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Tá ruim, mas tá bom.
Em (Opinião, Pós-Jogo) por admin em 05-09-2009
Tags : autuori, BR2009, empate, mario_fernandes, Olímpico, pos_jogo, rochemback, tcheco, vitoria
Tem um velho ditado que diz que nada é tão ruim que não possa ficar pior. Creio que este ditado se aplicou bem ao fiasco que vimos na tarde/noite de hoje no estádio Olímpico. Torcedor sempre gosta de ganhar, mas um empate quando se está perdendo até os 42min do segundo tempo é lucro. Vimos um Grêmio confuso e desorganizado nos apresentou um futebol inofensivo e sem objetividade. Parecia que estávamos assistindo aqueles jogos de início de temporada nos quais o time sofre de falta de entrosamento, sem jogadas ensaiadas, vários passes errados e toda e qualquer tentativa de uma jogada mais elaborada acabava fora do campo ou então nos pés de um adversário.
A torcida clamou pelo nome do capitão Tcheco. Na verdade, não é que o time jogue mal sem o Tcheco. Hoje o grande problema é que o Grêmio mudou demais para jogar sem ele. O recuo de Túlio para exercer a função de lateral direito não deu certo e ele tentou por conta própria voltar à sua posição de origem, o que quase comprometeu o lado direito da defesa, que ficou desguarnecida.

A estréia de Fábio Rochemback ficou aquém do esperado. A torcida criou uma grande expectativa quando um jogador recém chegado já se destaca nos treinos e assume a titularidade logo de cara. Se o Grêmio dos treinos tivesse entrado em campo hoje, talvez tivéssemos obtido o resultado normal dentro de nossos domínios. Não aconteceu. Como ocorre nas partidas fora do Olímpico, vimos um Souza apagado, com vários passes errados e sem o seu brilhantismo característico.

Por outro lado, A entrada de Herrera, Tcheco e Joilson deu uma nova forma ao time. Motivados pela torcida, ajudaram o time a ir para cima do adversario, utilizaram as laterais de campo e criaram oportunidades. Somado a isto, vale destacar a grande atuação do garoto Mário Fernandes. A diretoria mostrou que acertou ao acolhê-lo de volta após o incidente ocorrido no início do ano. Seguro de si, preciso nos desarmes, subindo quando necessário e até dando uma de goleiro quando o jogo ainda estava em 0×0, esta jovem revelação já deixou de ser uma promessa para cair nas graças da torcida e do técnico Paulo Autuori.

Aliás, falando em Autuori, creio que o mau resultado de hoje tenha, sim, passado pelo técnico. Existe uma máxima no futebol que diz que, quando um jogador vai mal, a culpa é do jogador. Quando um time todo joga mal, a culpa é do treinador. E o Grêmio não tem maus jogadores. Acho que na partida de hoje, Autuori errou por mudar demais. O Professor abusou da confiança já conquistada pelo torcedor e foi muito ousado nas alterações. O resultado disso vimos em campo.

Em tempo, o sempre criticado Jonas, que contrariando as críticas é o mais novo artilheiro do campeonato brasileiro com onze gols, foi do céu ao inferno em cinco minutos. Autor do redentor gol de empate, que garantiu ao Grêmio a manutenção da impressionante invencibilidade de um ano dentro de seus domínios, o artilheiro tricolor perdeu um gol feito, já nos acréscimos, onde fez tudo certo ao cortar os zagueiros, portanto atirando por cima das traves defendidas por Viáfara.
Serviço do jogo:
Grêmio:
Marcelo Grohe; Túlio (Joílson), Mário Fernandes, Réver e Lúcio; Adílson, Fábio Rochemback, Souza e Douglas Costa (Tcheco); Jonas e Perea (Herrera).
Técnico: Paulo Autuori.
Vitória:
Viáfara; Apodi, Fábio Ferreira, Wallace e Róbson; Uelliton, Vanderson, Magal e Leandro Domingues (Marco Aurélio); Neto Berola (Jackson) e Roger (Carlos Alberto).
Técnico: Vágner Mancini.
Gols:
Grêmio: Jonas, aos 41min, no 2º tempo.
Vitória: Neto Berola, aos 40min do 1º tempo
Cartões Amarelos:
Grêmio: Lúcio, Joílson e Herrera.
Vitória: Uelliton, Magal, Róbson e Wallace
Cartões Vermelhos:
Grêmio: -
Vitória: Magal.
Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha (GO), auxiliado por Márcio Eustáquio Santiago (MG) e Carlos Berkenbrock (SC).
Próximo confronto:
O Grêmio volta a jogar no próximo domingo, dia 13 de setembro, às 18h30min, pela 24ª rodada do Brasileirão. O Tricolor visita o Náutico, no Estádio dos Aflitos, em Recife (PE).
Não tenho dúvidas que Paulo Autuori soube muito bem onde pisou quando aceitou ser o tecnico do nosso tricolor. Ele é visionário e duvido que cada atitude tomada seja impulsiva ou impensada. Duvido que cada mudança, que cada alteração não seja refletida e ponderada. Ou que cada contratação ou quase-contratação tenha sido avalizado por ele e pelas vacas magras que andam pelo Olimpico. Uma das caracteristicas mais louváveis do nosso treinador é que, acertando ou errando, ele ASSUME e busca o melhor, sempre. Infelizmente, não temos um periodo grande de pré-temporada e todos concordam que a “novela Autuori” demorou um pouco mais do que se imaginava para se resolver. Os testes estão sendo feitos durante o campeonato e não há como ser diferente por enquanto. Vejo um time que está amadurecendo, capaz de reposições inimagináveis. Alguém pensou ser possível um zagueiro fujão, mal saido da adolescência fosse assumir uma lateral e ainda colocar um calor no adversário? Eu não. E isso tem nome: Paulo Autuori. Planejamento técnico.
Parecia que seria dessa vez. Já estávamos comemorando a tão sonhada vitória fora de casa, aquela que promete abrir caminho para muitas outras. Mas então, aos 43 da etapa complementar, num chute de fora da área, que com o desvio foi para o ângulo e fora do alcance do Victor, lá se foram os nossos 3 preciosos pontinhos. E junto com eles uma boa colocação na tabela (com a vitória estaríamos em 5º, o empate nos manteve em 9º), a auto-estima do grupo e a alegria do torcedor gremista. Ok, talvez eu esteja dramatizando um pouco demais a coisa, mas eu particularmente não tinha visto a vitória assim tão de perto e foi muito frustrante deixá-la escapar no final.





