Passada um pouco a decepção pelo jogo desse último domingo, um empate com ares de derrota contra o Sport, que luta pra sair da zona de rebaixamento, me pergunto: até quando vamos nos enganar?
Na verdade, eu sou daquelas que acredito até o ultimo minuto que algo bom vai acontecer. Sou daquelas que vê o final de um filme uma vez e quando assisto novamente, mesmo sabendo que não tem como alterar o final, eu ainda penso que poderia ter sido diferente,que poderia ter terminado com um final feliz.
A campanha do Grêmio ano passado foi assim e este ano está indo pelo mesmo caminho. Claro que as campanhas são diferentes , a posição na tabela também mudou, o técnico e a direção também não são mais as mesmas. Apesar disso, vejo que tudo acabará da mesma forma: sem título e, se nada mudar de verdade, sem a vaga para a Libertadores de 2010.
Devido a atual conjectura do campeonato, seria exagero de minha parte (e iria contra a minha natureza) não acreditar que ainda é possível uma vaga no G4, mas será que não estou me enganando de novo?
Ok, o Grêmio é o Imortal. Um time capaz de feitos inacreditáveis. Quando tudo parece ir pelo ralo, lá vai o Grêmio e sua força sobrenatural e vira o placar, alcança o resultado que parecia impossível. mas até quando vamos nos basear nos deuses tricolores para
buscar resultados que na verdade não alcançamos por falta um planejamento tecnico e de direção, falta de esforço dos jogadores e, o que ainda é pior, falta de apoio da torcida? Vale a pena lembrar que a última vez que esta imortalidade aconteceu, graças a Deus, foi pra trazer o time da série B na famosa “batalha dos Aflitos” para a série A, o último feito com dramaticidade heróica do Grêmio.
É preciso um pouco mais do que a Imortalidade. Os deuses não conspiram a favor quando alguma coisa está errada.
Na reta final do campeonato, onde está aquela torcida que vibra no estádio? Onde estão os mais de 30 mil torcedores apoiando em todos os jogos? Se continuarem vaiando e corneteando, não terão nem a Libertadores para ir. Mas se o objetivo é se tornar torcida de modinha que só vai ao estádio quando o time está bem, sigam assim. Mas o lugar pra isso não é no Olímpico, o lugar é um pouco mais lá pra zona sul.
Onde está aquele sentimento incondicional de apoio? Aquele que fazia muito abrirem mão de um domingo de sol no litoral pra alentar o time dentro do Olímpico? Aquele sentimento de que cada um faz a diferença pro resultado acontecer?
Parece exagero me irritar com alguns que ficam nas sociais E nas arquibancadas (não posso considerá-los torcedores) chamando quem quer que esteja na casamata de burro, até se for a própria mãe?
Me empolgar com a chegada de um atacante que recebe a camiseta 16, imortalizada pelos gols de Jardel na Libertadores de 95?
Acreditar quando vejo meu time não perder uma partida em casa há mais de um ano?
Assim como muitos torcedores, eu esperava muito mais do Grêmio neste ano. Esperava que já estivessemos com a posição no G4 assegurada, ainda mais com a chegada do Autuori , mas estariamos nós com um técnico de muita estratégia e pouco pulso no vestiário?
De qualquer forma, eu comprei a idéia que me venderam. No entanto, o filme ainda não acabou.
Ainda dá pra mudar o final que está se aproximando, mas tem que começar agora. Não dá mais pra esperar.
Te sigo aonde for.