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A primeira vitória internacional do Grêmio
Em (Gremismo) por eduleonardi em 18-09-2009
Tags : Grêmio, historia do gremio
Alguns fatos se tornam tão comuns que até esquecemos das suas origens. Como já dizia um velho comercial de uma pizza argentina, quem criou as frases feitas? Por que apontamos com o dedo indicador? Quem colocou a placa “Não pise na grama”?
Quando começou a gloriosa história do Tricolor contra equipes estrangeiras, que levaria o clube a ser o primeiro gaúcho Campeão Mundial e Bi da Libertadores?
O primeiro grande feito internacional do Grêmio aconteceu no dia 17 de setembro de 1916. Nesse dia o Tricolor enfrentou e venceu a seleção do Uruguai por 2×1, de virada, num dos primeiros indícios da hoje reconhecida imortalidade.

Em junho daquele ano, o anúncio da vinda da Seleção Uruguaia a Porto Alegre mobilizou a comunidade esportiva da capital. Unidos, os clubes filiados à Federação Sportiva Rio Grandense bancaram a viagem dos uruguaios. O primeiro desafio deles foi justamente contra o Tricolor.

O match foi realizado na Baixada do Moinhos de Vento. O relato do jogo, com a grafia original, é da revista “Grêmio 70″, uma coletânea sobre a história do Grêmio editada pela Gazeta de Notícias do Rio no início da década de 70:
Às 16,15 horas o juiz Appelles Bordabehere, que se mostrou correto e imparcial em suas decisões, deu início ao jôgo que haveria de premiar o Grêmio com sua primeira brilhante vitória frente a seleções estrangeiras e a mais notável conquista esportiva desde a sua fundação.
O primeiro tento da partida obteve-o o adversário, aos 11 minutos, através de Castilla, depois de um corner atirado pelo extrema Allen.
O saldo negativo do início da partida não arrefeceu os ânimos dos jogadores gremistas que redobraram seus esforços para estabelecer a primeira grande “virada”. O “goal-keeper” Schiel, a formidável barreira constituida por Mohrdieck, Saavedra e Chiquinho, aliados à calma do capitão Hanssen quebraram a avassaladora impetuosidade dos primeiros e difíceis momentos de jôgo do forte ataque do quinteto uruguaio.
Em dado momento, vigorosa ofensiva gremista foi inciada pela ala direita, por intermédio de Sisson que distribuiu os lances entre Carneiro e Assumpção, hábeis no aproveitamento de todos os passes. Assim, aos 33 minutos, Assumpção, em rápidos “driblings”, conseguiu chegar triunfalmente à meta, conquistando o gol de empate.
A segunda fase do jogo foi ainda mais empolgante do que a primeira, pela imensa disposição dos gremistas de suportar as investidas dos uruguaios cuja equipe se compunha das maiores expressões do associativo oriental. Ambos os quadros se equivaliam, porém, em empenho para a renhida luta.
Com cargas e contra-cargas que davam ao jôgo um brilho incomum, chegou o momento culminante da vitória gremista através de Assumpção, novamente, aos 38 minutos do segundo tempo. Um corner atirado por Teichmann fêz travar-se movimentada sequência de lances na área uruguaia, quando Sisson, puxando a bola, passou-a ao goleador que, bem colocado, a enviou à meta defendida por Margarinos.
Estabelecia-se, assim, o placar definitivo de 2×1, uma vitória maiúscula do Grêmio festejada ruidosamente não só por gremistas mas também por todos os desportistas gaúchos, pela expressão internacional que o feito vinha a marcar para o futebol do Rio Grande do Sul.
Assim jogaram as duas equipes, na tradicional formação da época, com dois na defesa, três na meia-cancha e um batalhão de cinco no ataque:
Grêmio: Schiel; Mohrdieck e Hanssen II; Hanssen, Saavedra e Chiquinho; Assumpção, Carneiro, Sisson, Scalco e Teichmann.
Uruguai: Margarinos; Artigas e Pereira II; Pereira I, Bertola e Lavalleja (capitão); Allen, Beheregaray, Maisonave, Castilla e Altamirano.
A Seleção Uruguaia ainda jogaria mais duas partidas em solo gaúcho, ganhando ambas, o que valorizou ainda mais o feito gremista. Primeiro goleou o Inter por 4×0 e depois bateu a seleção gaúcha por 5×4. Vale lembrar também que meses antes, também em 1916, os uruguaios conquistaram a primeira Copa América, na Argentina, derrotando a seleção local na final.
Pela grandeza do feito, um grupo de sócios premiou os jogadores do Grêmio com medalhas de ouro. Mal sabiam eles o que aconteceria nas décadas seguintes.
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“…no dia 17 de setembro de 1916. Nesse dia o Tricolor enfrentou e venceu a seleção do Uruguai por 2×1…”
Isso sim é um clube com longa história de vida internacional. (não quero dizer nada com isso).
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Excelente post, Edu. Estreou em grande estilo, brother.
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Grêmio ganhou, moranguetes tomaram 4… normal…
Grêmio meteu 4 no cruzeiro, moranguetes perderam…
ano após ano a história se repete.
pra garantir que isso é uma regra, tem sua exceção, o fatídico ano de 2006 (Ano da Zebra no calendário chinês?!).
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apenas pra completar meu comentario anterior, pelo calendário chinês, 2006 não foi o ano da zebra, mas o ano do cão… não muda muita coisa, o sentido é o mesmo…
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