Vitória na Bahia.

Em (Professor RCOstermann) por RCO em 09-09-2011

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Se formos colocar um nome na vitória de ontem, que coloquemos o nome de coletivo. Foi uma vitória da coletividade tricolor, onde, o até então contestado Brandão fez gols, o seu primeiro, o seu gol redentor. Foi de cabeça, aquele negro, alto, forte, vigoroso e viril pulou, para, de testa, estufar as redes dos bahianos, Grêmio 1x0.

 

O segundo gol foi uma ode, daquelas a serem cantadas por bardos de todas as épocas, durante muito tempo, obrigado Douglas, por um elástico maravilhoso, Obrigado Brandão por cabecear, mesmo que na trave, obrigado Escudero pelo belo chute, aaaaah a sensação de plenitude, o chute forte, vigoroso desse predador sanguinário que é Escudero, apareceu matreiro, onde ninguém achava que poderia aparecer e de lá, alto, forte chutou para o arco, marcando o segundo gol dos celestes, o Grêmio se reencontrava com a vitória, longe dos seus domínios.

 

Se Escudero foi a força e Brandão a virilidade, Victor foi a leveza! Dizem que a nós, seres humanos, não nos é permitido voar, quem vê Vitor, sabe que tudo isso é mentira. A águia tricolor, agarra com garras firmes que não deixam a bola escapar, voa com a graça e segura firme a presa, ao desafiar o ar, foi leve como uma pluma, ao evitar gols denso como uma muralha. Victor em sua melhor forma, é um goleiro inigualável, ontem salvou o Grêmio, agarrou-se em seu objetivo, a bola, e dela dificilmente largou, voou para defesas embasbacantes, voou, para mostrar que ainda é o grande Victor, voou de volta aos braços da torcida. Victor, esplêndido.

 

Professor RCOstermann

@RCOstermann

A ressurreição do Imortal

Em (Opinião, Professor RCOstermann, Pós-Jogo) por RCO em 05-09-2011

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Não morrer nunca, caminhar no vale das sombras, sim, mas entregar-se ao destino final da vida, nunca, assim foi com André Lima, o guerreiro imortal, ressucitado neste último domingo, ressucitou frente ao seu público, ressucitou na frente de testemunhas, um milagre assistido e que deixou feliz até os mais céticos, ali, na frente de todos, operou-se o milagre do voltar a marcar gols.

 

André vinha de uma seca de gols, e quando saciou-se, foram logo com três, aaaah três magníficos tentos, força, coragem e ousadia, o primeiro, um chute cruzado forte que não deu chances ao goleiro dos paranaenses, a coragem, em seu segundo gol, arriscou, sem medo, de fora da área e a bola encontrou o canto dos atleticanos, o terceiro, a ousadia, ele quis cobrar o pênalti, queria sua redenção, queria o seu jubilo, queria, mais do que nada, mostrar que estava vivo, que cruzou o vale das sombras e de lá volto para os braços da sua torcida extasiada.

André redentor, André, impetuoso, André, guerreiro imortal.

 

Não se pode contar a história do jogo sem que falemos dele, Escudero, o argentino que começa a traduzir em bom futebol o seu investimento, está nas graças da torcida, marcou o primeiro, num rápido tabelamento com Douglas e André Lima, foi um ávido predador o tempo inteiro, tem o olhar dos felinos famintos, olhos a frente, como tem os predadores, pode ter o semblante dos despreocuados, pode ter a timidez , mas os selvagens são assim, acanhados frente aos outros, mas brutais frente a suas presas.

 

Os celestes celebram, a fúria da natureza tricolor ontem veio a baixo por quatro vezes, uma redenção a todos que esperavam famintamente o bom futebol do tricolor.

 

Professor Raul Costa Ostermann

@RCOstermann

Gre-nal

Em (Professor RCOstermann) por RCO em 29-08-2011

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Pedro negou Cristo por três vezes, antes do galo cantar, e por não se considerar merecedor da glória de Deus, pediu para ser crucificado de cabeça para baixo.

Com juiz do jogo de hoje foi parecido, antes do apito troar pela última vez, ele quase renegou o Grêmio por três vezes, e antes que fosse crucificado pela mídia , por dirigentes e torcedores, talvez sem as honras da cruz em si, ele marcou o pênalti, merecido, conquistado e batalhado pelo Grêmio.

Foi um Gre-nal, onde o favorito Inter perdeu-se na excelente tática e marcação do Grêmio, Damião, outrotora gozando da galardia do bom futebol, desapareceu, como que por milagre seu futebol desapareceu, ou, quiçá, foi anulado pelo excelente Saimon, mistérios do futebol talvez, mas fica a pergunta, o futebol de Damião ressucitará depois de hoje?

Enquanto uns morrem, outros renascem, Marquinhos, de carrinho, num lance de clarividência, num mergulho insâno deslumbrou o único local por onde a bola poderia passar, e ali a encaixou, aaaah era feita a primeira avalanche, aquela massa de gente descendo num único frenesi, a comemoração recorrente da TV, a locupletação dos azuis, o brilho dos celestes, a consagração da emoção pelo gol, aaah a avalanche, que subterfúgios mágicos te fazem descer tão avassaladora e tão bela, a fúria da natureza gemista em uníssono degraus abaixo!

Mas o Inter não se entregaria, ai não, podemos dizer que Índio foi o personagem do Inter, deu a igualdade no placar, mas tratou de, duas vezes, ser o judas da sua torcida, conseguiu na segunda tentativa, um pênalti escandaloso em cima de Escudero.

Escudero, como jogou esse argentino, que mais parece brasileiro, pela sua malemolência. O pequeno Escudero infernizou a zaga rubra, foi pra cima, jogou-se ao ataque como um guepardo ávido por uma antílope colorada, não abocanhou, mas usou-se da estratégia para conseguir o pênalti, deveria ser o primeiro, mas foi o terceiro, porém desta vez o arbitro não negou o Grêmio pela terceira vez, não, dessa vez ele concedeu o penal.

Coube a Douglas, redentor, cobrar e marcar, fez as pazes com a torcida, marcou o seu primeiro em gre-nais, como um apóstolo do bom futebol, foi frio, parecia até displicente, mas marcou o gol que conferiu certa tranquilidade ao Grêmio, e que abriu uma certa exultação de louvor da torcida. A massa celeste novamente, com o coração em plena pureza, atirou-se em correrias degraus abaixo, a última avalanche da noite soterrava as esperanças rubras!

Em tempos de MMA,  em que Minotauro estampa o símbolo rubro nas nádegas, foi o Grêmio quem finalizou o Inter! Aaaaah as lutas, a jovial butalidade!

O Grêmio, o realismo fantástico e os felinos.

Em (Opinião, Professor RCOstermann) por RCO em 15-08-2011

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Em Macondo choveu durante seis anos, artifício da Companhia Bananeira para encobrir os mortos que saiam aos vagões de suas terras. O clima tornou-se tão úmido que era possível ver peixes nadando pelo ar.

O realismo fantástico do colombiano Gabriel García Márquez, explica a Porto Alegre de algumas semanas, e se um peixe podia nadar pelo ar, nada mais comum que Marquinho marcasse dois gols. Não serei injusto, não, o segundo gol foi uma obra de arte, impressionista, a chuva deu grandiosidade e deixou tudo como que numa dimensão diferente, Marquinhos marcava um gol, mas não um gol qualquer, aaaah não, foi alto, forte, no ângulo e selou a vitória dos celestes.

Que ressoe, numa ensurdecedora interrogação, a questão de Douglas perder ou não espaço no time titular, eu digo que não, mil vezes não, ao infinito, não. Há em Douglas a classe, quase que a galhardia do craque, em Marquinhos vê-se a vontade, desordenada, caótica, quase que colossal, mas há a vontade, o que vem de encontro ao desintresse de Douglas, qual será a vontade de Roth?

Se no ataque Marquinhos resolveu, no gol, consolida-se outro temor dos celestes, o antes insubstituível Craque Victor, agora recebe seus primeiros apupos.

Victor porta-se no gol como um guepardo que sente seu tempo se esvaindo, a bola, antílope, foge facilmente ao felino, suas garras não são mais as mesmas, seu tempo de bola está desregulado e seus pulos, aaah seus pulos, denotam que o tempo é severo, a confiança também, o felino do arco perde seu espaço, há um outro guepardo, mais ágil, apenas espreitando para desafiar o felino mais velho, na natureza nada é eterno, Victor deveria observar este soberbo exemplo que a mãe de todos nós, a Natureza, nos oferece.

Os celestes comemoram esta segunda-feira de sorriso, ainda tímidos sim, mas já demonstrando que o sol pode voltar a aquecer os chuvosos corações tricolores

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