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Olhando atrás da cortina
Em (Corneta, Gestão do clube, Opinião) por Valdo em 01-10-2009
Tags : Administração do futebol, autuori, Meira

Luis Onofre Meira - Diretor de Futebol
Quando trabalhava em SP, eu tinha um coordenador que sabia menos do que eu, aliás, muito menos. O resultado disso era que cada vez que ele vinha falar comigo, as palavras da criatura entravam por um ouvido e passavam direto para o outro sem sequer serem processadas pelo cérebro, pois eu sabia que dele não viria nada que prestasse (absolutamente nada mesmo). A pessoa em questão era alguém de confiança da Diretoria da empresa, mas que não tinha a menor competência para o cargo – resumidamente, ele não era do ramo.
Bom, situando-nos agora em Porto Alegre, ano de 2009. Profundas mudanças na direção do nosso amado Grêmio. Mudanças essas que se estenderam até o futebol (tudo bem, faltou trocar o técnico bem no início do ano, mas isso é assunto para outro post tragicômico sobre o Sexy Roth) passando por várias outras áreas. Mudanças políticas, estruturais, administrativas, enfim, várias mudanças. Entre todas elas está o triunfante retorno do Sr. Luis Onofre Meira, que reassumiu o futebol do nosso clube do coração ( sim, o mesmo Luis Onofre Meira das Ovelhinhas está de volta).
Observando friamente o trabalho do Autuori e do Meira, e aceitando que o Autuori acerta bem o time para jogos dentro de casa e seus erros juntamente com fatores externos paranormais nos levam a perdermos fora de casa – pergunto-lhes: Qual a moral ou o conhecimento de futebol que o nosso Diretor de Futebol (ainda bem que não é vice-presidente) teria para chamar a atenção do Autuori, ou mesmo dar sugestões de escalação, contratação ou mesmo qualquer tipo de idéias para o time do Grêmio ? Indo mais longe, que tipo de cobrança uma pessoa que NÃO ENTENDE XONGAS de futebol poderia fazer a um técnico de futebol ? Qual seria a reação de um técnico que é “da área” ao receber sugestões de alguém que nada entende de futebol (aqui assumo que ele seja um empresário extremamente bem sucedido e que entende muito de administração, repito de administração) – A minha resposta: – o técnico até ouviria, porém ao perceber que NADA PODERIA SER APROVEITADO das asneiras proferidas pelo interlocutor, faria como eu fiz inúmeras vezes com o meu ex-coordenador – IGNORARIA TUDO – ignore mode [ON].

Paulo Autuori
Eu fico solidarizado com nosso treinador nesse aspecto. Não o vejo como uma técnico e profissional perfeito, muito pelo contrário, porém eu o vejo SOZINHO para arrumar o grupo, avaliar os jovens talentos, limpar o elenco das perebas (ex.. Joilson, Ruy, Jadilson, Orteman, etc) e ainda sugerir contratações. Sim o vejo sozinho, pois não acredito, e tenho certeza que ninguém acredita também, que o Meira ou mais alguém no nosso departamento de futebol tenha a capacidade de ajudá-lo nisso (nem mesmo o Mauro Galvão, um cara que particularmente admiro muito, mas que está com a pessoa errada ao lado dele) – só não fico mais solidarizado, porque ele ganha muito bem para isso.
SIM, jogamos muito bem dentro do Olímpico, mas também por vezes falta algo mais fora de casa – um algo mais que muito bem poderia ser o “Loco” Pelaipe entrando no vestiário chutando a porta, ou o Cacalo “sangue nos olhos” gritando e insuflando os jogadores, ou até mesmo o “calmo e manso” Krieger que entrava no vestiário e fechava com os jogadores, fazendo-os sentir parte de um grupo fechado onde ele assumia os insucessos. O futebol Brasileiro (BR2009) está muito parelho, “é tudo japonês” mesmo, e caímos no chavão do –se decide no detalhe-, e onde se decide no detalhe, não é com um Meira que nada acrescenta que iremos ter esse diferencial.
Não tiro a culpa de determinadas falhas do nosso treinador, porém, com essas pessoas o “assessorando”, ficaria difícil até para o Felipão tocar esse barco, que não está furado, mas tem água dentro.





