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O jogo de um erro só
Em (Pós-Jogo) por admin em 31-01-2010
Tags : derrota, Erechim, grenal, trapalhada

Engraçado como existem fatos que transcendem nossa imaginação, ou pelo menos fogem do status quo. A começar pelo local do jogo: ok, já é o segundo ano em que o primeiro GREnal do Gauchão é realizado em Erechim e, é louvável ver um dos maiores clássicos do futebol mundial ocorrer sem problemas, sem hostilidades, com as torcidas dividindo o estádio ao meio por um até certo ponto frágil corredor de Brigadianos que não chegava a 5 metros. Ver as torcidas chegando juntas e indo embora juntas é utopia em Porto Alegre, mas perfeitamente possível na Terra da Amizade. Outra coisa incrível é a falta de sensibilidade da FGF (ou CGF, como se intitulam agora) para o horário e transmissão do jogo, deixando o torcedor da Capital que não tem pay per view a desenhar mentalmente os lances do jogo narrado pelas rádios e seus repórteres com comentários que, não raro, eram travestidos de ironia, procurando semear a discórdia por meio de seus microfones.
Seguindo na mesma linha de fatos inexplicáveis, foi duro de ver o Grêmio 2009 em campo novamente com Jonas errando em bola. Quando a acertava, faltava feijão no chute do atacante para que a redonda saísse com a potência necessária para vencer o mediano goleiro do adversário. Na defesa, fui surpreendido, desta vez positivamente, pelo trio formado por Mário, R. Marques e Maurício. Este último mostrou segurança e até certa elegância em alguns desarmes, segundo o comentário das rádios.
O que vimos foi um GREnal que foi decidido no detalhe, em um lance furtuito. Alguns Gremistas mais entusiasmados me criticaram quando eu disse que assinaria de olho fechado um acordo de empate em 0×0, ou quem sabe 1×1, pra dar mais emoção. Isso por um motivo muito simples: ganhando o GREnal, estaríamos imaginando que nosso time seria imbatível este ano, que não precisaríamos de mais jogadores qualificados para justamente adicionar qualidade ao time. Junto a isto, teríamos a sensação de que Silas é um mestre em estratégia: que só saiu perdendo todos os jogos para dar ao time ribeirinho a falsa impressão de que éramos um time em formação. Assim, esconderíamos a sujeira debaixo do tapete, arrotando caviar enquanto se come esterco.
Já no caso da derrota – que acabou acontecendo – teríamos a sensação de que Silas é burro, de que nosso time é uma piada, que Borges, Hugo, Leandro, Douglas e tantos outros que chegaram ou estão por chegar são apenas enganadores querendo tirar dinheiro do Grêmio sem jogar. Também começaríamos a imaginar que não vamos ganhar nem o Gauchão, que ficaremos no quase novamente e que nosso maior rival vai conquistar todos os títulos que disputar. Resumindo, mal começou a temporada e temos problemas muito maiores do que eles realmente são. E com a volta do coitadismo, viriam as decisões apressadas e a volta das “convicções” da Direção que todos sabem, não nos levaram a lugar algum nos dois últimos anos. Resta saber se isto foi ruim ou bom.
Por isso eu queria um empate. O empate seria justo pra mostrar que não estamos mal, mas que também precisamos melhorar. São poucos (e eu me incluo nessa) que conseguem ver isso, mesmo em uma derrota num GREnal. Afinal de contas, é início de temporada. Qualquer resultado ou série de resultados pode ser enganosa, se a estatística se restringir a uma amostra de apenas 5 jogos. Ou melhor, DOS 5 PRIMEIROS JOGOS!
Mas voltando à vida real e deixando de lado as divagações, este GREnal não valeu nenhum título, logo, não significou nada. Ganhou o time que não falhou. Qualquer falha do lado deles também poderia ser convertida a nosso favor. O que determinou o resultado foi justamente o fato de que nosso time cometeu o único erro que o time deles não cometeu. Mesmo assim, continuamos líderes do nosso grupo enquanto os amargos tentam se aproximar da ponta no outro lado. Já existe até uma análise matemática/estatística de que o Grêmio seria o 6º colocado, caso estivesse no mesmo grupo dos amargos. Mas isso é típico da imprensa vermelha – ou intrigueira e irresponsável – que adora conjecturar em situações que, por não terem acontecido, não têm como ser analisadas. Mesmo assim, insistem nos palpites e no que eu poderia chamar de “fundamentação sem fundamento” do não ocorrido. Como diz um grande amigo meu e Jornalista formado, com diploma e tudo, tem gente que passou pela faculdade de jornal mas se daria melhor vendendo churros…
Enfim, como desgraça pouca pro perdedor de um GREnal é bobagem, pra fechar “com chave de ouro”, a bizonha substituição do Souza e do Adilson somados ao esporro entre Silas e Do Canto mais as promessas de averiguação desta situação por parte do nosso Presidente sempre “preparado” para falar com a imprensa de comadres tem tudo para virar uma celeuma nessa semana que chega.
Não há muito o que se fazer se não aguardar as cenas dos próximos capítulos. Certamente haverão mudanças. Alias, têm de haver uma série de mudanças, e de preferência para MELHOR. Afinal de contas, temos uma Copa do Brasil a conquistar e, por mais que achem que tudo se perdeu no jogo de hoje, ainda estamos melhor do que nossos tradicionais adversários no Ruralito. Eles só estão em voga porque tanto seus setores de Marketing e Imprensa sabem trabalhar melhor que os nossos. Mais um erro nosso que eles não cometem…
A pé ou não, SEMPRE COM O GRÊMIO!!!
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Gauchão
Taça Fernando Carvalho – 5ª rodada
Inter 1 x 0 Grêmio
Inter
Lauro; Índio, Bolívar e Fabiano Eller; Nei (Bruno Silva), Sandro, Guiñazu, Giuliano (Andrezinho) e Kléber; Taison (Edu) e Alecsandro.
Técnico: Jorge Fossati
Grêmio
Victor; Mário Fernandes, Rafael Marques e Maurício; Joílson, Ferdinando, Adílson (Maylson), Souza (Fernando) e Lúcio; Jonas (Hugo) e Borges.
Técnico: Silas
Gols:
Inter – Alecsandro (34min/2ºT)
Cartões Amarelos:
Inter – Nei, Sandro e Guiñazu
Local: Estádio Colosso da Lagoa, em Erechim
Data: Domingo, 31 de janeiro de 2010
Árbitro: Leandro Vuaden (Fifa/RS)
Assistentes: Altemir Hausmann e Marcelo Oliveira (Ambos da Fifa/RS)


















