[Coluna do Corneta] Sem sentido

Em (Corneta) por Valdo em 06-02-2012

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Não dá para dizer que a volta da Coluna da Corneta venha com a força das sete trombetas do Apocalipse. Afinal, é apenas um mês de preparação com um elenco que vem paulatinamente sendo filtrado das más influências e dos vícios já arraigados no antigo elenco tricolor (caso das saídas de Rochemback e, a julgar pelas manifestações apaixonadas daqueles que não viram meias como Vilson Tadei e Osvaldo jogando, do meia em processo de “Tchequização”*: Douglas). Entratanto, é importante deixar claro que algumas verdades já estão ficando escritas na testa de cada torcedor que tem ido aos jogos desse último ano do Olímpico sequiosos de FUTEBOL – mas também de ENTREGA em campo (qualidade também, mas isso é avis rara no atual cenário brasileiro).

 

Ao que parece, os tiros certeiros que a direção gremista direcionava deram chabu. Nem Giuliano, nem Carlos Eduardo vieram – e, por mais que alguns jogadores tenham tido destaque (exemplos claros são Marcelo Moreno e Kleber – que estão justificando plenamente o investimento) – grassa o vazio no meio de campo e na defesa. Ontem, apenas Fernando teve uma atuação digna de menção; Marquinhos tem severos problemas aeróbicos (mas, quando manteve-se com a respiração em dia, foi bem) – e Leandro e Marco Antonio simplesmente desapareceram em campo. Este último parece ser realmente apenas um jogador de série B, dado que já rodou por diversos clubes e sua única temporada de expressão foi na Portuguesa. Leandro precisa comprar um lote completo de pulseiras POWER BALANCE e amarrar em todos os seus membros inferiores e superiores – só assim pode ficar mais tempo em pé do que deitado.

 

A zaga é outra calamidade. Particularmente, Conselheiro tinha esperanças em Douglas Grolli – mas as suas últimas atuações tem demonstrado que sua aptidão mesmo é em outra área que o Grêmio vai bem, a construção civil. Talvez um zagueiro experiente possa dar mais estofo à gurizada que foi contratada, mas a forma de atuação e esquema que vem sendo proposta deixa desprotegidos demais os zagueiros – fazendo com que estes recebam o ataque de peito aberto. Já vimos isso entre 1990 e 1991 – onde a zaga escolhida como destaque no campeonato de 90 foi a pior zaga no rebaixamento de 91, apenas se retirando o centromédio que ficava à frente da zaga (na época, Jandir).

 

Doutrinador & Conselheiro, entretanto, vêem que a principal carência do elenco nem é tanto de QUALIDADE – mas sim de LIDERANÇA. De jogadores que vistam a camisa tricolor e digam “aquele rapaz da voz fininha que adora compartilhar seu quarto de concentração com rapazes jovens, viris e espadaúdos não cabeceia mais na minha área” (vocês sabem de quem falamos), como já tivemos em 1977 – e como sempre foi da tradição do Grêmio. De Leon, Ortunho, Dinho – onde há jogadores dessa estirpe? Certamente que não no Grêmio, que entrega sua braçadeira de capitão para jogadores depressivos que se abatem com uma primeira defecção nas suas atuações.

Detalhe importante que precisa ser lembrado: o próximo jogo é contra o Ypiranga de Erechim, na quarta-feira 08.02 – e BERGSON foi emprestado ao Ypiranga. Doutrinador & Conselheiro temem pelo pior – e temer pelo BERGSON é demonstração de que ainda falta muita coisa para podermos mudar de casa com maior tranquilidade.

Até a próxima coluna!

 

* Tchequização: procedimento contínuo de cegueira absoluta que alguns torcedores possuem, idolatrando ídolos de barro que eram nada mais do que jogadores médios e dando a entender que tal jogador foi fundamental em vários momentos da vida tricolor. Chegamos a ouvir que ele não só participou do ano de 2005 (e dos seus desdobramentos), mas deu o lançamento para Renato cruzar em 1983 para César dar seu mergulho em direção as redes no 2x1 contra o Penarol e até substituiu o eterno ídolo Eurico Lara no GREnal farroupilha em 1935...

[coluna do corneta especial] Finalmente, o final do ano

Em (Corneta) por Valdo em 23-12-2011

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Foi difícil de aturar. O modorrento interstício entre primeiro de janeiro e quatro de dezembro de dois mil e onze (vai por extenso para demonstrar o quanto foi demorado esse ano...) teve poucos momentos de brilho para muitos e severos momentos de rara decepção azul. Não é nossa intenção fazer uma plena retrospectiva do período vivido pelo Grêmio (até porque seria tétrica), mas o reconhecimento dos erros de avaliação, decisão e execução do ambiente tricolor se faz absolutamente necessário para podermos fazer a devida corneta.... também, com um amplo material oferecido, como não fazê-la?

O prolegômeno do ano nos reservou momentos de desespero ao vislumbrar a possibilidade de contratação do fruto do ventre podre da Miguelina – que, por inabitual sorte do gordo do cabelo azul, acabou não se concretizando. Entretanto, essa possibilidade nos trouxe vários momentos de reforço de mensagens como o bom twitter @piscinacopera e a ode aquática da Geral “Piscina Copeira, já levou um Assis Moreira!”... e, no final das contas, talvez o Conselho Deliberativo possa fazer um brinde á dona Patrícia Amorim, dona dos maiores títulos protestados do futebol brasileiro na atualidade. Mas a pergunta fica: onde estavam com a cabeça Odone e Antonio Vicente Martins para pensar na contratação de um ex-jogador de futebol, com um irmão sem caráter dedicado a comer pizzas e tomar guaraná?

Na seqüência, a perda do Gauchão e o início do Brasileiro foram fomentadores de graves azias, grandes bebedeiras e colunas para Doutrinador&Conselheiro. Ao invés de nos levar aos píncaros da glória, Adilson, William Magrão e Rafael Marques (vulgo “Risadinha”...) nos levavam aos mais infaustos picadeiros... de circo. Circos daqueles de quinta categoria, decadentes, em que o anão tem um metro e setenta de altura, o leão só toma leite desnatado e é desdentado e a mulher barbada tem alopecia. Celso Roth, então, foi o suprasumo do desespero – tanto para os dirigentes que os contrataram quanto para a torcida, que, paulatinamente, entrou em letargia e viu que o negócio do clube em 2011 era só não cair para a classe inferior ao final do ano. E o pior: ouvir o mesmo discurso de “que estamos trabalhando, fomos bem, entramos no circuito” é de cortar os pulsos com uma faca cega.

Ao menos o prenúncio de 2012 vem sendo bom. A diretoria gremista, pelo que parece, lê nossas colunas – afinal, já podemos saudar dois grandes reforços do próximo ano: as saídas de Adilson e William Magrão (\o/ \o\ /o/ \o\ /o/ \o\ /o/ \o/). Falta contratar um estoque de Ritalina pro Victor, agora, e estabelecer um bom substituto pro Douglas, que decididamente não está a fim de jogar em 2012 pelo tricolor. Vamos acompanhar e ir alertando o clube nos próximos passos.

 

Sempre alertas, até a próxima coluna,


Doutrinador e Conselheiro!

Coluna da Corneta – Mais do mesmo (em todos os sentidos)

Em (Corneta, Opinião) por Dreher em 04-08-2011

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The Mustache rises again!

 

Mudanças à vista? Pode ser. Vivemos num mundo dinâmico, em que os resultados imediatos são cobrados a toda hora. E isso tem sua razão de ser, principalmente quando se há limites temporais e de quantificação: temos ainda 24 rodadas e, portanto, 72 pontos a serem disputados. A linha de corte para o não rebaixamento é 45 pontos - e o Grêmio, hoje, tem 14 pontos conquistados. Faltam, portanto, 31 pontos - ou seja, dez vitórias e um empate ou 43% de aproveitamento. Nosso aproveitamento com o Ursinho Gummy e o eterno ídolo tricolor é de 33,33%, portanto, e precisa urgentemente ser melhorado.

 

Há razões para esse baixo percentual de aproveitamento? Há, sim. O elenco mal projetado de 2011 - sem contingências ou com avaliações equivocadas das valências dos jogadores presentes hoje - é crucial para a situação vivida. No jogo de ontem, sem Douglas (recuperando-se de sua amiguelite), Gabriel (curtindo seu contrato com a Alpargatas S.A.) e com um time claramente sem orientação tática nenhuma, mais uma vez foi a repetição das inertes disputas que sucessivamente vimos descrevendo no campeonato brasileiro desse ano. Os mesmos erros se repetindo, os mesmos jogadores falhando, os poucos jogadores de sempre que possuem vitória pessoal se destacando mas não encontrando parceria... um misto de pouca vontade (diga-se de passagem, finalmente se percebeu um pouco mais de indignação no elenco, mas nada comparável a um Portugal x Holanda, por exemplo), desorganização tática, falta de fôlego e bateção de cabeça: essa é uma definição clara do que vimos ontem.

 

Victor tem tido contínuos altos e baixos. Sempre se disse que quando goleiro se destaca muito, normalmente é porque a zaga tem falhas visíveis: ontem, Rafael Marques se encolhe na cabeçada do zagueiro atleticano parecendo querer se defender de um ataque de um dragão inexistente. Cabeceia junto! Vai no corpo! Desloca e atrapalha o cara! Lúcio teve uma atuação digna de Gilson (sem maiores comentários). Vilson não apareceu muito - e Mário Fernandes correu feito doido tentando colaborar no ataque, onde, mais uma vez, Andre Lima ficou com saudades das cores branco e preta e insistia em dar passes para os adversários (já alertamos que nosso centroavante sedan não se dá bem contra times alvinegros).

 

De resto... tudo o mesmo. Com o adicional do Adilson ter jogado (coincidência ou não, foi ele ser substituído no intervalo que fizemos gol). Leandro entrou muito bem, não errando passes como no último jogo do Olímpico. Gilberto Silva e Fábio Rochemback fizeram a alegria dos locutores pelos seus nomes compostos e nada mais (nem comprometeram, nem... nada mais). Agora, a impunidade também não fica atrás: fazer entrar o Marquinhos e o Diego Clementino é assinar o atestado de óbito. Antes manda o Victor jogar de centroavante do que o Diego Clementino, pelamordedeus!

 

Vamos ver agora o que o novo vestiário pode nos oferecer. Um misto de expectativa, temor, raiva e desejo interno faz com que se meça muito bem o que se pode ter a partir de agora com o dono do bigode mais odiado do RS.

 

Doutrinador & Conselheiro
(Doutrinador & Conselheiro são dois sócios que há muito assistem os jogos do Grêmio em parceria, sempre com uma visão sui generis sobre os fatos do futebol).

 

Coluna da Corneta, Quarta Edição – Desesperador…

Em (Corneta, Opinião) por Dreher em 21-07-2011

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Aí está pessoal, mais uma Coluna da Corneta trazida pelos nossos amigos Doutrinador e Conselheiro.

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O DESESPERO TOMA CONTA DE NOSSAS ALMAS. Sim, apenas o desespero, puro, solene, pungente como a adaga de um herege numa cruzada. Com o time do Grêmio? Não, ainda não. Mas a cada vez que temos que assistir jogos pela emissora mãe do país ou pela sua subordinada paga é que esse sentimento que arrasa a alma nos devasta - e nos deixa pensando sobre a injustiça monetária que assola o país. Narradores com o quilate dos que "trabalharam" ontem no jogo Grêmio x Figueirense tinham mais é que esmolar na praça da Alfândega para obterem o resultado justo de sua prestação de serviços. O SENAI-RS tá aí, gente, treinando pessoas para a construção civil - possivelmente seria um bem para a perpetuidade da espécie humana vocês trocarem de profissão. E logo, que 2012 vem aí e não se pode facilitar. As rádios locais não ficam atrás, mas para estes já existem tuiteiros "explosivos" que, aos poucos, vão expondo o que há por trás de muitas "informações" que existem por aí.

 

Mas... porque iniciar a coluna destacando o ambiente de transmissão? Porque todos esses menestréis e bardos de uma história mal contada estavam à altura do jogo de ontem. Quem conseguiu manter-se acordado ou tem graves distúrbios em seu comportamento noturno ou merece o troféu "Saco de Ouro" do CartolaFC (ó, outro produto da emissora mãe!)... porque o jogo foi frustrante o tempo inteiro. Nosso dublê de modelo da Michelin e treinador (falaremos sobre outros modelos mais tarde...) está querendo adotar uma formatação tática que não coaduna com as características de seus comandados - a do contraataque. Pode ser um pouco do vício ainda do técnico anterior, dado que as estratégias de jogo das duas personalidades eram diferentes - mas tentar jogar no contraataque com André Lima, um jogador lento e de posicionamento dentro da área como pivô puxando contraataques parece ser um pouco contraditório. Se contarmos, ainda, com a inapetência aguda e anoréxica dos laterais ao ataque - tanto Gabriel quanto Bruno Collaço - e a louca vontade de Leandro de entregar a bola ao seu marcador, ficamos travados no continente. André Lima, nessa situação, pelo jeito ficou com muita saudade do seu tempo de Botafogo: insistia em dar passes a todo momento para o pessoal que vestia branco e preto...

 

Entretanto, méritos para alguns detalhes: Adilson e William Magrão foram ótimos em suas posições (um no banco, outro no sofá de casa). Que permaneçam assim. Escudero teve um único chute forte durante o jogo - foi na garrafa de água, depois de ter sido substituído. Gringo, mete esse pé na bola pra chutar! Mário Fernandes foi um pouco claudicante em seu desempenho, mas esteve bem nas recuperações depois que alguns dos seus coleguinhas insistiam em dar bagos pra cima e de rosca. Rafael Marques não apareceu (o que é bom - normalmente, ele aparece quando falha). Gilberto Silva e Rochemback foram normais, sem maiores destaques - a não ser o pênalti cometido pelo nosso número 3 (!?!?!?), que pareceu meio suspeito (para dizer o mínimo).

 

Do pênalti, dois comentários rápidos: MARCELO GROHE está fenomenal como goleiro do Grêmio, seguro como nunca foi. Pode colocar no banco já o Victor sem demérito. E o juizão... apesar dos suspiros de parte da crítica gaúcha masculina especializada em esmaltes sobre seu porte apolíneo, seu torso definido e suas pernas de titã (affffe!), é outro que precisa procurar outra coisa para fazer - porque juiz de futebol ele não é. Se ele não tiver muita competência pra fazer alguma coisa, de repente ele pode passar na rua Delfino Riet, numa sede de uma certa empresa de comunicação, que garantimos que ele deve ganhar cama e roupa lavada de algum fã por lá...

 

Até a próxima coluna!

 

Doutrinador & Conselheiro
(Doutrinador & Conselheiro são dois sócios que há muito assistem os jogos do Grêmio em parceria, sempre com uma visão sui generis sobre os fatos do futebol).

 

Coluna da Corneta, Terceira Edição – Aleluia, nos ouviram!

Em (Corneta, Opinião, Pós-Jogo) por admin em 11-07-2011

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Conselheiro & Doutrinador não deixaram passar a oportunidade da primeira vitória sob o comando de Julinho Camargo para dar os seus pitacos. Afinal, corneta boa é aquela que aparece até mesmo na vitória!

 

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Finalmente vitória. Seguiram nossos alertas!

Alvíssaras, prezados! Regozijemo-nos! Digamos "Hosana ao Senhor, aleluia"! A tão esperada vitória finalmente chegou. E chegou como deveria ser: com fatos absolutamente improváveis de acontecer, quebrando uma série de diatribes que nos faziam pensar que teríamos intermináveis e eternos assuntos para discutir nesse espaço tão nobre como a Coluna da Corneta.

 

Antes que nosso colega de espaço RCOstermann se enciúme dos termos usados no prolegômeno dessa coluna, temos que explanar as razões pelas quais somos tão arcaicos e cuidadosos no mormente uso da última flor do Lácio: quando o incomum acontece, este precisa ser rebuscadamente observado para que as lições aprendidas sejam gravadas. Dito isso, vamos à análise do prélio dominical.

 

Não obstante o resultado final, o primeiro tempo ainda foi uma sucessão de problemas que já vem sendo alvo de nossas análises ao longo dessa curta jornada aqui no AzulPretoeBranco. Rafael Marques quase fez um gol contra com seus glúteos - onde já se viu zagueiro dar as costas quando o atacante chuta? Nosso Topo Gigio de plantão tem que saber que - mais do que usar apenas uma camisa com número baixo numa escalação - o ser zagueiro significa uma missão a cumprir: restringir ao máximo a chegada do esférico de material bovino naquele quadrilátero que possui uma malha tramada anexa (o que muitos chamam, vulgarmente, de "goleira"). E, no Grêmio, missão dada tem que ser missão cumprida - nihil obstat. Já o garoto de Erechim... bem, tomara que em Udine ele conheça a Università degli studi di Udine - porque se jogar essa bolinha aí de ontem, só estudando pra vencer na vida. Suas duas falhas grotescas podem ser creditadas ao nervosismo da despedida, mas jamais podem ser consideradas atitudes corriqueiras num jogo normal (já houveram jogadores que foram saídos e execrados do clube após situações parecidas - apud Clausemir, 1989).

 

Rochemback tem sido um outro exemplo a parte. Lance de pelada não dá. O que o nosso camisa 5 tentou fazer quando do lance que originou o quase gol de glúteos do Rafael Marques e a assombrosa defesa de Marcelo Grohe se faz apenas nas quadras de basquete do Marinha - e só em dia de semana, porque nos finais de semana o revezamento é maior e essas falhas são inexoravelmente consideradas quando da composição dos times que estão esperando para jogar. Tche, dá um bago pra tocar a bola nas cadeiras, não um taquinho pra dentro do campo! E não tenta dar uma mancadinha pra justificar a defecada recém feita...

 

E a campanha do agasalho tem que chegar no Gabriel também. Só pode ser por frio a inapetência dele por chutar, participar ou qualquer outro verbo de ação com final "ar" dentro de campo usando a camisa 2. Algo está errado - e precisa mudar. Nem que seja atrasar o pagamento de seu polpudo soldo mensal, que tal?

 

No entanto, precisamos saudar as atuações magistrais de três jogadores: Marcelo Grohe, Mario Fernandes e Gilberto Silva - com os dois últimos justificando o improvável: um ZAGUEIRO destro cruzando de PÉ ESQUERDO e um CHUTE DE CABEÇA convertendo o primeiro gol. Só assim para tirar a zica. O segundo gol foi decorrência da pressão e da diminuição da pressão de marcação sobre o Grêmio: um contraataque bem desenvolvido, com André Lima orientando na corrida o correto posicionamento de Douglas para que este puxasse a marcação e deixasse o aipim-sedã - ops, centroavante - com o gol arregaçado para que o fizesse. Marcelo Grohe também foi um capítulo à parte, com no mínimo cinco intervenções difíceis fechando a meta.

 

Outros destaques foram Escudero, a ausência de Adilson (essa ausência é um reforço bárbaro!) e a entrada tardia de William Magrão (se ficasse mais tempo fora, seria um reforço ainda maior). Entretanto, para início de trabalho, Julinho Camargo está bem. Tem que continuar nos ouvindo para continuar ganhando.

 

Ressaltando sempre que "a vitória é minha, o empate é nosso e a derrota é de vocês", até a próxima coluna, gurizada!

 

Doutrinador & Conselheiro
(Doutrinador & Conselheiro são dois sócios que há muito assistem os jogos do Grêmio em parceria, sempre com uma visão sui generis sobre os fatos do futebol).

 

Coluna da Corneta

Em (Corneta, Opinião) por Dreher em 30-06-2011

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Hoje temos a participação especial da nossa dupla corneteira "Doutrinador & Conselheiro", fazendo sua análise sarcástica, trágica, cômica e ácida do jogo de ontem.

 

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Pois é. Tudo levando a crer que iniciar uma coluna comentando o jogo do Grêmio contra o lanterna do campeonato, pra entrar com o pé direito no Azul, Preto e Branco, seria alvissareiro – afinal, esperava-se a retomada de uma trajetória de vitórias necessárias até para a manutenção dos componentes de direção de futebol e comissão técnica no clube.

 

MAS... lembram-se do ditado de Aparício Torelly, nobiliarquicamente conhecido como do “Barão de Itararé”? Era assim: “daonde não se espera nada, dali mesmo é que não sai nada”. Os subscritores desse texto foram ao Olímpico, com o frio aflorando pelos corredores e escadas do terreno sagrado, e viram o espetáculo dantesco que foi esse Grêmio 2 x 2 Hawaii. Tchê, perder pro Gallo não dá! Nesse sentido, faz muito mais sentido escrever uma coluna da corneta do que uma simples e trivial análise técnica do jogo.

 

É preciso ressaltar algumas coisas preocupantes nesse cenário: alguns dos valores coletivos que funcionaram muito bem no ano passado simplesmente sumiram – as bolas paradas e jogadas ensaiadas. Atualmente, não se vê mais as entradas e saídas freqüentes e as trocas de posicionamento que eram tônica nas jogadas de escanteio – mas sim apenas o Douglas ou o Rochemback batendo bolas para dentro da área sem noção nenhuma. Os laterais estão pífios – com a honrosa exceção de Mario Fernandes, que era improvisado na função mas tinha o ímpeto necessário suficiente para ultrapassar seus marcadores. Nem Gabriel, Lucio, Neuton ou Bruno Collaço tem essa virtude (este último ainda tem a ressalva de estar retornando de lesão), mesmo sendo considerados jogadores de classe quase que incontestável.

 

Quanto ao nosso ataque, nem precisamos falar. Lins e Viçosa devem fazer um curso no SENAI para salvar sua sobrevivência financeira (dizem que tem bons cursos por lá – azulejista, fazedor de rodapés, funções específicas para as quais talvez eles sejam melhores talhados). Leandro ainda é insuficiente fisicamente, apesar de ter virtudes (apareceu por ser novidade; quando os adversários viram qual era a sua principal jogada, já sabem como marcá-lo e pronto). A lesão de André Lima deixou-o com a conformação física de um carro sedan – e precisa muito entrar em forma física para jogar a um nível aceitável. Miralles ainda é uma incógnita, embora tenha aparecido bem.

 

O meio-campo... bem, temos uma renca de volantes. Quase todos insuficientes. Se somarmos Adilson, Fernando, William Magrão e trocarmos por um saco de mandolate de Maquiné teremos a impressão de estarmos lesando alguém. Fábio Rochemback entrou em forma, finalmente, mas uma andorinha só não faz verão (talvez ele entenda melhor falando “um galo só não ganha a rinha”). Douglas... bem, Douglas é um caso à parte. Para aqueles que imaginam que na década de 60 ele se daria bem por ter um futebol mais clássico, lembramos que o técnico do Grêmio em boa parte desse período era o mestre Osvaldo Rolla... que, visionariamente, já exigia condicionamento físico e disciplina tática como valores fundamentais – o que nosso Maestro doga10 não tem tido muito ultimamente. Já na zaga, nem pensar o que falar: quando Rafael Marques, o topo gigio do Olímpico, é considerado dispensável logo antes do campeonato brasileiro iniciar e agora é considerado titular absoluto, “cascudo”, fazendo gol e mandando a torcida calar a boca, se vai a vaca com corda e tudo pro brejo.

 

Essa pequena análise só é feita pra ressaltar o seguinte: carece-se de mudanças estruturais. Não só os jogadores, mas sim de discurso. Acreditar na imortalidade como solução para os problemas, valorizar a entrega dos jogadores num resultado pífio ou dizer que está tudo bem não dá pra querer. É como permanentemente estar cobiçando a Ellen Roche e acabar com a Regina Casé (mas ainda não chegamos ao ponto de estarmos com a Wilza Carla. Ainda.).

 

Isto posto, uma pequena avaliação dos jogadores de hoje:

 

Marcelo Grohe: nosso motorista de Kombi predileto teve uma boa atuação, mas ressalte-se que o primeiro gol acabou sendo numa falha coletiva que contou com sua participação. Entretanto, salvou no mínimo três gols de contra-ataque do Hawaii, o que o coloca no rol de jogadores que obtiveram bom desempenho no jogo,

 

Gabriel: poderia ter aproveitado a bandagem que colocou na cabeça pra se enrolar no corpo inteiro e justificar sua presença de múmia dentro de campo. Se quiser ser chinelinho, que volte pra Turquia, Grécia, Chipre ou pro Cazaquistão.

 

Mário Fernandes: a cabeçada que originou o primeiro gol surgiu na sua zona de marcação, e entregou uma bola em que o Batista (do Hawaii, não o comentarista) quase fez o segundo. De resto, fez algumas boas intervenções nos seguidos contra-ataques do time açoriano.

 

Rafael Marques: seguinte, meu caro zagueiro... o SBT seguidamente faz umas reapresentações do Chaves. Porque tu não monta um projeto piloto pra trazer de volta o Topo Gigio? Tu ia te dar bem melhor do que no Grêmio! Garantimos que nós iríamos assistir todos os episódios, só pra ter certeza que tu continuaria por lá...

 

Bruno Collaço: é o típico jogador que obriga o Grêmio a não fazer uma camisa inteiramente celeste – porque senão vamos achar que estamos jogando com um dos irmãos Smurf em campo. No primeiro tempo foi relativamente bem, mas sentiu a desembocadura de tanto tempo lesionado.

 

Fábio Rochemback: visivemente abalado pela busca e apreensão do material do seu esporte predileto (seus galinhos de rinha), errou vários passes. Perdeu fundamentalmente a bola que originou o segundo gol dentro da área do Grêmio. Depois, quando o time foi para o abafa, segurou a primeira linha dos contra-ataques.

 

William Magrão: meu caro, só temos uma coisa para te indicar: http://www2.portoalegre.rs.gov.br/sinepoa/default.php?p_secao=5. É o site do SINE em Porto Alegre. Aproveita, tem boas ofertas de vagas para outras funções que não a de volante do Grêmio.

 

Lúcio: sentimos que ele está abatido, sem vontade ou lugar no time atual. Isso é relativamente natural em indivíduos que não são acostumados com esse clima frio que se vive nessas semanas. Seguinte: o Grêmio tem diversas funções em que há necessidade de mão de obra dentro do clube em todas as suas áreas. Talvez, para aplacar essa carência, poderia sugerir-se que ele se junte aos demais conterrâneos na construção da Arena e deixe a camisa 11 para outro qualquer.

 

Douglas: GRANDE armador de contra-ataques. Só tem que combinar com ele para armar contra-ataques para os que jogam com a camisa azul, preto e branco. Vê-se que tem treinado muito a jogada do field goal – só tem que combinar com a FIFA agora para jogarmos com as traves em Y, como no futebol americano, ao invés de jogarmos com essas traves cravadas no chão... agora, expulsão? PQP! Tem que ser vendido pra segunda divisão da Coréia do Norte pra ver se aprende a jogar rapidinho.

 

Leandro: é junior ainda. Sua constituição física não agüenta o tranco – e dá demonstrações que seu único recurso é a velocidade, sem ter vitória pessoal.

 

André Lima: outro que se ressente do longo tempo parado. Habilidade não é seu valor principal, mas hoje chegou atrasado em praticamente todas as bolas e não conseguiu fazer as paredes para tabelas (coisa que é de sua formação habitual).

 

Entraram ainda:
Escudero: mesmo não jogando tudo o que se espera dele, foi muito melhor do que Lúcio. Isto é, ser melhor do que um cone não é um mérito especial... cavou o pênalti e a falta que originou o segundo gol.

 

Miralles: a grande surpresa. Quando foi correr atrás do jogador que iria bater o escanteio para tabelar, envergonhou meio time do Grêmio – que começou a correr junto e partiu (finalmente) pro abafa. Só temos o medo de saber como ele jogaria em dias de chuva – preocupar-se-á com sua chapinha?

 

Roberson: quem? Ah... bom, se o futebol fosse como o basquete – esporte em que é possível trocar jogadores a toda hora e em cada lance – ele seria um jogador bastante útil. Até hoje só fez gol de cabeça e em escanteio (incluindo um que praticamente matou metade da torcida gremista no território brasileiro).

 

Detalhe: se tivemos um gol mal anulado, também cometemos um pênalti (Mário Fernandes, ao cortar a bola com a mão) e deveríamos ter mais um jogador expulso (Fábio Rochemback, por falta). Nossa análise é de que o juiz foi ruim pros dois lados, mas talvez o mais lesado seja ainda o Hawaii.

 

Finalizando: o momento é tão desesperador que tem torcedor achando que a causa dos problemas é a ausência do Adílson no time. Só jogando esses caras pel.ados no Guaíba num dia como esse pra ver se esses malucos saem do transe. E, por falar em banho gelado no inverno: apostamos que tem muita gente que toparia isso tranquilo a ver um dos três cavaleiros do apocalipse especulados (Roth, Cuca e Adílson) na casamata. Bobeia até fio desencapado no saco seria menos doloroso...

 

Se deixarem, escrevemos de novo. Até!

 

Doutrinador & Conselheiro
(Doutrinador & Conselheiro são dois sócios que há muito assistem os jogos do Grêmio em parceria, sempre com uma visão sui generis sobre os fatos do futebol).

 

Tipos de corneta

Em (Opinião) por Talita Jacques em 28-06-2011

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Em tempos de vacas magras, onde os animos andam a flor da pele, tudo que se fala pode soar como corneta. As vezes pode-se ter razão, mas as vezes isso incomoda.
Abaixo uma forma divertida de ver algumas formas de corneta – ou não.

Corneta 1: Dia de jogo, rumo ao Monumental. Tu chega no Estádio Olímpico e se acomoda na social. Senta, abre um pacote de amendoim e fala pro teu amigo ao lado: “-Vamos ver se hoje pelo menos o time não joga tão mal!”. Começa o jogo e aos 3 minutos e meio tu grita: “-Seu bando de corpo-mole! Já faz 3 minutos que os caras estão nos pressionando!”
TU É CORNETEIRO!

 

Corneta 2: O time começa a ser anunciado no sistema de auto-falantes. No final, o porta-voz diz: “-Número 23: Liiins!” Tu baixa a cabeça e balança de modo negativo, devagar, pensativo...
TU É CORNETEIRO!

 

Corneta 3: Aos 15 minutos do primeiro tempo, o Adílson dá o segundo passe errado. Como um Hulk adormecido, tu joga o copo de refrigerante no chão e esbraveja: “-Pelo amor de Deus! Eu pago minha mensalidade pra essa lêndea jogar no time!”
TU É CORNETEIRO!

 

Corneta 4: O time está em um contra-ataque, com o Douglas lançando uma bola espetacular para o Rockembach que apareceu de surpresa. Ele vai passar a bola para o Leandro, a torcida inteira no Estádio na expectativa e o adversário corta a bola. Tu, imediatamente diz: “-Ah! Tinha que ter passado para o Lúcio que vinha correndo...”
TU É CORNETEIRO!

 

Corneta 5: Tu chega no Olímpico, e se acomoda na arquibancada. O jogo começa e mais ou menos aos 30 minutos tu, em pé, fala pro teu amigo: “-PQP! Ta feia a coisa!” Em seguida grita batendo palmas: “-Vamos Grêmio!”
TU É CORNETEIRO!

 

Corneta 6: Termina o jogo, tu abre o twitter e tua primeira tuitada depois da derrota é: “-Bando de sem-vergonha! Time de *****!” E logo ao lado coloca #gremio .
TU É CORNETEIRO!

 

Corneta 7: Tu entra no Twitter e ao invés de fazer o comentário acima, escreve: “-O time não jogou bem hoje. O Rafa Marques precisa sair do time. Entregou os 2 gols!” E em nenhum momento coloca o hashtag #gremio .
TU É CORNETEIRO!

 

Corneta 8: Sexta-feira, final do dia, hora do happy hour. Tu chega no bar, cumprimenta quem está na mesa e pede uma cerveja. O assunto futebol entra em pauta, já que estão entre Gremistas e o teu comentário é: “-Nós estamos com algumas deficiências no time.”
TU É CORNETEIRO!

 

Corneta 9: No outro dia, depois do jogo do Grêmio, tu indo para o trabalho pensa: “-Tomara que o Renato não escale o Lins no próximo jogo...”
TU É CORNETEIRO!

 

Viu? E não adianta dizer que não é! Tu acabou de ver que é difícil não ser corneteiro hoje em dia.

Valeu pela festa, valeu pelo primeiro turno, mas…

Em (Pós-Jogo) por Valdo em 28-02-2010

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Sim, vencemos o jogo. Sim ganhamos o primeiro turno do campeonato gaúcho. Sim, cantamos uma bela homenagem ao Fernando Pedalado Carvalho e finalmente 34 mil pessoas estavam no estádio, em um ótimo domingo para a prática de futebol. MAS... (maldito mas - sempre tem um mas) o time não convenceu, aliás bem pelo contrário, chegamos a levar um sufoco do Novo Hamburgo, e o Muralha Victor mais uma vez garantiu os 3 pontos e uma taça para colocarmos no banheiro do memorial (uma taça com esse nome, não poderia ter outro destino).
Mais de 34 mil pessoas fizeram a festa em um belo domingo de futebol - foto: Thiago Ene.

Mais de 34 mil pessoas fizeram a festa em um belo domingo de futebol - foto: Thiago Ene.l

Dissecando o jogo, tivemos um início de jogo truncado com o colorado Simon amarelando 4 jogadores já no primeiro tempo. Aos 20 minutos o esforçado (mas limitado) Ferdinando fez um belo gol de falta, mandando um dedão que o goleiro está até agora procurando a bola - mas lamentavelmente, paramos por aí, nada de mais aconteceu no lado tricolor, com exceção do lesão do Borges e dos sustos que levamos pelas jogadas de ataque do Nóia. No segundo tempo, parecia que o Nóia era o Grêmio e que o Grêmio era o Nóia, pois o Nóia veio pra cima e cresceu, e o nosso tricolor se apequenou, aliás, se apequenou mais ainda lá pelos 10 minutos do segundo tempo, quando o limitadíssimo Silas tirou o Jonas (que nada fez de útil novamente) para colocar o Maylson, que ajudou a compor o meio de campo. Aliás, falando em substituições estranhas, eu e mais 34 mil pessoas estão tentando entender ainda porque entrou o Adilson e saiu o Douglas, e o Hugo ficou em campo? Seguindo na peleia do jogo, com as substituições feitas, o Grêmio criou muito pouco, e ficamos nos defendendo com 7 homens na frente da nossa área - sim, não estou exagerando, o Grêmio tinha 7 jogadores na frente da área para se defender do NÓIA no segundo tempo. Analisando o jogo como um todo, observamos que o Douglas é um fenômeno que não erra passes, que o Jonas tá jogando tão mal quanto o seu novo corte é ridículo, que o Hugo esteve sozinho no habitou uma área de campo sem muita parceria, que sentiremos MUITA FALTA DO BORGES, que o Victor é Santo e que o Silas é maconhologo (roubando a expressão do nosso amigo tricolor Peninha) - sim, pois não há outra explicação alguém dizer que o Mario Fernandes teria que disputar posição na zaga, ou que teria que tomar muito café para virar zagueiro  - Já ouvi muitas asneiras em entrevistas, asneiras do Roth, do Pelaipe, do Meira, do eshhhhperrrto Autuori, mas essa do Silas está concorrendo a um troféu abaxaqui (não serve nem para Abacaxi) - e finalmente que o Mario Doril (o que tem que tomar café da manhã) é um baita lateral, zagueiro ou qualquer outra posição que ele jogar, pois foi visto mais de uma vez dando cobertura aos zagueiros e salvando a pátria tricolor. Mas enfim, tirando os percalços e obstáculos criados no decorrer do jogo e as asneiras que ouvimos na entrevista pós-jogo, podemos dizer que ganhamos o primeiro turno do campeonato Gaúcho, recebemos a taça do Pedalando Carvalho e que já conseguimos mais em 2010 do que em 2008 e 2009 e ainda que estamos evoluindo - não do jeito que todos queriam, mas estamos evoluindo, e que temos uma base mutíssimo boa de time, faltando o polimento apenas e muitos detalhes (de novo, malditos detalhes). Temino deixando uma pegunta para refletirmos: O treinador Silas está a altura do Grêmio?

O título do primeiro turno do Gauchão é nosso. Foto: Thiago Ene.

O título do primeiro turno do Gauchão é nosso. Foto: Thiago Ene

Jornalismo investigativo: Após uma tarde de investigações e contatos com pessoas que não podemos identificar (AKA arapongas), descobrimos com quem o Silas fala ao telefone durante o jogo: Com seu personal conselheiro - Celso Juarez Roth, que o aconselhou a fazer algumas substituições dignas dele próprio  para segurar o time atrás, ou mesmo para mostrar quem é que manda ali - seja qual delas a alternativa,  ele conseguiu. Serviço do jogo: GRÊMIO Victor; Mário Fernandes, Rafael Marques, Maurício e Fábio Santos; Ferdinando, Fábio Rochemback, Hugo e Douglas (Adílson); Jonas (Maylson) e Borges (William). Técnico: Silas NOVO HAMBURGO Juninho; Micael (Rodrigo Mendes), Cláudio Luiz e Édson Borges; Chicão (Michel), Preto (Maiquel), Emerson, Márcio Hahn e Paulinho; Edimar e Gustavo Papa. Técnico: Gilmar Iser Gol: Grêmio: Ferdinando (20min/1ºT) Cartões amarelos: Grêmio: Maurício, Ferdinando, Fábio Santos e Fábio Rochemback Novo Hamburgo: Édson Borges e Cláudio Luiz Árbitro: Carlos Simon (Fifa) Assistentes: Altemir Hausmann (Fifa) e Paulo Conceição Local: Estádio Olímpico, Porto Alegre (RS) Data: domingo, 28 de fevereiro de 2010 Público total: 34.313 Público pagante: 30.252 Renda: R$ 932.049,00

Os Bruxos atacam

Em (Pós-Jogo, Uncategorized) por Valdo em 18-02-2010

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Não, o título não se refere a qualquer filme de terror, nem a brincadeiras de dia das Bruxas, mas sim ao fato de termos alguns Bruxos no time do Grêmio comandados por um "mago-mestre" que pelo jeito entende muito de Bruxaria, mas só de Bruxaria. Como costumo a dizer, até mesmo os morcegos que se escondem na geral do Olímpico sabem que o Ferdinando é um cara voluntarioso (tanto quanto o Túlio) mas para por aí - ele é limitado tecnicamente e não serve para ocupar aquele sagrado espaço do meio de campo onde já vimos Dinho, Jandir e outros tantos que fizeram por merecer esse lugar - e o pior, a muitos jogos subconscientemente pede para sair sem ser atendido pelo seu Mago-Mestre. Bom deixando de lado momentaneamente Bruxos e afins e falando do jogo de ontem, o Grêmio venceu o VEC por 4 x 2  mas não convenceu, aliás o ataque convenceu, quem não convenceu foi o meio-campo-defensivo do Grêmio e o seu treinador. Ferdinando e Fabio Rocambole Rockembach como dupla de proteção a zaga não deram a resposta que esperávamos (novamente), por consequencia, a zaga segue desprotegida, mal posicionada e dando murro em ponta de faca. Indo além, não considero que o Fabio Rockembach tenha jogado mal, porém com suas subidas ao ataque, o mangolão Ferdinando ficava sozinho para proteger a zaga, que continua a procurar desesperadamente como se posicionar em campo - o destaque para o setor defensivo fica por conta das laterais: Que grata surpresa foi o Fabio Santos e o Doril pra variar foi acima da média (este até quando não joga seu melhor, é acima da média dos demais). O ataque merece um parágrafo a parte - Jonas, que perde trocentos gols mas deixa sua marca, mais uma vez perdeu outros tantos mas deixou o seu,  e o Borges que  seguindo sua tradicional fórmula de dominar, driblar ou girar, fez seu também e ainda fez uma bela jogada para a bomba do Hugo, que não sei o porque começou o jogo no banco. Mesmo sendo do setor defensivo o Mario Doril merece um destaque pelo seu belo gol ao melhor estilo Portalupi: Entrou na área a dribles, entortou o marcador e mandou a bicuda para as redes...... As notas negativas do jogo ficam por conta das vaias da social (concordo que é muito difícil olhar para o campo e ver o Grêmio perdido daquele jeito sem, poder fazer nada, mas vaiar no decorrer do jogo em nada ajuda), por conta do "estranho" gol tomado pelo Victor e do nosso treinador-mago-mestre que insiste com seu Bruxo Ferdinando fazendo deste o seu homem de confiança, quando esse merecia estar disputando posição no Zequinha B, que insiste em começar cada jogo com um time, que insiste em mudar de esquema de acordo com o adversário (ignorando a grandeza do Grêmio), que faz substituições estranhas e que escala de forma mais estranha ainda o time Algumas conclusões - O Hugo tem lugar nesse time, o Leandro precisa pegar ritmo, precisamos de um camisa 5 u-r-g-e-n-t-e-m-e-n-t-e, precisamos de um xerife - Quanto a isso vale um comentário de um colega Gremista que sempre diz - "enquanto não tivermos um Zagueiro bandido-xerife não ganharemos um título sequer" : O Zagueiro Xerife teóricamente foi contratado, vamos ver se responde em campo, O Mario é craque, temos 10 para a segunda posição de meio de campo e nenhum para a primeira função (redundante, eu sei, foi proposital por ser emergencial) e finalmente sendo redundante: Estamos com sérios problemas na casamata tricolor - Pode ser porque o Sr. Silas Mago-mestre está a pouco tempo, ou  porque ele não conhece os jogadores ainda, mas o porém é que, o Grêmio não jogou bem e está lembrando um grupo de jogadores que resolvem as coisas pela excelente individualidade e não por sermos um time. Serviço do jogo: GRÊMIO Victor; Mário Fernandes, Rafael Marques, Maurício e Fábio Santos; Ferdinando, Fábio Rochemback (Willian Magrão), Leandro (Maylson) e Douglas; Jonas (Hugo) e Borges. Técnico: Silas VERANÓPOLIS Vanderlei; Dudu (Fábio Silva), Ademir, Marcelo Ramos e Romano; Marquinhos, Fernando Miguel (Fernando), Eduardinho e Marcos Paraná; João Paulo (André Luis) e Kito. Técnico: Gilmar Dal Pozzo Gols: Grêmio: Grêmio - Jonas (10min/1ºT); Borges (36min/1ºT); Mário Fernandes (38min/2ºT) e Hugo (44min/2ºT) Veranópolis: Marcos Paraná (13min/2ºT) e Romano (46min/2ºT) Cartões amarelos: Grêmio: Maurício, Fábio Santos, Rafael Marques e Mário Fernandes Veranópolis: Marquinhos, Ademir, André Luis e Romano Árbitro: Leonardo Gaciba Assistentes: José Franco Filho e Marcelo Oliveira Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre Data: quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010 Público total: 7.417 Público pagante: 6.517 Renda: R$ 92.723,50 ------------------------------------------------------------------------------ Nota: Apartir de Janeiro de 2010, o BloGrêmio (rede de Blogueiros Gremistas) escolherá o Gremista do mês por algum fato de destaque que o mesmo tenha feito pelo nosso tricolor. Confira no BloGrêmio o Gremista do mês de Janeiro de 2010.

Acabou. Agora você decide….

Em (Pós-Jogo) por Valdo em 26-10-2009

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Quando estávamos decidindo quem faria o pós jogo, me atirei e disse "O Grenal é meu!!!". Agora, sendo o responsável por essa amarga tarefa, pensei em fazer um post digno do mais corneteiro dos corneteiros da social, mas eu não estava certo disso. Depois, uma onda de otimismo tomou conta de mim porém, ainda assim não estava certo disso e por fim, quando comecei a escrever, um pensamento visionário atormentou minha cabeça. Resultado: não tenho certeza sobre qual característica usar. Para resolver essa questão, melhor escrever sobre os dois lados da moeda: O Corneteiro Se até o Victor falhou hoje, não temos muito o que falar do resto do mortais jogadores. Rochemback que já jogou no lado dos amargos, hoje se confundiu e "não entrou em campo". Ainda tivemos um time sem ambição, aliás, dois times sem ambição - parecia que era treino defesa contra defesa num sistema chamado de NÓ MÚTUO - eu bloqueio as tuas jogadas, e tu bloqueia as minhas, e o gol sairá de uma jogada cagada, onde somente um erro ou um evento cósmico decidirá - e assim foi decidido o GREnal - em um evento único cósmico, onde um chute mal-cagado quicou no potreiro enganando nosso guarda-metas (repito - evento cósmico). Não podia esquecer do ausente e nulo Nem-quase-gol-Herrera, que nada fez além de errar e estragar jogadas de ataque e substituir o Douglas - a propósito Autuori, porque substituir o guri ? As vezes tem coisas que eu não entendendo nessas tuas mexidas. Realmente não dá pra entender! Assim, nem com reza braba ajuda! O time é fraco, o treinador dá umas mexidas sem pé nem cabeça, o Assessor de Futebol dispensa jogadores bons dizendoq eu eles não têm o perfil do Grêmio... o que mais falta? Sinceramente, larguei pras cobras! O Otimista/visionário Embora tenhamos perdido o  jogo, praticamente eliminando as nossas chances de G4, podemos ver que o time tem um padrão de jogo definido. Joga muito parecido, tem o controle da bola, troca passes, enfim faz tudo que um ótimo de futebol deve fazer. Não obtivemos o resultado hoje, porém em nenhum momento corremos risco - O lance do gol, foi um lance bizarro, onde um chute despretensioso que quicou no gramado e enganou nosso melhor jogador. Não há porque fazer terra arrasada - é bem verdade que não estamos onde gostariamos de estar, mas considerando o que já ocorreu com o Grêmio antes do atual treinador assumir (contratações de Joilson, Jadilson, Ruy Cabeção, renovação do Roth, planejamento errado), estamos indo relativamente bem. Merecemos coisa melhor? Claro que sim! Mas olhando o time e o projeto a médio e longo prazo que temos, faz com que tenhamos certeza que ano que vem, estaremos muitíssimo bem para as competições que virão (Gauchão, Copa do Brasil, SulaMiranda e campeonato Brasileiro. Se mantivermos nossa base, e conseguirmos acrescentar qualidade a este grupo, colheremos muitos frutos. Por ser Grenal e ainda mais um Grenal com derrota, vou me dar o direito de não publicar a ficha do jogo nem os melhores momentos. Pode parecer um tanto rude mas, todos nós sabemos que depois de Grenal, só vale a pena comentar o jogo em caso de vitória. Mas... voltando ao assunto principal: essas foram minhas opiniões após mais um clássico perturbador em 2009. E aí, qual dessas explicações traduzem melhor seu sentimento? Você tem a palavra agora... Editado. Imagem do dia:
Protesto da Geral. Fonte: Geral do Grêmio (clique na imagem para ir para o site)

Protesto da Geral. Fonte: Geral do Grêmio (clique na imagem para ir para o site)

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