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Sou de Grêmio
Em (Opinião, Pós-Jogo) por admin em 18-03-2011
Tags : Apoio, empate, libertadores11, Renato
Ontem, muitos davam a vitória como certa. Grêmio voltaria do Peru com três pontos conquistados com facilidade e encostaria de vez no Junior de Barranquilla. A coisa não funcionou assim. Essa idéia que Grêmio deveria ser disparado o melhor clube do grupo foi imposta desde antes dos sofríveis jogos contra o Liverpool do Uruguai, quando não tínhamos a certeza de estar na fase de grupos. O Grêmio terminou o ano com a melhor campanha do segundo turno, embalado pelos bons resultados que Renato conseguiu. Se estamos hoje na Libertadores, obviamente o bom e empolgante saldo de 2010 é o motivo.
Grêmio e outros clubes (brasileiros ou não) têm surpreendido as "obviedades" futebolísticas e não estão sendo destaques absolutos. Esta vitrine está nas surpreendentes campanhas de times estreantes ou que não possuem a estrada como Grêmio na competição. O jogo de ontem foi na altitude contra um time que precisava desesperadamente dos três pontos e tentar seguir com chances de classificação. Nada garantido, apesar do Grêmio ter melhor grupo.
Grêmio jogou mal, é verdade. Muito desatento, posicionamento errado e um incrível número de passes errados. Nos primeiros 5 a 10 minutos, até poderíamos culpar a altitude por isso, mas depois não mais. Douglas errou como nunca, as laterais nao funcionaram no ataque e, tão pouco, na defesa. Gilson é um garoto que Renato confia, mas todos os cruzamentos perigosos em nossa área foram iniciados em bolas pelas costas do jogador ou algum tabelamento pelo lado direito. Carlos Alberto, apesar de erros, fez a melhor partida dele pelo Grêmio, na minha opinião. Rochemback segue sendo o melhor jogador do Grêmio em campo, ao lado de Lúcio e Rodolfo. Escudero teria sido uma boa opção? Não sei. Sei que o time que estava em campo não foi efetivo, mas não podemos afirmar que com ele em campo o resultado teria sido outro. O apoio deve ser incondicional ao time que está em campo.
O time do Grêmio não vem fazendo atuações magistrais, o que por enquanto está dando pro gasto. E depois? Devemos melhorar taticamente e confio em Renato para que o Grêmio tenha um primeiro tempo mais efetivo e segure o mesmo ritmo até o apito final. Que as substituições sejam efetivas e que os resultados positivos sejam menos sofríveis e mais tranquilos. O Grêmio está na Libertadores! E hoje, está sim, sendo classificado para a fase do mata-mata. Somos imortais, mas nao podemos nos basear nisso para conquistar os resultados. A partir daí não teremos margem para os erros de hoje.
O que não pode acontecer, é termos a torcida fazendo críticas como se tudo estivesse perdido (espero que no díficil jogo contra o Junior aqui no Olímpico, a parcela dos corneteiros fique em casa). Não pode existir xingamentos desproporcionais para o nosso ídolo e técnico, até que o contrato com a Globo era a culpa, isso sem falar no mala do Kajuru.
Vamos segurar a onda, pessoal. Estou com Grêmio. Estou com Renato e com todos que entram em campo. Até os quero-queros do Olímpico.O caminho do TRI não é facil, mas devemos fazer jus a nossa alcunha de torcida que não cansa de apoiar. Nada está perdido, ainda há tempo de ajustar os erros e encaminhar um bom time para o mata.
Adriana Barcellos é gremista, porto alegrense, baixinha e, logicamente, invocada. Não usa vermelho e nessa vida louca, a única constante é o Grêmio



Era mais um jogo fora. Mais uma possibilidade de derrota. Com a mão de Marcelo Rospide, nosso Grêmio finalmente jogou bem fora de casa. Não tinha visto uma boa apresentação do Grêmio fora do Olímpico neste BR desde o jogo contra o Palmeiras no Parque Antártica. Desta vez, pegamos o time das Smurfetes, digo, cruzeirinho (sim pois Cruzeiro de verdade é o Estrelado do Alto Petrópolis, aqui em Porto Alegre). Um grande amigo meu, mineiro e Atleticano roxo, disse certa feita que cruzeirense é igual a colorado. Tirando o fato de ousarem vestir azul, são iguais em tudo: torcida de moda, timinho fresco e mal educado. Resumindo, um time de símios, mas vestindo azul.
O jogo
Sem querer querendo, o timinho do cruzeiro gerou todo um clima de Libertadores. Resolveram tirar o Maxi para Cristo novamente. Só trocaram o algoz dele: ao invés do cagalhão ofendido do Elicarlos, colocaram outro cidadão, Gil, a marcá-lo ferozmente. Tão ferozmente que deu direito ao fulano lá tascar um chute nas costelas de "El Tanque". O resultado foi apenas um cartãozinho amarelo.
Falando em arbitragem, o Sr. Marcelo de Lima Henrique só ratificou que a arbitragem brasileira é despreparada, uma vergonha. Expulsar Túlio e Fábio Santos, este último depois de ter apanhado que nem cachorro do FDP do Wellington Paulista, foi uma prova cabal de que no nosso campeonato nacional sobra em equivalência técnica entre os times, e falta em critérios para os homens do apito.
Herrera definiu o empate contra o time do cruzeiro honrando o manto sagrado Tricolor no fim do jogo. O que teve de diferente hoje foi a indignação do time, a garra. Fazia tempo que não via isto no nosso Grêmio. Fico feliz de saber que, aos poucos, poderemos ter de volta nosso Grêmio copero y peleador. Freamos o ímpeto do time de nosso potencial (se Deus quiser) treinador. Douglas Costa confirmou que evoluiu pessoalmente e pode sim fazer a diferença em um jogo. Tanto que eu nem senti a falta do Souza hoje. A entrada de Maylson fou uma grata surpresa. Mostrou atitude durante o jogo. Um que não adianta que não está fazendo nada é o Rochemback. Cagada atrás de cagada. Tirando o tijolaço em cobrança de falta no primeiro tempo, pouco se ouviu falar no cara o resto do jogo. Quando ouvia falar, era por causa de uma entregada de bola, um passe mal feito. Daí fica difícil, tchê!
O que importa é que, mesmo não vencendo, o time brindou a torcida com algo que não se via faz tempo: a garra Tricolor. Independente do resultado, fiquei feliz de ver hoje um Grêmio jogando que nem Grêmio.
E o Meira, hein?
Segundo relato do André Silva da Rádio Gaúcha, o Meira 
A estréia de Fábio Rochemback ficou aquém do esperado. A torcida criou uma grande expectativa quando um jogador recém chegado já se destaca nos treinos e assume a titularidade logo de cara. Se o Grêmio dos treinos tivesse entrado em campo hoje, talvez tivéssemos obtido o resultado normal dentro de nossos domínios. Não aconteceu. Como ocorre nas partidas fora do Olímpico, vimos um Souza apagado, com vários passes errados e sem o seu brilhantismo característico.
Por outro lado, A entrada de Herrera, Tcheco e Joilson deu uma nova forma ao time. Motivados pela torcida, ajudaram o time a ir para cima do adversario, utilizaram as laterais de campo e criaram oportunidades. Somado a isto, vale destacar a grande atuação do garoto Mário Fernandes. A diretoria mostrou que acertou ao acolhê-lo de volta após o incidente ocorrido no início do ano. Seguro de si, preciso nos desarmes, subindo quando necessário e até dando uma de goleiro quando o jogo ainda estava em 0x0, esta jovem revelação já deixou de ser uma promessa para cair nas graças da torcida e do técnico Paulo Autuori.
Aliás, falando em Autuori, creio que o mau resultado de hoje tenha, sim, passado pelo técnico. Existe uma máxima no futebol que diz que, quando um jogador vai mal, a culpa é do jogador. Quando um time todo joga mal, a culpa é do treinador. E o Grêmio não tem maus jogadores. Acho que na partida de hoje, Autuori errou por mudar demais. O Professor abusou da confiança já conquistada pelo torcedor e foi muito ousado nas alterações. O resultado disso vimos em campo.
Em tempo, o sempre criticado Jonas, que contrariando as críticas é o mais novo artilheiro do campeonato brasileiro com onze gols, foi do céu ao inferno em cinco minutos. Autor do redentor gol de empate, que garantiu ao Grêmio a manutenção da impressionante invencibilidade de um ano dentro de seus domínios, o artilheiro tricolor perdeu um gol feito, já nos acréscimos, onde fez tudo certo ao cortar os zagueiros, portanto atirando por cima das traves defendidas por Viáfara.
Serviço do jogo:
Grêmio:
Marcelo Grohe; Túlio (Joílson), Mário Fernandes, Réver e Lúcio; Adílson, Fábio Rochemback, Souza e Douglas Costa (Tcheco); Jonas e Perea (Herrera).
Técnico: Paulo Autuori.
Vitória:
Viáfara; Apodi, Fábio Ferreira, Wallace e Róbson; Uelliton, Vanderson, Magal e Leandro Domingues (Marco Aurélio); Neto Berola (Jackson) e Roger (Carlos Alberto).
Técnico: Vágner Mancini.
Gols:
Grêmio: Jonas, aos 41min, no 2º tempo.
Vitória: Neto Berola, aos 40min do 1º tempo
Cartões Amarelos:
Grêmio: Lúcio, Joílson e Herrera.
Vitória: Uelliton, Magal, Róbson e Wallace
Cartões Vermelhos:
Grêmio: -
Vitória: Magal.
Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha (GO), auxiliado por Márcio Eustáquio Santiago (MG) e Carlos Berkenbrock (SC).
Próximo confronto:
O Grêmio volta a jogar no próximo domingo, dia 13 de setembro, às 18h30min, pela 24ª rodada do Brasileirão. O Tricolor visita o Náutico, no Estádio dos Aflitos, em Recife (PE).




