Quarta-feira, meio da semana, dia de futebol! O combustível para a massa trabalhadora deste país aguentar mais dois dias no batente e juntar forças para aguentar o chefe mais um pouco, o stress e engavetar o churras, a ceva e o bode até Domingo, o dia sagrado para visitas aos templos nacionais do futebol (e chiqueiros ribeirinhos aspirantes a campo de várzea).
Assim como o passageiro que não sabe em quem vai dar porrada primeiro quando seu vôo atrasa e acaba entrando em conflito com todos os representantes ao mesmo tempo (Infraero, Gol, Varig, Anac, Polícia Federal…), hoje, eu estava pronto pra sair no mata-cobra com FGF, RBS, Gaúcha, Diretoria do Grêmio, entre outros candidatos quaisquer que pudessem absorver a minha cólera pelo horário maravilhoso que foi definido para a partida entre Grêmio x São Luiz, no Estádio Olímpico: 17h.
Pô gente, vou perder a Sessão da Tarde! Bem, não adianta muito eu gastar mais um ou dois parágrafos tentando consolidar a indignação da torcida tricolor com esse tipo de absurdo e lembrar que a maior parte de nós estará trabalhando as 17h. Mesmo para que os costas-quentes da torcida, sendo uma quarta-feira, bem que podiam acomodar o jogo em um horário da noite e evitar os 65 graus celsius que anda fazendo na sombra. PQP…
Em relação ao jogo em si (ufa), acredito que será um bom teste para o time do Grêmio em vários aspectos. Vamos lá…
Primeiro: O Grêmio não terá Souza por seis meses. A minha curiosidade aqui fica por conta da reação dos demais jogadores a ausência do auxiliar de Tcheco. Perderemos um articulador veloz e de grande qualidade no trato com a bola (e com as colunas vertebrais adversárias), mas com isso podemos ter um ganho coletivo maior e oportunidade para que outros mostrem seu valor naquela posição, já afastando todos os corneteiros do futebol do Souza por um tempo. Então, corneteiros ingratos, veremos se é ruim com ele ou pior sem.
Segundo: Volta Hugo. As forças do universo conspiram a favor da presença de Hugo no time. Ele é contratado e Tcheco é demitido. Ele vai pro banco e Souza se quebra. O negão tem pacto com o capeta, certo. Brincadeira. Veremos, portanto, como se comporta o time e a dinâmica de jogo na trocar simples de Souza por Hugo.
Terceiro: Hora da verdade para a volância gremista. Não aguento mais a displicência e negligência de Adilson, Ferdinando e cia. Ou esses caras começam a apoiar alas, meias e zagueiros, ou a casa vai cair. Também fico curioso com a recuperação (desempanchamento) do Rochemback, porque se um dia ele jogou muito, ainda pode. E vamos parar com essa onda de “Fernando é cara”, porque, até agora, a única coisa que se vê nele é um volante comum.
Quarto: As mil faces do time do Silas. Vai ser 3-5-2, pelo que dizem na IV (Imprensa Vermelha). Seja no 3-5-2 ou 4-4-2, só peço coerência e continuidade. Gosta do Joílson? Tudo bem, então deixa ele no time por alguns jogos para que tu (e todos nós) possa avaliá-lo melhor. Não adianta trocar de escalação em cada jogo. Deixe que os considerados titulares ganhem a posição ao natural, como sempre acontece.
Quinto, último e mais importante: Impacto do Gre-nal. Devido ao pouco público esperado no Olímpico, a corneta será bem reduzida mas provavelmente muito densa ali na galerinha do banquinho elevado. A torcida, sinceramente, não me preocupa, porque ela reage a resultados e atuações, mas o time precisa mostrar que o Gre-nada foi apenas mais um jogo e entrar em campo pra ATROPELAR!
Se o Grêmio entrar em campo com a consistência tática esperada de seus jogadores, com uma escalação coerente e equilibrada, certamente vencerá, mas se convencerá ou não, só saberemos assistindo a partida. Vencer é preciso, convencer é desejável, e acertar o time o mais rápido possível é obrigação para quem sonha alto em 2010.
Grêmio pega o São Luiz no Olímpico escaldante