Tem alguma coisa faltando….

Em (Gremismo, Opinião) por admin em 11-03-2010

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Todos nós sabemos desde que o mundo é redondo e se joga futebol que são os resultados que importam. O que fica, afinal de contas, marcado na história são os títulos, recordes, artilheiros. Isso é a história, é o que vai ser lembrado. Pois bem, Nando Gross em seu twitter (@nandogross) no dia 8 de março mostrou o aproveitamento de Silas desde que assumiu o comando do Grêmio: 14 jogos. 11 vitórias, 2 empates e 1 derrota. aproveitamento de 83,3%.

Analisando friamente estes números é um excelente aproveitamento, convenhamos. Ninguém é louco de dizer que é pouco ou insuficiente.  Nos coloca na cabeça do Brasileiro sem ninguém chegar perto (Cruzeiro venceu com 72,5%  em 2003 e ano passado, o  Flamengo sagrou-se campeão com apenas 58%)

Mas então o que é alvo de tanta crítica, inclusive minha, dessa comissão?

Primeiro: o que fica na história são os títulos, são os números. Mas alguém aqui é capaz de esquecer o campeonato brasileiro de 2005 que houve aquele vergonhoso esquema da arbitragem? Teoricamente o campeão seria o time da beira lago, mas o que ficou na história do futebol foi o titulo do Corinthians e a amargura para os “Campeões morais”, titulo que nem na sala do contestável campeão de tudo a gente encontra.

Alguém esquece a final da Libertadores de 1995 com o título? A final do mundial que perdemos para o Ajax?

Alguém teria coragem de dizer que um jogo que ganhamos com um gol anulado ou impedido sobre um rival importante (como o gol contra oSão Paulo no Brasileiro de 2008) não tem um gostinho até melhor do que se fosse uma goleada?

As vitórias marcam sim. Agora time bom, time convincente fica na história. Mesmo que nao ganhe. A Seleção Brasileira de 1980 não me deixa mentir.

fonte: blog Gremio 1903

Ai que está, Sr. Silas. o time ganha, mas não convence, não empolga. Mesmo que ganhe ou perca. Não importa os números se não há tranquilidade e confiança que este time apresentado é de fato um time com características e pinta de campeão. A sensação é que os outros times estão realmente mais fracos ou menos motivados ainda, e não que o Grêmio está bem. A torcida pede mudanças, a imprensa cutuca. Para o torcedor tricolor e nada adianta levantar a Taça (ok, excluindo o momento da Taça Pedalado) e o time não convencer. Não adianta sofrer para ganhar de 1 a 0 de um time tecnicamente muito inferior. Não importa se o time não está completo. Não importa correr o campo inteiro se não há o comando sobre a posse de bola, se as jogadas não são construídas na base de boas jogadas e treinos.  Não importa quem jogue, desde que haja emprenho, garra, força e vontade. O time campeão da série B era fraco tecnicamente, todos sabem. Eles sabiam. Mas eles lotavam os jogos, tinham total apoio da torcida. E se classificou apertado para o quadrangular final. Mano era exaltado. Em 2008, mesmo com Celso Roth sendo vaiado, o time era apoiado.

Alguma coisa está faltando pro Grêmio hoje. Cadê o brilho? Cadê o orgulho de vestir a camiseta tricolor? Tá certo, muito vão dizer que do jeito que está não tem como ter orgulho (essa discussão fica pro ótimo post do Edu aqui). Mas o escudo é o mesmo. A responsabilidade, enorme.

O que eu como torcedora quero é me convencer. É ver e acreditar no time. É ter uma convicção que essa nuvem vai passar, que é tudo uma fase. Que o Estádio vai voltar a lotar não porque o Grêmio está vencendo, mas porque dá orgulho e vontade de ver esse time jogar, como antigamente.

te sigo aonde for.

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O Reencontro

Em (Gremismo) por admin em 16-12-2009

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O jogo de despedida do Danrlei, para mim, não foi uma despedida. Foi um reencontro.

Reencontro daquele time bi campeão da américa de 1995, reencontro da garra tricolor, reencontro da paixão por este time. Reencontro do primeiro time do Grêmio que vi jogar no estádio. Pude rever as jogadas que tantas alegrias nos deram no passado. Ver o estádio lotado como há muito tempo não acontecia. Ver a ansiedade e alegria de todos os torcedores para ver mais uma vez ou pela primeira vez ver aquele time heróico em campo. A minha alegria só nao foi maior que a pança exibida por alguns destes craques, mas o esforço deles e a alegria de estarem presentes fez tudo isso ficar em décimo plano.

A emoção e expectativa para este jogo começou há meses atrás, quando Danrlei afirmou que estava se despedindo do futebol e o palco seria o Olímpico. Quando foram se confirmando os nomes para este jogo, o sentimento começou a ficar mais forte, aquele time de 95 de novo, juntos… e jogando mesmo que de brimncadeira era algo muito bom pra ser verdade!

Na noite anterior ao jogo, data comemorativa da maior glória do Grêmio, levei o dvd 1983 para a casa do meu namorado para assistirmos e comemormos a data. Nele, como vocês sabem, mostra a trajetória tricolor e a conquista no Japão, além de entrevistas com Renato, Espinosa, Baldek, Mario Sergio, Mazaropi e Tarciso, estes ultimos com presença confirmada para a partida.

No dia do jogo a movimentação fora do estádio era digna de jogo decisivo. Pessoas de todas as idades com um sorriso no rosto, filas para troca de alimentos por ingresso, fila para entrar no estádio, a loja vendendo as camisetas réplica da época como água no deserto. Cenário perfeito que nem o mau tempo prejudicou.

Assim que entramos no estádio, Rui Biriva estava alegrando a torcida, cantando o Hino Rio Grandense e outros gritos de guerra do nosso amado tricolor. O coração começou a bater mais forte,um sentimento que eu achava que muitos nao entenderiam. No entanto, todo estádio estava tomado por este mesmo sentimento. topdos que lá estavam esperavam por este momento assim como eu.

Assim que o time “Amigos do Danrlei” entrou em campo, com Mazaropi puxando a fila, fui tomada por um choro incontrolável. Talvez por ter visto o dvd na noite anterior, não sei. As pessoas ao meu redor, inclusive todos nós do blog que lá ou na frente da tv estavam, fomos tomados por uma emoção que ainda não sei descrever em palavras. As pessoas diziam “Olha lá.. são eles… eu nao acredito!” Colocavam as mãos na cabeça, se abraçavam, choravam, sorriam, olhavam para o céu agradecendo… uma alegria que foi só foi superada quando Jardel despontou do vestiário, subindo as escadas. Se eu achava que tinha me emocionado, esse momento provou que não. O torcedor tricolor em coro gritar o nome de cada jogador como antigamente é algo unico. Ver esta alegria e emoção no rosto deles também prova que essa época foi importante para eles também, pela conquista e pelo reconhecimento de mais de 30 mil pessoas.

O jogo em si, não foi a melhor atuação dos tempos. Mas quem se importava? Tarciso jogando um bolão, Mazaropi saindo do gol de maneira espetacular e Paulo Nunes cruzando para gol de cabeça de Jardel ficaram baratos se considerar que paguei apenas R$ 5,00 para este espetáculo.

Apesar de muitos se identificarem com esse sentimento, outros tantos acham perda de tempo ou nao se imaginam sentindo tamanha emoção apenas por um jogo de futebol.

Pra mim não foi apenas um jogo, como disse. Foi um ótimo e inesperado reencontro.

Obrigada, Danrlei.

Esse dia eu vou lembrar para sempre e ainda sim me emocionar como a criança de 10 anos que em 1995 chorava e comemorava esse Bi campeonato.

Abaixo, mais algumas fotos que o APB selecionou desse jogo histórico….

ps: pra fechar todas, fui ao Iguatemi segunda-feira comprar presentes de fim de ano, eis que surge Arce na minha frente. Fiquei meio sem reação de início e larguei um “ARCE!” hehehehehe mas enfim, passado o momento tiete, agradeci imensamente pelo jogo de sábado e por tudo que fez no GRÊMIO. Agradeceu com um sorriso meio assustado, é verdade, e seguiu.

Te sigo aonde for.

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