Como na década de 90

Em (Opinião, Pré-Jogo) por admin em 28-10-2009

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Uma colega minha de faculdade me disse esses dias pelo msn “…mas até tu não acredita mais no Grêmio! justo tu! então não deve classificar mesmo!” Obviamente ela é colorada, mas a questão, já exposta neste blog, não é o fato de não acreditar no Grêmio. Eu acreditarei sempre. Mesmo que a razão me cegue, o coração vai seguir acreditando. O fato é que não depende SOMENTE do Grêmio. Flamengo, São Paulo, Cruzeiro, Vitória, Goiás, Atlético MG e o colorado também tem de tropeçar.  Pra mim, aí que está o problema. Mesmo que o Grêmio realize uma campanha acima da média do que vem acontecendo no campeonato, ainda assim será necessário secar os adversários. E muito.  Ainda assim deveremos evocar todos os deuses imortais que devem estar de férias há um bom tempo para que voltem e façam a sua parte também. 

Onde está aquele carrinho aos 42′ do segundo tempo, o sprint final pra garantir a posse de bola, aquele chute prensado que poderia causar lesão, uma falta ou um pênalti a favor do time?  Todas as caraterísticas deste time ora aguerrido, hoje mais comedido parecem ter sumido assim como a torcida das arquibancadas. Parece tarefa impossível, digna de  Magaiver . Mas é assim que a gente sabe jogar,  assim que se sabe torcer. Buscando o impossível.

1996_-_Poster_-_BiCampeao_Brasileiro_1996_AEm 1996, o Grêmio ganhou seu último titulo brasileiro. Eu tinha 12 anos e me lembro de coisas muito importantes desse campeonato. Para começar, eram 24 times que disputavam a séria A. Destes, os oito melhores classificados iam para os confrontos de mata-mata de quartas, semi e final. Dois caiam para a série B ( Ano do famoso tapetão do Fluminense).  Gosto da fórmula de pontos corridos, mas como todo gremista, valorizo um  mata-mata e sinto saudades dessa época.

Voltando ao campeonato: Na última rodada, o Grêmio poderia perder para o Goiás, desde que outros resultados o favorecessem. De fato, o  Grêmio perdeu o jogo por 3 X 1, mas acabou classificado em 6°, pegando o temido Palmeiras. A vitória o credencaria para uma arrancada no final do campeonato, pois este era considerado o jogo mais dificil (um ano após os confrontos históricos da llibertadores de 95). Aconteceu. O Grêmio venceu a final em casa sobre a Portuguesa (que havia se classificado em 8°) devolvendo o placar de 2 x0 aos 40′ do segundo tempo com uma bomba de canhota do destro Ailton, substituindo o inigualável Dinho. Além do título e a vaga para mais uma Libertadores, o Grêmio levou a artilharia do campeonato com Paulo Nunes, que marcou o primeiro gol do jogo, ainda no primeiro tempo.

relembre os lances aqui

Já em 1998, tivemos a conhecida super rodada de quinta feira. Era necessário empate de um, vitória com saldo de gols em outro, derrota… Enfim,  um festival de combinações “impossíveis”. Mas com o Grêmio nada estava perdido.  Venceu o jogo no melhor estilo tricolor: de virada. O repórter da Gaúcha que estava no plantão interrompeu a transmissão e anunciou os placares da rodada TODOS favoráveis ao tricolor, assim que esta virada aconteceu. O Grêmio classificou em 8° lugar, perdeu o título (o vencedor foi o Corinthians, time que o eliminou do mata-mata), mas provou que com o tricolor devemos esperar até o último minuto para jogar a toalha.

 E porquê não desta vez? A razão explica o porque não. O Autouri e os jogadores poderiam explicar por que não. O Meira… nem quero ouvir as explicações dele. Que fique trabalhando (?) para 2010 quietinho e nos surpreenda com algo que preste e que nos motive para seguir acreditando. Emocional e, principalmente,  racionalmente. 

Abre parênteses. Após um GREnal, impressionante como os ânimos se alteram. Para nós, gremistas, pior que aturar a flauta saudável da segunda-feira, é ver o arquirival ir motivado atrás do título. Lamentável. Rochemback, por mim, pode pegar o rumo de casa. Nunca mostrou a que veio. E no GREnal comprovou minha tese. Sempre fui apoiadora do Autouri e espero que o trabalho nos bastidores e nas categorias de base esteja sendo muito bem feito como noticiado, mas no time principal e na sua política de alterações ele tem deixado muito a desejar. Sacar Douglas Costa e Tulio do jogo? Purfa, né?  Sinto falta de um gritão na beira do campo. Faz parte do estilo do Grêmio, não adianta. Neste campeonatos da década de 90 que me referi, os técnicos eram Felipão e  Celso Roth. Fecha parênteses.

 

E no Brasileiro de 2009…..

 

Hoje o Grêmio enfrenta o surpreendente Avaí, time do querido Guga Kuerten.  Treinado por Silas é uma das surpresas deste campeonato. Na 10ª posição e com o mesmo número de pontos que o nosso tricolor, o time da terra das belas praias busca classificação para Sul Americana. Eu estarei lé e espero que a torcida que resolva sair do aconchego do lar em uma quarta-feira a noite, o faça para apoiar.  O Grêmio entra em campo contando com as presenças de Maxi Lopez e Tcheco, o que deve dar um basta ao freak show visto no jogo de domingo passado. Leo, machucado, não joga.  Rafa Marques, suspenso, também não estará em campo. Cabe ao contestado Thiego a vaga para o jogo de quarta feira. Deuses imortais, dai-me forças, mas vamos lá! O time deve contar com Victor, Rever, Mario Fernandes, Thiego, Tulio, Adilson, Rochemback, Souza, Tcheco, Maxi Lopez e Perea.

 

Como já disse, é preciso muito mais que a Imortalidade para alcançar os objetivos do campeonato deste ano. O time tem que fazer a sua parte. O Grêmio precisa voltar a ter a cara do Grêmio.  A comissão técnica e a direção também precisam agir logo para que isto aconteça. Como está, não dá mais.  A torcida tricolor, que sempre fez a sua parte, está cansando. Já cansou, na verdade. E aí, como fica? Esperava muito mais neste ano, é verdade e não escondo. Que os deuses nao me culpem por duvidar! Mas deixar de acreditar…. Que seja como na década de 90 !

 

te sigo aonde for.

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comentários:

3 comentários para “Como na década de 90”


  1. Eu até quero acreditar, mas está difícil. Bah… William Thiego é muita vontade. Impossivel que não tenha ninguém das categorias de base pra colocar. Aliás, bem que poderia já estar usando esse finzinho de Brasileiro para preparar o time do ano que vem, né? Testar uns guris da base… fazer umas dispensas, testar uns esquemas diferentes. eu nao me importaria. Em Sulamericana e preparar o terreno pro ano que vem, fico com a segunda opcao!

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  2. Fala aí, Tricolor…
    O Grêmio, em 2009, não chegou a ser Grêmio nem uma única vez. Nenhuma virada espetacular, nenhum empate heróico, nenhuma partida bem ‘pegada’. Nada. 2009 não teve nada disso.
    Se agora, nesta reta final, nosso Imortal resolvesse ser assim, talvez até conseguíssemos, por milagre, uma vaga na Libertadores. Ou talvez ainda acabássemos ajudando os secadores da beira do rio a conseguirem uma vaga para eles. Será que vale a pena arriscar?
    Sinceramente, eu não me importo de ganhar a Copa do Brasil do ano que vem.

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  3. O Grêmio atual tem o jeito do técnico, pois quer ser elegante, aristrocrático. Chega de frescura. Treinador tem que gritar dentro de campo, jogador tem que disputar a bola até com o companheiro, e dar carrinho ao 48 do segundo tempo. E acreditar, SEMPRE, sempre, semp…

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