[coluna do corneta] Ói nós aqui traveiz

Em (Corneta, Opinião) por Valdo em 19-09-2011

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Há na história das artes muitas obras que poderiam traduzir sinteticamente o ressurgimento incólume desta coluna. “Amargo regresso”, “Sonho de uma noite de verão” ou mesmo “Hellreiser – renascido do inferno“, mas o título supramencionado traduz bem a atuação circense e mambembe que o Grêmio conquistou no sábado – tal qual um circo de beira de estrada que insiste em trilhar sua saga inglória pelos rincões do país, tropeçando tropegamente cidade após cidade vivendo apenas uma “vida de artista” (ou, quiçá, vivendo o papel de pobre em baile de rico: é o último a comer, mas o primeiro a apanhar...).

Por primeiro, há que se comentar que não temos craques no elenco tricolor. Temos, sim, bons jogadores – que precisam ter suas qualidades aproveitadas a contento para que possam produzir futebol suficiente para ganhar os jogos. Isto posto, uma pergunta: porque Julio Cesar acha que é craque, então? Este é verdadeiramente um bom jogador, com francas qualidades no ataque – mas no jogo de sábado subiu aos píncaros de suas tamancas e resolveu que não precisaria marcar nada. A avenida romana (romana, Julio Cesar, entendem?) foi imperativa (de novo, romana, Julio Cesar, imperador, entendem?) para que o resultado fosse um malogro completo. (OK, todas as associações foram fraquíssimas. Nos perdoem. Não as tentaremos mais).

Mas nosso lateral esquerdo não é o único culpado. Edcarlos teve uma atuação digna de Rafael Marques, o verdadeiro imortal (dado que este último, a cada vez que é afastado, volta mais forte – este sim é imortal!). Alguém poderia emprestar para ele o manual de treinamento do DETRAN – marcando as páginas em que são explicitadas as sinalizações viárias de direção para um lado e para outro a este indivíduo, mostrando onde é o ataque e onde é a defesa... dado que muitas vezes seu comportamento em campo era digno de quem foi a passeio ao Rio de Janeiro, não para a disputa de um jogo.

O meio-campo e o ataque tiveram o desempenho que se espera do Grêmio atual em jogos fora: nulo, completamente nulo. Espasmos de ataque como os de Escudero, quando sofreu o pênalti não marcado pelo ladrão de plantão, foram raros (novamente) e esporádicos, fazendo com que o Vaxxxxco, marcando as laterais gremistas, deitasse e rolasse durante todo o jogo sem que esboçássemos alguma reação. E a negativa de reação gremista se deu por completo quando Adilson entrou – quem quer reagir coloca Adilson não no meio-campo mas sim como gandula, onde elepoderá ter uma atuação melhor do que tem dentro das quatro linhas de campo.Queremos crer que Celso Roth foi um visionário, tentando preservar Douglas de tomar o terceiro cartão amarelo para o próximo jogo. Só pode ser isso. Tem que ser isso, aliás. Por favor, que seja isso.

Enfim... por último: o leitor mais atento pode ver várias e várias redundâncias nesse texto doído e repetitivo. É proposital – assim como também é marcadamente natural a redundância que Celso Roth tem como ápices e quedas ao longo do cumprimento de cada contrato fechado por algum incauto clube. Nos primeiros vinte por cento do tempo de duração do contrato, Celso Roth mobiliza e ganha os jogos; depois, acontece um lento declínio na execução dos seus préstimos trabalhistas fazendo com que seja demitido antes do término da prestação laboral contratada pelo incauto empregador. Seu contrato com o Grêmio é de curta duração (até o final de 2011); em função disso, seu declínio já é evidente. Esperamos que ao menos os sete jogos que ainda acontecerão no Velho Casarão sejam de vitória, permancendo-se assim no panteão das glórias da primeira divisão para 2012. E que se começe o trabalho de planejamento, e já!

Até a próxima coluna!

Doutrinador & Conselheiro

[coluna do corneta] Erros de estratégia

Em (Corneta) por Valdo em 01-09-2011

Pequeno diálogo entreouvido após o jogo de quarta-feira:

 

TRRRIIIIIIM!

 

Conselheiro: - Alô?
Doutrinador: - EU TE FALEI!
Conselheiro: - Hein?
Doutrinador: - Eu te falei que tínhamos que ter escrito a coluna! Eu disse! Olha o que o Juarez fez!
Conselheiro: - Eu sei, eu acreditei... mas realmente não dá pra confiar no homem.
Doutrinador: - É, é isso mesmo! Mas não adianta, agora o que nos resta é escrever outra coluna. E que isso não se repita!
Conselheiro: - OK.

 

Clic!

 

E mais uma vez aqui estamos nós. Vamos abstrair o pênalti inventado para o aniversariante de hoje. Isso deve ser uma cláusula pétrea encravada nas entrelinhas do regulamento de qualquer campeonato que o Corinthians participe dentro dos limites da terra brasilis. Vamos relevar também que a rodada foi tão estranha, tão cheia de gols, que até o nosso time conseguiu fazer dois. E fora de casa, ainda por cima! Louros ao Douglas, que fez um belo gol de falta (o que provavelmente sustentará sua condição de chinelinho-come-e-dorme por mais alguns jogos até que as críticas voltem).

Ao André Lima? Bem... sabem aquela expressão "esse até minha vó entrevada (ou qualquer outro parente seu - mesmo que fictício - cuja probabilidade normal de fazer um gol seria abaixo de zero) faria esse!"? Precisamos dizer mais alguma coisa?

 

Agora sim vamos ao que interessa: mas que p... o Roth ainda me insiste com aquele Adílson!? Ele é tão inqualificável que até mesmo quando ele não faz nada errado ele tá no meio da burrada (lance do pênalti)! E, como se não bastasse isso, o ex-bigodudo sequer aproveitou que o juizão tentou disfarçar o favorecimento ao time da penitenciária expulsando dois deles, já que manteve o alemãozinho descoordenado na lateral-direita. Era engraçado, se não fosse trágico, ver o Grêmio tentando o abafa, o Corinthians marcando do jeito que dava e, quando a bola ia pro Adílson, NINGUÉM ia pra marcação, lembrando o futebolzinho que todos jogam no tempo livre, nos quais, pra poupar as pernas, nem se perde tempo marcando o podre do time adversário.

Ou foi isso que passou pela cabeça do Professor Pardal corinthiano ou foi simples aritmética simples. Sim, isso mesmo. Quando das expulsões, Tite, ao ver que seu colega de profissão me deixa o Adílson em campo, deve ter feito as contas: "se o alemãozinho vale por -3 e o juizão nos deixou com -2, tá em casa, ainda temos mais gente em campo". É duro...

 

Bom, finalizando, sorte nossa que esperamos pra fazer a coluna de hoje. Caso contrário, escreveríamos muita coisa sobre o confronto rothiano com o Renato. Que, pelas notícias, pediu o boné e largou o Patético. Patético? Com o time que temos, dá até medo fazer piada com o dos outros...

Até a próxima coluna!
 

[coluna do corneta] Edição especial

Em (Corneta, Opinião) por Valdo em 29-08-2011

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Hoje a coluna da corneta não vai cornetear. Parabéns!

Até a próxima coluna!

 

Assinam a coluna do corneta: Conselheiro e Doutrinador.

[coluna do corneta] A digestão

Em (Corneta, Opinião) por Valdo em 24-08-2011

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 Digerir um boi atravessado na garganta é tarefa para poucos, talvez apenas para jibóias renitentes que teimam em deglutir alimentos em tamanhos muito maiores do que o seu próprio organismo. Entretanto, estes animais tem essa capacidade - mesmo que façam essa digestão de maneira lenta, muito lenta.

Somos (Doutrinador&Conselheiro) como grandes jibóias. E, por isso mesmo, a coluna atrasou para que digeríssemos de forma mais conveniente e parcimoniosa e conseguíssemos expressar todo o sentimento que restou após o dominical apito final de Heber, o herege marcador de pênaltis. E esse sentimento precisa, ao que parece, de hectolitros de elixir paregórico e de Olina para que seja melhor expressado.

 

Já foi decantado aqui nesse espaço que a bola pune. Por isso mesmo, escalar uma grande quantidade de jogadores pertencentes ao escrete do Jimo Cupim é fator determinante para derrotas vis, das quais não se foge nem com mil muçuns ensaboados amarrados ao corpo. E, mais uma vez, os mesmos de sempre acabam fragorosamente falhando - vemos Victor rebater bolas infantilmente para a frente (e teve sorte no momento em que o jogador adversário estava impedido), assistimos pacientemente Rafael Marques não subir em nenhuma bola alçada na área tricolor (NENHUMA!), continuamos a ver Rochemback suando em bicas como as vertentes da hidrelétrica de Itaipu produzindo energia para acender uma lâmpada de geladeira, vemos tanto Brandão quanto André Silva como garotos propaganda do primeiro telejogo da Estrela, o PAREDÃO, ...enfim. E, mesmo assim - e, principalmente, com Adilson em campo, esse inominável - conseguíamos empatar o jogo, conquistando um ponto suado e valioso para quem está nas últimas posições da tabela.

E sobreveio a expulsão. E, com ela, a exaustão provocada pela incorreção do trabalho físico anterior - e que está sendo retomado agora com amor e Paixão pelo vestiário tricolor. Mas aqui reside a principal dúvida: ONDE Roth estava com a cabeça ao colocar LÚCIO no lugar do lateral DIREITO? Vejam bem o friso: DIREITO? Estaria pensando ainda nas ternas noites do verão gaúcho, ou com saudades da torcida tricolor tão receptiva ao seu nome?

 

Não sabemos onde Roth estava com a cabeça, nem sabemos o que se passa entre o ouvido direito e o esquerdo do nosso estrategista mor. Entretanto, nos parece que se a vó torta de Conselheiro estivesse de tamanco no banco em Goiás vestindo o manto tricolor, ela entraria no campo no lugar de Gabriel. QUE COISA MAIS ESDRÚXULA! O Grêmio precisa urgentemente comprar uma camisa de força, embutir Roth nela e pedir que ele só faça o ÓBVIO. Qualquer coisa pode ser feita, desde que ela seja ÓBVIA. Roth sempre foi saudado por achar soluções ÓBVIAS - e, quando deixava sua criatividade alerta, afundava.

Roth, faça tão somente o ÓBVIO. Foi para isso que você foi contratado. Incuta vontade nos seus jogadores - mande-os pegar no garrão - mas faça única e exclusivamente o ÓBVIO.

E começe pelo GREnal. É uma ótima oportunidade para começar a reconquistar o carinho da torcida tricolor, que já lhe foi muito grata (mas pelos motivos errados).

Até a próxima coluna!

[coluna do corneta] A bola pune

Em (Corneta, Opinião) por Valdo em 18-08-2011

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 Adilson, Vilson, Rafael Marques, William Magrão, Diego Clementino. Um elenco digno dos parlapatões mais pitorescos - ou de um time da nona divisão do Laos (se bem que há dúvidas se nos alagados e florescentes campos de arroz deste belíssimo país há a disputa do ludopédio conforme as regras que conhecemos atualmente).

 

Aliás, temos a dúvida se a caravana da desgraça listada acima conhece realmente o que é o futebol. Muito provavelmente foram apresentados num moderníssimo X-Box com Kinect, mas mesmo este dispositivo deve se recusar a repetir os movimentos errôneos provocados pelos indigitados acima. A Blue Screen of Death deflagrada a cada chute dos nossos patrocinados pela Jimo Cupim é apenas reflexo da qualidade estonteante dos nossos amigos.

 

Mas que não esqueçamos de outros jogadores. O Grêmio, no primeiro tempo, foi uma geléia digna da vovó Donalda - sempre tão cuidadosa com seus netinhos Huguinho, Zezinho e Luizinho. Pena que o Bafo de Onça (nosso técnico tão amado) não conseguiu ler que o jogo precisava apenas de um pouco de pressão na pífia zaga cearense - e, por corolário dessas situações, acabamos fracassando fragorosamente mais uma vez.

 

Se estivéssemos na direção tricolor, nós pagaríamos o resgate de Victor. "Como assim, resgate?" - perguntaria o incauto torcedor leitor dessa já tão malfadada coluna? É óbvio que quem está jogando não é o goleiro já tão decantado por suas magníficas defesas - mas sim um sósia, com menos habilidade, encontrado na rua da Praia com um colete "VENDO OURO". Caso essa nossa impressão seja equivocada, talvez seja o caso de mandar o nosso número 1 comprar o mesmo coletinho e ir batalhar noite e dia na esquina democrática, dando lugar ao rapaz de Campo Bom dar continuidade ao seu trabalho.

Hoje, mesmo Gilberto Silva - de regulares atuações nos jogos anteriores a este - esteve aquém de seu potencial. O time parece realmente carecer de uma referência em campo ou mesmo de posicionamento, fato que prejudica em muito o desempenho de todos os jogadores. William Magrão foi de uma carência em todas as valências; Adilson, nem se diga; André Lima fez o que normalmente sabe fazer - trombar com os adversários, mas não produzindo um lance sequer.

 

O pior diagnóstico da fase atual é a crença corrente de que os jogadores que estão fora serão a solução do jogo seguinte. No estágio em que estamos, nem a seleção do Uruguai inteira pode dar solução ao que vemos. O momento é de pelo menos tentar colocar os jogadores mais adequados - e, por favor, Roth, nem Diego Clementino, nem Rafael Marques são soluções (aliás, estes não são solução nem para o Dínamo de Três de Maio - quiçá para o Grêmio como um todo).

E - o pior de tudo - aí vem o GREnal. E com Roth na casamata. O medo assoma. Rezemos, pois!

Até a próxima coluna!

Doutrinador & Conselheiro

[coluna do corneta] Daonde menos se espera….

Em (Corneta, Opinião) por Valdo em 16-08-2011

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....dali mesmo é que não sai nada.

 A re-re-re-re-re-estréia de Sexy Hot no Olímpico Monumental não poderia ter melhor cenário: dia dos pais (claro, o Grêmio é como o pai do filho pródigo, sempre apto a receber de braços abertos seus filhos) e clima tétrico (tal e qual a situação periclitante que o clube passava logo antes de iniciar o seu jogo). Como corolário dessa situação, um esquema um-todos-um escalado garantindo a compactação tão pedida pelos masturbadores táticos da mídia atual. Do lado adversário, um time que parecia o Caxias com grife com um fanfarrão bêbado na casamata e outro no ataque. (quer dizer, isso é uma injustiça: quem disse que tomar 27 caipirinhas é realmente um bêbado?)

 

“TRAGÉÉÉÉÉÉDIA”, diria pertinentemente a mãe Maminha, participante de um programa esportivo da capital (daquela rádio onde o comentarista de arbitragem tem mais inspiração quando pensa na cor roxo bofetada compondo um novo look num esmalte). Os trovões insistiam em iluminar a noite pesada e escura, como se anunciasse um jogo difícil e duro (para se assistir). Mas deixemos de fazer essas ilustrações de ambiente para nos dedicarmos à uma ampla, detalhada e explícita análise do jogo em si.

Ganhamos, e era o que se precisava. Ponto, nova linha.

 

Finda a análise do jogo em si, nós poderíamos falar sobre a falha de Victor, a atuação pífia de Adilson, a insegurança de Collaço, o desespero rotor de Rochemback, a falta de domínio de bola de André Lima ou a instabilidade vertical de Leandro. Mas... calma. A corneta precisa ser analisada em outro contexto – e, mesmo com todas essas vicissitudes encontradas no elenco (ou apesar delas), ganhamos o jogo. Quiçá Sexy Hot mantenha-se quente (horrível essa) e continue mantendo bons resultados (se analisarmos bem, ainda não perdeu nem tomou gol!). Só, peloamordeDeus, não acabe o jogo com quatro volantes!

Há de se encontrar espaço para construir uma nova dinâmica de time – principalmente se este desconsiderar Adilson, William Magrão e Rafael Marques (nisso, Sexy Hot terá todo o nosso apoio). E, caso convidados, temos a certeza que o nosso técnico adorará nossas táticas medievais de motivação de jogadores – que envolvem um arsenal de “ferramentas de tortura medieval” (ops... não, não, Doutrinador, diga “joguinhos de dinâmica de grupo”!) para “alegrar o ânimo” de nossos atletas....

 

Rumo à vitória no Ceará!

Até a próxima coluna!

Doutrinador & Conselheiro
 

Coluna do Corneta – E eis que o filho pródigo torna à casa

Em (Corneta) por Valdo em 08-08-2011

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Paulo Pelaipe, Paulo Paixão e Sexy Hot – ops, Celso Roth – de volta. Já era tempo de colocar ao menos um pouco de disciplina na bagaça que estava o vestiário do Grêmio. A implantação do sistema Gestapo de administração – iniciativa precípua do plenipotenciário presidente Paulo Odone – parece ser um oásis de quietude num ambiente em que muitos e muitos falam e poucos fazem realmente alguma coisa. E essa maneira branda e calma de adminstrar um vestiário transpareceu no único coletivo feito pelo nosso comandante-em-chefe, onde suas doces palavras dirigidas ao nosso MESTRE com amiguelite trouxeram efeito no jogo de sábado.

Coisas do futebol. Adilson jogou quase na sua posição correta – na lateral do campo. Melhor seria se ele estivesse fora do campo, mesmo. Mas não podemos criticá-lo NESSE jogo, dado que não comprometeu na sua apuração do scalt. O mesmo pode se dizer do arqueiro: Victor não teve falha considerável no sábado – e ainda por cima fez duas ou três defesas importantes no decorrer do segundo tempo. Já se viu, ao menos, uma melhor organização tática – ao menos, agora, saímos da nossa área (lugar onde ficávamos nos últimos tempos, encurralados dentro do próprio campo tanto nos jogos em casa quanto fora) e ocupamos espaços no meio campo.

Rafael Marques, entretanto, continua deficiente. Sua atuação mantém sempre o mesmo nível de tomar rodopio do zagueiro sem que seja fornecida resistência (cabeçadas não são disputadas, o corpo a corpo na disputa de bola é evitado...). Caso seja contratado o tanque de ataque André Luis (quem se lembra do episódio clássico em que ele expulsou o juiz de campo?) – e transportando Mario Fernandes para a zaga novamente, teremos uma zaga compatível com o tamanho do clube.

O meio campo ainda não foi recheado de volantes, mas aguardamos ansiosamente o momento em que nosso obermeisterführer o fará. É da natureza dele, está no sangue; é fato concreto que isso acontecerá. Podemos aproveitar os tênues momentos em que ousaremos com um esquema (leia-se masturbação tática) de 4-2-3-1 antes que ele adote o esquema 1-TODOS-1 novamente, como é de praxe em sua carreira. Ainda assim, algumas ações urgem: Leandro, CORTA ESSE CABELO! Lucio, toma um Guaranaviton! Bruno Collaço, toma um Biotonico Fontoura pra crescer um pouco mais (isso é que dá pegar gente do infantil, ainda em fase de crescimento, pra jogar! André Lima, vai... bem, vai..., hmmmm.... vai... treinar de novo até acertar um chute!

 

Mas o resto do time não foi MAL. Não foi BEM também, mas não comprometeu. E isso é o que importa hoje. Sabemos que não cairemos, a partir de agora. Pelo menos teremos muito o que escrever nas próximas colunas sobre a tentativa de contratação do Wilson Matias (tomara que este já tenha seis jogos no campeonato) – porque, se deixarem o Roth trabalhar, é pule certa de contratação.

O resultado do jogo? Bem, o 0x0 foi bom. Isso é o que importa para o momento – não nos interessa a qualidade, apenas o ponto conquistado.

Até a próxima coluna!

Coluna da Corneta – Mais do mesmo (em todos os sentidos)

Em (Corneta, Opinião) por Dreher em 04-08-2011

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The Mustache rises again!

 

Mudanças à vista? Pode ser. Vivemos num mundo dinâmico, em que os resultados imediatos são cobrados a toda hora. E isso tem sua razão de ser, principalmente quando se há limites temporais e de quantificação: temos ainda 24 rodadas e, portanto, 72 pontos a serem disputados. A linha de corte para o não rebaixamento é 45 pontos - e o Grêmio, hoje, tem 14 pontos conquistados. Faltam, portanto, 31 pontos - ou seja, dez vitórias e um empate ou 43% de aproveitamento. Nosso aproveitamento com o Ursinho Gummy e o eterno ídolo tricolor é de 33,33%, portanto, e precisa urgentemente ser melhorado.

 

Há razões para esse baixo percentual de aproveitamento? Há, sim. O elenco mal projetado de 2011 - sem contingências ou com avaliações equivocadas das valências dos jogadores presentes hoje - é crucial para a situação vivida. No jogo de ontem, sem Douglas (recuperando-se de sua amiguelite), Gabriel (curtindo seu contrato com a Alpargatas S.A.) e com um time claramente sem orientação tática nenhuma, mais uma vez foi a repetição das inertes disputas que sucessivamente vimos descrevendo no campeonato brasileiro desse ano. Os mesmos erros se repetindo, os mesmos jogadores falhando, os poucos jogadores de sempre que possuem vitória pessoal se destacando mas não encontrando parceria... um misto de pouca vontade (diga-se de passagem, finalmente se percebeu um pouco mais de indignação no elenco, mas nada comparável a um Portugal x Holanda, por exemplo), desorganização tática, falta de fôlego e bateção de cabeça: essa é uma definição clara do que vimos ontem.

 

Victor tem tido contínuos altos e baixos. Sempre se disse que quando goleiro se destaca muito, normalmente é porque a zaga tem falhas visíveis: ontem, Rafael Marques se encolhe na cabeçada do zagueiro atleticano parecendo querer se defender de um ataque de um dragão inexistente. Cabeceia junto! Vai no corpo! Desloca e atrapalha o cara! Lúcio teve uma atuação digna de Gilson (sem maiores comentários). Vilson não apareceu muito - e Mário Fernandes correu feito doido tentando colaborar no ataque, onde, mais uma vez, Andre Lima ficou com saudades das cores branco e preta e insistia em dar passes para os adversários (já alertamos que nosso centroavante sedan não se dá bem contra times alvinegros).

 

De resto... tudo o mesmo. Com o adicional do Adilson ter jogado (coincidência ou não, foi ele ser substituído no intervalo que fizemos gol). Leandro entrou muito bem, não errando passes como no último jogo do Olímpico. Gilberto Silva e Fábio Rochemback fizeram a alegria dos locutores pelos seus nomes compostos e nada mais (nem comprometeram, nem... nada mais). Agora, a impunidade também não fica atrás: fazer entrar o Marquinhos e o Diego Clementino é assinar o atestado de óbito. Antes manda o Victor jogar de centroavante do que o Diego Clementino, pelamordedeus!

 

Vamos ver agora o que o novo vestiário pode nos oferecer. Um misto de expectativa, temor, raiva e desejo interno faz com que se meça muito bem o que se pode ter a partir de agora com o dono do bigode mais odiado do RS.

 

Doutrinador & Conselheiro
(Doutrinador & Conselheiro são dois sócios que há muito assistem os jogos do Grêmio em parceria, sempre com uma visão sui generis sobre os fatos do futebol).

 

Coluna do corneta – 6a edição

Em (Corneta) por admin em 01-08-2011

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Quinta-feira. Porto Alegre. Encerrada a coluna da corneta do jogo de quarta, bastava colecionar os argumentos para a coluna do jogo do sábado. A derrota era muito provável, obrigatória até, ainda mais para um time que sequer consegue se impor em casa. Os dias que seguiram só aumentaram a certeza do desastre. Douglas com quadro de aMIGUEdalite, Gabriel com qualquer outra enfermidade que o obrigasse a calçar sandálias Havaianas no aconchego de sua casa.

Sábado. Rio de Janeiro. Primeira apreensão. Adílson fora o escolhido para substituir Douglas no meio. A dúvida: irá loirinho demente fazer o que normalmente faz em campo ou irá querer encarnar o torcedor em campo e arrebentar os ligamentos de qualquer articulação do camisa 10 adversário, objetivando renovar contrato por mais 20 anos apesar de, nos demais jogos, não fazer qualquer coisa de útil? Pelo visto, profissional que é, optou pela primeira opção.

 

Falar do jogo é necessário? A versão oficial, do presidente, passando por treinador, demais dirigentes, assessor de imprensa e até alguns torcedores possivelmente anestesiados por anos de fracassos em campo, é de que o time jogou bem. Talvez tal conclusão passe pela observação do jogo do Flamengo do meio de semana. Talvez, após tal demonstração, estes esperavam uma possível goleada histórica, de forma que uma derrota por apenas dois gols seja até positiva. Vai saber...

Do primeiro gol, o que dizer? Bola alta na área do Grêmio é pânico constante, logo... A questão maior é o segundo gol. O “goleiro de seleção”, que teve sua melhor temporada em 2009 e, desde então, vive da fama obtida naquela temporada, deve ter esquecido o motivo pelo qual, ainda quando ainda era apenas um grandão desajeitado no interior paulista, viu-se na obrigação de tentar o gol para ter lugar nas peladas de fim de tarde com os colegas do colégio. Mostrando-se mais inconsequente do que o Adílson ao tentar um passe qualquer, Victor resolveu mostrar toda sua habilidade com os pés na frente apenas do traíra inominado. Imaginem o que aconteceu?

 

Daí até as entrevistas de final de jogo, tudo mostra que, se ainda há torre de pé no Olímpico, todos os que lá habitam perderam contato com a mesma. A seguir como está, algumas dúvidas pairam no ar... Será que a lenga-lenga dos Aflitos morrerá nas mãos de quem a criou, culminando este ano com o tri-rebaixamento? Será a nova Arena inaugurada num jogo contra o BOA Esporte numa terça à noite? Será que não há ninguém em condições de fazer nada melhor no futebol e no clube para evitar que as duas primeiras dúvidas se confirmem?

Enquanto essas dúvidas não são solucionadas, voltemos a procurar respostas em algum lugar no fundo dessa cuia de mate que vai esfriando aqui ao lado...

 

Coluna do Corneta – 5a edição

Em (Corneta, Opinião, Pós-Jogo) por Valdo em 28-07-2011

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 Pequeno diálogo entreouvido ontem via telefone:

 

Trrrrriiiiim!

D - Alô! Conselheiro?

C - Sim, é ele, Doutrinador! Como está?

D - Por aqui tranquilo... e aí no estádio, no jogo?

C - Cara, tá horrível... tamo perdendo.

D - Mas então vamos mandar uma mensagem com a hashtag #placarolimpico dizendo que a gente não vai fazer a Coluna da Corneta! Vai aparecer no telão e daí de repente eles não se assustam!

C - Não dá, o 3G não pega aqui no estádio.

D - Xi, então complicou, porque aqui onde estou só funciona o telefone mesmo...

C - Vamos torcer então. Até!

D - Até!

 

Julio Cesar teria dito "mea culpa, populus, mea maxima culpa" quando sofreu uma derrota para Vercingetórix, na Gália, antes da conquista deste mesmo território e da campanha da Bretanha. Diante do resultado e das condições que se apresentaram dentro de campo, temos que confessar que a culpa também é nossa - porque estamos sendo suaves em todas as nossas críticas até agora. Um choque de realidade começa a se fazer necessário: quem disse que de chinelos se vai ao longe? Quem disse que com penteados escabrosos se ganha jogo? Quem disse que com a esperança de ganhar, apenas, se ganha jogo?

 

A situação é periclitante e de salto alto não se ganha jogo, infelizmente. O que se viu ontem em campo foi uma equipe que está reiniciando um trabalho de posicionamento, mas em evidente transição de conceitos - e exatamente por isso não consegue jogar. Vê-se que há outro padrão de posicionamento em campo - mas os jogadores parecem peças de pinogol com a bola batendo em suas pernas e retornando à posse adversária. Falta inteligência e racionalidade no jogo, fundamentalmente. E falta também atitude: André Lima ainda está visivelmente fora de forma, porque não consegue nenhuma vitória pessoal até contra a zaga do time de ontem. Miralles entrou bem, mas seu histórico no Chile quanto a admoestações pelos diferentes árbitros demonstram que é um jogador que é competente em colecionar suspensões. Leandro... bem, temos que dar o desconto de que depois que tomou uma vaia não acertou sequer um passe - mas jogador de futebol TEM QUE ACERTAR PASSE. Que fique fazendo paredão durante duas horas por dia com cada perna para ter a delicadeza de acertar um passe na próxima vez.

 

A situação de Douglas é parecida com o célebre dilema de Tostines ("vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais?"). Antes que se faça alguma alusão com "fresquinho", deixamos claro que não é essa a intenção da observação; mas constatmos que ele corre, corre, corre, corre, corre... mas não consegue acertar um passe sequer (e aqui reside a dúvida - ou o dilema: os seus companheiros estão jogando agrupados e buscando os espaços ou estão se escondendo?). De Marquinhos, seu substituto imediato, só se imagina o ditado do barâo de Itararé: "de onde não se espera nada, dali mesmo é que não sai nada". Ele entrou em campo, compareceu no caixa para pegar o bixo mas...

 

Gilberto Silva e Fábio Rochemback tem nomes bonitos e compostos. Talvez por isso - ou para manter a motivação do locutor que anuncia os jogadores no início do jogo - é que se mantenha a escalação deles. Precisávamos ter dois volantes em campo ontem? Não era a hora de iniciar o jogo com jogadores que se poriam mais à frente em campo? Os dois não foram mal, mas é notório que sua disposição para ir ao ataque esbarra exatamente na falta de habilidade para tanto. O equilíbrio do jogo se deu exatamente ali - porque não tinha muito mais o que fazer, foram à frente mas não tinham ferramental para trabalhar naquela área de campo. O único ponto positivo da presença deles em campo é a ausência de William Magrão e Adilson - que Deus os tenha perto dele e longe do gramado.

 

Nossa zaga foi um caos no primeiro tempo. Melhorou quando houve a inversão de Saimon por Mário Fernandes - até os cupins da perna de pau do Bergson sabiam que essa era a melhor opção, mas nosso batatinha da casamata atendeu ao pedido do jogador para ficar na zaga e improvisou Saimon na lateral. O erro foi corrigido, mas o vício de origem é que tem que sê-lo - jogador não tem vontade, cumpre missão; se o técnico mandar o lateral esquerdo marcar o bandeirinha dizendo que é o cumprimento claro de uma função tática (frase complicada que em Titês, o dialeto de Tite, fica mais fácil: "arrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrasta Rrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrubens!"), ele tem que fazê-lo! E o Rafael Marques poderia aproveitar esse ímpeto tresloucado que tem de ir ao ataque quando a coisa está indo pro brejo e sair correndo do gramado, indo lá pro campo do Cruzeirinho ou coisa parecida. A falha de marcação do primeiro gol foi bola dele (caso alguém queira ver o gol do América, o zagueiro que fez o gol estava tomando um chá preto com o Victor até dois instantes antes da batida da falta - quando voltou para dentro da área e, desmarcado, cabeceou para dentro da meta de Victor). Quem é que marca o quarto-zagueiro do adversário? Normalmente, o quarto-zagueiro do seu time. E quem é o quarto-zagueiro do Grêmio?

 

E, gente, por favor... o goleiro do América-MG ontem era o NENECA. Tchê, não conseguir fazer gol no NENECA é uma façanha maior do que FAZER gol no Neneca. E só fizemos um! E ainda de xiripa!

 

Precupados, vamos aguardar o jogo do Flamengo. Poderíamos escalar um meio-campo com Pansera, Dinho, Djair e China, só para moer de pancada o Cifrãozinho. Mas isso já deve ser motivo para outra coluna...  Por falar em coluna, estamos pensando em fazer uma faixa com os dizeres "Grêmio: não queremos mais argumentos para nossa coluna". Oportunamente, divulgaremos a conta para contribuições para sua confecção. #tenso

 

Conselheiro e Doutrinador.

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