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Batalha dos Aflitos – Onde você estava em 26/11/2005?
Em (Gremismo) por admin em 26-11-2009
Tags : batalha dos aflitos, Gremismo, raça, superação
Hoje faz quatro anos de um dia inesquecível para todos os Gremistas. Um dia inesquecível para todos aqueles que gostam de futebol. Um dia em que a lógica, o profissionalismo, a coerência e a razão deram lugar à loucura, ao caos, à emoção e aos berros ensandecidos pelas ruas de Porto Alegre, Canoas, Rio Pardo, Cachoeira, São Sepé, Osório, Erechin, Santa Rosa, Caxias, Arroio do Tigre ou pulando aos gritos no estacionamento de um posto de gasolina em São Gabriel. Ou em qualquer lugar que você estivesse naquele momento. No Brasil, fora dele. Em casa, na rua, na chuva, na fazenda, ou numa casinha de sapê. Ou quem sabe você estava no banheiro na hora do pênalti. Ou tava caído duro no chão com um ataque cardíaco. Não sei. Este humilde blogueiro não sabe, mas queria saber de você.
Conte para o Azul, Preto e Branco a sua história dos Aflitos. Onde estava? Como foi? Com quem estava? Onde comemorou? Este espaço é seu, torcedor gremista. Use a sessão de comentários deste texto para soltar o verbo.
Com o Grêmio onde o Grêmio estiver.
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Bom, eu estava na casa de uns amigos vendo o jogo. Na hora do segundo pênalti fui pra rua desolado, pois não queria ver. Quando o Galatto defendeu, foi uma explosão de gritos. Voltei a tempo de ver o replay e o gol do Andershow. Saí enlouquecido pela cidade depois do jogo e ainda fui na carreata que recebeu o time no aeroporto e rumou para o Monumental…
Só espero não ter que sofrer mais uma vez com uma decisão da Segundona. Daí vai ser demais pro coração. FORA MEIRA!
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Eu estava em Santa Cruz, na casa da avó da minha esposa (então minha namorada). Detalhe: a avó dela é colorada e ela estava na [Primeira comunhão ou crisma] de um afilhado. Fiquei lá assistindo o jogo e me controlando, afinal, estava em “terreno inimigo” e era a primeira vez que ia na casa da avó… ela chegou e não deu uns 5 minutos qdo: penalti! Ali, naquele momento, não me segurei. xinguei todas as gerações de Djalma Beltrami, xingava, socava o ar e dizia para os jogadores partirem pra cima do cara (o que eles já estavam fazendo)… passou toda a confusão, ficamos só com 7 em campo… e penalti contra… vi que o batedor era canhoto e comecei a dizer: nesse canto galatto, nesse canto galatto, nessa canto, galaaaaaaaaaaaatto! abracei a tv… abracei minha esposa, beijei a camisa do Grêmio… e só dizia, dá a bola pro guri, dá a bola pro guri!
Na noite anterior, o nervosismo era tanto que sonhei com o jogo. Tinha sonhado que o Guri Anderson faria o gol, entrando pela esquerda e driblando o goleiro, mas o guri ficou na dúvida se “diblo ou não diblo” e só de aquele toque na saída do goleiro… qdo terminou o jogo, eu tinha certeza que estava mais cansado que os jogadores… tínhamos que ir no churrasco de comemoração do [crisma ou 1ª comunhão] e não conseguia ir até a moto… as pernas não obedeciam… mas depois, só restava o alívio e o orgulho de torcer por um time que transforma o fracasso em GLÓRIA, vergonha em HONRA, o impossível em FEITO.
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Ah, esqueci de dizer, depois do jogo a patroa disse: tu vai fazer um exame do coração… minha resposta: não preciso! depois desse jogo eu tenho certeza que não tenho problema algum!
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Eu estava assistindo o jogo na maior tensão, xingando todo mundo que estava a minha volta. Como estava muito quente no dia, obviamente estava tomando muita ceva. Quando começou a confusão, eu já estava com vontade de ir ao banheiro, mas não podia perder nada, então segurei, segurei, segurei…. até que depois da explosão de alegria da defesa do Galatto e no meio da expulsão do Batata eu achei que era uma boa hora. resumindo: durante o gol do Anderson eu estava no banheiro e nao sabia se saia correndo, se ficava ali…. mas muito choro, alegria e buzinaço na goethe! Perdi de ver o gol, mas mesmo assim INESQUECÍVEL!!!
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Fala aí, Tricolor…
Eu estava em casa, com a ex-patroa. Seguimos o nosso ritual como todos os jogos do gremio, mesma roupa, mesmo lugar no sofá. Só que naquele dia, aguentando o vizinho colorado de cima. Quando deu o penalty, travamos. Ficamos naquelas, fudeu, fudeu, fudeu….qdo ficou 7, desesperei, eu gritava, “porra, não, sai dai cacete….”. E qdo estavam acertando pra bater o penalty, eu repetia pra ela: “acredita, o cara que vai bater, olha a cara dele. Ele tá desesperado. Depois de tanta cagada do náutico no decorrer do jogo, olha a cara dele….ele vai errar, ele vai errar, o gallato tava no meio do bolo, ele tá aquecido ainda, tá no calor da raiva. Ele vai defender…”
Quando veio a defesa eu sai correndo pela casa, gritando alucinado…o vizinho de cima ainda tentou argumentar: “ainda não acabou…” onde veio a resposta de um angustiado torcedor de um time com 7 em campo e provavelmente mais 20 minutos de jogo: “calaboca colorado secador…”
Pois bem, voltamos correndo no sofá, comendo as unhas, desesperado: “aguenta, gremio, aguenta gremio…” qdo o batata foi expulso, veio aquele ar de: “um a menos, eles tão no desespero, eles tão desistindo, vamos conseguir, vamos conseguir…”
Quando o anderson entrou na área e parou na frente do gol, eu nem vi o toque, eu sai correndo, gritando, alucinado, lagrimas nos olhos, janela dos fundos, eu batia que nem sei como não quebrei os vidros, fui na sacada da frente, na ipiranga, uma galera no posto do outro lado da rua gritando, chorando…..e eu gritava: “toma, colorado, estamos de volta, seca agora, fdp, seca agora….vcs nunca terão essa garra, seus fdp….”
Nesse dia, eu queimei minha buzina no caminho até a goethe….até hj se buzino demais (como foi com os gauchões que ganhamos depois), ele começa a falhar…..mas é uma lembrança que fica, pq lembro: faz isso, pq foi qdo ganhamos a batalha dos aflitos….
E não há gremista que não chore ao ver os DVDs do gremio!!! E tenho dito…
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Impressionante que mesmo 4 anos depois, não consigo me conter e vem a emoção (lágrimas) cada vez que vejo qualquer coisa relacionada com esse jogo e dia.
Eu estava no aniversário de 1 ano do filho de um amigo meu, com toda a família dele por lá (e todos colorados) – na hora do penalti não preciso dizer que fui o centro das atenções e das gozações, e que após o penalti e o gol eu fui “expulso” do aniversário (ninguem me aguentava, de tanto que eu incomodava a todos – claro que também estava devidamente alcolizado) – o resto todos imaginam, goethe, cerveja, dor de cabeça, gritaria…..
como diz o trapo, naquele dia eu entendi que “vivemos de loucura”.
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Tava em casa, num calorzão, roendo todas as unhas, chorando mais ainda quando ia um expulso, na hora do gool começei a gritar para os meus vizinhos colorados ouvir haha . nunca mais vou me esqueçer
GRÊMIO IMORTAL, MACACO CHORA ?
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Fala aí, Tricolor…
Eu estava em Porto Velho, onde moro, na festa de aniversário de um primo colorado (o coitado). Quando o juiz marcou o pênalti e promoveu o festival de expulsões, nem quis mais ver o jogo. Eis que um amigo ligou para outro gremista para dar aquela corneta, eu só escutava ele dizer, “não acredito, não acredito”. E eu, lógico super curiosa. Quando ele relatou o que tinha acontecido, explodi de alegria, ressaltando que uma situação dessas, somente o Grêmio para reverter a situação. Nenhum outro time faria aquilo.
Saudações tricolores a todos!
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Estava na casa dos meus pais, no Paraná. Briguei com a minha mãe, que queria que eu fosse visitar a minha irmã na hora do jogo (em outra cidade), e fiquei em casa, sozinha, em frente à TV. Na hora das expulsões, liguei pra uma amiga e comecei a xingar o juiz, a lamentar a sorte, o destino, a tentar vislumbrar mais um ano na segunda divisão e não conseguir. Na hora do pênalti ficamos as duas paralisadas, como se através do fio telefônico tentássemos uma corrente pelo improvável…pelo até então impossível. Entre lágrimas e esperança, vi ali, sozinha, na sala de TV da minha mãe, acontecer os dois…Primeiro o improvável, depois o impossível.
Como o Ezequiel tão bem descreveu ali em cima, era o fracasso virando glória, a vergonha se transformando em honra e o impossível se tornando um feito sem igual.
Era a camisa do Grêmio mostrando seu peso. Ainda hoje escrevo e algumas lágrimas teimam em querer sair. De emoção, de paixão, de orgulho pelo nosso Grêmio. Jamais nos matarão.
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Fala galera… Bom eu estava em San Diego-CA e como não poderia deixar de ser, é lógico que o Jogo do Imortal passou na Globo Internacional… Estávamos em mais ou menos 15 Gremistas enlouquecidos… Foi muita emoção e no final rolou até uma passeata em terras Gringas aos berros de “Com o Grêmio, onde o Grêmio estiver…”
Comemoração tricolor regada a Budweiser…
Valeu
Abs
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Bueno, deixa eu contar a minha história então. Estava voltando de Rivera, chuleando alguma radio que estivesse na rede da Rd Gaucha, pois o 600AM não chega na fronteira. Entre chiados, pedaços que ficavam sem pegar, outro que mal dava pra ouvir fui acompanhando aquele jogo nervoso e pilhado. Mais ou menos no final da BR-158, antes de pegar a BR-290 em Rosário, deu-se o penalti fatídico. E começaram expulsões uma atrás da outra. Confusão, Cacalo querendo tirar o time de campo, Mano pedindo calma, que ainda não tinha acabado, Odone sendo pressionado para não deixar o penalti ser batido.
Comentaristas da Gaucha e analistas de arbitragem comentando que a regra caso o Gremio tirasse o time de campo significava automaticamente uma derrota e o Gremio ficaria na serie B. Nunca vou me esquecer do P. Ernesto dizendo que aquilo que os jogadores do Gremio estavam fazewndo era “coisa de guri”. Dar tapa em bola, peitar juiz. A infantilidade e destempero dos jogadores do Gremio naquela hora podiam estar colocando por agua abaixo um trabalho arduo de um ano todo. O mundo perdeu a cor, as coisas perderam o gosto, o cheiro, a estrada passava em camera lenta. Os sentidos estavam alterados.
Veio a cobrança. Os segundos mais longos de toda minha vida. Segundos que pareceram minutos, anos, décadas. A narração do P. Ernesto falando “Galatto!!! Galatto!!! Milagre!!!” é algo que nunca mais vai sair da minha mente. Naquela hora as frases ecoavam como distantes, como um sonho, como um delírio. Como quando alguém te acorda aos poucos. Berros de descontrole batendo o boné vigorosamente no painel. Parei em São Gabriel no Batovi e eu pulava que nem um louco no estacionamento do posto, socando o ar e berrando, atirando tudo longe. Nunca mais algo assim se repetirá. Cá entre nós, graças a Deus!!
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Eu estava em Nova Petrópolis, na casa do meu ex-namorado. Qdo deu o penalti eu fiquei estática e ele foi se trancar no banheiro pra rezar. Eu ficava de um lado pro outro, pra ver se ele tava vivo dentro do banheiro. Na cobrança, enlouqueci! Meu ex-namorado foi pra janela e não parava de gritar… Tava ficando roxo. Nisso, liguei pro meu pai pra ver se ele tava vivo… Logo minha mãe (colorada) me liga pra ver se EU tava viva. Eu falando com ela no telefone, abanando meu ex-namorado na janela (achando que ele ia morrer) e então o Anderson começa a invadir a área… Minha mãe falando comigo no telefone e eu gritando “vai Anderson, vai Anderson…”. Qdo ele fez o gol, gritei e desliguei o telefone na cara da minha mãe. Daí tive que acudir o cara, pq ele tava quase desmaiando… Resultado: fiquei P pq não tinha como ir pra Goethe! Tivemos que comemorar no centro de Nova Petrópolis! =/
=P
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Aquele sábado foi o dia que me mostrou que, quando uma coisa tem que acontecer, nada impede que ela aconteça. Decidi não ver o jogo, me isolar do mundo e só ligar a TV às 18h para ver o resultado. Já tinha dado certo em outros jogos naquele ano. Me tranquei no quarto, abri uns MP3 e fiquei no computador evitando sites esportivos.
Seis horas, subi e liguei a TV. Vi o tumulto e achei que tinha terminado. Mas aí falaram do penal. O segundo. Aquela chuva de cartões vermelhos e a confusão toda. Só torci pra que não tirassem o time de campo. Vai que o Galatto defendesse?
E ele pegou. Saí pulando feito um louco em casa, sozinho. O telefone tocou. Tinha instalado a NET naquela semana e ligaram pra saber como estava a imagem. E nisso o Anderson faz o gol. Gritei. A guria do telemarketing nao entendeu nada. Eu só falei que tava ótimo, tava tudo ótimo! Enfim, estava.
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nossa…aquele dia, eu estava na casa dos meus avós, com uma amiga (colorada) e outra gremista, nós duas, sem unhas, quando o juiz deu o penalti, minha vó tadinha (gremista fanática) saiu da frente da tv, eu me ajoelhei e fechei os olhos….e passados os segundos mais longos da vida de qualquer tricolor, vi aquela bola subindo….nossa, não sei nem o q eu disse primeiro, mas eu que estava sendo educada até o momento (pois era a casa dos meus avós) comecei a gritar tds os palavrões existentes, e a xingar os colorados da minha rua, meu irmão, que estava na casa do vizinho saiu correndo na rua gritando “galato!!”….nisso perdeu o gol do andershow…eu descobri naquele dia, q tds os gremistas q tinham algum problema do coração, se não morreram naquele dia, bom…iam viver mto tempo ainda….saudações tricolores!
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Estava eu e a primeira dama no nosso ap em Blumenau, assistimos solitos aquela batalha. Depois da vitória fomos passear na XV de Novembro, eu com o uniforme azul e preto… ganhei ali vários amigos que até então não conhecia….
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