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Dia de Adeus, dia de emoção
Em (Gremismo, Pós-Jogo) por admin em 12-12-2009
Tags : Adilson, Alexandre Xoxó, Arce, Carlos Miguel, danrlei, Dinho, Estrelas, Goiano, Jardel, Paulo Nunes, Rivalora, Roger

Ingressos comprados no segundo dia de venda para garantir um lugar cativo na despedida de Danrlei. Ele foi ícone de uma época que até hoje enche de emoção e saudosismo todos os Gremistas. Cancelei todos os compromissos para este 12/12/2009. Contava nos dedos os dias que faltavam para o jogo e até a Patroa estava começando a ficar de saco cheio de tanto que eu falava no tal jogo. Claro, estaria em campo o melhor time do Grêmio que vi jogar em toda a minha vida. Juntos 14 anos depois. Era muita ansiedade.
A preparação
Hoje, início de tarde, camiseta para autógrafos separada, meu cunhado de 6 anos devidamente uniformizado e até de caneleiras pronto para ir para o jogo que ele também aguardava ansioso, apesar de nem pensar em nascer na época que estes ases em azul, preto e branco encantavam o RS, o Brasil e o Mundo com seu futebol cisplatino e guerreiro. Um time que somente o Grêmio conseguia ser. De tanto falar para o piá sobre essa época de ouro, ele passou uma semana inteira enlouquecido, esperando pelo momento de ver o Grêmio em exibição de gala.
Dor e frustração
Quem me conhece, sabe que, com tantos anos de Olímpico Monumental, me dou ao luxo de não ir em jogo quando está chovendo, a menos que seja uma decisão de campeonato. Já estava tudo pronto e, às 15 horas, eu, minha esposa e o irmão dela, começamos nosso deslocamento. Passados 10 minutos, o motor simplesmente para. Tento ligar o carro de novo e nada. Começa a me bater um terror afinal de contas, eu podia perder qualquer jogo do Grêmio MENOS ESTE! Chamo o resgate que demora quase uma hora e meia para chegar. Olhando o carro ali, parado, ainda tentei fazê-lo funcionar mais uma vez sem sucesso. Lágrimas começaram a escorrer dos olhos. Fui acometido por um desânimo imenso que me impedia de pensar em qualquer coisa que não tentar ir ao jogo.
Durante a espera até fui encorajado pela minha esposa a confiar que chegaríamos a tempo de pelo menos ver o jogo. Pegar os autógrafos na camiseta já não era mais importante, contanto que estivéssemos no estádio. Depois que chegou o socorro e fomos para casa, já eram 16:55. Não daria mais tempo para ir ao Monumental. Até que, em um estalo, lembrei que o jogo passaria na TV por assinatura. Corremos para a frente da TV pois aquela seria a última chance de ver meus maiores ídolos novamente em campo.
Finalmente, O Jogo
Não sei por que cargas d’água tinha deixado minha camiseta da LA2009 e a bandeira em cima da cama. Só sei que me segurei a elas duas e liguei a TV para ver o jogo. Ao ver o time dos amigos do Danrlei entrarem em campo com Mazaropi, Jamir, Rodrigo Fabri, Rodrigo Mendes, Tarciso Flecha Negra, Claudiomiro, Anderson Lima e tantos outros que marcaram época no Grêmio, meu olhos começaram a ficar marejados. Finalmente entrou em campo o Grêmio 1995: Danrlei, Arce, Rivarola, Adilson e Roger; Dinho, Goiano, Carlos Miguel e Alexandre Xoxó; Paulo Nunes e Jardel. Esta escalação que tanto ouvi e que até hoje soa como música aos meus ouvidos até hoje estava ali, novamente entrando em campo. Na hora voltei a ter 11 anos, quando vi a primeira partida da LA1995 contra o Botafogo. Era à noite e meu Padrinho tinha me levado àquele que foi meu primeiro jogo noturno no Olímpico. Me lembro que tinha um helicóptero no centro do campo que decolou pouco antes dos times entrarem, naquele jogo que terminou 0×0. Na hora que os vi entrando em campo as lágrimas correram desenfreadamente. Estava novamente vendo, mesmo que há distância, os herois da minha infância.
A cada minuto jogado meu coração batia mais forte e eu ficava mais emocionado. Mesmo passados 14 anos, era o meu Grêmio favorito em campo, jogando da mesma forma que sempre jogou. Mesma postura tática. Mesma raça do Dinho. Mesma imposição de Adilson e Rivarola, mesmo com vários quilos a mais. Arce vai morrer sendo para mim o melhor lateral direito que o Grêmio já teve, quase fazendo um gol olímpico em ninguém mais ninguém menos que Victor. Danrlei mostrou suas defesas típicas de Danrlei. Às vezes espalhafatosas mas que levavam a galera ao delírio, como sempre foi. Carlos Miguel hoje são duas pessoas, devido ao peso. Mas aquele lançamento de canhota continua infalível. Pena o Arílson não ter aparecido para jogar e coordenar a meia com o Miguel, mas tudo bem.
Mesmo o jogo sendo do Danrlei, as atenções estavam nos dois da frente: Paulo Nunes, o Diabo Loiro e Jardel. Não se podia esperar muita coisa deles devido à malvada da forma física mas eu torcia que saísse um gol da dupla para reviver aquele Grêmio. Rodrigo Mendes mostrou que ainda sabe jogar bola e abriu o placar aproveitando um cruzamento preciso do Flecha Negra que continua jogando MUITO! Mesmo com o Grêmio 1995 “perdendo”, via-se que o clima era de total comemoração. A torcida aplaudia todos os jogadores a todo o tempo. Mas dava pra sentir que lá no fundo, todos queriam que o Grêmio 1995 ganhasse. Tanto que nem comemoravam tanto assim o gol dos Amigos do Danrlei.
Não demorou muito para aquele que foi, na minha modesta opinião, o momento apoteótico da tarde: Alexandre Xoxó entra na área e o véio Mazza faz uma saída ES-PE-TA-CU-LAR do gol. No rebote, Paulo Nunes passa Mazza com um balãozinho e cruza de perna esquerda dentro da área na cabeça de Jardel. Todos sabemos como terminou o lance: GOL DO GRÊMIO!!! Naquela hora voltei a chorar de alegria por ver este tipo de lance depois de tanto tempo, e frustração pelo fato de a porcaria do carro ter me privado de estar no Olímpico vendo este lance ao vivo.
Final de primeiro tempo e o time dos Amigos do Danrlei estava ganhando por 3×1. No intervalo, o próprio Danrlei avisou que traria uma arma secreta para equilibrar o jogo. E trouxe três: Douglas Costa, Souza e Assis.
Torcida pagou vale
Quando Assis entrou no Grêmio 1995, uma vaia gigantesca tomou conta do Olímpico. Não voltaremos a contar a história do Ronaldinho mas, como havia dito o Maurício Saraiva, esqueceram que foi o próprio Assis o motor do time Campeão da Copa do Brasil em 1989. Não vou fazer juízo de valor sobre o Assis ser mocinho ou bandido. Temos que ver que naquele momento tínhamos um dos muitos craques que nosso Grêmio já teve. Cada toque na bola, uma vaia para Assis. Torcida pagou vale e tirou um pouco da beleza do espetáculo vaiando aquele que pode ter sido bandido em um episódio da história mas, também responsável por várias conquistas do nosso Tricolor.
Mesmo assim, Assis fez o gol de empate do Grêmio 1995 e, de certa forma, foi absolvido pela parte da torcida que realmente torce pelo Grêmio. A parte que corneteia não adianta, vai viver corneteando e nem o gol foi motivo para parar com as vaias. Pelo menos foi brindado com uma avalanche da Geral em uma prova de consideração pelos serviços prestados ao clube. Jardel já tinha feito o segundo gol do Grêmio 1995. E provou porque depois dele entramos em carência de um grande ídolo na frente, coisa que estamos reconquistando ao ter Maxi “El Tanque” López vestindo a lendária camisa 16.
O gran finale para Danrlei
Ao sair para a entrada de Murilo, Danrlei se despediu oficialmente do esporte que o consagrou. Entre várias homenagens antes, durante e depois do jogo, Danrlei mostrou porque é ídolo. Como nós todos, Danrlei é sangue nos olhos, é agitado, tem desejo de vencer. Como todos nós Gremistas costumamos dizer, vivemos de loucura. Danrlei também. E hoje, encerrou sua carreira vencedora proporcionando a nós Gremistas um revival de como era o Grêmio que nos tornou loucos. O Grêmio que nos fez chorar de felicidade com vários títulos. Títulos que tornaram a Av. Goethe nossa segunda casa (depois imitada pelos símios ribeirinhos sem criatividade, enfim…). O Grêmio brigador, copeiro, raçudo. Foi MUITO BOM rever tantos monstros da história Tricolor. Ver Nildo e Jacques novamente jogando pelo Grêmio foi muito legal. André Vieira, Scheidt, Zé Alcino e tantos outros que tiveram um pedaço da sua história eternizada no Monumental e que hoje fizeram história novamente sendo reverenciados por esta torcida que é alma, é coração, que canta o tempo inteiro. Lindo espetáculo mesmo.
Pra encerrar, gostaria de agradecer ao Danrlei por tudo que ele representou nas nossas vidas. Obrigado pelo teu Gremismo! Obrigado pela tua garra, tua vontade de defender o Grêmio. Graças a ti, hoje todos nós Gremistas temos um pouco de Danrlei. E acima de tudo, OBRIGADO por presentear a nós torcedores a honra de ver de novo o time que embalou uma década, uma geração como a minha. Só de lembrar esta tarde, as lágrimas retornam pois este time significou muito para mim e para o resto dos Gremistas também. Até acho que foi melhor não ter ido ao Olímpico. Afinal de contas, pude aproveitar melhor cada lance, cada replay, cada entrevista e cada declaração de Gremismo que emociona ao ouvir. Só isso já me fez sentir mais feliz.
Hoje vou dormir de alma leve relembrando cada momento do jogo de hoje e lembrando do verdadeiro Exército Gremista: Danrlei, Arce, Rivarola, Adilson e Roger; Dinho, Luis Carlos Goiano, Carlos Miguel e Arílson; Paulo Nunes e Jardel
A pé ou não, SEMPRE COM O GRÊMIO!!!
PS: ainda no início dessa semana, fotos e vídeos do APB sobre este jogo para a história… AGUARDEM!
PS2: Puma acertou a mão em fazer a réplica da LA1995. Baita jogada! Certo que vou comprar uma número 4 pra mim!
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Ridícula a atitude desses que vaiaram o Assis. Primeiro porque o que ele fez no Grêmio (títulos do Gauchão – campanha do Hexa, e copa do Brasil 89), segundo porque o Grande vilão da história é um ex-presidente que deveria ser banido do Grêmio e por fim, em dia de festa vaiar alguém, é no mínimo falta de educação – mas uma enorme falta de educação.
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Além de chorar no jogo, chorei também lendo esse texto.
Gremio forte, aguerrido e bravo! Jamais esqueceremos esse time que honrou a camisa do Gremio como se deve honrar!
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nossa, eu não imaginei que iria me emocionar tanto. Chorei copiosamente ao ver esse time entrando em campo de novo. Foi uma emoção inexplicável, uma sensação que vou guardar para sempre. Cresci vendo esse time jogar e fui a quase todos os jogo da Libertadores 95. Ver um cruzamento de Paulo Nunes para cabeçada e gol do Jardel foi algo maravilhoso. Alegria maior vai ser ver a minha camiseta azul celeste autografada por estes ídolos. Danrlei, além de uma carreira de glória e titulos do nosso tricolor, nos presenteou com a reunião de todos estes jogadores novamente. Marcou seu lugar na historia do Grêmio. Quantos jogadores conseguiriam trazer tantos ex-craques e a multidão naquela tarde instável de sábado??? vou guardar para sempre na memória este jogo.
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Fodásticamente foda ver o time de 95 jogar novamente…
e a jogada típica: goiano pra paulo nunes no meio que toca manda na direita pro Arce que vem correndo e cruza… dessa vez o paulo nunes se atravessou, mas ela ia pro Jardel…
Ver o dinho xingando qdo tomou gol, dando chutão…
Adilson comandando a defesa (apesar de estar sem tempo de bola pra bola area) com chutão, encontrão e carrinho…
Tarciso poderia jogar no time principal do Grêmio… entrando no segundo tempo seria mto mais util q Herrera e Perea…
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Sem idade nem peso, por vezes Rivarola e Adilson em carrinhos e divididas duras, Dinho com a rispidez de costume, Arce e suas refinadas subidas e faro da dupla de ataque nos deram 45 minutos da alegria de 1995, uma lembrança deliciosa de como é confiar em alguém que defende as cores e o escudo da nossa família, do nosso exército.
Foram poucos lances, algumas defesas, um cruzamento e um gol. O suficiente para este torcedor. Pois, amigos, uma gota de Guinness pode fazer um homem chorar, relembrar e lamentar o fato de estar bebendo Kaiser a quase 15 anos. Poucos lances são necessários para saber que o atual Paulo Nunes produz mais em 20 minutos que Herrera e Perea em 90. Fácil notar que este Carlos Miguel, cuja massa hoje deve-se elevar ao quadrado, faz tanto ou mais que a maioria dos bagres inúteis que ‘atuaram’ como meias em grêmios displicentes e semi-rebaixados, vices ou obinistas. E temos também a certeza que o refinamento de Léo, a técnica de Rever (digna de Seleção), ou a polivalência, velocidade e promissora carreira de Mario Fernandes não nos fazem respeitar os números 3 e 4 como Rivarola e Adilson faziam somente com um olhar. Além de que ambos, ao levantar as travas, terminavam com a carreira de robinhos, nilmarzinhos, patos e marrecas daquela época.
Sinto muito, caros positivistas, pirralhos pós-95 e cegos tricolores, mas sinto ser mais fácil torcer para que a Copa do Brasil, a Libertadores e o Mundial sejam mais cariocas, como foram 2006, por exemplo, para que as nossas ‘damas’ possam vencê-los.
Não vi Felipão, é verdade. Ele não veio. Se visse, eu teria acreditado que, com alguns gritos, ele colocaria todos em forma no intervalo, retiraria 15 anos das suas costas e faria o time dos amigos querer não estar lá. Contudo, para o bem do meu coração, agora não estou achando que Silas nunca será Felipão, ou que Mano foi uma leve brisa que passou por aqui, comparada ao tufão de 95.
É preciso ter fé e esperar que a GremioMania me venda uma réplica da camisa de 95 com uma caixa de Lexotan, e assim me permita pensar que Rafael Marques, Rochemback, Souza e Jonas podem iniciar a jornada gloriosa em 2010, como aconteceu em 1994. Aliás, o Ceará só pega o Grêmio na final… ufa, um alento.
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