O jogo de um erro só

Em (Pós-Jogo) por admin em 31-01-2010

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Engraçado como existem fatos que transcendem nossa imaginação, ou pelo menos fogem do status quo. A começar pelo local do jogo: ok, já é o segundo ano em que o primeiro GREnal do Gauchão é realizado em Erechim e, é louvável ver um dos maiores clássicos do futebol mundial ocorrer sem problemas, sem hostilidades, com as torcidas dividindo o estádio ao meio por um até certo ponto frágil corredor de Brigadianos que não chegava a 5 metros. Ver as torcidas chegando juntas e indo embora juntas é utopia em Porto Alegre, mas perfeitamente possível na Terra da Amizade. Outra coisa incrível é a falta de sensibilidade da FGF (ou CGF, como se intitulam agora) para o horário e transmissão do jogo, deixando o torcedor da Capital que não tem pay per view a desenhar mentalmente os lances do jogo narrado pelas rádios e seus repórteres com comentários que, não raro, eram travestidos de ironia, procurando semear a discórdia por meio de seus microfones.

Cenas de paz em Erechim. Foto: ZH.com

Cenas de paz em Erechim. Foto: ZH.com

Seguindo na mesma linha de fatos inexplicáveis, foi duro de ver o Grêmio 2009 em campo novamente com Jonas errando em bola. Quando a acertava, faltava feijão no chute do atacante para que a redonda saísse com a potência necessária para vencer o mediano goleiro do adversário. Na defesa, fui surpreendido, desta vez positivamente, pelo trio formado por Mário, R. Marques e Maurício. Este último mostrou segurança e até certa elegância em alguns desarmes, segundo o comentário das rádios.

O que vimos foi um GREnal que foi decidido no detalhe, em um lance furtuito. Alguns Gremistas mais entusiasmados me criticaram quando eu disse que assinaria de olho fechado um acordo de empate em 0×0, ou quem sabe 1×1, pra dar mais emoção. Isso por um motivo muito simples: ganhando o GREnal, estaríamos imaginando que nosso time seria imbatível este ano, que não precisaríamos de mais jogadores qualificados para justamente adicionar qualidade ao time. Junto a isto, teríamos a sensação de que Silas é um mestre em estratégia: que só saiu perdendo todos os jogos para dar ao time ribeirinho a falsa impressão de que éramos um time em formação. Assim, esconderíamos a sujeira debaixo do tapete, arrotando caviar enquanto se come esterco.

Já no caso da derrota – que acabou acontecendo – teríamos a sensação de que Silas é burro, de que nosso time é uma piada, que Borges, Hugo, Leandro, Douglas e tantos outros que chegaram ou estão por chegar são apenas enganadores querendo tirar dinheiro do Grêmio sem jogar. Também começaríamos a imaginar que não vamos ganhar nem o Gauchão, que ficaremos no quase novamente e que nosso maior rival vai conquistar todos os títulos que disputar. Resumindo, mal começou a temporada e temos problemas muito maiores do que eles realmente são. E com a volta do coitadismo, viriam as decisões apressadas e a volta das “convicções” da Direção que todos sabem, não nos levaram a lugar algum nos dois últimos anos. Resta saber se isto foi ruim ou bom.

Por isso eu queria um empate. O empate seria justo pra mostrar que não estamos mal, mas que também precisamos melhorar. São poucos (e eu me incluo nessa) que conseguem ver isso, mesmo em uma derrota num GREnal. Afinal de contas, é início de temporada. Qualquer resultado ou série de resultados pode ser enganosa, se a estatística se restringir a uma amostra de apenas 5 jogos. Ou melhor, DOS 5 PRIMEIROS JOGOS!

Maurício teve uma atuação interessante. Foto: ZH.com

Maurício teve uma atuação interessante. Foto: ZH.com

Mas voltando à vida real e deixando de lado as divagações, este GREnal não valeu nenhum título, logo, não significou nada. Ganhou o time que não falhou. Qualquer falha do lado deles também poderia ser convertida a nosso favor. O que determinou o resultado foi justamente o fato de que nosso time cometeu o único erro que o time deles não cometeu. Mesmo assim, continuamos líderes do nosso grupo enquanto os amargos tentam se aproximar da ponta no outro lado. Já existe até uma análise matemática/estatística de que o Grêmio seria o 6º colocado, caso estivesse no mesmo grupo dos amargos. Mas isso é típico da imprensa vermelha – ou intrigueira e irresponsável – que adora conjecturar em situações que, por não terem acontecido, não têm como ser analisadas. Mesmo assim, insistem nos palpites e no que eu poderia chamar de “fundamentação sem fundamento” do não ocorrido. Como diz um grande amigo meu e Jornalista formado, com diploma e tudo, tem gente que passou pela faculdade de jornal mas se daria melhor vendendo churros…

Enfim, como desgraça pouca pro perdedor de um GREnal é bobagem, pra fechar “com chave de ouro”, a bizonha substituição do Souza e do Adilson somados ao esporro entre Silas e Do Canto mais as promessas de averiguação desta situação por parte do nosso Presidente sempre “preparado” para falar com a imprensa de comadres tem tudo para virar uma celeuma nessa semana que chega.

Não há muito o que se fazer se não aguardar as cenas dos próximos capítulos. Certamente haverão mudanças. Alias, têm de haver uma série de mudanças, e de preferência para MELHOR. Afinal de contas, temos uma Copa do Brasil a conquistar e, por mais que achem que tudo se perdeu no jogo de hoje, ainda estamos melhor do que nossos tradicionais adversários no Ruralito. Eles só estão em voga porque tanto seus setores de Marketing e Imprensa sabem trabalhar melhor que os nossos. Mais um erro nosso que eles não cometem…

A pé ou não, SEMPRE COM O GRÊMIO!!!

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Gauchão
Taça Fernando Carvalho – 5ª rodada

Inter 1 x 0 Grêmio

Inter
Lauro; Índio, Bolívar e Fabiano Eller; Nei (Bruno Silva), Sandro, Guiñazu, Giuliano (Andrezinho) e Kléber; Taison (Edu) e Alecsandro.
Técnico: Jorge Fossati

Grêmio
Victor; Mário Fernandes, Rafael Marques e Maurício; Joílson, Ferdinando, Adílson (Maylson), Souza (Fernando) e Lúcio; Jonas (Hugo) e Borges.
Técnico: Silas

Gols:
Inter – Alecsandro (34min/2ºT)

Cartões Amarelos:
Inter – Nei, Sandro e Guiñazu

Local: Estádio Colosso da Lagoa, em Erechim
Data: Domingo, 31 de janeiro de 2010

Árbitro: Leandro Vuaden (Fifa/RS)
Assistentes: Altemir Hausmann e Marcelo Oliveira (Ambos da Fifa/RS)

Mais uma vitória. E mais um susto

Em (Pós-Jogo) por admin em 28-01-2010

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Hoje vou deixar o pós jogo para nosso amigo e colaborador Rafael Souza que me mandou uma análise bem completa da partida contra o Santa Cruz. Aproveitem!
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Mais uma vitória. Outra vitória de virada, com muitas dificuldades (a maioria se repetindo desde o primeiro jogo), mas num jogo que trouxe ao torcedor do Grêmio muitas novidades, algumas lembranças e uma dose extra de esperança para o restante da competição.

O técnico Silas evidentemente utilizou este jogo para testar suas idéias de formação de equipe no esquema 3-5-2 e logo de início já fui supreendido quando vi a escalação de Joilson, que até o mês passado constava na lista de dispensas. Acho que o restante do time fechou mais ou menos com aquilo que se especulava: Victor; Mario, Maurício e Rafael; Ferdinando, Fernando, Fabio, Joilson e Maylson; Jonas e Borges.

Para fazer justiça com os jogadores do Grêmio, preciso lembrar que o jogo ocorreu no Estádio dos Platanos, num campo aparentemente bem menor que o Olímpico e com gramado irregular. Apesar não ser desculpa para derrota de nenhum time grande, as dimensões do campo dificultam muito quando a equipe adversária resolve se fechar e jogar no contra-ataque, e foi exatamente isso que o Santa Cruz fez. Com esta estratégia, o Santa abriu o placar, mas não resistiu a insistência do Grêmio e sofreu a virada: 1×2.

A defesa do Grêmio, ontem formada por Mario, Mauricio e Rafael, ainda sofre muito com contra-ataques, principalmente aqueles originados de cruzamentos vindos do campo de defesa em direção as laterais. Um pouco deve-se ao mau posicionamento dos zagueiros (que jogam adiantados), mas também a má marcação dos volantes e alas. Nos contra-ataques podemos perceber a linha de zagueiros correndo de um lado para o outro, enquanto os volantes voltam correndo desesperadamente e atrasados. Numa falha de marcação veio o chute de fora da área (um dos vários) e o gol do Santa. Victor falhou miseravelmente. Percebe-se no replay que ele caminhava lentamente quando viu a bola ser chutada, então tentou reagir, mas era tarde… Ele tem crédito. Santa 1 x 0 Grêmio. Outra vez saindo atrás no placar.

A ausência de Souza e Hugo faziam com que o meio utilizasse o armador para cadenciar o jogo e criar jogadas, deixando o ataque bem mais lento, mas permitindo que os alas participassem mais das jogadas. Os volantes Fernando e Ferdinando fazem o feijão com arroz e deixam a bola nos pés de quem tem mais habilidade. Fabio Santos deveria ser um deles, mas erra demais. Joilson, pelo outro lado, foi melhor, mas também é tecnicamente muito fraco e peca no acabamento das jogadas ofensivas. Para cobrir a improdutividade dos alas, Mario Fernandes passou o jogo todo saindo da zaga e agindo como ala. Essa atitude (um pouco irresponsável) atrapalhou o posicionamento do Joilson e deixou brechas enormes na lateral direita defensiva, mas proporcionou a melhor opção de tabelamento com os meias e atacantes. Ao final da partida podíamos ver Joilson trocando passes laterais com a defesa, lá atrás, numa mudança franca e dinâmica de posições com o Mario. E mais tarde, quando Lúcio entrou no jogo, a ala esquerda foi resolvida, num feliz deja vu daquela Libertadores 2007. Com belas arrancadas, cruzamentos e muita disposição. O cara parece que praticamente readquiriu a titularidade no Grêmio.

Sou daqueles que jamais abre mão de um jogador que saiba ver o jogo, pensar e armar com lucidez. Por isso gostei da opção inicial por Maylson, que entre os meias disponíveis é aquele que se parecia mais com um armador. Porém, falta nele a qualidade do último passe e arremate de maior qualidade. Não é atoa que foi substituído pelo ótimo Mythiuê. E este garoto entrou, driblou, movimentou-se por ambos os lados do campo, apoiou os atacantes, cadenciou o jogo procurando por opções e mostrou a habilidade que todos nós queremos no camisa 10 gremista. Este promete!

Ah, o que dizer sobre o ataque do Grêmio… Nele está hoje a admiração que eu tinha sobre a defesa ontem. Jonas passou quase o jogo inteiro esperando por uma bola no pé que não vinha, então acabava voltando até a intermediária para buscar a bola e tentar armar uma jogada. Ele já parece um pouco dependente do apoio de Souza e Hugo. Porém num lance isolado, Jonas armou para si mesmo, deu um chapéu digno de craque no zagueiro, progrediu e marcou um lindo gol. Era o empate: 1×1. Parece que cada vez mais o Grêmio é Jonas e mais dez. Mas para que o ataque fechasse com chave de ouro, Borges, num pivô clássico e repetindo o lance do jogo contra o Pelotas, resolveu a partida girando e batendo forte: 1×2.

Prefiro observar o jogo com o olhar do Silas, ou seja, admirando as opções, analisando a produtividade individual e coletiva. Porém o treinador ainda precisa anotar os erros em negrito, e utilizá-los sabiamento durante um esporro de início de treino, afinal, o Gre-nal vem ai ele não quer repetir Celso Roth, priorizando o amanhã, enquanto o clássico lhe rouba o emprego. O tempo passa e o time sequer tem formação e escalação definidas e ainda há jogadores para estrear. Agiliza a coisa ai, ô Silas…

Pontos positivos individuais: Mythiuê, Lúcio, Jonas e Borges.
Pontos positivos coletivos: o meio campo também funciona com armadores e menos velocidade nas triangulações; o esquema 3-5-2 foi aprovado com pequenas resalvas; alas passaram a apoiar mais.

Pontos negativos individuais: Fábio Santos e… tá bom, Joilson.
Pontos negativos coletivos: a defesa ainda está muito perdida nos contra-ataques; os volantes não participam tanto quanto deveriam; o meio não mostra criatividade na armação.

NOTAS
(relativas exclusivamente a atuação neste jogo, variando de 1 a 10)

Victor: Falhou no gol – 6
Mario Fernandes: Ótimo no apoio, mas neste jogo devia ser zagueiro – 6
Rafael Marques: Discreto, não comprometeu – 6
Mauricio: Também discreto e certamente menos que Léo, bem menos – 5
Fabio Santos: Bem na defesa, muito pouco no ataque – 4
Joilson: Fez seu papel, não comprometeu e foi prejudicado pelo Mario – 6
Lúcio: Velocidade e ataque efetivo pela lateral. Muito melhor que o seu titular – 7
Ferdinando: Um volante qualquer. Mal na marcação – 5
Fernando: Bom volante, simples, mas também displicente na ajuda aos alas e zagueiros – 5
Maylson: Muito bem ao cadenciar o jogo, mas muito mal na armação e na conclusão – 5
Mythiuê: Armou, se movimentou, atacou e me fez esquecer do Maylson – 7
Borges: Fez bem o papel de pivô, perdeu gols fáceis, mas deixou o dele – 8
Jonas: Não foi ajudado pelos meias. Armou para si mesmo e fez um golaço – 8
Rochemback: Jogou pouco tempo – Sem nota.

Silas: Fez o certo, entrou com 3-5-2. Escalou o misto que melhor lhe permitia observar quem pouco jogou e quando percebeu a dificuldade no jogo soube arrumar o time. Manter Jonas e Borges foi uma sábia decisão, pois para estes não há reservas – 9

OBS: Comentar um jogo assistindo pela televisão e com a câmera posicionada quase no alambrado é o fim da picada. Na próxima eu vou a Santa Cruz! :)
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Ficha Técnica:

Gauchão
Taça Fernando Carvalho – 4ª rodada

Santa Cruz 1 x 2 Grêmio

SANTA CRUZ
Cássio; Simônio, Ronan (Vinicius) e Glauber; Fabiano, Breno, Willian Paulista, Cleber Oliveira (Adílson), Éder Lazzari e Rigo; Evilásio (Murilo).
Técnico: Tonho Gil

GRÊMIO
Victor; Mário Fernandes, Maurício e Rafael Marques; Joílson, Fernando, Ferdinando, Maylson (Mithyuê) e Fabio Santos (Lúcio); Jonas (Fábio Rochemback) e Borges.
Técnico: Silas

Gols:

Santa Cruz – Evilásio (23min/1ºT)
Grêmio – Jonas (34min/2ºT) e Borges (45min/2ºT)

Cartões Amarelos:

Santa Cruz – Fabiano, Rigo, Breno, Cássio e Vinicius
Grêmio – Victor e Fernando

Árbitro: Jean Pierre Lima
Assistentes: José Franco Filho e Carlos Selbach
Local: Estádio dos Plátanos, em Santa Cruz do Sul
Data: quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Time Misto de Dúvidas.

Em (Pré-Jogo) por Valdo em 27-01-2010

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No último jogo no Olímpico Monumental ressurgiram vaias para o time, oriundas das Sociais e de outras partes do estádio, o que não é surpresa para ninguém por aqui – qual o motivo ? O nosso setor defensivo, que em 3 jogos contra adversários relativamente mais fáceis tomou 5 gols, sendo 3 deles dentro do Olímpico. O que mais se ouvia era: time faceiro, o Réver não voltou das férias, não tem meio defensivo e assim por diante.
Pois bem, eis que parte dos anseios dos que vaiavam (aka corneteiros) foram atendidos – o Zagueiro que estava “jogando mal” para o conceito dos mesmos  foi vendido para fazer caixa, pagar contas e afins e o meio campo defensivo (e ofensivo) vai ser totalmente diferente para o jogo de hoje a noite contra o Santa Cruz, (comentário aos corneteiros – cuidado com o que se deseja) pois o Adilson está pendurado, o Souza e Leandro sentiram dores (leia-se poupados) e o Hugo foi cuidar da vida dele (leia-se poupado também), sobrando o Fabio Rochemback, o Tulio e os jovens Maylson e Mithyuê para criação do meio de campo. Mas as mudanças não param por aí, nosso treinador ainda tem a possibilidade de trocar o Fabio Santos pelo Lucio (que tá pedindo passagem) e ainda o retorno do Mario Doril e a estréia do Mauricio (aquele que se agarrou aos tapas e beijos com o Obina em pleno gramado do Olimpico Monumental)
Resumidamente – O setor defensivo não estava confiável pelos motivos mais variados possíveis agora é um ponto de interrogação gigante sem o Rever e com a dúvida de escalar o Mario na lateral ou na zaga. O setor de meio campo defensivo que estava nas costas do competente Adilson agora estará nas costas do Tulio e do Rochemback (pelo que sabemos, ele tem costas e barrigas bem grandes para carregar o meio nas costas). Do meio campo pra frente não é necessário comentar – o Silas tem um bom problema para encaixar os ótimos jogadores que temos (e olhar o jogo para saber se ele poderá ou não escalar o Douglas no jogo de Domingo).
A grande dúvida que eu tenho é – como ajustar o time no que diz respeito ao meio defensivo ?
Ahn, claro que não podia deixar de falar no Jonas, que tá comendo a bola e é sempre uma esperança de gols na área do adversário.
Serviço do jogo:
Santa Cruz x Grêmio
SANTA CRUZ
Cássio; Simônio, Ronan e Glauber; Fabiano, Breno, Cleber Oliveira, Éder Lazzari e Rigo; Evilásio e Flávio Guilherme.
Técnico: Tonho Gil
GRÊMIO
Victor; Mário Fernandes, Maurício, Rafael Marques e Fábio Santos (Lúcio); Túlio (Fernando), Ferdinando (Rochemback), Maylson e Mithyuê; Jonas e Borges.
Técnico: Silas
Árbitro: Jean Pierre Lima
Assistentes: José Franco Filho e Carlos Selbach
Local: Estádio dos Plátanos, em Santa Cruz do Sul
Data: quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Horário: 21h50min

começou a feira….

Em (Corneta, Gestão do clube) por admin em 26-01-2010

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Faz tempo, mas eu lembro que ia seguido aos sábados com meus pais na feira realizada ao lado do Olímpico. Deve existir ainda já que ela era bem grande e com uma variedade muito grande de produtos. Justo do lado do Olímpico.
Buenas, todos sabem a dinâmica da feira né?
No ínicio, os caras te empurram o produto mais antigo e ainda tentam pelo maior preço. Quando estes não saem, eles colocam os mais novos, ainda com um preço alto. E fim de feira, já viu ne? Desconto, correria, sujeira, gritaria, falta de produtos….. a tal da “xepa”.
O Grêmio já começou a feira esse ano. E já está liquidando o time no início da temporada como se fosse fim de feira. Se valendo da clausula do contrato de Rever, que o tira do Olímpico com £5 milhões a vista, o Wolfsburg está próximo de ter um dos atletas mais promissores do clube. Vendendo alcachofra a preço de repolho. Maldita clausula. O Paulista de Jundiaí deve estar faceiro que leva uma boa parcela desse valor. A torcida ticolor não. Duda Kroeff afirmou ao ClicEsportes em 22 de janeiro que estava em negociações para adquirir mais 25% dos direitos do jogador e derrubar a clausula.
Claro que os investimentos para O ano de 2010 foram altos, a venda de um bom jogador aconteceria, mas não se pode esperar? Douglas Costa não foi suficiente pra dar fôlego ao Clube no início da temporada? Nosso conhecido passaporte para La Copa já vai começar. E Copa do Brasil é mata-mata. Antes de fazer o gol, é importante não levar.
Lembro bem da entevista antes de ir para a pré-temporada do nosso presidente. Algo assim “confio no planejamento do nosso departamento financeiro” ou “só venderemos jogadores se for conveniente e vantajoso pro Clube”. Me preocupa a saude financeira do clube e o time em campo. Réver não vinha no seu melhor futebol, é verdade. Mas alguém achava que a fase seria pra sempre? Que sua qualidade não ia aparecer logo logo?
Ainda por cima, nosso promissor zagueiro de formação, Mario Fenandes (que ainda NÃO jogou o Ruralito) parece ter afirmado que hoje prefere jogar na lateral. Isso seria ótimo, se Réver continuasse. Veremos a que veio Mauricio.
Meira, teremos novidades que acalmem estes corações tricolores? Acho bom começar a descascar esse abacaxi.

te sigo aonde for.

Seria a volta do 3-5-2?

Em (Opinião) por admin em 26-01-2010

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Recebi este texto do meu colega de serviço e amigo Rafael Souza com uma análise bem interessante sobre o Grêmio neste início de Gauchão. Como ainda não passou uma semana do jogo contra o Caxias, acredito que ainda valha a pena o comentário. Aproveitem a leitura!

Paixão 3 x 2 Caxias

Contra o Caxias eu vi o time do Paulo Paixão vencer com muita dificuldade. Digo isso porque, a velocidade e disposição foram as principais virtudes, aliadas a ajuda da defesa adversária duas vezes. Este último fato nos permite acreditar que não há fluência no time. Não há aplicação tática, nem organização ofensiva, nem consistência defensiva. Tudo é reflexo do pouco tempo de treinamento, mudança recente no comando e na escalação. Em dois jogos eu vi um Grêmio 90% Paixão e 10% Silas. Mas esta balança tende a equilibrar-se aos poucos.

O que me surpreendeu muito foi o uso de somente um volante. Coisa rara (e assustadora) de se ver. Contudo, o ataque acabou cobrindo a fragilidade defensiva e, como se fosse uma pelada de fim de semana, o importante foi fazer mais gols que o adversário antes do apito final, mesmo que alguns aconteçam “meio sem querer”. Não me agradou.

Desde o jogo contra o Pelotas que eu percebo no Grêmio a facilidade (já presente em 2009) em sair jogando da defesa para o ataque, mas quando a bola chega na intermediária, hoje, tudo fica mais complicado. Hugo, Souza, Leandro, Jonas, Borges, Maylson… Todos são jogadores de qualidade indiscutível e efetividade impressionante, mas não há entre os jogadores titulares um armador, um organizador, aquele jogador capaz de cadenciar o jogo e mudar o rumo previsível da bola. Até então Tcheco vinha fazendo este papel e acredito que Douglas o fará em breve.

Por isso, não enxergo com o mesmo entusiasmo a parceria, velocidade e habilidade dos jogadores de frente por enquanto. Toda vez que a bola chega nos pés deles, a dinâmica parece a mesma de um jogo de futebol de salão: toca, gira, toca, gira, até abrir algum espaço para a progressão. Porém, no salão o espaço é mínimo e a estratégia “tentativa e erro” talvez seja a melhor, pois a bola não pode parar um segundo no pé de um jogador no campo de ataque devido a pressão. No futebol 11, isso funciona muito bem quando a defesa adversária é fraca ou lenta, e quando a qualidade do time não permite prender a bola no ataque. Nos demais casos sempre é bom que um cara inteligente esteja lá para definir o rumo da jogada e controlar a posse de bola, principalmente quando o jogo requer paciência. Os exemplos de sucesso estão por toda a parte: Riquelme, Conca, Petkovic, Danilo, Cleiton Xavier, Tcheco e Douglas.

Não, Hugo não serve. Ele é um meia atacante, não armador/organizador. Podemos compará-lo com Diego Souza, que foi um dos melhores em 2009, mas cujo time sentiu muito a falta de Cleiton Xavier, quando este lesionou-se. Falta massa cinzenta no nosso futebol!

Hoje o 3-5-2 me parece o esquema mais sensato, já que sobram meias e faltam laterais de origem. Se o Silas utilizar dois volantes, tudo pode se encaixar depois de alguns treinamentos. Contudo, sabemos que o 4-4-2 traz maior equilíbrio a qualquer time, quando bons laterais estão presentes, mas colocará no banco ótimos jogadores de meio campo. São estes os eternos dilemas de um técnico bem servido.

Parece que 2010 começa promissor para o ‘amado’ Meira também, hein!? O foco já está quase todo sobre o Silas e muito pouco na(s) carência(s) do grupo.

Este é o momento para Silas esquecer os jornalistas e lembra que por estas bandas não há futebol arte! Um time equilibrado deve prevalecer sobre um colorido ataque cheio de nomes. E se você, torcedor, quiser sentir um pouco da aflição do novo comandante gremista, monte o seu próprio time e entenda qual é a sensação de não saber com qual brinquedo você vai brincar primeiro.

Sirva-se!

3-5-2: Victor; Mario, Rever e Rafael M; Adilson, Ferdinando, Souza, Hugo e Douglas; Jonas e Borges.

4-4-2: Victor; Mario, Rever, Rafael M e Lúcio; Adilson, Ferdinando, Souza e Hugo; Jonas e Borges.

4-5-1: Victor; Mario, Rever, Rafael M e Lúcio; Adilson, Ferdinando, Souza, Hugo e Douglas; Borges(Jonas).

Não esqueçam de Leandro, Henrique, William, Maylson, Mithiue, Magrão, Rochemback…

Mais sorte do que juízo

Em (Pós-Jogo) por admin em 25-01-2010

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Empolgado com a vitória de virada contra o Caxias e com o bom futebol demonstrado pelo Glorioso, levei ao jogo meu Padrinho e meu irmão pra que eles vissem em campo o Grêmio versão 2010 vencer mais uma partida. Ledo engano…

O que eu vi foi um Grêmio com dois volantes e dois jogadores a menos até o segundo tempo. Túlio, que entrou para compor o meio com Adilson mais à direita não entrou em campo. Cheguei a esta conclusão por vê-lo batendo cabeça na meia cancha, tendo poucos lampejos de jogador de futebol. Outro que estava só de corpo presente era Ferdinando, também pelo lado direito. Logo ele a quem eu tinha elogiado contra o Caxias teve uma queda terrível de rendimento. Lento, atrapalhado, perdia bolas fáceis. Réver mais uma vez mal em campo. Foi nas costas dele que saiu o gol do VEC. No segundo tempo melhorou, mas ainda assim não estava apresentando um futebol que fez com que a Lazio tentasse até fazer um crediário no Grêmio para levá-lo para Roma.

Jonas guardou o dele de novo. Foto: Daniel Marenco - ClicRBS

Jonas guardou o dele de novo. Foto: Daniel Marenco - ClicRBS

O VEC não me surpreende pois é um clube que sempre monta boas equipes. Eles vieram fechados e marcando forte. Isolaram Souza (outro que não entrou em campo), Jonas e Borges. Borges ainda assustou com um canhão que passou por cima mas pouco tinha a fazer em um time onde os meias não faziam a bola chegar no ataque, principalmente por causa de Hugo que teve um futebol apagado e displicente neste jogo. Casualmente, no único lance onde os meias trabalharam com os atacantes, Souza deixou uma bola açucarada para Jonas fazer mais um gol e provar que pode sim ser titular (embora esta ideia ainda me assuste um pouco).

Hugo teve futebol apagado ontem. Foto: Daniel Marenco - ClicRBS

Hugo teve futebol apagado ontem. Foto: Daniel Marenco - ClicRBS

Deu pra notar que Silas estava quase parindo uma criança na beira do campo vendo bizonhice atrás de bizonhice. Até que no segundo tempo ele tentou uma jogada para melhorar o Grêmio. Tirou Túlio que poderia ter sido expulso mas não foi e colocou o garoto Fernando que entrou muito bem, diga-se de passagem. Depois, tirou Fábio Santos que é um apoiador da defesa (SÓ ISSO!) e colocou Lúcio para dar mais velocidade ao lado esquerdo, e tirou Ferdinando colocando Maylson na direita. As mexidas surtiram efeito e poderiam ter se convertido em mais uma heroica virada se não fosse o bom goleiro do VEC. Falando em goleiro, se não fosse Victor, certamente teríamos perdido o jogo. O atacante João Paulo do VEC, além de fazer o gol incomodou por de mais a defesa, junto com Marcos Paraná, um meia muito habilidoso, expulso de maneira justa, mesmo com uma arbitragem tosca.

A arbitragem foi um caso a parte: dizem que as corujas são os animais mais sábios que existem mas esse árbitro Márcio Coruja é uma afronta ao animal que ele representa no sobrenome. Inversões de lance, cartões e faltas confusas, fã de segurar jogo. Ninguém no trio de arbitragem foi bem. Túlio deveria ter sido expulso e tudo que ele fez foi dar um cartão amarelo pro Adilson por reclamação. Bom para o Grêmio que, mesmo sem merecer, acabou se safando de uma derrota e da perda de invencibilidade no Monumental.

É bom alertar a torcida de que foi apenas o terceiro jogo no Ruralito contra uma tradicional touca. Mas temos que alertar o time que, deste jeito, oremos para não tomarmos um tufo dos morangos ribeirinhos. Temos time para ganhar este Ruralito com um pé nas costas mas ainda falta organização tática da equipe. Precisamos de padrão de jogo. Leandro fez falta ontem.

Dizem no meio profissional que não adianta nada ter copetência se não tiver sorte. No caso do jogo de ontem, a competência não subiu o túnel de acesso ao gramado mas a sorte estava lá, dentro do campo, junto com os quero-queros. Que nos próximos jogos, não precisemos depender apenas da sorte para não sermos derrotados. Até porque não gosto e fico assustado quando o nome mais gritado, comemorado e aplaudido durane o jogo é o do goleiro.

A pé ou não, SEMPRE COM O GRÊMIO!!!

Gauchão

Taça Fernando Carvalho – 3ª rodada

Grêmio 1 x 1 Veranópolis

GRÊMIO:
Victor; Ferdinando (Maylson), Rafael Marques, Réver e Fábio Santos (Lúcio); Túlio (Fernando), Adilson, Souza e Hugo; Jonas e Borges.
Técnico: Silas.

VERANÓPOLIS:
Vanderlei; Raulen (Mateus), Ademir, Marcelo e Romano; Marquinhos, Fernando Miguel, Eduardinho e Marcos Paraná; João Paulo (Dudu) e Kito (André Luis).
Técnico: Gilmar Dal Pozzo.

Gols:
Grêmio:
Jonas (19min/2ºT)
Veranópolis: João Paulo (8min/1ºT)

Cartões Amarelos:
Grêmio:
Túlio, Adilson, Rafael Marques, Réver
Veranópolis: Ademir, Marcos Paraná

Cartão Vermelho:
Veranópolis:
Marcos Paraná

Público total: 12.170

Renda: R$ 157.371,00

Árbitro: Márcio Coruja

Auxiliares: Paulo Conceição e Júlio Espinosa

Local: estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS)

Data: Domingo, 24 de janeiro de 2010

Domingo = Monumental

Em (Pré-Jogo) por admin em 24-01-2010

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Para Silas, jogar com um volante agora, só com três zagueiros. Foto: Jeferson Botega

Para Silas, jogar com um volante agora, só com três zagueiros. Foto: Jeferson Botega

Tornou-se praxe falar em dia de jogo do Grêmio em casa que “todos os caminhos levam ao Monumental”. Hoje não poderia ser diferente. Após a vitória contra o Caxias na quinta, é novamente hora de irmos para a Azenha alentar nosso Imortal rumo a mais uma vitória no tão amado e ao mesmo tempo odiado Ruralito.

O match de hoje é contra o perigoso Veranópolis. Sim, é perigoso pois já tratou de pregar peças no Grêmio em outras oportunidades. O time da Terra da Longevidade vem de uma goleada e um empate para enfrentar o Grêmio. O que tranquiliza é que Silas se deu por conta de que o esquema com um volante apenas é frágil e temerário de ser utilizado agora. Afinal de contas, se o pelotão de ataque não descer pra ajudar, nossa defesa vira uma peneira. Felizmente nosso técnico tem se mostrado um cara consciente. Em tempos de fome de títulos e com uma torcida exigente como a nossa, quanto menos invencionismo, melhor.

Apesar de reconhecer que este Grêmio está mais forte e mais efetivo no ataque que nos últimos 2 anos, também admito que a defesa está mais aberta que fole de gaita. Claro que é início de temporada, ainda falta pernas, apesar do excelente e visível trabalho da Família Paixão.

Há na boca pequena a especulação sobre um zagueiro, já que Mário “El Loco” Fernandes realmente vai ser efetivado na lateral. Se me pedissem uma sugestão de xarife da defesa – o que diga-se de passagem, dificilmente iriam fazer – eu indicaria o uruguaio Diego Lugano, ex-SPFW, atualmente no Fenerbahçe da Turquia. Líder em campo e peleador, seria nosso Hugo De Leon do século 21. Bueno, sonhar não custa nada. Vamos ver se o Meira dá um jeito. Se conseguiu trazer um esquadrão para o ataque, trazer um zagueiro como o Lugano não pode ser considerada uma tarefa muito difícil.

Não há desculpa para hoje termos menos do que 15 mil pessoas no Monumental. Se em uma quinta-feira após o expediente alcançamos esta meta, hoje, num domingo, é obrigação termos pelo menos 20 mil alentando nosso time.

Em tempo:

Panfletos distribuídos no jogo contra o Caxias. Depois não digam que não foram avisados!

Panfletos distribuídos no jogo contra o Caxias. Depois não digam que não foram avisados!

Já foi divulgado no jogo passado mas vamos reforçar o anúncio: a partir de 03/02, crianças menores de 12 anos só entrarão no jogo se tiverem o Cartão do Torcedor Gremista Menor. Esta é uma medida de segurança adotada pelo Grêmio em cumprimento a uma determinação da FGF e do Ministério Público. Portanto, não deixa pra última hora pra cadastrar teu piá no Exército Gremista. Vá na Central de Relacionamento do Olímpico e faça o cadastramento por meros R$ 5,00 (para confecção da carteira).

A pé ou não, SEMPRE COM O GRÊMIO no Monumental!!!

Ajustando as engrenagens

Em (Pós-Jogo) por admin em 22-01-2010

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Após um incômodo jejum de jogos no Monumental, eis que recomeça mais um ano de alento dentro dos nossos domínios. Este foi o típico jogo para matar a curiosidade sobre como joga este Grêmio versão 2010.

Embora tenha sido apenas o segundo jogo do time, podemos já tirar as seguintes conclusões:

  • O time está voando. Não é a toa que uma das melhores contratações do Grêmio pra esta temporada foi a da família Paixão.
  • Estamos finalmente fazendo gols oriundos dos atacantes, coisa que não se via muito frequentemente no Grêmio havia uns anos.
  • Ter apenas um volante faz a gente tomar gol até do Caxias.
  • O ataque foi consertado. Agora, o problema é a defesa.

Falando em defesa, não sei se o Réver ainda está fora de ritmo. Mas suas atuações nos dois jogos têm sido preocupantes. Aliás, o sistema defensivo como um todo parece ainda estar de férias. Muito pode ser explicado pelo esquema de jogo proposto pelo Silas contando apenas com o Adilson na proteção da zaga. Mesmo assim, em lances relativamente fáceis, deu pra ver que ainda não há confiança o suficiente por parte dos defensores. Ferdinando agradou na direita, embora deixasse uma avenida para o Caxias (foi assim no segundo gol do time da Serra). Fora isso, gostei do futebol reto e sem firulas do cara. Na lateral esquerda, Fabio Santos voltou a sofrer o pênalti da turma do amendoim. Não fez uma apresentação de gala mesmo. Mas tomar vaia no segundo jogo é muita corneta! Tem gente que não aprende mesmo. Lúcio foi perfeito no jogo. É meu titular para a lateral esquerda, sem sombra de dúvidas. Aguardamos a volta de Mário, Maurício e Henrique do DM e esperamos que o Rochemback estreie este ano.

Jonas comemora o terceiro gol do jogo. Fonte: Final Sports

Jonas comemora o terceiro gol do jogo. Fonte: Final Sports

Em relação ao ataque Gremista, este está arrasador. Digo com muita certeza que este é um dos ataques mais rápidos que o Grêmio já teve. A qualidade e visão de jogo de Leandro, Souza, Hugo e Borges são dignas de louvor. Jonas tem se mostrado uma grata surpresa. Fez jogadas individuais que deixaram a galera nas tribunas de boca aberta. Nem parecia o Jonas do ano passado. Tanto parte da torcida quanto imprensa acham que o time é Jonas mais 10. Eu não. Pra mim, Jonas ainda é uma ótima opção. Mas não unanimidade. Precisa mostrar mais regularidade pra justificar todo este frenesi, principalmente por parte da imprensa vermelha*. No mais, Leandro está se achando e comeu a bola. Borges é Borges. Sem comentários!

Resumindo a ópera, o placar foi justo levando-se em consideração o que foi apresentado. Há potencial neste time, não há como negar. Agora com a chegada de Douglas, Silas terá um enorme problema para escalar o time do meio pra frente. Se irá disputar vaga com Hugo ou Souza, não sei. Mas será uma briga boa pois estes dois andam jogando uma barbaridade.

O Grêmio 2010 é, na prática, tudo que Autuori falava na teoria mas nunca soube aplicar. É também um time de pegada, coisa que sempre esperamos em se tratando de Grêmio. A torcida está otimista mas as engrenagens estão sendo ajustadas. Vamos aguardar para ver até onde este time vai.

***

Sou obrigado a reconhecer que o Meira evidentemente está fazendo um bom trabalho. Trouxe jogadores que têm qualidade e, se continuarem mostrando o bom futebol até agora apresentado, evidentemente teremos muitas alegrias neste ano. Agora, é evidente que precisamos qualificar ainda mais o time. Precisamos, quem sabe de um xerifão na zaga. De preferência uruguaio ou argentino porra louca que possa dar esporro em todo mundo e deixar os atacantes adversários com medo de chegar na nossa área. Evidentemente, Meira está trabalhando nisso. Mesmo que não tenhamos alguma novidade, sabemos que podemos dar  crédito ao Meira, embora ele saiba que sempre será cobrado pela torcida, pois queremos muito um time campeão. Evidentemente…

*Espero que nenhum setorista se revolte com minha menção à imprensa vermelha. Caso haja revolta, bem… Somos Gremistas e pensamos assim. Não gostou? Não leia o blog…

Gauchão
Taça Fernando Carvalho – 2ª rodada

Grêmio 3 x 2 Caxias

GRÊMIO
Victor; Ferdinando, Rafael Marques, Réver e Fábio Santos (Lúcio); Adilson, Souza, Hugo (Túlio) e Leandro; Borges e Jonas (Maylson).
Técnico: Silas

CAXIAS
Ricardo; Alisson, Anderson Bill, Tiago Salleti e Ismael (Caçapa); Marcos Rogério (Mauro), Itaqui, Marcelo Costa e Lê (Edenílson); Éverton e Cristian Borja.
Técnico: Julinho Camargo

Gols:
Grêmio –
Borges (28min/1ºT), Anderson Bill (contra, 16min/2ºT), Jonas (24min/2ºT)
Caxias – Marcelo Costa (19min/1ºT); Éverton (22min/2ºT)

Cartões amarelos:
Grêmio –
Adílson, Lúcio
Caxias – Cristian Borja, Ricardo, Marcelo Costa, Marcos Rogério

Árbitro: Carlos Simon
Assistentes: Marcelo Barison e Alduino Mocelin

Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS)
Data: quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Público total: 15.230
Renda: R$ 323.644

** Em função do Pós jogo ter saído justamente em uma sexta-feira, não teremos hoje a Semana do Grêmio.

Hoje é dia de ir ao Monumental!

Em (Opinião, Pré-Jogo) por admin em 21-01-2010

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Como todos sabem, apenas um jogo não é decisivo para definir o ano do Grêmio, mas é parâmetro. Apesar da natural falta de entrosamento em muito lances, comum no início de temporada, gostei do futebol do Grêmio contra o Pelotas. Gostei da postura em campo no segundo tempo e principalmente do intervalo. Sim, do intervalo. Silas e sua comissão souberam redirecionar o jogo, fazer alterações precisas e reverter o placar com garra e vontade de vencer.Sentimento este que não víamos com clareza em campo e nem em nosso técnico no ano passado. A mudança do esquema foi fundamental para sairmos daquele abafa do fraco adversário. Ponto para o nosso técnico. A propósito, ponto também para a preparação física com a família Paixão, que já demostra sinais que foi uma das contratações mais acertadas da diretoria.

Desde o início de 2009 ouvimos que 2010 é o ano do Grêmio. O ano de 2010 é aquele em que a direção se referia sempre nos brindando com desculpas e justificativas para erros e acertos, para contratações e dispensas, para compras e vendas de jogadores durante toda a atual gestão. 2010 ta aí, portanto não tem há mais desculpas. A hora é agora. É o ano do dá ou desce, do vai ou racha.
Claro que o Pelotas é longe de ser um adversário com técnica e pompa, mas os times que enfrentaremos no início da Copa do Brasil também não o são. Dentro de uns 30 dias, o time estará bem mais entrosado, cadenciado e pegador paralelamente às retas finais dos campeonatos do início do ano. (Ruralito e Copa do Brasil, nosso conhecido passaporte para La Copa).
Enquanto este preparo ideal não chega, enfrentaremos um conhecido e sempre perigoso adversário hoje, no reencontro do time com sua torcida, no estádio Olímpico Monumental as 19h30.

Time da série C do Brasileiro e louco pra fazer um crime na Capital, o Caxias espera sair com um pontinho deste confronto, no entanto o técnico faz mistério quanto a escalação final, já que estará desfalcado, mas com a presença de um nome bem conhecido pelos gremistas: Itaqui.
Para o tricolor, a vitória garante mais 3 pontos e mais tranquilidade para buscar a melhor campanha para trazer os jogos decisivos finais para o Olímpico, diante de sua torcida. Quanto a formação do time, o Grêmio não contará com Mario Fernandes, ainda se recuperando de lesão, além de Maurício e Henrique. Outro “desfalque” é Rochemback que desde quando chegou ao Olímpico no ano passado busca sua melhor forma física além de ter contraído uma gripe esta semana. Tá dificil, hein?
As especulações tomam conta que Ferdinando jogará na zaga e Leandro irá tapar o furo da ala direita.
Provável escalação será Victor, Ferdinando, Rafa Marques, Réver, Fabio Santos, Adilson, Leandro, Hugo, Souza, Jonas e Borges.

Vamos lá que 2010 já começou.

Te sigo aonde for.

adendo pessoal:
Hoje também é dia de homenagem nas cadeiras do Olímpico. Amigos e a namorada de Carlos Frederico Kohler (30/10/1981 – 17/12/2009) estenderão uma bela faixa nas cadeiras, em frente à Geral, local onde ele costumava assistir a todos os jogos do nosso tricolor. Tenho certeza que ele vai amar a homenagem. Perdemos um gremista de fé nas arquibancadas, mas com certeza o céu ficou mais azul.

Argentina, La Boca, O Marketing e o Grêmio

Em (Destaque, Opinião) por Valdo em 19-01-2010

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Gremistas e Gremistas de todos os pagos, em recente viagem a Argentina, tirei algum tempo para brincar de profissão repórter nas ruas de

Uma das Entradas da Bombonera - a primeira vista chega ser decepcionante

Uma das Entradas da Bombonera - a primeira vista chega ser decepcionante

Buenos Aires e fui atrás de informações sobre o que os times de lá fazem para vender seu peixe, bem como procurei me informar de negócios, campeonatos, imagem do torcedor e o que eles sabem ou pensam do Grêmio. Para minha grata surpresa, esse último ítem me reservou surpresas muitíssimo interessantes, que vocês poderão ler abaixo.

Começando pelo início ou pelos primeiramentes, vi claramente que vender o peixe faz parte da cultura dos hermanos, seja a nível de turismo ou seja falando de oportunidades – No meu segundo dia de Buenos Aires fui ao bairro de La Boca/Caminito, onde fica La Bombonera e o Caminito (ponto turístico que por vezes se confunde como um extensão da Bombonera) – e por lá concluí que, precisamos comer muito feijão e trabalhar muito, mas muito mesmo em termos de Marketing e aproveitamento de imagem se quisermos chegar aos pés do Boca e River, e porque não dizer dos Hermanos como um todo (óbviamente que, como fui numa república do Boca, 95% do material era do Boca, mas ainda sim existia material do River – uma garrafa de um excelente vinho Malbec ). Realmente impressiona, e muito tudo oq ue eles fazem em termos de venda de imagem, produtos e afins, como vocês poderão ver nas fotos e no que comentarei.

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Foto de parte da loja do boca - estrutura de dar inveja a muita loja de departamento.

Foto de parte da loja do boca - estrutura de dar inveja a muita loja de departamento.

Boca/La Bombonera – um estádio velho, enfiando em um bairro “menos afortunado” em relação a outros, porém, um estádio onde cada centímetro quadrado é aproveitado, e principalmente, onde a maquiagem (pintura e reformas) nunca deixou de ser feita. Quem olha de fora, consegue enxergar as cores do boca porém nada que salte aos olhos, entretanto o grande barato do estádio é o que ele oferece pelo lado de dentro, onde podemos ver uma loja de que daria inveja a qualquer loja/estrutura maior por aqui, seja de clube ou outra instituição, um museu que faz jus ao clube e seus títulos e principalmente, uma valorização imensa aos craques do passado e do presente (pude ver numa parede do museu o nome de TODOS OS JOGADORES que já vestiram a camisa do boca gravado dentro de uma estrela, uma estátua do Maradona, fotos em tamanho real dos jogadores, mini-cinema com filmes das maiores conquistas).

Outra coisa, que não é novidade para nós, é a veneração que eles tem em relação a La Copa – Libertadores lá é sagrada, e é possível encontrar a miniatura da copa a venda até em bancas de revista no centro da cidade (a um preço beeeeeeem menos do que está sendo vendida por esses pagos) – podemos dizer que sim, a Copa lá é uma obsessão, e que o não ir para Libertadores é uma catastrofe para os principais times dele, além de claro, representar uma fortuna que deixa de entrar nos cofres, POIS LÁ ELES UTILIZAM A LIBERTADORES PARA GANHAR DINHEIRO COM SÓCIOS E PRODUTOS .

Museu da Bombonera - Fotos do craques em tamanho natural, e exposição dos títulos

Museu da Bombonera - Fotos do craques em tamanho natural, e exposição dos títulos

Seguindo, tudo que se visita no estádio é pago, o que gera uma fonte de receita imensa – para ter uma idéia, eu tive que enfrentar uma filma relativamente grande para comprar ingresso para o “Estadio Tour”.
Creio que com os exemplos dados e as fotos que o Grêmio explora muito pouco, ou melhor dizendo, quase nada o potencial de Marketing que temos. Sabemos é bem verdade que Porto Alegre não é uma cidade turística como Buenos Aires, no entanto, temos um potencial muito melhor em termos de estrutura a oferecer e temos uma massa de sócios e fãs de futebol muito grande a explorar. Considerando o bairro em que a Bomboneira está situada e seus arredores, eles tiram leite de pedra, vendendo o que tem – se eles tem casas pobres feitas com resto de materiais e com muitas cores, eles vendem isso para os turistas. O Boca tem inúmeros títulos e a paixão de seus torcedores, e eles vendem isso, em contrapartida, o Grêmio possui o amor de milhões de torcedores e inúmeros títulos e não vejo uma campanha de venda de produtos ligada aos títulos nem mesmo a paixão da torcida. Lá, existe um sala de produção (mini-cinema) onde é passado os grandes jogos do Boca, as grandes conquistas – obviamente, tudo pago. Para ter-se uma idéia da paixão que eles vendem, encontrei calcinhas com as cores do boca e com o símbolo do clube (não preciso dizer onde está localizado o escudo do clube na citada peça de roupa….).

Ainda sim, com todo esse panorama, o Grêmio é muito grande e suas conquistas o antecedem – todo táxi que eu pegava, ou todo o garçom que eu conversava eu perguntava e falava sobre futebol, e todo foram unânimes ao falar do Grêmio, o que me surpreendeu foi o que o segundo clube que mais ouvi falar foi o Corinthians – fruto do Marketing e do Ronaldo (mais uma prova que o Marketing é tudo).

Foto do Hommer Gremista, em meio aos times Argentinos.

Foto do Hommer Gremista, em meio aos times Argentinos.

Indo para os segundamentes, outro dia fui na Plaza de Mayo, e passei em uma loja de pequenos presentes e lembranças, onde vendiam bonecos do Hommer com camisas de clubes de futebol, e para minha surpresa e alegria, lá estava o Grêmio ao lado dos times Argentinos, e nesse mesmo dia, fui a uma loja na Av. Florida, onde o dono é fanático por camisetas de futebol e nosso futebol Brasileiro – e claro, não é surpresa que a camiseta que mais aparecia é a do Grêmio (e o clube mais lembrado por ele também claro – usando as palavras dele: “Tradição é tudo, e isso o Grêmio tem…”
Ahn, ainda bem que eu não sou fotógrafo, pois senão eu certamente morreria de fome – já fica aqui um pedido de desculpas pelas fotos.

Amanhã, farei a segunda parte do post, onde falarei da pré-temporada dos times Argentinos, torneios de verão e algumas coisinhas mais.

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