Um banquete no Olímpico!

Em (Professor RCOstermann) por RCO em 12-02-2012

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Terminava o o jogo farto de gols e o menino Valdo me telefonava, degustava uma, uma, ai como é o nome daquela iguaria que é feita de farelos fritos oriundos de uma raíz?

Tapióca, ele degustava uma tapióca e seu indigesto 3G não o permitia ver os gols do jogo. Uma pena, foram gols vindos do esforço, como devem ser os gols de um time que aos poucos se encontra, e que não encontra facilidades perante adversários dispostos a jogar uma final de Copa do Mundo.

Um descuido fez com que o Santa abrisse o placar. Mal deu tempo de dar esperanças ao solitário torcedor do galo do interior. Grolli, no rebote de uma bela cabeçada de Moreno empatou.

Naldo, este negrinho que parece frágil, mas que é um leão tanto na zaga quanto no ataque marcou dois, segurava lá atrás e resolvia lá na frente.

Sente-se muito a falta de Fernandes e Júlio César nas laterais, o ataque, famélico por bons cruzamentos, padece e carece de quem mate a fome de bolas alçadas na área com categoria.

Edílson, após substituir Gabriel, deu um bom passe para que Kléber concluísse de cabeça, estava consumado o 4x1, o gol de Kléber foi a sobremesa que o torcedor queria.

Fica o registro da fome de gols que tem Marcelo Moreno.

Um feliz Natal!

Em (Professor RCOstermann, Uncategorized) por RCO em 25-12-2011

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Lembro do natal como algo mágico, papai acendia o seu cachimbo e embriagava a casa com o cheiro de tabaco, minha mãe cozinhava os quitutes próprios de dona de casa prendada que era. Eu aguardava com uma ânsia transcedental a vinda do Papai Noel que, segundo me diziam, só vinha a noite porque tinha medo que as crianças puxassem-lhe sua barba.

Após a missa voltávamos para a casa e os presentes repousavam sob a árvore, furtivamente colocados na nossa ausência, lembro de sair para a rua e encontrar o Guiga, aquele negrinho serelepe, quase sempre munido de uma bola, éramos felizes até tarde, jogando e brincando com nossos presentes trazidos pelo bom velhinho.

Mesmo que a magia tenha-se perdido com o tempo, o natal ainda me traz momentos mágicos, sentado ao meu lado, meu neto pergunta se Papai Noel recebe as encomendas por e-mail, lembro das músicas natalinas, olho para o lado e a maioria tem estes dispositivos para ouvir músicas.

Aos celestes Papai Noel tem sido bondoso, já trouxe dois importantes reforços, Marcelo Moreno e Kléber, tem ainda Sorondo, pode ser que seja importante, o tempo dirá.

O certo é que o natal já não é mais o mesmo, perdeu-se a magia, agora tudo é um tanto previsível, nem o amigo oculto é vertido de surpresas, cada um pede o que quer com valor estipulado.

No futebol não, aaaah não, a surpresa está em cada contratação, cada novo anúncio, cada nova especulação, cada notícia que sai sobre algum possível reforço, Esses anúncios fazem com que o torcedor se sinta novamente uma criança dos velhos tempos, esperando com uma ânsia ancestral pelo seu presente.

Para esses, Papai Noel costuma vir durante o dia, nos noticiários, sem medo nenhum que alguém lhe puxe a barba, talvez, apenas, as orelhas!

Um Feliz Natal aos leitores celestes desse inominável blog!

A resposta!

Em (Opinião, Professor RCOstermann, Pós-Jogo) por RCO em 28-11-2011

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A resposta para o post do menino Valdomiro: Voto para que Roth siga como treinador, não me importa onde, o que menos quero é que vire blogueiro, em verdade, já virou, escreve para o site aquele, aquele, site, aquele no qual eu também escrevo, oooooh diabo. Muito me dá medo que Roth decida que devo ser substituído, todos sabem que ele não gosta dos jogadores mais antigos.

A resposta, ao Grêmio, é mais do que a necessidade de se trocar o técnico, urge uma mudança de postura, essa é a resposta ao Grêmio apático que se viu nessas últimas rodadas, falta algo de temperamental ao Grêmio.

 

O ano terminará com um Gre-Nal, tenso, como a criança na manhã de natal. Para o Grêmio, um segundo título pode estar em jogo, sim, o primeiro foi contra o Flamengo, contra Ronaldinho, agora é contra as pretensões do Inter, é contra a possibilidade de Libertadores do Arqui-Rival.

O Grêmio merece mais, lógico, tem títulos incontestáveis, mas uma atual direção que patina no mesmo lugar, não dá novos caminhos, nem projeta horizontes bravios, sim, mas que podem glorificar o time como o redentorismo que atualmente é necessário.

 

A resposta, para a fatídica pergunta feita aos sussurros e aos berros, a pergunta que há 10 anos não quer calar, a pergunta que deve assolar o sono de todos os dirigentes, a pergunta que tu se indaga agora! O que falta para o Grêmio? A resposta é simples, basta que haja como o Grêmio.

Uma excelente semana a todos!

O Amor nos tempos da Cólera!

Em (Opinião, Professor RCOstermann) por RCO em 31-10-2011

 

Parafraseando o Grande García Márquez, o jogo de ontem foi a síntese disso, o amor da torcida em contraste com a cólera da mesma, afinal em campo desfilava seu futebol, por vezes desdenhante, o grande algoz da torcida celeste. Porém, ao que tudo indica, Ronaldo acusou o golpe, a cólera vinda das arquibancadas o fez anular-se na intermediária esquerda de campo, ali sofreu apupos, ali chamaram-no de pilantra, ali desapareceu o seu encanto e sua magia, foi apenas mais um.

Ainda assim os rubro-negros saíram na frente, fizeram dois gols, tudo parecia conspirar para que Ronaldo, pela terceira vez, enchesse os corações celestes de tristeza. Mas não, jamais, o amor da torcida prevaleceu, ela, a torcida, despertou o time, foi vibrante, foi superior, foi o ânimo que faltava dentro de campo. André Lima, ainda no primeiro tempo, num giro em que sua força física fez-se superior, chutou no canto do goleiro rubro-negro, era o início da reação, porém era tambem o término do primeiro tempo.

 

No intervalo, o burbrinho da desconfiança rondava as arquibancadas e cadeiras do Olímpico, o cochicho da desconfiança, o medo desfilava em vestes triunfais pelas escadarias. Mas havia a Esperança, aaaah a Esperança, essa moça de belas curvas, com decotes generosos e pernas a mostra, ela estava diante dos olhos de cada torcedor gremista, oferecendo-se, provocando e fazendo sonhar com suas carícias.

Mal começava o segundo tempo e o Grêmio, outra vez com André Lima, chegava a igualdade, a Esperança, insinuava-se cada vez mais, caminhava remexendo os quadris de forma sensual, agitava a todos nas arquibancadas, era desejada e assediada, estava ali, ao alcance de todos, mas ainda a um passo utópico de distância.

Quando Douglas fez o gol da virada, pronto, o frenesi foi instaurado nas arquibancadas, pulos, gritos, loucura extrema, juras de amor eterno, e a Esperança transformou-se em uma musa, ainda mais bela, ainda mais provocante, ainda mais sensual, a Realidade, aaaah quem não a ama? Quam não a deseja? Quem nunca sonhou com ela, em noites quentes do verão? Quem nunca a teve que atire a primeira pedra. A realidade, saciou o desejo de todos os Gremistas.

E quando Miralles marcou o quarto gol, a torcida explodiu, veio abaixo, instaurou-se um frenesí orgásmico que levou ao delírio toda a massa ululante de gremistas que compareceram no Monumento de concreto, finalmente a Realidade era dos gremistas, linda e apaixonante como sempre fora nos sonhos mais secretos de cada um presente no estádio, a comemoração parecia um ritual, gritos, urros, choro, a torcida estava em transe, o time estava em transe, era um vitória com uma virada histórica, dessas que somente quem ama de verdade pode acreditar.

 

Por fim, Ronaldo, saiu de campo, dizendo que os gritos da torcida não eram nada! Ronaldo, em toda a sua molecaem, voltou a ser criança, sentiu o golpe, mas não foi homem o suficiente para admitir, foi, mais uma vez, o moleque!

[análise do professor] Uma vitória que esperou 39 anos!

Em (Opinião, Professor RCOstermann) por RCO em 17-10-2011

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Pelé ainda desfilava sua genialidade em campo, sim, em 1972 Pelé ainda jogava, e foi nesse ano a última vez que os celestes venceram o alvi-negro praiano, 39 anos atrás, aaah transcorre o tempo no olhar, e se fecho os olhos sou capaz de me lembrar daquela magnífica Copa de 70, o melhor futebol do Mundo era real, era Brasileiro, aaaai os calções curtos, calor, altitude e deliciosos feijões mexicanos que eu e Pedro degustavamos nas saudosas noites aztecas.

De lá para cá, o Grêmio conquistou, o Brasil, a América, o Mundo, mas não conquistava vitórias fora de casa contra o peixe, até hoje. Com cerca de 28 minutos de jogo, tudo mudou, André Lima sofreu pênalti, Douglas cobou, o goleiro defendeu e Escudero marcou, foram necessários três jogadores para fazer um gol, para acabar com um jejum de 39 anos sem vencer o Santos em Brasileiros.

 

Chovia, o campo estava escorregadio, a bola traiçoeira e o Grêmio com um entrosamento raro, alguns profetas do desastre falavam em goleada, derrota acachapante, que Borges faria muitos gols, aaaai não, nada disso aconteceu, hoje, Victor estava seguro, A zaga bem posicionada, o meio criava e o ataque, com André Lima, tentou, investidas paravam no goleiro dos praianos.

Sonha-se com a Libertadores? Sim, ainda sonha-se, um sonho daqueles que ocorrem perto da hora de acordar e encarar a dura realidade, mas ainda assim um sonho, tênue, quase um devaneio de olhos abertos, o Grêmio demorou para reagir no campeonato, os pontos que escaparam em casa fazem falta agora.

Mas se depois de 39 anos o tricolor venceu o Santos, o que parecia impossível, por que são sonhar com 24 pontos e tornar o sonho da Libertadores tão real quanto aquele futebol -arte da década de 70.

[análise do professor] O Balneário, as Belas e o Grêmio.

Em (Opinião, Professor RCOstermann) por RCO em 14-10-2011

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Aproveitando o mote do corneta escrevo sobre a praia de belas, aaaah que maravilhoso viajar no tempo, com aquele sabor especial das recordações.

Lembro que íamos, eu e o Guiga, um negro serelepe, que diziam ter o corpo ensebado, tamanha era a dificuldade de marcá-lo no futebol, fazíamos nossas goleiras com as chinelas e no final, após estarmos encharcados de suor, apostávamos corrida até o Guaíba, para ver quem seria a mulher do vigário, o último a cair nas refrescantes águas do então rio. Bons tempos.

Bons tempos também eram aqueles em que o Grêmio era imbatível dentro de sua casa, perdia sim, claro, mas os adversário precisavam verter sangue pelos poros para sair com os três pontos.

Ontem sequer precisaram suar muito, terminava o primeiro tempo e já estava 2x0 para o Figueira, ao natural, ao meu ver com uma leve falha da águia tricolor, Victor, no segundo gol.

O segundo tempo trouxe um Grêmio mais voluntarioso, porém sem objetividade, bolas loucas alçadas na área, mas sem ninguém capacitado a cabeceá-las. Edcarlos marcou o primeiro dos celestes, mas logo depois o figueirense ampliou, era a pá de cal, a mesma pá de cal que soterrou minhas memórias quando resolveram aterrar o balneários da beldades, triste, mas real, igual ao Grêmio dos dias atuais.

RCOstermann – Coritiba 2×0 Grêmio

Em (Professor RCOstermann) por RCO em 09-10-2011

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Desfalques, mais desfalques após o jogo.

Celso Roth tem uma nevralgia complicada para o próximo jogo, Brandão machucou-se, quando parecia que desencantaria, sofre lesão e para. Há mamute, um garoto de 16 anos, imberbe, mas visto como forte promessa no Olímpico, nesse caso há que se ter cuidado, pode-se queimar um jogador de futuro.

Douglas volta, faz falta, o Maestro sabe preencher o meio de campo celeste, as jogadas de criação passam por ele, a visão e cadência de jogo, passam por ele, é necessário, sua displiscência quase que profissional, esconde um jogador diferenciado, Douglas conhece a bola e se enamora dela, faz falta ao time.

 

Embora a posse de bola sorrisse aos celestes, a efetividade foi quase nula, apenas um chute, que foi desviado, ainda no primeiro tempo, após boa jogada de Júlio César.

Foi o Coxa que abriu os marcadores, aaah o coxa, assim chamado porque era time de alemães, e os adversários locupletavam-se achincalhando os arianos, pela brancura de suas coxas, coisas do futebol. Pois bem, num chute de longe, de Léo Gago, a bola foi suavemete desviada por Victor, beijou com violência o poste e sobrou para Marcos Aurélio, chutar alto, forte e no ângulo inverso de Victor, 1x0 para os paranaenses.

O segundo gol dos paranaenses foi no segundo tempo. Jéci cabeceou para baixo, com força, uma cabeceada de cartilha, alguns poderão dizer que Victor falhou, não, não falhou, Victor não é um Gordon Banks, que defendeu uma cabeçada de Pelé de uma maneira tão bela e estética, que deveria ilustrar as paredes de qualquer um que queira ser arqueiro algum dia, não por menos foi escolhida a mais bela de todas as defesas da história das Copas. Victor portanto não falhou, uma bola daquelas, até mesmo para a águia Tricolor é indefensável.

 

Coritiba 2x0 Grêmio, a sequência de vitórias celestes foi interrompida, mas existe o fiqueirense logo a frente para se reabilitar e quando penso no figueirense, me vem a memória aquele magnífico turbilhão de gols de 2008, lendário.

 

Boa semana a todos.

Raul Costa Ostermann

Grêmio, Inebriante!

Em (Opinião, Professor RCOstermann) por RCO em 12-09-2011

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Mesmo que eu corra o risco de cair na mesmice, o Grêmio entrou num seleto grupo de times que buscam a vitória sempre, inebriante, avassalador, irresistível.

Um time compacto, rápido, envolvente e agudo. O Grêmio teve sempre em seu horizonte a vitória, a buscou, mas encontrou um São Paulo fechado, que tentava sair em rápidos contra-golpes, mas que pouco, ou quase nada, ofereceu de temor para a defesa dos celestes.

Falar do jogo de hoje sem citar Douglas, seria o mesmo que citar a travessia do mar vermelho sem citar Moisés, foi ele, Douglas, quem fez a zaga SaoPaulina abrir-se para que ela, a bola, fizesse sua travessia até o fundo das redes do festejado Rogério Ceni. O Grêmio abria o marcador, Douglas abria o marcador, a vitória descortinava-se para o Grêmio, a terceira seguida.

 

Classificar de desastrosa a arbitragem de Héber Roberto Lopes seria elogio, houve, no mínimo, um pênalti claro em favor do Grêmio, mas nem a arbitragem, nem a excelente zaga paulista foi capaz de impedir a vitória dos celestes.

O Grêmio, inebria pelo bom futebol, entusiasma pela vontade do time e encontra em suas individualidades um coletivismo perfeito, Julio César, que achado este menino serelepe, rápido, atrevido e certeiro, quando todos achavam que faria o cruzamento elo alto, foi rasteiro, centrando a bola pra Douglas, divino, maravilhoso, um gol de quem tem visão de jogo.

Escudero, mais uma vez, foi a imagem da vontade em campo, Mário justifica a cada toque de bola sua convocação, aaaah existem aqueles que frente a camisa amarela, acovardam-se, Mário não, este menino, que não deixa o futebol sumir, consagra-se cada vez mais como um craque, de jogo fácil e inteligente, deve desfilar, para tristeza dos gremistas, nos gramados europeus em breve.

Num crepúsculo de domingo, o Grêmio teve o alvorecer de seu bom futebol.

 

Prof RCOstermann

@RCOstermann

Vitória na Bahia.

Em (Professor RCOstermann) por RCO em 09-09-2011

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Se formos colocar um nome na vitória de ontem, que coloquemos o nome de coletivo. Foi uma vitória da coletividade tricolor, onde, o até então contestado Brandão fez gols, o seu primeiro, o seu gol redentor. Foi de cabeça, aquele negro, alto, forte, vigoroso e viril pulou, para, de testa, estufar as redes dos bahianos, Grêmio 1x0.

 

O segundo gol foi uma ode, daquelas a serem cantadas por bardos de todas as épocas, durante muito tempo, obrigado Douglas, por um elástico maravilhoso, Obrigado Brandão por cabecear, mesmo que na trave, obrigado Escudero pelo belo chute, aaaaah a sensação de plenitude, o chute forte, vigoroso desse predador sanguinário que é Escudero, apareceu matreiro, onde ninguém achava que poderia aparecer e de lá, alto, forte chutou para o arco, marcando o segundo gol dos celestes, o Grêmio se reencontrava com a vitória, longe dos seus domínios.

 

Se Escudero foi a força e Brandão a virilidade, Victor foi a leveza! Dizem que a nós, seres humanos, não nos é permitido voar, quem vê Vitor, sabe que tudo isso é mentira. A águia tricolor, agarra com garras firmes que não deixam a bola escapar, voa com a graça e segura firme a presa, ao desafiar o ar, foi leve como uma pluma, ao evitar gols denso como uma muralha. Victor em sua melhor forma, é um goleiro inigualável, ontem salvou o Grêmio, agarrou-se em seu objetivo, a bola, e dela dificilmente largou, voou para defesas embasbacantes, voou, para mostrar que ainda é o grande Victor, voou de volta aos braços da torcida. Victor, esplêndido.

 

Professor RCOstermann

@RCOstermann

A ressurreição do Imortal

Em (Opinião, Professor RCOstermann, Pós-Jogo) por RCO em 05-09-2011

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Não morrer nunca, caminhar no vale das sombras, sim, mas entregar-se ao destino final da vida, nunca, assim foi com André Lima, o guerreiro imortal, ressucitado neste último domingo, ressucitou frente ao seu público, ressucitou na frente de testemunhas, um milagre assistido e que deixou feliz até os mais céticos, ali, na frente de todos, operou-se o milagre do voltar a marcar gols.

 

André vinha de uma seca de gols, e quando saciou-se, foram logo com três, aaaah três magníficos tentos, força, coragem e ousadia, o primeiro, um chute cruzado forte que não deu chances ao goleiro dos paranaenses, a coragem, em seu segundo gol, arriscou, sem medo, de fora da área e a bola encontrou o canto dos atleticanos, o terceiro, a ousadia, ele quis cobrar o pênalti, queria sua redenção, queria o seu jubilo, queria, mais do que nada, mostrar que estava vivo, que cruzou o vale das sombras e de lá volto para os braços da sua torcida extasiada.

André redentor, André, impetuoso, André, guerreiro imortal.

 

Não se pode contar a história do jogo sem que falemos dele, Escudero, o argentino que começa a traduzir em bom futebol o seu investimento, está nas graças da torcida, marcou o primeiro, num rápido tabelamento com Douglas e André Lima, foi um ávido predador o tempo inteiro, tem o olhar dos felinos famintos, olhos a frente, como tem os predadores, pode ter o semblante dos despreocuados, pode ter a timidez , mas os selvagens são assim, acanhados frente aos outros, mas brutais frente a suas presas.

 

Os celestes celebram, a fúria da natureza tricolor ontem veio a baixo por quatro vezes, uma redenção a todos que esperavam famintamente o bom futebol do tricolor.

 

Professor Raul Costa Ostermann

@RCOstermann

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