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Existem momentos na vida que nos marcam profundamente. Principalmente os momentos ruins… Em geral adquire-se um trauma a coisas relacionadas àquele momento ruim. Eu por exemplo: quando era nenê, minha santa mãezinha na ânsia de me ver largar as fraldas me deixava horas sentado no peniquinho com toda a família me olhando e torcendo: “Vai! Agora vai dar! Vai sair!!!”. Mesmo que inconscientemente, adquiri verdadeira aversão a silêncio e pessoas pela volta na hora que vou ao banheiro. Se eu sentir que tem alguém do outro lado da porta, o motor para. Preciso de bastante barulho na volta para tirar a atenção dos outros quando vou àquele lugar desolado, onde a vaidade se acaba…
E isso é o engraçado nos traumas! Muitas vezes temos plena consciência do que nos perturba. Sabemos exatamente quais são nossas limitações, nossos temores, nossos pontos fracos. E por mais que a gente faça força (não só no banheiro), a gente não consegue superar aquele trauma.
Sorte nossa que podemos contar com uma vasta gama de pessoas que se dedicam a remover estes obstáculos mentais das nossas cabeças. Se você tiver um quebrante, vá a uma benzedeira que ela lhe tira. Se sente desorientado? Nada que um conselho de mãe não resolva. Na impossibilidade de contar com a progenitora, existem os Psicólogos. Se seu caso for um pouco fora da curva – ou caso de internação – vá a um Psiquiatra que ele vai lhe dar aqueles remedinhos que tornam a vida cor de rosa novamente. Existem também os tratamentos não convencionais que vão desde uma sessão de descarrego exorcisando teus demônios, até um banho de sal grosso “pa vossa uncê tirá os coisa ruim do corpo, misifí”. Caso não goste disso, pratique Ioga e fique zen! Zen nada na cabeça… e tudo que é de ruim vai embora…
Nunca procurei nenhum destes tratamentos para resolver meu problema com banheiros. Por isso que, por mais que eu me esforce, continuo não conseguindo fazer nada ao ter a mínima sensação de estar sendo notado.
O que estamos vendo no Grêmio é uma pressão estratosférica para que ganhe fora de casa. Desde que Autuori chegou, o desejo é de que o Grêmio ganhe fora com a mesma naturalidade que ganha no Olímpico. A cada partida que o Grêmio deixa de trazer os 3 pontos ou perde, aumenta a ansiedade sobre o desempenho do time. Os ânimos se alteram, as pessoas começam a duvidar da capacidade do nosso elenco que não é uma Brastemp mas está longe de ser um time de várzea, e assim por diante. E os jogadores, mesmo sabendo que podem vencer fora, têm um bloqueio na hora do vamos ver e as engrenagens do time trancam. O resultado todos conhecem. Isso já está virando trauma e acho melhor o Grêmio começar a se tratar, independente do método. Opções é que não faltam!
Guardadas as devidas proporções e poupados os detalhes sórdidos, acho que o problema que o Grêmio tem para vencer fora de casa é o mesmo problema que eu tenho para usar o banheiro. A diferença substancial é que meu problema só afeta a mim mesmo. Já o problema do Grêmio está afetando a todos nós Gremistas…
A pé ou não, SEMPRE COM O GRÊMIO!
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O Perea liga pra mãe dele quando fica muito tempo sem fazer gol
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Será que o Walter Mercado existe ainda, poderiamos Ligar Djá e resolver a qüestã.
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unica vitória fora de casa vai ser no Aterro da Beira-Lago…
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Ezequiel: pior que pensei nisso. Lembrei de 2007, que vencemos duas fora. Uma no Jaconi e outra na Beira do Lago… Ou seja: nos nossos salões de festas!!!
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