Mistão suficiente em Santa Cruz

Em (Pós-Jogo) por admin em 04-03-2010

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Pós-Jogo

Ainda com aquela imagem lava-almas do Fernando Carvalho entregando a taça ao Victor, depois da final de Domingo, o Grêmio volta a campo. E para iniciar a defesa do título recém conquistado e já querendo iniciar bem o caminho rumo ao título do Clausura Gaúcho, a Taça Fábio Koff, o time gremista enfrentou um adversário que talvez merecesse mais estar disputando um caneco de plástico (estilo campeonato de bairro) de uma competição que poderia se chamar… hmm… ah, claro, Taça Flávio Obi… oops, quase.

A minha tarefa para este pós-jogo, que já não era fácil, se tornou um pesadelo. Brincadeira. Preciso lembrar que o Grêmio já havia anunciado que jogaria com time misto, promoveria a estréia de dois novos jogadores, mudaria a posição do Mario Fernandes, manteria William na posição do lesionado Borges e permitira a re-estréia de William Magrão como titular. Resumindo, um time com novos jogadores ainda não adaptados e outros fora de forma compondo um time que simplesmente nunca jogou junto. Se isso não bastasse, volto a lembrar que o adversário era muito, mas muito ruim! Ruim a ponto de ter feito a pior campanha da competição até agora e não venceu sequer um jogo no seu campo.  Bem, sobre este jogo treino que ocorreu em Santa Cruz eu prefiro falar um pouco mais das individualidades e esquecer o coletivo.

Lá atrás na defesa, todas as alterações possiveis foram feitas. Mario voltou a ser zagueiro e nos mostrou que era justificada a sua colocação na lateral. O garoto se mostrou ainda verde ao sair de maneira estabanada e cometer faltas inocentes em frente a área, correndo risco inclusive de ser expulso. Ele melhorou muito no combate e na antecipação, mas mostra-se perdido nas bolas aéreas. O estreante Rodrigo começou com um estilo Tcheco de ser, trocando passes com uma lucidez impressionante, mostrando oportunismo no desarme e muita tranquilidade, confiança. Porém, assim como Mario, errou muito no posicionamento, já que nunca jogou com seus colegas e pouco tempo teve para adaptar-se as exigências do Silas. Além disso, parece que cansou ainda no primeiro tempo e seu desempenho diminui consideravelmente no segundo tempo.

Gostei muito da primeira partida do Edilson, ex-lateral da Ponte Preta. Certamente ele foi a opção mais forte na lateral direita até agora e deve ter ganhado a vaga. Mostrando bom apoio ao ataque e presença boa na defesa e ele apareceu em todos os lados do campo (isso não vai durar), fez um belo gol, deu uma passe perfeito para gol e quem não sabia até diria que ele esta jogando no Grêmio há vários anos, de tão confortável que ele parecia com a camisa tricolor.  Do lado de lá, Bruno Collaço me fazia pedir por Fábio Santos, acreditem! Errando passes de meio metro e mostrando ingenuidade de juvenil, o garoto realmente só não pode ser emprestado agora porque Lúcio está fora.

Interessante: a defesa formada por Mario, Rodrigo, Edilson e Bruno dependeu do Victor para cortar várias bolas cruzadas, pois na maioria das vezes a nega passava batida por toda a zaga e nada do corte. Ah, sem falar no corte de guri que o Mario tentou fazer e acabou ajeitando a bola para o atacante adversário fazer o gol (lembrando o Pererão em má fase). Essa é praticamente a chamada defesa ideal. De olho neles!

Mais ao meio, William Magrão, assim como Hugo, tiveram discreta participação e as vezes até foram irritantes. Já Maylson mostrou um pouco mais de desenvoltura (um pouco) e participou bem dos lances ofensivos. Eu até pude vê-lo marcando! Agora, não sei se devo avaliar Jonas como atacante ou como meia. A maior parte do tempo vi o ex-pior-atacante-do-mundo-de-300mil-reais voltando, armando e procurando fazer as jogadas para si mesmo ou para o inoperante William (aqui me refiro ao centroavante que parecia uma vaca atolada). Devo assumir que gostei muito da participação do Jonas, táticamente, pois na falta de Douglas, Souza e o paredão do Borges, ele fez bem o papel misto lá na frente.

Mais uma vez, não vou citar o nome do grande goleiro gremista em vão. Até porque relatar que ele salvou o time, jogou muito ou fechou o gol é a mesma coisa que observar que a noite vem depois do dia…

Dos velhos problemas eu vi o Rochemback (volante cimentado estilo bonequinho de futebol de videogame dos anos 90) errar o posicionamento e dar porrada atrasado, vi Jonas perder gols incríveis e o Silas largar observações grotescas ao microfone de algum radialista ai. E o estupendo, talvez selecionável futebol sem grife do Hugo? Alguém viu? A sua chuteira amarelo-solar, que certamente funciona melhor que o triângulo para sinalizar na estrada, chamou mais atenção que o seu futebol pela segunda vez consecutiva. Sacanagem, mas realmente o cara foi só um simples meia que não merece a titularidade deste time. Não mesmo. E o graaaande William, substituto do Borges? Aposta e indicação do Silas, se o William entrasse em campo com uma camisa do Avenida ninguém perceberia que eles estavam jogando com doze.

Gostei do pouco tempo do Fernando e do acréscimo de Adilson, que é o rei do futebol perto de alguns dos seus colegas de posição, trazendo equilíbrio ao meio campo e intensificando a marcação neste jogo.

“O importante é que nós conseguimos os três pontos. Agora é acertar os erros para o próximo jogo”. Um jogo qualquer (ou treino?) merece uma frase batida.

Vocês viram a faixa na torcida do Avenida que dizia: “Libertadores 2013″? Haha. Mais realista que algumas focalizadas pela televisão lá no aterro do Guaíba.

Serviço do jogo

Taça Fábio Koff – 1ª rodada

Avenida 1 x 3 Grêmio

AVENIDA
Vandré; Diego Eli, Rudi, Cassel e Marciel (Emanuel); Bocha (Valdiram), Diego Martins, Miro Bahia e Fábio Pinho (Kelson); Cinval e Alê Menezes.
Técnico: Paulo Henrique Marques

GRÊMIO
Victor; Edilson, Mário Fernandes, Rodrigo e Bruno Collaço; Willian Magrão (Fernando), Fábio Rochemback (Adílson), Maylson e Hugo; Jonas e William (Mithyuê).
Técnico: Silas

Cartões amarelos:
Avenida:
Diego Martins e Bocha
Grêmio: Mário Fernandes, Fábio Rochemback e Fernando

Gols:

Avenida: Fábio Pinho (44min/1ºT)
Grêmio:
Maylson (1min/1ºT); Edílson (14min/1ºT) e Jonas (38min/2ºT)

Árbitro: Márcio Chagas da Silva
Assistentes: João Lúcio Monteiro de Souza Júnior e Antônio César Domingues Padilha

Local:
Estádio dos Eucaliptos, em Santa Cruz do Sul
Data: quarta-feira, 3 de março de 2010

Ainda com aquela imagem do Fernando Carvalho entregando a taça da competição que leva o seu nome ao Victor, depois da final de Domingo, o Grêmio volta a campo. E para iniciar a defesa do título recém conquistado e já querendo iniciar bem o caminho rumo ao título do Clausura Gaúcho, a Taça Fábio Koff, o time gremista enfrentou um adversário que talvez merecesse mais estar disputando um caneco de plástico (estilo campeonato de bairro) de uma competição que poderia se chamar… hmm… ah, claro, Taça Flávio Obi… oops, quase.
A minha tarefa para este pós-jogo, que já não era fácil, se tornou um pesadelo. Brincadeira a parte, preciso lembrar que o Grêmio já havia anunciado que jogaria com time misto, promoveria a estréia de dois novos jogadores, mudaria a posição do Mario Fernandes, manteria William na posição do lesionado Borges e permitira a re-estréia de William Magrão como titular. Resumindo, um time com novos jogadores ainda não adaptados e outros fora de forma compondo um time que simplesmente nunca jogou junto. Se isso não bastasse, volto a lembrar que o adversário era muito, mas muito ruim! Ruim a ponto de ter feito a pior campanha da competição até agora e não venceu sequer um jogo no seu campo.
Bem, sobre este jogo treino que ocorreu em Santa Cruz eu prefiro falar um pouco mais das individualidades e esquecer o coletivo.
Lá atrás na defesa, todas as alterações possiveis foram feitas. Mario voltou a ser zagueiro e nos mostrou que era justificada a sua colocação na lateral. O garoto errou demais ao sair de maneira estabanada e cometer faltas inocentes em frente a área, correndo risco inclusive de ser expulso. Ele melhorou muito no combate, mas mostra-se perdido nas bolas aéreas. O Rodrigo começou com um estilo Tcheco de ser, trocando passes com uma lucidez impressionante, mostrando oportunismo no desarme e muita tranquilidade, confiança. Porém, assim como Mario, errou muito no posicionamento, já que nunca jogou com seus colegas e pouco tempo teve para adaptar-se as exigências do Silas.
Gostei muito da primeira partida do Edilson, ex-lateral da Ponte Preta. Certamente ele foi uma opção mais consistente na lateral direita, mostrando bom apoio ao ataque e presença boa na defesa. Ele apareceu em todos os lados do campo (isso não vai durar), fez um belo gol, deu uma passe perfeito para gol e quem não sabe até diria que ele esta jogando no Grêmio há vários anos, de tão confortável que ele parecia com a camisa tricolor.  Do lado de lá, Bruno Collaço me fazia pedir por Fábio Santos, acreditem! Errando passes de meio metro e mostrando ingenuidade de juvenil, o garoto realmente só não pode ser emprestado agora porque Lúcio está fora.
Interessante: a defesa formada por Mario, Rodrigo, Edilson e Bruno dependeu do Victor para cortar várias bolas cruzadas, pois na maioria das vezes a nega passava batida por toda a zaga e nada do corte. Ah, sem falar no corte de guri que o Mario tentou fazer e acabou ajeitando a bola para o atacante adversário fazer o gol (lembrando o Pererão em má fase).
Mais ao meio, William Magrão, assim como Hugo, tiveram discreta participação e as vezes até foram irritantes. Já Maylson mostrou um pouco mais de desenvoltura (um pouco) e participou bem dos lances ofensivos. Eu até pude vê-lo marcando. Agora, não sei se devo avaliar Jonas como atacante ou como meia. A maior parte do tempo vi o ex-pior-atacante-do-mundo-de-300mil-reais voltando, armando e procurando fazer as jogadas para si mesmo ou para o inoperante William (aqui me refiro ao centroavante que parecia uma vaca atolada). Devo assumir que gostei muito da participação do Jonas, táticamente, pois na falta de Douglas, Souza e o paredão do Borges, ele fez bem o papel misto lá na frente.
Mais uma vez não vou citar o nome do grande goleiro gremista em vão. Até porque relatar que ele salvou o time, jogou muito ou fechou o gol é a mesma coisa que observar que a noite vem depois do dia… dã.
Dos velhos problemas eu vi o Rochemback (volante cimentado estilo bonequinho de futebol de videogame dos anos 90) errar o posicionamento e dar porrada atrasado, vi Jonas perder gols incríveis e o Silas largar observações grotescas ao microfone de algum radialista ai. E o estupendo, talvez selecionável futebol sem grife do Hugo? Alguém viu? A sua chuteira amarelo-solar, que certamente funciona melhor que o triângulo para sinalizar na estrada, chamou mais atenção que o seu futebol pela segunda vez consecutiva. Sacanagem, mas realmente o cara foi só um simples meia que não merece a titularidade deste time. E o graaaande William, substituto do Borges? Aposta e indicação do nosso caro técnico, se ele entrasse em campo com uma camisa do Avenida ninguém perceberia que eles estavam jogando com doze.
Gostei do pouco tempo do Fernando e do acréscimo de Adilson, que é o rei do futebol perto de alguns dos seus colegas de posição, trazendo equilíbrio ao meio campo e intensificando a marcação neste jogo.
“O importante é que nós conseguimos os três pontos. Agora é acertar os erros para o próximo jogo”. Um jogo qualquer (ou treino?) merece uma frase batida.
Vocês viram a faixa na torcida do Avenida que dizia: “Libertadores 2013″? Haha. Mais realista que algumas focalizadas pela televisão lá no aterro do Guaíba.

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