Torcedor vive de emoção e usa muito pouco a razão, todo mundo sabe. No momento atual do grupo tricolor, impossível não ser racional e ver que um jogador está se destacando e ganhando a confiança plena da torcida gremista. É ele, o novo “Capitão América”(assim espero), Fabio Rochemback. Em 2011, ele pode alcançar a glória de levantar o caneco da Libertadores pelo seu time do coração, como já fizeram De León, em 1983 e Adilson, em 1995.

Ele chegou ao estádio Olímpico em setembro de 2009, e logo estreou sob o comando de Autuori, contra o Vitória, pelo Brasileiro, no dia 5 de setembro. Sua chegada foi comemorada pelo torcedor e não demorou muito para que seus vídeos de chutes de fora da área e eficiente marcação circulassem pela internet e criasse uma expectativa grande nos torcedores. Mas o atleta que chegou aqui lembrava de longe esse Rochemback, que saiu do rival e foi ganhar visibilidade, dinheiro e fama na Europa. Passou pelo Barcelona e amargava a reserva no Sporting até recebeu a proposta tricolor. Visivelmente acima do peso (mas demonstrando vontade e nunca se abatendo com as críticas), lento em campo e errando passes simples, não demorou muito para que a torcida do Grêmio caísse sobre sua cabeça (e eu também), chamando-o “carinhosamente” de Rocambole e Ruimcheback. Mea culpa!
Após a saída de Autuori, Silas chegou ao Grêmio e o colocou na reserva. Quando entrava em campo, não tinha atuações regulares, marcou poucos gols e seguia sendo “perseguido” pela torcida que estava acostumada com truculentos no setor. Os 200 e alguns mil reais por mês não estavam se pagando. Muitos treinos depois, seriedade nos trabalhos e a consciência de um futuro promissor com o novo técnico, Rochemback tem sua chance com o Santo, Renato Portaluppi. De banco irrevogável para titular absoluto, Fabio Rochemback foi dominando a meia cancha ao lado de Adilson, Vilson, Lucio e Douglas e quem mais pudesse estar jogando ali ao lado. Foi efetivo em passes, cobranças de falta e na marcação e, principalmente, no desarme. Perdeu peso (certamente pagou muita caixinha do Renato!) e foi brindado com a braçadeira de capitão. Nosso capitão é motivador, preciso e truculento quando necessário. E o mais importante: quer honrar esse manto, que é do seu time de coração, levantar a taça e entrar para a história.

De contrato renovado e feliz com o atual momento, Rochemback é só amores com a torcida tricolor. É aplaudido e seu nome é gritado nas arquibancadas. Renato, que dispensa comentários, possui total confiança nele.
A este Rochembach gremista, voando e “comendo a bola” vai o meu incondicional apoio. Nosso comandante em campo na briga pelo TRI da América.
Adriana Barcellos é gremista, porto alegrense, baixinha e, logicamente, invocada. Não usa vermelho e nessa vida louca, a única constante é o Grêmio.