O jogo de logo mais não tem significado nenhum pro Grêmio em relação ao BR2009. Porém, está em jogo a honra Tricolor. Está em jogo nossa invencibilidade no Monumental! Já ouvi, vi e li muitos ditos Gremistas dizendo que a hora é de entregar para não ajudar os habitantes do aterro. Pois digo que estou cagando e andando para o aterro, ou qualquer outro clube que venha a ser beneficiado com nossa vitória. Da mesma forma que estou cagando e andando para o Palmeiras, tradicional rival dos anos 90, e seus dirigentes reclamões.
Hoje é um jogo para que se honre o Manto Sagrado Tricolor! É jogo onde não se espera menos do que a vitória!
Era mais um jogo fora. Mais uma possibilidade de derrota. Com a mão de Marcelo Rospide, nosso Grêmio finalmente jogou bem fora de casa. Não tinha visto uma boa apresentação do Grêmio fora do Olímpico neste BR desde o jogo contra o Palmeiras no Parque Antártica. Desta vez, pegamos o time das Smurfetes, digo, cruzeirinho (sim pois Cruzeiro de verdade é o Estrelado do Alto Petrópolis, aqui em Porto Alegre). Um grande amigo meu, mineiro e Atleticano roxo, disse certa feita que cruzeirense é igual a colorado. Tirando o fato de ousarem vestir azul, são iguais em tudo: torcida de moda, timinho fresco e mal educado. Resumindo, um time de símios, mas vestindo azul.
O jogo
Sem querer querendo, o timinho do cruzeiro gerou todo um clima de Libertadores. Resolveram tirar o Maxi para Cristo novamente. Só trocaram o algoz dele: ao invés do cagalhão ofendido do Elicarlos, colocaram outro cidadão, Gil, a marcá-lo ferozmente. Tão ferozmente que deu direito ao fulano lá tascar um chute nas costelas de “El Tanque”. O resultado foi apenas um cartãozinho amarelo.
Falando em arbitragem, o Sr. Marcelo de Lima Henrique só ratificou que a arbitragem brasileira é despreparada, uma vergonha. Expulsar Túlio e Fábio Santos, este último depois de ter apanhado que nem cachorro do FDP do Wellington Paulista, foi uma prova cabal de que no nosso campeonato nacional sobra em equivalência técnica entre os times, e falta em critérios para os homens do apito.
Herrera definiu o empate contra o time do cruzeiro honrando o manto sagrado Tricolor no fim do jogo. O que teve de diferente hoje foi a indignação do time, a garra. Fazia tempo que não via isto no nosso Grêmio. Fico feliz de saber que, aos poucos, poderemos ter de volta nosso Grêmio copero y peleador. Freamos o ímpeto do time de nosso potencial (se Deus quiser) treinador. Douglas Costa confirmou que evoluiu pessoalmente e pode sim fazer a diferença em um jogo. Tanto que eu nem senti a falta do Souza hoje. A entrada de Maylson fou uma grata surpresa. Mostrou atitude durante o jogo. Um que não adianta que não está fazendo nada é o Rochemback. Cagada atrás de cagada. Tirando o tijolaço em cobrança de falta no primeiro tempo, pouco se ouviu falar no cara o resto do jogo. Quando ouvia falar, era por causa de uma entregada de bola, um passe mal feito. Daí fica difícil, tchê!
O que importa é que, mesmo não vencendo, o time brindou a torcida com algo que não se via faz tempo: a garra Tricolor. Independente do resultado, fiquei feliz de ver hoje um Grêmio jogando que nem Grêmio.
E o Meira, hein?
Segundo relato do André Silva da Rádio Gaúcha, o Meira evidentemente estava “totalmente fora de controle”. Começou sua entrevista dizendo que a imprensa tinha que se posicionar em relação à arbitragem ruim do jogo. Evidentemente ele estava achando que era o Cacalo naquela hora. Mas foi evidente que cedo ou tarde ele se atrapalharia na entrevista. Tanto que ele veio querer assumir várias coisas nos microfones das rádios até que o próprio André Silva perguntou: “então o Sr. também admite que o Grêmio falhou em ter gasto tanto dinheiro sem ganhar nada esse ano?”… depois de 3 segundos de um silêncio ele evidentemente “se justificou” e tudo mais. Após todo o desabafo, evidentemente perguntaram sobre o fato de ele ter ficado tanto tempo sozinho no comando do futebol. Meira disse que nunca esteve sozinho à frente do futebol do Grêmio. Evidentemente ele não está sozinho caso contrário, já teria dado lugar a outro faz tempo…
Antes que pensem que não vou com a cara do Meira, acalmem-se. Admiro o fato de ele ser um abnegado no comando do futebol profissional. Mas é fato: ele não conseguiu fazer um Grêmio vencedor ainda. Precisamos de alguém que entenda da função! QUEREMOS TÍTULOS! Se o “fora Meira” não surte efeito, então que ele trabalhe direito pra que ele possa queimar a língua de todos nós. Face à incredulidade na segunda alternativa, continuamos aqui esperando algum milagre no Depto. de Futebol.
Presidente
Nosso Presidente Duda mandou o recado: “vou gastar até onde der pra formar um time campeão”. Duda disse que um time modesto com folha enxugada desmotiva os torcedores, gera menos receita e, daí, é segundona. Me deu alívio de saber que ele não vai implementar o algoritmo Flávio Obino no Grêmio. A única coisa que preocupa Presidente é que, ao exemplo do Sr., nós também estamos chateados ao ver nosso time perdendo fora. Queremos um time vencedor!
Claro que Duda manteve o seu discurso habitualmente educado e polido mas alertou: “a gente tem que ficar calmo porque é Presidente mas às vezes é difícil”. Não se preocupe, Presidente: se pra nosso Grêmio ser vitorioso o Sr. tiver que perder a compostura, toca ficha que a gente segura a bronca junto. Mas precisamos de títulos!!!
Resumo geral
Foi um jogo bom, o Grêmio mostrou sua força, suportou à pressão do cruzeirinho e, segundo o Rospide, vai honrar a camiseta nos 4 últimos jogos do campeonato. O próprio Rospide é peça fundamental na defesa da honra do Grêmio. Segundo pepino que ele assume no ano e consegue mexer no componente anímico do time a ponto de fazer o “desacreditado” Grêmio conseguir um resultado digno, brigado e suado no Mineirão. Esse é galo cinza!
Ficha Técnica
> Campeonato Brasileiro 2009
35ª rodada
Cruzeiro 1 x 1 Grêmio
Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte (MG) Data: sábado, 14 de novembro de 2009
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (Fifa/RJ) Assistentes: Hilton Moutinho Rodrigues (RJ) e Erich Bandeira (Fifa/PE)
Cartões amarelos: Cruzeiro – Gil Grêmio – Tcheco, Túlio, Victor, Rafael Marques e Fábio Santos
Cartões vermelhos: Grêmio - Túlio e Fábio Santos
CRUZEIRO
Fábio; Jonathan (Guerrón), Gil, Leonardo Silva e Diego Renan; Fabrício (Fabinho), Henrique, Marquinhos Paraná e Gilberto; Thiago Ribeiro (Soares) e W. Paulista. Técnico: Adilson Batista
GRÊMIO
Victor; Thiego, Rafael Marques, Réver (Maylson) e Fábio Santos; Adílson, Túlio, Fábio Rochemback e Tcheco (Herrera); Douglas Costa (Lúcio) e Maxi López. Técnico: Marcelo Rospide
O destaque desta semana foi a saída de Autuori do comando técnico Gremista. Resumindo o pensamento de alguns corneteiros, comentaristas, loucos e pessoas sensatas, esta foi a “ida do que não veio”. Não faltam especulações acerca do novo técnico. Todos estão falando que, neste momento, Adilson “Capitão América” Batista é o preferido. Após uma rápida enquete dentro do APB, chegamos à conclusão de que entre os nomes apresentados, Adilson é o que realmente tem o perfil de que o Grêmio precisa. Aos que só se lembram de sua primeira passagem como técnico naquele biênio trágico, fica o registro de que o mesmo adquiriu muita experiência chegando inclusive a uma final de Libertadores. Além disso ele gosta do Grêmio, da torcida do Grêmio, ou seja, ele tem a “cara do Grêmio”.
Opinião da galera do APB: Alô Direção, pra nós Adilson é o cara! Nem percam tempo sondando os outros!
Maxi começa a conversar
Ao mesmo tempo em que se especula sobre o novo técnico, os procuradores de “El Tanque” começam a conversar sobre a permanência de Maxi no Olímpico. Outro típico caso de jogador que se identifica com a torcida, tem garra e mostrou que, sim, ele tem qualidade para continuar no Grêmio. Vamos esperar e torcer para poder contar com Maxi ano que vem.
Hugo diz que está próximo do Grêmio
Mesmo admitindo que tem propostas do exterior, Hugo afirmou que está bem perto do Grêmio. Seria um adicional de qualidade se aterrisar em Porto Alegre o mesmo Hugo de 2007. Só que sua chegada pode possivelmente apontar que…
… Tcheco não fica no Grêmio
Existe certa insegurança do próprio jogador quanto à renovação do seu contrato. Caso não renove, a tendência é ir para o Corinthians ser comandado novamente pelo Mano e disputar mais uma Libertadores.
Tcheco é um cara amado e muitas vezes odiado pela torcida. Aqui no APB seus defensores e opositores têm discussões homéricas em torno do seu atual desempenho nos jogos. Mas, independentemente disto, quem pode resumir bem o Tcheco hoje é o Minwer, neste post no blog dele no GE.COM (clica aí pra conferir)
Três ícones. Três ídolos. Três muralhas
Clique na foto para ler a matéria
Sem palavras. Poder ter visto os 3 em ação é um privilégio!
Jogo de amanhã
Ok, mais uma vez vamos ao Mineirão, enfrentar o Cruzeiro que prometeu clima de Libertadores. As expectativas para o jogo não são as maiores. Só acredito ser válida esta partida para medir o potencial de Rospide. Assim, podemos ter uma ideia de como poderia ter sido a história caso Rospide tivesse nos comandado na semi final da Libertadores… só!
Fato consumado e ratificado: Autuori não é mais técnico do Grêmio. Rospide comandará o time até o final do Brasileirão.
Após o post de ontem comecei a dar uma refletida em relação à “Era Autuori”. Tentei juntar alguns fatos em relação ao seu “reinado” no Grêmio e todas as circunstâncias que o trouxeram pro Olímpico e, que agora, o levaram de volta para o Qatar. Analisando de maneira realista todo o tempo do cara pras bandas de cá, cheguei às seguintes conclusões:
Espera muito longa
Passar quase 2 meses sem técnico em meio a uma Libertadores foi uma falha MUITO GRAVE da Direção. Tudo bem que o Roth empilhou derrotas em GREnais, a torcida não ia com a cara dele e talicoisa. Mas, vamos reconhecer que o Juarez estava indo bem na LA com aquele time. Demiti-lo e colocar toda a responsabilidade sobre as costas do Rospide não foi uma boa, embora o próprio Rospide tenha segurado o rojão numa boa. Mesmo assim, faltou convicção à Direção para manter o Juarez pelo menos até terminar a participação do Grêmio na LA.
Conceitos: muito bons e muito ruins
Que Autuori realmente entende de futebol todos sabem. Seu currículo acusa isso. Porém, há um problema: seus conceitos. Sim, são ótimos conceitos, dignos de quem tem uma visão privilegiada de jogo. Seus times são mais ofensivos, têm um aproveitamento muito bom no ataque e um sistema defensivo sólido, tirando o melhor do esquema 4-4-2. O problema foi o time dado para ele treinar. Calma, não estou dizendo que nosso time é ruim; é apenas um time acostumado a um sistema de jogo diferente que utilizava o tão rejeitado 3-5-2. Time do Juarez, montado para o esquema de jogo do Juarez. Autuori falhou ao impor seu conceito de futebol ao invés de tentar implantar algo mais flexível. Ele mesmo jogou as primeiras partidas no 3-5-2 e o time estava jogando encaixado, tinha a famigerada mecânica de jogo. Vide exemplo do próprio Juarez: pegou o Atlético-MG que tem um time com mais potencial ofensivo e o colocou a jogar no 4-3-3 contra o Grêmio. Autuori pecou em confiar mais em seus conceitos do que no ambiente que o cercava.
Se o time é meia boca, tem que ter raça
Todos sabemos que nosso plantel não é um super time (salvo excessões como Maxi, Victor e Mário na minha opinião). Esta limitação técnica até certo ponto compromete a implantação de modelos de jogo mais complexos, onde se trabalha mais a bola. Voltando novamente à questão dos conceitos, faltou sensibilidade na hora de montar o sistema de jogo. Jogadores acostumados a fazerem parte do elenco mais faltoso do campeonato mas que eram extremamente eficientes, começaram a jogar um futebol mais cadenciado, mais jogado, menos faltoso. Bem, não faltaram lances em que a bola mordeu nossos jogadores. Ao contrário do que ele disse ao estabelecer uma relação jogador que faz faltas é preguiçoso, Autuori jogou um banho de água fria nos jogadores acostumados a colocar o coração na ponta da chuteira e entrar rasgando em tudo que era dividida. A raça foi embora e a animação da torcida também.
Só tivemos uma campanha digna de campeão dentro de casa neste ano porque a TORCIDA que é de fato o 12º jogador do Grêmio fez os resultados a fórceps empurrando o time para frente nos 90 minutos. No entanto, fora de casa e sem a torcida empurrando, o arremedo de raça que o time demonstrava no Olímpico ia para a churupita. O resultado, todos nós vimos.
Gestão do Futebol
Ótima sacada de Autuori. Em um clube onde o Diretor de Futebol “evidentemente” entende de tudo menos de futebol, Autuori resolveu assumir a responsabilidade e implantar um modelo de gestão da base para formar garotos realmente bons para assumir vagas no time profissional, bem como em outros times. Trouxe seu auxiliar Edson Aguiar para a coordenação técnica da gurizada comandada pelo Paulo Deitos. Ele, Autuori, tinha carta branca da Direção para dar pitacos em tudo que dizia respeito a jogadores, mercado, etc. Quem sabe, todo este poder tivesse sido dado para suprir alguma carência dentro do clube. Tudo isto é muito legal mas tem um risco. Saindo Autuori, saem todos seus auxiliares. Daí a coisa pode complicar pois, apesar de ficar o planejamento, as ações não serão mais as mesmas. Ações diferentes, sem garantias de resultados satisfatórios.
Proposta indecente e oportuna
Receber salários generosos em “petromoedas” faz qualquer cristão fazer reverência para Alá. Fato. Ainda mais quando os salários chegam na casa dos R$ 700 mil mensais. Depois de tudo que aconteceu acima, ele deve ter pensado: “bom, vim pra cá fazer meu trabalho e a torcida não para de pegar no meu pé. Todo dia é uma pressão diferente nessa cidade com trânsito caótico e ruas esburacadas. não tenho os jogadores que eu quero pra fazer o time andar. tudo mentalidade perdedora… Vou me mandar daqui!!!”
No fim das contas, acabo me dando conta de que Autuori é um cara com estrela, diferenciado. Que outro técnico conseguiria sair pela porta da frente em um momento de turbulência e atrito com a torcida como ele já estava começando a ter? Ainda mais com todas as vantagens que ele e a família dele terão! Se fosse eu, já teria me mandado também!
Por que acreditava em Autuori
Eu acreditava que poderia dar certo todo o trabalho do Autuori. Só lhe faltava condições. Que o time não tivesse aquela pegada castelhana, mas que soubesse jogar bola. Acreditei no seu projeto de gestão do futebol, vi conceitos muito bem fundamentados. Mas vi também falta de suporte por parte da Direção. Não conseguir trazer Leandro, se embananar para trazer o Renato Cajá que mal chegou e é capaz de já ir embora, não se dar conta de que time completo tem um lateral direito de ofício, enfim… pequenas ações que poderiam ter feito a diferença. Quem sabe, se tivesse ganho todas as peças de que precisava não teríamos tido um resultado mais efetivo?
Não vão faltar teorias conspiratórias, acusações, desculpas mas uma coisa é certa: pra um técnico deste gabarito balançar com a primeira proposta que surge contrariando seu discurso de que ele não estava mais pelo dinheiro mas pelo desafio, pode não ser apenas por falta de comprometimento. Mesmo assim, o romance acabou. Precocemente, mas acabou. Ainda bem que não deu tempo de virar casamento se não seria difícil terminar depois.
A única coisa que ficou disso tudo foi que o técnico era ótimo, os conceitos eram ótimos, o planejamento era ótimo. Já os resultados, estes foram pífios. Por ironia do destino ou culpa de sei-lá-quem-foi, a “Era Autuori” não passou de um engodo do tamanho da estratosfera.
Esperaremos um novo técnico agora. Teremos o nosso grande Marcelo “O Coringa” Rospide nos comandando até o fim do campeonato. Só queria deixar um recado para Meira e cia: quando contratarem o próximo técnico, contratem alguém com o compromisso de vencer. Menos discurso retórico e mais ação daqui pra frente!
E assim ficará o Departamento de Futebol do Grêmio com a saída de Autuori. Fico imaginando como será 2010 após esta saída. Ok, a proposta dos árabes e seus petrodólares é algo “surreal”, segundo o também surreal Diretor de Futebol Luiz Onofre Meira. E mais uma vez quem sofre é a torcida. Sim, nós sofremos pois acreditamos que teríamos finalmente um projeto de base para fortalecer nosso time. Algo a longo prazo, conforme dito pelo próprio Autuori. Mas quem sabe, quando você estiver lendo este texto, o fato já tenha sido consumado e Autuori já tenha embarcado para o novo Eldorado que é o Oriente Médio.
Alguns nomes já foram cogitados para substituir nosso treinador. Entre eles, destaco o Adilson que já treinou o Grêmio em uma fase não muito boa porém, mostrou maturidade e tem feito milagres com um Cruzeiro desconfigurado após a Libertadores. Seria uma opção interessante. Outro nome forte é o de Silas. Após transformar o Avaí em um timecompetitivo que subiu para a série A e anda fazendo bonito no certame, ele se torna um sério candidato a assumir a vaga.
Junto com estas especulações normais do mercado há também algumas opções que a grosso modo seriam impossíveis mas, como o Grêmio é o Grêmio, não dá pra se duvidar de nada. Uma delas foi citada pelo Minwer, em o técnico ser o grande Valdir Espinosa, auxiliado por ELE: Renato. Nosso ídolo maior. A dupla até poderia dar certo mas é uma combinação improvável. Renato comandando o vestiário é algo com o qual eu não simpatizo. Pelo menos não no curto prazo. Ele tem a cara do Grêmio mas ainda está muito “acariocado”, cheio de marra. Precisa de mais experiência e menos marra pra eu começar a mudar de ideia. A menos “absurda” mas não menos impossível seria a volta de Felipão. Sem comentários, né? Felipão é hours concours no Grêmio. Bem, nomes neste momento é o que não falta.
Embora os resultados de Autuori fora do Olímpico tenha sido pífio, não podemos negar que ele é um grande profissional e que, com todo seu estudo e uma pré temporada para preparar o time mais todo o trabalho de base sendo desenvolvido, poderíamos esperar coisas boas. Me preocupa muito a questão das categorias de base que ele tinha assumido, uma vez que Edson Aguiar é auxiliar do Autuori. Bom questionamento para se fazer para o Paulo Deitos que coordena as categorias de base.
Sem mais delongas, vamos apoiar nosso Grêmio com Autuori à frente da casamata ou seja lá quem for. Afinal de contas, SOMOS DE GRÊMIO!
A pé ou não, SEMPRE COM O GRÊMIO!!!
EDITADO: PAULO AUTUORI JÁ COMUNICOU AOS JOGADORES SEU DESLIGAMENTO DO CLUBE. O ANÚNCIO OFICIAL DE SUA SAÍDA SERÁ FEITO AMANHÃ POR VOLTA DE MEIO-DIA.
Neste BR 2009 o Grêmio, antes visto como time postulante a uma vaga na Libertadores pelo menos, acabou se transformando no fiel da balança do título. Ironia do destino ou não, os resultados do Grêmio influenciam as pretensões do seu tradicional adversário em relação ao título brasileiro ou vaga na Libertadores.
Pensando nisso, surgiu o seguinte questionamento: O que fazer agora? Honramos nossa camiseta, ou “entregamos” os jogos só para prejudicar o inter?
"Menas" Seu João... bem "menas"
O Conselheiro e músico João de Almeida Neto disse na Rádio Pampa na última sexta-feira, que os atletas Gremistas têm a obrigação profisisonal de entregar o jogo para os rivais do (co)colorado. Minha opinião é de que este consagrado músico nativista perdeu uma ótima oportunidade de ficar quieto, ao invés de falar merda uma coisa dessas no rádio. Se existe uma obrigação profissional dos atletas Gremistas, esta é de HONRAR nosso manto sagrado Tricolor! Esta falácia de que temos que estragar a vida do outro time para termos alguma alegria este ano é coisa de gente pequena, ignorante e que não sabe o real significado de profissionalismo.
Meu sentimento de Gremismo é muito maior do que o desejo de ver outro time mal. Desejar que o Grêmio entregue os resultados para adversários do inter é se rebaixar ao mesmo nível do tradicional adversário que, em tempos recentes, colocou reservas em campo para prejudicar o Grêmio no seu objetivo de ser campeão em 2008. Meu time TEM QUE GANAHR SEMPRE! Os outros que se explodam! Se isso vai ajudar fulano ou ciclano, é porque nós mesmos, quando tivemos a oportunidade, não soubemos aproveitar. Paciência…
O que assusta é que, por se tratar de um Conselheiro do clube, as opiniões do “Seu” João têm um peso e representatividade muito maiores do que as opiniões de um reles torcedor. Mesmo que ele tenha falado isso de sacanagem, sua atitude deixa transparecer que podem haver Conselheiros dentro do Grêmio que podem pensar desta maneira, não ligando para o que diz respeito ao profissionalismo do clube. E são atitudes como esta que me fazem chegar à conclusão que o CD do Grêmio está precisando de uma faxina.
Mas ainda existe um problema: aquele joguinho politiqueiro “amigo” ainda é muito forte para reduzir a cláusula de barreira e defenestrar do CD na próxima eleição aqueles Conselheiros que não agregam nenhum valor ao clube mas que também não querem “largar da teta”.
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Muito tem se falado da possibilidade de Autuori deixar o Grêmio para voltar para o Oriente Médio. Estou começando a pensar que não seria má ideia se ele fosse embora. O motivo é simples: seu excesso de convicções e conceitos com um elenco limitado acabou por não surtir o feito desejado, colocando-o em rota de colisão com a torcida. Somente um time mais qualificado poderia mudar esse cenário mas, sabendo das dificuldades que o Grêmio tem para contratar jogadores mais diferenciados, vai ser difícil pra ele reverter a situação.
Ademais, ando com saudades de ver um Grêmio mais cisplatino, mais peleador em campo.
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Parece que teremos um assessor para ajudar o Meira no Departamento de Futebol. Se é tão importante assim o Meira aparecer como o homem forte do futebol Tricolor, beleza… desde que coloquem ao seu lado alguém que REALMENTE ENTENDA de futebol. Oremos!
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Aguardem o próximo APB Entrevista! Desta vez colocando nossos leitores nos bastidores do nosso Grêmio!
E domingo, dia 1º de novembro de 2009 o Grêmio entrou em campo contra o Santo André (vulgo Marcelinho e mais dez), e mais uma vez, outra vez, de novo, novamente, ocorreu o de costume quando o jogo é fora – PERDEMOS. Até aqui, nesse ponto, não há novidade – a novidade vem nas circunstâncias – Circunstâncias essas que não importam aqui, pois são pontuais, e não representam o bolo de merda que essa situação representa.
Cada maldito jogo que jogamos fora de casa perdemos. Cada jogo dentro de casa, ganhamos. Ponto – Simples assim. NÃO, Nada pode ser tão simples assim. Não acredito que um clube do nível do Grêmio passe por um campeonato de 8 meses, sem ter a capacidade de vencer longe de casa, ainda mais tendo feito a excelente campanha dentro de casa que fez.
Olhando friamente não podemos dizer que está tudo errado, pois vencemos várias adversários dentro de casa, e vencemos com autoridade – o que deixa no ar uma dúvida maior ainda. Será isso uma conspiração interna ou externa ? Fox Mulder estava certo? Vamos por partes:
Comissão técnica – Pode não ter o “perfil” que a torcida quer de treinador (me peguei com um olhar perdido imaginando a época que tinhamos o Felipão xingando até a avó do lateral que deixou de cobrir o lado de campo), porém o cara organizou muito o bem o time para os jogos dentro de casa – será ele o único ou apenas um dos culpados, ou não passa por ele? Esse perfil dá certo no Grêmio, ou foi uma má avaliação achar que um cara que sabe muito de futebol, mas que não tem o “estilo gremista” daria certo ?
Grupo – Aqui vem a principal crítica – Não criem expectativa na torcida por algo que vocês não possam cumprir. É lamentável ver uma direção vender “caviar” e termos que nos banquetear com sardinha. Indo mais longe ainda, quando tivemos o dinheiro, gastamos mal, aliás, muito mal. De todos os jogadores comprados/contratados esse ano, contamos nos dedos o que deram realmente certo e temos uma lista gigante daqueles que não funcionaram. EXPLICAÇÃO – gastaram muito e gastaram mal (ou alguem acha que Gastar mais de 2,7 milhões de Euros por um jogador de 30 anos que dificilmente será vendido para o exterior é certo) ? Que não termos agora 1,5 milhões de euros pelo único jogador que corre de verdade no ataque é normal ?
Direção – Concorcando que temos que administrar o clube e as dívidas herdadas, concordando que tenhamos um planejamento de médio e longo prazo, considero essa parte o nosso maior trunfo nesse ano e DEU, PARA por aí. O resto, o que se viu foi uma direção que fez alguma coisa sim, mas com TONELADAS DE DECISÕES ERRADAS, e que se esconde atrás de um planejamento para desculpar essas PÉSSIMAS escolhas e decisões tomadas decorrer do ano. Indo mais fundo nas decisões erradas – é inegável que tentaram-se algumas coisas no decorrer do ano, porém as decisões FORAM TOMADAS DE FORMA ERRADA – Decidiu-se pela prioridade na hora errada, decidiu-se pelo jogador errado, pelo contrato errado – Concluo – o que faz a diferença entre uma direção que “deu certo” de uma que “não deu certo” ? As decisões tomadas e não a falta de trabalho. Essa direção trabalhou sim, e arrisco a dizer que muito, mas de forma errada e tomando decisões erradas (gastar 800 mil dólares por um jogador que não era convicção, insistir em um planejamento jogando fora uma libertadores, um gauchão e finalmente um Brasileiro – que está caindo de maduro).
Respondendo ao início do Post – não não existe teoria da conspiração. Não, Fox Mulder não estava certo – o que existe é que um grupo de pessoas que tomam as decisões no nosso time, tomaram as decisões erradas: sobre treinador (ou em relação ao antigo ou em relação ao atual ou em relação aos dois), sobre jogadores (Jadilson, Caja, Herrera, Marcelinho Paraiba, Gilberto, Rafael Carioca, etc), sobre as prioridades, sobre os torneios, sobre a política tricolor – enfim, o que faltou não foi trabalho, isso tivemos de sobra – trabalho duro, porém errado – e agora que lidemos com suas conseqüências.
Já diz a minha querida e amada vó: “a língua é o chicote da bunda”… Tanto desdenhamos, tripudiamos em cima da tal Sul Americana a qual muitos se referem (até aqui mesmo no blog) como “Sulamiranda”, eis que só nos resta disputá-la ano que vem.
O motivo é muito simples: um time como é o Grêmio hoje não tem a mesma cara do Grêmio de alguns anos atrás. Não tem mais a cara do Grêmio dos anos 90, onde cada lance era brigado, feio, ríspido… Onde cada jogo parecia uma batalha, uma guerra. Não tem mais a cara daquele time de 2005 que, com sete jogadores em campo brigou e triunfou em campo adversário para livrar nosso Grêmio da segunda divisão.
Hoje tínhamos tudo para trazer três pontos na bagagem. Íamos jogar contra um time de menor tradição, que está na rabeira do rebaixamento e em um estádio onde a torcida não é nem de longe uma torcida digna de time de Primeira Divisão. Prato cheio para avançarmos no nosso desejo de ir para a Libertadores 2010. Ledo engano. Mesmo jogando bem no primeiro tempo, fizemos o mais difícil, que foi perder trocentas oportunidades de gol.
Já no segundo tempo, com menos de 5 minutos, mais uma derrota Gremista fora de casa estava sacramentada, num lance digno de artilheiro protagonizado por Rafael Marques. Infelizmente, foi para o lado errado. Depois, com a expulsão de Roberson – que por sinal não sei se aquilo era falta pra cartão vermelho – notou-se que o time perdeu seu norte. Autuori ainda tentou consertar colocando Herrera no lugar de Thiego. O problema era justamente ser o Herrera o “gol-nem-fu*****”. Mais uma vez Douglas Costa mostrou que tem bola pra ser titular no Grêmio mas o professor resolveu tirá-lo para colocar o “grande” Cajá. E assim, ao fim dos 90 minutos vimos o sonho de jogar a Libertadores 2010 escorrer pelos nossos dedos.
Analisando todos os jogos do Grêmio fora de casa até agora, pude chegar à conclusão de que aquele Grêmio indignado, com sangue nos olhos de alguns anos atrás, deu lugar a um time morno, brando, que não mete mais medo em ninguém. Ouso pensar que quando descobrem que vão enfrentar o Grêmio em seus estádios, os torcedores adversários já compram foguetes e comemoram a vitória antes do jogo. Afinal de contas, é contra o Grêmio, aquele time que não ganha de ninguém fora de casa.
O real motivo de o Grêmio ter feito aprensentações vexatórias fora de casa esse ano foi a falta de indignação de Direção, treinador e, consequentemente, de jogadores. Até o momento em que tínhamos pessoas chutando portas e batendo em mesas, tínhamos o velho Grêmio de guerra. Agora, todos parecem lordes inglesses… se o time ganhou, faz parte do trabalho desenvolvido. Se perdeu, foi apenas um desequilíbrio no trabalho desenvolvido.
E neste show de boas maneiras, o torcedor que é quem às vezes deixa de colocar dinheiro em casa para ir no estádio torcer pelo seu time é o que mais sofre…
Chega de tanta educação e pouca indignação! Grêmio com sangue nos olhos já! Ou passaremos um bom tempo disputando apenas “prêmios de consolação”…
A pé ou não, SEMPRE COM O GRÊMIO!!!
Santo André 2 x 0 Grêmio
Local: Estádio Bruno José Daniel, em Santo André (SP) Data: domingo, 1º de novembro de 2009
Árbitro: Wagner Tardelli (SC) Assistentes: Angelo Rudimar Bechi (SC) e Luis Alberto Kallenberger (SC)
Cartões amarelos: Santo André – Ricardo Conceição e Ávine Grêmio – Túlio e Tcheco
Cartão vermelho: Grêmio – Roberson
Gols: Santo André – Nunes (28min/1ºT); Rafael Marques (contra, 2min/2ºT)
Público total: 2.240 Renda: R$ 41.220
SANTO ANDRÉ
Neneca; Rômulo, Cesinha, Vinícius Orlando e Ávine (Élvis); Ricardo Conceição, Júnior Dutra (Fernando), Camilo e Marcelinho Carioca; Wanderley (Leandrinho) e Nunes.
Técnico: Sérgio Soares
GRÊMIO
Victor; Thiego (Herrera), Réver, Rafael Marques e Lúcio (Fábio Santos); Adílson, Túlio, Tcheco e Souza; Roberson e Douglas Costa (Renato).
Técnico: Paulo Autuori Técnico: Paulo Autuori
O Grêmio enfrenta hoje às 18:30 o Santo André, jogo válido pela 33ª rodada do Brasileirão 2009. Há umas duas semanas eu havia falado aqui que já havia jogado a toalha em relação à uma vaga na Libertadores de 2010. Mas é claro que sempre tenho aquela esperança de torcedor, enquanto ainda for matematicamente possível terminar o campeonato no G4 (embora, repito, não acredite muito nessa possibilidade). Ainda essa semana estava conversando com um amigo que a campanha do Grêmio chega a ser repetitiva. Explico melhor: perdemos fora e o pensamento geral é “tá, agora deu, temos que nos conformar com Copa do Brasil e Sulamiranda no ano que vem.”. Aí vem uma vitória em casa e a chama da esperança se reacende, o pessoal já começa: “bah, mas quem sabe se a gente ganhar o próximo fora, aí o time embala e pode conseguir a vaga.”. Bom, o fato é que eu acredito que esse seja o sentimento da maioria da torcida gremista neste domingo. Se ganharmos hoje do Santo André, e depois na quarta do São Paulo, realmente nossas chance de ficarmos no G4 se tornam mais reais.
Mas a tarefa desse final de tarde em Santo André não será nada fácil, principalmente se considerarmos nossos desfalques. Atuaremos mais uma vez sem Máxi Lopez e agora também sem Perea e Mario Fernandes. Nem estou considerando a ausência de Rochemback como desfalque, pois se considerarmos as últimas atuações desse jogador, a impossibilidade de ele estar em campo pode ser considerado um reforço! Mas as demais ausências serão sentidas, Mario vem tendo boas atuações, e estaremos sem nosso ataque titular e o primeiro reserva (Jonas, Maxi e Perea). Douglas Costa, de boa atuação contra o Avaí, terá mais uma chance, junto com o guri Roberson. Espero que os dois dêem conta do recado.
Sobre o adversário, se considerarmos a posição na tabela, na zona de rebaixamento, poderíamos dizer que não teremos uma tarefa tão difícil. No entanto, o Santo André tem tirado pontos importantes do pessoal que anda na ponta de cima da tabela. Não esqueçamos que no jogo de Porto Alegre saímos atrás no placar (numa das noites mais frias do ano) e graças a uma bela atuação do Souza conseguimos a virada. O time paulista conta com um velho conhecido que não traz boas lembranças, Marcelinho Carioca. Esperamos que hoje ele não apareça no jogo e o Imortal Tricolor surpreenda a todos com uma vitória, que seria a segunda fora de casa nesse campeonato.
E por mais pessimista (ou seria realista?) que eu ande ultimamente, confesso que essa vitória poderia me fazer mudar de idéia.