Marcellus Wallace, Tarantino e outras histórias

Em (Opinião) por Rodrigo Mallmann em 04-10-2011

Quentin Tarantino é um gênio. Polemizem o quanto quiserem, essa é a minha opinião. E de suas obras, Pulp Fiction é um achado. Diversas histórias, aparentemente autônomas, e ainda assim tão conexas. Eis o futebol da Província.


O que queremos, eis a questão? Num período onde se discutem contratos com empreiteiras, remendos, aterros, naming rights, cláusulas abusivas e construção civil, nunca antes a editoria de esportes se pareceu tanto com a de empreendimentos imobiliários. Marcellus Wallace supostamente atirou um cara do 4º andar porque ele fez uma massagem nos pés da sua esposa. O Grêmio foi excomungado quando assinou com a OAS, tendo todos os pormenores de cada vírgula, acento e mesóclise analisada por juristas especialistas em “duas linhas de quatro” e “volantes modernos”. E no fim, a coisa não era bem assim, nem com Marcellus, nem com a OAS.


E dentro de tudo isso, parecem esquecer-se do principal. E dentro das quatro linhas? O Grêmio vive a montanha russa de sempre. Ora ganha, e temos a melhor meia cancha do Brasil. Daí perde, e voltamos a ser candidatos ao rebaixamento. Agora estamos vindo de uma vitória consistente, e não podemos perder. Para aqueles que já chegaram ao ponto de nos colocar como prováveis candidatos ao rebaixamento, aí está Butch Coolidge que não nos deixa mentir: por mais previsível que a situação pareça, ela pode ser alterada, de um modo surpreendente.


O Santos sem Neymar não é tudo isso. Com Neymar também não é. Estamos no Olímpico, a nossa casa enquanto a Arena não fica pronta. E aqui temos que nos fazer respeitar. Como Julles Winfield e Vincent Vega, pé na porta e tiro na cara. A fase de recuperação pro Grêmio passa, obrigatoriamente por uma vitória amanhã. Se ainda temos objetivos maiores nesse campeonato que fugir do rebaixamento/vaga na Sul Americana, temos que estabilizar a equipe e engrenar. E rápido. Porque a mulher do Tarantino tá chegando, o carro tem que tá limpo. Já chamamos Celso Roth, nosso Wilson Wolf, pra arrumar a casa.

E que fique a citação de Jules Winnfield, seja para aqueles que duvidam dos objetivos, seja para aqueles que estão mais preocupados com o canteiro de obras do que com o círculo central.


"O caminho do homem justo é rodeado por todos os lados pelas desigualdades do egoísmo e da tirania dos homens maus. Bem-aventurado aquele que, em nome da caridade e da boa vontade, pastoreia os fracos pelo vale das trevas, pois ele é verdadeiramente o guardião do seu irmão e o descobridor das crianças perdidas. E derrubarei sobre ti, com grande vingança e furiosa raiva, aqueles que tentam envenenar e destruir meus irmãos. E você saberá que o meu nome é Senhor quando eu derramar minha vingança sobre você."

 

[Meu nome é Rodrigo Mallmann, e sim, eu tenho problemas.]

[pós-jogo] Deu gosto

Em (Pós-Jogo) por Valdo em 02-10-2011

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Sou um dos que acham que o que importa são os 3 pontos - e muitas vezes valorizo uma vitória "injusta". Mesmo assim, quando o time consegue os 3 pontos jogando bem e principalmente convencendo, dá gosto de ver, e esse foi o caso hoje.

Além de vencer convencendo, o time demonstrou um enorme  equilibrio tático e uma maturidade nesse aspecto. Aliado a tudo isso, percebemos o resultado do trabalho do Paulo Paixão, com o time correndo muito até o final.

 

Destaques - Foram muitos, mas alguns merecem um destaque especial:

- Celso Juarez Roth - ele tá com o time na mão e achou a formatação exata para esse grupo. Ainda vo tirar uma foto com ele e colocar aqui no blog :)

- Paulo Paixão - deu um jeito na preparação física do time. Impressiona ver o vigor dos jogadores, principalmente o próximo destaque;

- Rochemback - ele foi um tanque de guerra nesse jogo. Correu, deu carrinho na área adversária a na linha de fundo Gremista;

- Victor - operou dois milagres. Os 3 pontos passam diretamente por ele;

- O Trio (Marquinhos, Douglas e Escudero): Impressionante a sincronia entre eles, parece até que jogam juntos a anos;

- Fernando - O guri manda muito bem no meio, e deve ter uns 4 pulmões :)

 

Vídeo e serviço do jogo:

 

 

Grêmio (2)
Victor; Mário Fernandes, Edcarlos (Vilson), Rafael Marques e Julio Cesar, Fábio Rochemback, Fernando, Marquinhos (Adilson), Douglas e Escudero (Miralles); Brandão.
Técnico: Celso Roth.

 

Cruzeiro (0)
Fábio; Vitor, Léo, Victorino e Gabriel Araújo; Sandro Manoel (Élber), Charles, Everton, Roger (Sebá) e Montillo; Farías (Anselmo Ramon).
Técnico: Vágner Mancini.

 

Gols: Rafael Marques (4min) e Escudero aos (4min - 2T) (Grêmio).
 

Arbitragem: Elmo Alves Resende (GO), auxiliado por Carlos Berkenbrock (SC/Fifa) e Jesmar Miranda de Paula (GO).

Público total: 21.058.

Renda: R$ 329.350,00.

 

Transparência Tricolor

Em (Opinião, Política Gremista) por Dreher em 30-09-2011

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Numa época em que se fala muito em moral e ética, o Azul Preto e Branco vem saudar a iniciativa de um grupo de gremistas que criou o "Transparência Tricolor".

 

O "Transparência Tricolor" é um portal onde o torcedor e, principalmente o associado gremista, vai encontrar informações sobre quem são os frequentadores das reuniões do Conselho Deliberativo do Grêmio. Está é uma ferramenta de fundamental importância, pois o associado pode controlar como anda a participação daqueles conselheiros que ele ajudou a eleger e cobrar que os mesmos sejam mais ativos na vida do clube.

 

Este não é um ano de eleição, mas é bom o torcedor abrir o olho e ver quem são aqueles conselheiros que realmente trabalham à favor do Grêmio, e quem são aqueles que apenas usufurem e abusam do benefício (e privilégio!) de ser Conselheiro do Grêmio.

 

Portanto, abra o olho torcedor! Acompanhe e use esta ferramenta! Com certeza, ela será de grande utilidade nas próximas eleições.

 

Um grande abraço e parabéns aos amigos @Minwer, @thiagolocatelli e @giulianovieceli, idealizadores deste projeto!

 

Tu ja foste visitar a Arena?

Em (Arena) por Talita Jacques em 28-09-2011

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Pra quem ainda não sabe, a obra da Arena está aberta para visitação e ficará aberta até a inauguração, no final de 2012.


Hoje, dentro do espaço da Arena, existe o Espaço do Torcedor, um empreendimento de dois andares de 360m² cada, feito para receber a torcida com segurança. Além de um mirante de 7 metros de altura, o Espaço do Torcedor também possui uma loja com roupas e acessórios da Arena e do Grêmio, além de um bar/café, lounge com maquete, materiais informativos e uma área administrativa com sala de reuniões.

 

Isso tudo nos possibilita de ir lá de tempos em tempos e acompanhar a evolução da nossa próxima casa, que já está com mais de 30% da obra pronta.

 

 

Horário para visitação
De quarta-feira a domingo, das 9h às 18h.
As segundas e terças-feiras serão reservadas para grupos escolares e universidades.

 

Valor dos ingressos:
Sócio em dia: não paga
Acima de 60 anos: R$5,00
Estudante: R$ 5,00
Entrada: R$ 10,00
Crianças menores de 12 anos são isentas do pagamento

 

Endereço:
Av. Padre Leopoldo Brentano, 1401

 

 

A Arena está de portas abertas para a nação Tricolor.
 

 

[coluna do corneta] “Vida de Gado”, satélites e outras constatações

Em (Corneta) por Valdo em 23-09-2011

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Há algo caindo nos céus do mundo – e antes que o incauto leitor dessa coluna imagine que seja o satélite norte-americano, não, não o é: é a confiança que vínhamos tendo no time. Com tendência inversamente proporcional ao acompanhamento métrico da cotação do dólar americano, a atuação pífia do jogo de ontem nos fez lembrar a célebre rotina de um antigo treinador carioca que transformou o time do Grêmio num time de handebol – orientando a equipe a dar passes lateriais progressivamente até chegar de um lado a outro e não concluir a gol em momento nenhum.

Ontem, a mesma coisa. Um grande domínio territorial no jogo contra um time que PEDIA para tomar o gol (no caso, o time do João Fortes – digo, do Botafogo). A lateral esquerda era um latifúndio a ser ocupado – mas Bruno Collaço parece ser do Sindicato dos Produtores Rurais e não do MST, já que em nenhum momento foi à frente e passou o tempo inteiro guarnecendo o seu próprio campo, entrincheirado como um dos peões mais fiéis ao estancieiro Celso Roth. Do outro lado, Mário Fernandes não conseguia evoluir nas suas rápidas progressões e, da mesma forma que o jogo anterior, contra o Vasco, ficamos embarreirados no meio de campo trocando bolas de um lado para outro sem efetividade nenhuma. Os adversários já descobriram a forma de marcar o Grêmio – e, sem alternativas suficientes para mudar o cenário, mais uma vez o jogo se desenrolou como a velha sina do boi que está indo para o abate (alguém ouviu por aí no fundo “Vida de Gado”, do Zé Ramalho?) – correndo inerte por um corredor para, no final, tomar uma marretada na cabeça e virar aquela ripa de costela que se come todo domingo.

Entretanto, pode ser que haja outras situações impeditivas aos sucessos. Escalar Rafael Marques e Bruno Collaço no mesmo time e querer ganhar é a mesma coisa que Hércules cumprir seus doze trabalhos tendo como único meio de transporte um VICASA trafegando pela BR116 em dia de protesto dos estudantes da Ulbra. Não dá para querer. Aliás, os fatores de contaminação do elenco do Jimo Cupim no resto do grupo são evidentes – Fábio Rochemback e Edcarlos fizeram atuações pífias, assim como o André Lima (sendo que este tem até um perdão, dado que ficou sozinho o tempo inteiro do jogo contra um periquito esgualepado chamado Fábio Ferreira – que já ganhou da coluna o troféu “Elke Maravilha 2000” de pior cabelo do século).

Enfim, muitas preocupações. O momento para decolar e consolidar era a partir de agora, encarando na sequencia Hawaii (caindo pelas tabelas e sendo rebaixado para a praia do Lami em seguida), Cruzeiro (não o grande, da Capital Federal, mas sim o mineiro) e Santos (sem muitos desejos no campeonato). Mas... tomara que nosso destino no campeonato não seja apenas o da vaquinha Mimosa.

Até a próxima coluna!

Doutrinador & Conselheiro

[coluna do corneta] Ói nós aqui traveiz

Em (Corneta, Opinião) por Valdo em 19-09-2011

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Há na história das artes muitas obras que poderiam traduzir sinteticamente o ressurgimento incólume desta coluna. “Amargo regresso”, “Sonho de uma noite de verão” ou mesmo “Hellreiser – renascido do inferno“, mas o título supramencionado traduz bem a atuação circense e mambembe que o Grêmio conquistou no sábado – tal qual um circo de beira de estrada que insiste em trilhar sua saga inglória pelos rincões do país, tropeçando tropegamente cidade após cidade vivendo apenas uma “vida de artista” (ou, quiçá, vivendo o papel de pobre em baile de rico: é o último a comer, mas o primeiro a apanhar...).

Por primeiro, há que se comentar que não temos craques no elenco tricolor. Temos, sim, bons jogadores – que precisam ter suas qualidades aproveitadas a contento para que possam produzir futebol suficiente para ganhar os jogos. Isto posto, uma pergunta: porque Julio Cesar acha que é craque, então? Este é verdadeiramente um bom jogador, com francas qualidades no ataque – mas no jogo de sábado subiu aos píncaros de suas tamancas e resolveu que não precisaria marcar nada. A avenida romana (romana, Julio Cesar, entendem?) foi imperativa (de novo, romana, Julio Cesar, imperador, entendem?) para que o resultado fosse um malogro completo. (OK, todas as associações foram fraquíssimas. Nos perdoem. Não as tentaremos mais).

Mas nosso lateral esquerdo não é o único culpado. Edcarlos teve uma atuação digna de Rafael Marques, o verdadeiro imortal (dado que este último, a cada vez que é afastado, volta mais forte – este sim é imortal!). Alguém poderia emprestar para ele o manual de treinamento do DETRAN – marcando as páginas em que são explicitadas as sinalizações viárias de direção para um lado e para outro a este indivíduo, mostrando onde é o ataque e onde é a defesa... dado que muitas vezes seu comportamento em campo era digno de quem foi a passeio ao Rio de Janeiro, não para a disputa de um jogo.

O meio-campo e o ataque tiveram o desempenho que se espera do Grêmio atual em jogos fora: nulo, completamente nulo. Espasmos de ataque como os de Escudero, quando sofreu o pênalti não marcado pelo ladrão de plantão, foram raros (novamente) e esporádicos, fazendo com que o Vaxxxxco, marcando as laterais gremistas, deitasse e rolasse durante todo o jogo sem que esboçássemos alguma reação. E a negativa de reação gremista se deu por completo quando Adilson entrou – quem quer reagir coloca Adilson não no meio-campo mas sim como gandula, onde elepoderá ter uma atuação melhor do que tem dentro das quatro linhas de campo.Queremos crer que Celso Roth foi um visionário, tentando preservar Douglas de tomar o terceiro cartão amarelo para o próximo jogo. Só pode ser isso. Tem que ser isso, aliás. Por favor, que seja isso.

Enfim... por último: o leitor mais atento pode ver várias e várias redundâncias nesse texto doído e repetitivo. É proposital – assim como também é marcadamente natural a redundância que Celso Roth tem como ápices e quedas ao longo do cumprimento de cada contrato fechado por algum incauto clube. Nos primeiros vinte por cento do tempo de duração do contrato, Celso Roth mobiliza e ganha os jogos; depois, acontece um lento declínio na execução dos seus préstimos trabalhistas fazendo com que seja demitido antes do término da prestação laboral contratada pelo incauto empregador. Seu contrato com o Grêmio é de curta duração (até o final de 2011); em função disso, seu declínio já é evidente. Esperamos que ao menos os sete jogos que ainda acontecerão no Velho Casarão sejam de vitória, permancendo-se assim no panteão das glórias da primeira divisão para 2012. E que se começe o trabalho de planejamento, e já!

Até a próxima coluna!

Doutrinador & Conselheiro

Os ídolos de antigamente

Em (Gremismo) por Rodrigo Mallmann em 13-09-2011

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A história pode parecer fora do contexto atual, mas ainda assim merece ser contada.

Era um sábado como outro qualquer no Tabuleiro Pub Café, um barzinho em Tramandaí, e as cervejas na comanda já se encaminhavam para os dois dígitos. Som agradável, companhias também, e o assunto na mesa versava sobre cervejas geladas e mulheres quentes, além, é claro, do futebol e do gremismo, esse vício inebriante que sempre povoa a mente daqueles que realmente sentem o que é o Imortal Tricolor. E um dos caras que me introduziu nessa cachaça adentrou no bar.

Era ele, Dinho, o Cangaceiro dos Pampas. Reconhecido na hora por mim e pelo companheiro de trago, Mateus. E ficamos ali, tipo adolescentes no show do Justin Bieber, todo mundo nos olhando, e nós tietando em silêncio aquele mito tricolor. Tá, vamos pagar uma cerveja pro Dinho. E lá se foi o Mateus pra entregar a gelada. Ele, num gesto muito simpático, foi até a nossa mesa, a cerveja em punho, serviu o copo de todos, inclusive o dele, fizemos um brinde aos áureos tempos do Tricolor, bebemos e repousamos nossos copos na mesa. Eu ainda falei pra ele, me sentindo uma criança feliz, que eu tinha um bonequinho dele em cima da minha mesa (e é verdade).

Uma pausa, enquanto o homem ia falar. E ele, naquele tom de paizão, completamente diferente dos carrinhos que dava na época em que empunhava a camisa 5, falou,com a voz macia, cadenciada como uma jogada do Carlos Miguel, “Gurizada, não posso aceitar essa cerveja, agradeço, mas não posso aceitar”.

O Mateus insistiu, por 95, pela Libertadores, pela minha infância, pelo meu gremismo. Nada. Ele parecia resoluto, no auge da sua simplicidade. Me levantei da mesa, e peguei aquela garrafa de cerveja, estiquei em sua direção e disse “Então aceita essa ceva por aquela voadora que tu deu no Valber do Palmeiras”. Silêncio.

 

“É, por essa eu merecia uma cerveja mesmo”. Pegou a garrafa, e retornou à sua mesa num cantinho do bar.

 

 

Não se fazem mais ídolos como os de antigamente.

Grêmio, Inebriante!

Em (Opinião, Professor RCOstermann) por RCO em 12-09-2011

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Mesmo que eu corra o risco de cair na mesmice, o Grêmio entrou num seleto grupo de times que buscam a vitória sempre, inebriante, avassalador, irresistível.

Um time compacto, rápido, envolvente e agudo. O Grêmio teve sempre em seu horizonte a vitória, a buscou, mas encontrou um São Paulo fechado, que tentava sair em rápidos contra-golpes, mas que pouco, ou quase nada, ofereceu de temor para a defesa dos celestes.

Falar do jogo de hoje sem citar Douglas, seria o mesmo que citar a travessia do mar vermelho sem citar Moisés, foi ele, Douglas, quem fez a zaga SaoPaulina abrir-se para que ela, a bola, fizesse sua travessia até o fundo das redes do festejado Rogério Ceni. O Grêmio abria o marcador, Douglas abria o marcador, a vitória descortinava-se para o Grêmio, a terceira seguida.

 

Classificar de desastrosa a arbitragem de Héber Roberto Lopes seria elogio, houve, no mínimo, um pênalti claro em favor do Grêmio, mas nem a arbitragem, nem a excelente zaga paulista foi capaz de impedir a vitória dos celestes.

O Grêmio, inebria pelo bom futebol, entusiasma pela vontade do time e encontra em suas individualidades um coletivismo perfeito, Julio César, que achado este menino serelepe, rápido, atrevido e certeiro, quando todos achavam que faria o cruzamento elo alto, foi rasteiro, centrando a bola pra Douglas, divino, maravilhoso, um gol de quem tem visão de jogo.

Escudero, mais uma vez, foi a imagem da vontade em campo, Mário justifica a cada toque de bola sua convocação, aaaah existem aqueles que frente a camisa amarela, acovardam-se, Mário não, este menino, que não deixa o futebol sumir, consagra-se cada vez mais como um craque, de jogo fácil e inteligente, deve desfilar, para tristeza dos gremistas, nos gramados europeus em breve.

Num crepúsculo de domingo, o Grêmio teve o alvorecer de seu bom futebol.

 

Prof RCOstermann

@RCOstermann

Bela vitória

Em (Pós-Jogo, Uncategorized) por Valdo em 11-09-2011

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Eu sei que é difícil uma vitória não ser bela, no entanto há vitórias e vitórias, e essa de hoje foi com V maiúsculo. Em um domingo de sol de temperatura agradável a torcida Gremista compareceu em um bom número (30 mil) e apoiou o time, que em campo se entregou ante a um forte adversário. 

Como sempre, não faremos uma análise tática e detalhada do jogo, mas sim falaremos sobre alguns destaques positivos e outros negativos:

 

O arbitro: Não, ele não é ladrão, pois para ele ser ladrão ele tem que melhorar muito. Ele é muito ruim mesmo, e infelizmente estragou parte do espetáculo.

 

Laterais: A vitória Gremista passa pelas laterais do campo. Julio César e Mário deram um show a parte nas laterais do campo - tanto que o gol do Douglas nasceu de uma baita jogada do camisa 6 Gremista.

 

Amor e Ódio: Que relação intensa essa entre a torcida e seu camisa 10, Douglas - horas de ódio absoluto, horas de juras de amor. Confesso preferir a segunda, pois é resultado da entrega em campo e de um ótimo momento do jogador e consequentemente do time.

 

MESTRE: Sim, escrevi em maiúsculo pois ele merece que assim seja: Celso Juarez Roth, que tantas vezes foi criticado pela torcida do Grêmio e aqui nesse mesmo blog deu nova cara ao time - ele organizou muito bem o time com os jogadores que tem e no decorrer de uma partida você pode ver o time jogando de formas diferentes porém sempre muito bem organizado. (nunca pensei que um dia escreveria isso).

 

Show: A torcida foi um show a parte - que seja sempre assim, fazendo festa e cantando, pois as arquibancadas foram feitas para isso!

 

E para encerrar: PARABÉNS AOS ENVOLVIDOS!

 

Vídeo do gol e serviço do jogo:

 

 

GRÊMIO  1 x 0 São Paulo


Grêmio: Victor, Mário Fernandes, Saimon, Edcarlos e Julio Cesar; Adilson, Fernando, Marquinhos (Miralles, aos 24'2T), Douglas e Escudero; André Lima (Brandão, aos 40'2T). Técnico: Celso Roth

São Paulo:Rogério Ceni; Piris, João Filipe, Rhodolfo e Juan; Wellington, Casemiro (Jean, aos 27'2T), Carlinhos e Cícero (Willian José, aos 29'2T); Lucas e Dagoberto (Rivaldo, aos 35'2T). Técnico: Adilson Batista

Árbitro: Héber Roberto Lopes (Fifa-PR), auxiliado por Roberto Braatz (Fifa-PR) e Bruno Boschilia (PR)

Renda/Público: R$ 561.727,00 - 30.078 pagantes.

Gol: Douglas

 

Vitória na Bahia.

Em (Professor RCOstermann) por RCO em 09-09-2011

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Se formos colocar um nome na vitória de ontem, que coloquemos o nome de coletivo. Foi uma vitória da coletividade tricolor, onde, o até então contestado Brandão fez gols, o seu primeiro, o seu gol redentor. Foi de cabeça, aquele negro, alto, forte, vigoroso e viril pulou, para, de testa, estufar as redes dos bahianos, Grêmio 1x0.

 

O segundo gol foi uma ode, daquelas a serem cantadas por bardos de todas as épocas, durante muito tempo, obrigado Douglas, por um elástico maravilhoso, Obrigado Brandão por cabecear, mesmo que na trave, obrigado Escudero pelo belo chute, aaaaah a sensação de plenitude, o chute forte, vigoroso desse predador sanguinário que é Escudero, apareceu matreiro, onde ninguém achava que poderia aparecer e de lá, alto, forte chutou para o arco, marcando o segundo gol dos celestes, o Grêmio se reencontrava com a vitória, longe dos seus domínios.

 

Se Escudero foi a força e Brandão a virilidade, Victor foi a leveza! Dizem que a nós, seres humanos, não nos é permitido voar, quem vê Vitor, sabe que tudo isso é mentira. A águia tricolor, agarra com garras firmes que não deixam a bola escapar, voa com a graça e segura firme a presa, ao desafiar o ar, foi leve como uma pluma, ao evitar gols denso como uma muralha. Victor em sua melhor forma, é um goleiro inigualável, ontem salvou o Grêmio, agarrou-se em seu objetivo, a bola, e dela dificilmente largou, voou para defesas embasbacantes, voou, para mostrar que ainda é o grande Victor, voou de volta aos braços da torcida. Victor, esplêndido.

 

Professor RCOstermann

@RCOstermann

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