xande (Paulo César), Cleitão, Elias (Maurício Medeiros), Pio, Anderson Cruz e Júlio Cézar (Bruno); Dudu 

Técnico: Bagé 

Data: 14/03/2010.
Gols: No primeiro tempo, Maylson, aos 40 minutos. No segundo, Maylson, aos 29 e Fernando, aos 43.
Cartões amarelos: Djair, Júlio Cézar, Cleitão, Paulo César (I), Douglas (G).
Arbitragem: Vinícius Costa, auxiliado por Anderson da Silveira Farias e Júlio César dos Santos.
Público: 10.936 (9.651 pagantes). Renda: R$ 132.375,50.
Local: Estádio Olímpico  

PRÓXIMO JOGO 

VOTORATY X GRÊMIO, pela Copa do Brasil, no Estádio Domênico Paolo Mettidieri, em Votorantim-SP. 17/03/2010 (quarta-feira) às 15h30. 

Sou Gremista e me basta!

  • Share/Bookmark

Domingo pra colocar uma mão na taça

Em (Pré-Jogo) por admin em 27-02-2010

Tags : , , ,

Domingo tem decisão da taça Fernando Pedalado Carvalho contra o (surpreendente?) Novo Hamburgo de Gilmar Iser. Antes de mais um título, é a certeza de decidir o gauchão, caso necessário, ao final do 2° turno, na cobiçada Taça Fabio Koff. E basicamente é só. Uma tranquilidade para a torcida que não decide a final há 2 anos (o ultimo titulo regional foi em 2007) e uma certeza no trabalho que está sendo desenvolvido pela direção e comissão técnica.
Apesar do desmonte que o time sofreu por lesões inesperadas e graves, ainda sim estaremos lá, decidindo a final. O último a entrar nessa lista foi Leandro, com sua segunda lesão no ano e deve dar lugar a Hugo.

Agora convenhamos, tudo vira GREnal, até mesmo quando não tem. Em muitas conversas informais, o fato dos co-irmãos não estarem presentes e a taça que leva o nome do seu maior dirigente ser decidida lá no Monumental tem causado piadas e diversão na rivalidade grenal.
O ilustre vice presidente colorado promete estar no sagrado gramado do Olimpico entregando a taça para o campeão. Acho muito digno.

Rivalidades a parte, o “galático” time do Vale dos Sinos está se preparando para este jogo como se fosse o maior de sua história. E porque não seria? uma linda vitória na semifinal mostrou que este jogo não tem vencedor antecipado. Motivação não falta. O time do Nóia deve ser escalado com Juninho, Chicao, Claudio Luis, Eduardo Borges e Paulinho, Emerson, Marcio H., Edmar e Preto, Rodrigo Mendes e Gustavo.

fonte: ClicRBS

Para o Grêmio também, além de defender na sua propria casa, ainda temos a invencibilidade a manter. Chegaremos a meta histórica de 46 jogos sem perder em casa. Alguém fez mais?
- É a chance de Rochemback mostrar que está sim achando o caminho do bom futebol que o trouxe até aqui (finalmente!);
- Borges se afirmar como o artilheiro do Grêmio e do campeonato (Maxi quem?);
- Victor demostrar segurança e equilibrio para continuar buscando o carimbo no seu passaporte para a Copa do Mundo da Africa do Sul;
- Mario Doril mostrar que vale ser cotado na casa £10 mi. Nosso presidente deu declarações na Radio Gaucha na semana demostrando ser dificil segurar o assédio por Mario na janela de agosto… Bom, mas isso é outra história.
- Mostrar ao torcedor que ele pode sim confiar nesse time.

Domingo todos os caminhos levam ao Monumental e só a vitória importa.

Te sigo aonde for.

  • Share/Bookmark

Zequinha deu trabalho

Em (Pós-Jogo) por admin em 13-02-2010

Tags : , , , ,

Pós-Jogo

Um jogo que tinha tudo para não acontecer, caso o absurdo combinado entre o Sindicado do Atletas e a FGF fosse cumprido. A temperatura no gentil termômetro do delegado da Federação Gaúcha marcou 5 graus a menos que todos os outros termômetros da cidade, aprovando o início da peleia debaixo de sol escaldante. Eu não tenho nada contra, acho que a peleia deve continuar mesmo com 50 graus e que vençam os mais fortes. Se não gostam que mudem de profissão ou achem uma vaga nos meigos de RJ e SP.

O zequinha defendia o título de melhor campanha do Gauchão 2010, até o momento, mesmo sabendo que fez jogos contra o grupo mais fraco, o grupo do Grêmio. Um time também liderado por um ex-zagueiro e que vem mostrando um belo futebol, totalmente ofensivo.

O time do Grêmio entrava em campo com uma substituição interessante, forçada por uma suspensão: Maylson por Mythiuê. Assim que eu ouvi a escalação no rádio, sorri. Imaginei a formação tática e a provável movimentação desse inteligente jovem em conjunto com Douglas.  Mas enquanto este meio construía, a defesa destruía.

A derrota parcial no primeiro tempo refletiu aquilo que já estamos cansados de discutir neste blog: falta de marcação na defesa gremista, a volta de Jonas ao grupo dos medianos, o eterno problema dos volantes, as chances perdidas pelo ataque e o time sem identidade que o Grêmio tem hoje.

VAIAS. Perda de Lúcio lesionado. Muitas foram as constatações negativas no primeiro tempo do jogo, mas nenhuma foi mais importante que a declaração deprimente de Mario Fernandes sobre o porquê da derrota parcial: “Nós não estamos marcando”.

Douglas e principalmente Victor sairam bastante irritados no intervalo. Não é atoa que são alguns dos melhores jogadores desse time do Grêmio. O capitão Victor assiste lá de trás os erros grotescos de marcação e a movimentação juvenil da defesa gremista. Douglas, por sua vez, é o centro das jogadas, o armador, e tem grande conhecimento tático. E o ex-corintiano também deixou claro o seu sentimento ao sair do campo: “Temos que jogar. Nós não estamos jogando! Temos que rodar a bola e fazer eles correrem também”. Perfeito, porém batido. Um time profissional não deveria sair de campo com essa reclamação.

O calor insuportável deve ser utilizado a favor e não contra. Saber correr e manter a posse de bola é muito importante nessas horas, pois obriga o time adversário e entrar no “bobinho” e gastar seus sais minerais de forma totalmente improdutiva. Além disso, me permitam desabafar por um instante: MARCAR A BOLA AO INVÉS DOS ATACANTES É COISA DE JOGADOR INFANTIL! O gol que o Grêmio levou no primeiro tempo (saindo atrás no placar pela milésima vez) demonstrou claramente a zaga assistindo a jogada do São José enquanto o atacante corria pelo meio dos zagueiros com total liberdade. RIDÍCULO! E o pior de tudo é que esse tipo de erro não é daqueles que o Silas pode corrigir com alguns treinos. Os zagueiros não são crianças aprendendo futebol agora, mas sim homens rodados e experiência. Erros como estes não são mais tolerados. Só falta ter que parar treino pra ensiná-los onde o pé de apoio deve ficar na hora do chute… PQP!

Saiu Jonas e entrou William, estreante, e o segundo tempo já começou mostrando as armas do garoto Mythiuê, que resolveu empatar o jogo num chute muito forte de fora da área, preciso, no canto. Lembrei do gol que ele fez na final do Brasileiro sub-20 de 2008 pelo Grêmio. Não muito tempo depois Fabio Santos (quem diria) virou o jogo. O Grêmio vinha mostrando, desde o início da partida, maior volume de jogo e agora concretizava seus esforços, mas também escondia os defeitos evidentes para os 3 mil pagantes presentes no Estádio Olímpico. Maurício e Fernando choravam de calor e Silas poupou o mais jovem, dando alguns minutos para o William Magrão ganhar um bronze.

E assim terminou o jogo: 2×1 para o Grêmio, outra virada, mesmos erros e afirmações dos últimos jogos. Preciso lembrar que o goleiro do Zequinha me deixou uma impressão positiva, devido ao seu desempenho acima da média. Ele merece acompanhamento de longe e quem sabe a reserva de um time grande em breve (alô Meira!)

A próxima fase traz o Veranópolis, de quem o Grêmio só conseguiu um pontinho dentro de casa. Será que agora vai?

Gauchão
Taça Fernando Carvalho – 8ª rodada

Grêmio 2 x 1 São José-PA

GRÊMIO
Victor; Mário Fernandes, Rafael Marques, Maurício e Lúcio (Fábio Santos); Fernando (Willian Magrão), Fábio Rochemback, Mithyuê e Douglas; Jonas (William) e Borges. Técnico: Silas

SÃO JOSÉ-PA
Rafael; Alexandre, Gustavo, Tairone e Juca; Jonas, Dadá, Pedro Carmona (Douglas) e Jeferson (Xavier); Beá e Rangel (Cassiano). Técnico: Argel

Gols:
Grêmio –
Grêmio – Mithyuê (9min/2ºT) e Fábio Santos (16min/2ºT)
São José-PA – São José-PA – Juca (14min/1ºT)

Cartões amarelos:
Grêmio – Mário Fernandes
São José-PA – Jonas

Árbitro: Carlos Simon
Assistentes: Edemar Palmeira e Jorge Luiz Cardoso da Silva

Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre
Data: sábado, 13 de fevereiro de 2010

Público total: 3.805
Público pagante:
3.332
Renda: R$
55.735,00

Um jogo que tinha tudo para não acontecer, caso o absurdo combinado entre o Sindicado do

Atletas e a FGF fosse cumprido. A temperatura no gentil termômetro do amigo Simon marcou 5

graus a menos que todos os outros termômetros da cidade, aprovando o início da peleia debaixo

de sol escaldante. Eu não tenho nada contra, acho que a peleia deve continuar mesmo com 50

graus e que vençam os mais fortes. Se não gostam que mudem de profissão ou achem uma vaga nos

meigos de RJ e SP.

O zequinha defendia o título de melhor campanha do Gauchão 2010, até o momento, mesmo sabendo

que fez jogos contra o grupo mais fraco, o grupo do Grêmio. Um time também liderado por um

ex-zagueiro e que vem mostrando um belo futebol, totalmente ofensivo.

O time do Grêmio entrava em campo com uma substituição interessante, forçada por uma

suspensão: Maylson por Mythiuê. Assim que eu ouvi a escalação no rádio, sorri. Imaginei a

formação tática e a provável movimentação desse inteligente jovem em conjunto com Douglas.

Mas enquanto este meio construía, a defesa destruía.

A derrota parcial no primeiro tempo refletiu aquilo que já estamos cansados de discutir neste

blog: falta de marcação na defesa gremista, a volta de Jonas ao grupo dos medianos, o eterno

problema dos volantes, as chances perdidas pelo ataque e o time sem identidade que o Grêmio

tem hoje.

VAIAS. Perda de Lúcio lesionado. Muitas foram as constatações negativas no primeiro tempo do

jogo, mas nenhuma foi mais importante que a declaração deprimente de Mario Fernandes sobre o

porquê da derrota parcial: “Nós não estamos marcando”.

Douglas e principalmente Victor sairam bastante irritados no intervalo. Não é atoa que são

alguns dos melhores jogadores desse time do Grêmio. O capitão Victor assiste lá de trás os

erros grotescos de marcação e a movimentação juvenil da defesa gremista. Douglas, por sua

vez, é o centro das jogadas, o armador, e tem grande conhecimento tático. E o ex-corintiano

também deixou claro o seu sentimento ao sair do campo: “Temos que jogar. Nós não estamos

jogando! Temos que rodar a bola e fazer eles correrem também”. Perfeito, porém batido. Um

time profissional não deveria sair de campo com essa reclamação.

O calor insuportável deve ser utilizado a favor e não contra. Saber correr e manter a posse

de bola é muito importante nessas horas, pois obriga o time adversário e entrar no “bobinho”

e gastar seus sais minerais de forma totalmente improdutiva. Além disso, me permitam

desabafar por um instante: MARCAR A BOLA AO INVÉS DOS ATACANTES É COISA DE JOGADOR INFANTIL!

O gol que o Grêmio levou no primeiro tempo (saindo atrás no placar pela milésima vez)

demonstrou claramente a zaga assistindo a jogada do São José enquanto o atacante corria pelo

meio dos zagueiros com total liberdade. RIDÍCULO! E o pior de tudo é que esse tipo de erro

não é daqueles que o Silas pode corrigir com alguns treinos. Os zagueiros não são crianças

aprendendo futebol agora, mas sim homens rodados e experiência. Erros como estes não são mais

tolerados. Só falta ter que parar treino pra ensiná-los onde o pé de apoio deve ficar na hora

do chute… PQP!

Saiu Jonas e entrou William, estreante, e o segundo tempo já começou mostrando as armas do

garoto Mythiuê, que resolveu empatar o jogo num chute muito forte de fora da área, preciso,

no canto. Lembrei do gol que ele fez na final do Brasileiro sub-20 de 2008 pelo Grêmio. Não

muito tempo depois Fabio Santos (quem diria) virou o jogo. O Grêmio vinha mostrando, desde o

início do jogo, maior volume de jogo e agora então concretizava seus esforços, mas também

escondia os defeitos evidentes para os 3 mil pagantes presentes no Estádio Olímpico. Maurício

e Fernando choravam de calor, então Silas resolveu poupar o mais jovem e dar alguns minutos

para o William Magrão ganhar um bronze.

E assim terminou o jogo: 2×1 para o Grêmio, outra virada, mesmos erros e afirmações dos

últimos jogos. Preciso lembrar que o goleiro do Zequinha me deixou uma impressão positiva,

devido ao seu desempenho acima da média, que merece acompanhamento de longe e quem sabe a

reserva de um time grande em breve.

A próxima fase traz o Veranópolis, de quem o Grêmio só conseguiu um pontinho dentro de casa.

Acho que os reais testes começam agora, então corneteiros, preparem seu repertório de

bobagens repetitivas, pois a peleia está longe de terminar.

  • Share/Bookmark

Hoje é dia de ir ao Monumental!

Em (Opinião, Pré-Jogo) por admin em 21-01-2010

Tags : , ,

Como todos sabem, apenas um jogo não é decisivo para definir o ano do Grêmio, mas é parâmetro. Apesar da natural falta de entrosamento em muito lances, comum no início de temporada, gostei do futebol do Grêmio contra o Pelotas. Gostei da postura em campo no segundo tempo e principalmente do intervalo. Sim, do intervalo. Silas e sua comissão souberam redirecionar o jogo, fazer alterações precisas e reverter o placar com garra e vontade de vencer.Sentimento este que não víamos com clareza em campo e nem em nosso técnico no ano passado. A mudança do esquema foi fundamental para sairmos daquele abafa do fraco adversário. Ponto para o nosso técnico. A propósito, ponto também para a preparação física com a família Paixão, que já demostra sinais que foi uma das contratações mais acertadas da diretoria.

Desde o início de 2009 ouvimos que 2010 é o ano do Grêmio. O ano de 2010 é aquele em que a direção se referia sempre nos brindando com desculpas e justificativas para erros e acertos, para contratações e dispensas, para compras e vendas de jogadores durante toda a atual gestão. 2010 ta aí, portanto não tem há mais desculpas. A hora é agora. É o ano do dá ou desce, do vai ou racha.
Claro que o Pelotas é longe de ser um adversário com técnica e pompa, mas os times que enfrentaremos no início da Copa do Brasil também não o são. Dentro de uns 30 dias, o time estará bem mais entrosado, cadenciado e pegador paralelamente às retas finais dos campeonatos do início do ano. (Ruralito e Copa do Brasil, nosso conhecido passaporte para La Copa).
Enquanto este preparo ideal não chega, enfrentaremos um conhecido e sempre perigoso adversário hoje, no reencontro do time com sua torcida, no estádio Olímpico Monumental as 19h30.

Time da série C do Brasileiro e louco pra fazer um crime na Capital, o Caxias espera sair com um pontinho deste confronto, no entanto o técnico faz mistério quanto a escalação final, já que estará desfalcado, mas com a presença de um nome bem conhecido pelos gremistas: Itaqui.
Para o tricolor, a vitória garante mais 3 pontos e mais tranquilidade para buscar a melhor campanha para trazer os jogos decisivos finais para o Olímpico, diante de sua torcida. Quanto a formação do time, o Grêmio não contará com Mario Fernandes, ainda se recuperando de lesão, além de Maurício e Henrique. Outro “desfalque” é Rochemback que desde quando chegou ao Olímpico no ano passado busca sua melhor forma física além de ter contraído uma gripe esta semana. Tá dificil, hein?
As especulações tomam conta que Ferdinando jogará na zaga e Leandro irá tapar o furo da ala direita.
Provável escalação será Victor, Ferdinando, Rafa Marques, Réver, Fabio Santos, Adilson, Leandro, Hugo, Souza, Jonas e Borges.

Vamos lá que 2010 já começou.

Te sigo aonde for.

adendo pessoal:
Hoje também é dia de homenagem nas cadeiras do Olímpico. Amigos e a namorada de Carlos Frederico Kohler (30/10/1981 – 17/12/2009) estenderão uma bela faixa nas cadeiras, em frente à Geral, local onde ele costumava assistir a todos os jogos do nosso tricolor. Tenho certeza que ele vai amar a homenagem. Perdemos um gremista de fé nas arquibancadas, mas com certeza o céu ficou mais azul.

  • Share/Bookmark

De volta com a programação normal

Em (Pós-Jogo) por Brum em 18-01-2010

Tags : , , , , , ,

Acabou-se o período de entresafra no futebol. Acabaram-se as especulações, a falácia sobre a montagem do novo grupo, a celeuma sobre jornalista “isento” se sentir ofendido com piada de bar e assim por diante. Recomeçou o ano para o Grêmio. E o primeiro desafio foi justamente contra o Pelotas, de volta à Primeirona Gaúcha após 5 anos, babando de vontade de cometer um crime no Imortal.

A festa da torcida do adversário foi interessante, assim como o esforço do clube em bem atender a todos. Mas, como já sabemos, times do interior não têm condições de competir com a dupla GREnal (pelo menos ainda…). Muita lentidão para entrar no estádio, a Brigada (de novo) mais atrapalhando do que ajudando, e uma confusão entre as torcidas nas arquibancadas da Boca do Lobo, justamente onde deveriam haver policiais. Foi um momento que ofuscou um pouco uma festa até então bonita.

Quanto ao jogo, não entendi direito o que o Silas quis com um esquema onde Hugo, Souza e Leandro jogavam na meia deixando Borges sozinho na frente logo no início. Minha dúvida viria a ser sanada com o tamanho da pressão do Lobão em cima do nosso time. O time, ainda sem entrosamento, mostrou precariedade em alguns passes que deveriam ser fáceis e algumas jogadas de efeito – que eram abundantes em coletivos e até em jogos-treinos – praticamente desapareceram. É, enfrentar time profissional, independente de grandeza do clube é bem diferente do que o São Paulo de Bento.

Perto do fim da primeira etapa, o Lobão consegue fazer 2 gols em um intervalo de 1 minuto. Deu um “mandrake” no time do Grêmio e o Pelotas aproveitou pra fazer a festa. Primeiro gol, passe do Sandro Sotilli, o velhinho bom de bola. Logo após, o próprio deixaria sua marca. No primeiro tempo, só quem me agradou na defesa foi o Henrique. Voluntarioso e combativo, chegava em 3 de cada 4 lances de perigo contra o Tricolor.

Na volta para a segunda etapa, uma mudança de esquema: sai o 4-5-1 (sim, pois nem pra mim e nem pro Borges aquilo era 4-4-2) e entra o 3-5-2. Jonas entra no lugar de Henrique, Leandro vai pra ala direita e Ferdinando desce pra zaga. O time literalmente se jogou para o ataque, até que aos 9 do segundo tempo, Leandro é derrubado na área: pênalti que Jonas chama pra si e converte, como quem quisesse, por birra, dar um leve cala-boca na Direção que andou falando de mais, ao não descartar negociá-lo (já se é bom ficar com ele ou não, isso é assunto pra outro post…). Aos 35 Borges girou na área e soltou uma bomba para empatar o jogo. Já aos 38, Maylson virou o jogo em seu primeiro lance em campo.

Apesar da falta de entrosamento e de Silas enfatizar que o time ainda está em pré-temporada, não tem como negar que temos mais qualidade. Aos 3 do primeiro tempo pudemos ter uma prova do que este Grêmio de 2010 poderá fazer quando estiver entrosado. Em uma saída pela esquerda com Fábio Santos a bola rolou fácil pelo meio de campo em triangulações que fizeram os jogadores do Pelotas parecerem jogadores de pino-gol. Com a bola no chão, o Grêmio conseguiu virar o jogo para a direita até que Henrique cruzou para Borges. Infelizmente a bola foi muito alta e nosso 9 não conseguiu concluir.

Jogo encerrado, arrancamos com 3 pontos conquistados com muito suor e alguns sustos. Agora é pensar no Caxias em casa para começar a embalar de vez rumo à conquista do Ruralito, único campeonato que é o melhor do mundo para quem ganha e o pior do mundo para quem perde. Quem sabe é isso que o torne tão interessante…

A pé ou não, SEMPRE COM O GRÊMIO!!!

Campeonato Gaúcho 2010
Taça Fernando Carvalho – 1ª rodada

Pelotas 2 x 3 Grêmio

Local: Estádio Boca do Lobo, em Pelotas (RS)
Data: domingo, 17 de janeiro de 2010

Árbitro: Anderson Daronco
Assistentes: Altemir Hausmann e Júlio César Santos

Cartões amarelos:
Pelotas – Gavião, Dick, Jonathan e Thiago Duarte
Grêmio – Réver, Souza, Hugo, Victor, Maylson e Borges

Cartões vermelhos:
Pelotas - Dick e Jonathan

Gols:
Pelotas - Thiago Duarte (31min/1°T) e Sandro Sotilli (32min/1°T)
Grêmio –
Jonas (9min/2°T), Borges (35min/2°T) e Maylson (38min/2°T)

PELOTAS
Jonatas; Dick, Jonas (Jonathan), Bruno Salvador e Diego; Gavião, Jardel, Rodrigo Ribeiro (Michel) e Maycon Sapucaia; Thiago Duarte (Maurinho) e Sandro Sotilli.
Técnico: Beto Almeida

GRÊMIO
Victor; Henrique (Jonas), Rafael Marques, Réver e Fábio Santos (Lúcio); Ferdinando, Adilson, Souza e Hugo; Leandro (Maylson) e Borges
Técnico: Silas
Via Final Sports

  • Share/Bookmark