Apesar dos trocadilhos até certo ponto sem graça de que o Grêmio enfrentaria um vestibular ontem, o jogo era uma oportunidade extremamente viável de promover uma “recuperação” no Gauchão. Sim, “recuperação” com aspas mesmo pois, um time que já estava classificado e líder do seu grupo estar sob pressão, só mesmo na cabeça de quem anda com a corneta pendurada no pescoço, pronta para entrar em ação.
Vamos lá, não vínhamos empolgando e precisávamos de um sinal de qualidade para poder estrear um pouco mais tranquilos na Copa do Brasil esta semana contra o Araguaia em Rondonópolis. Sinal este de qualidade que veio com a estreia de Douglas. Para as viúvas que ainda choram por Tcheco, ele mostrou que toda essa saudade que temos de um articulador está com os dias contados. Douglas manja do negócio, conhece o riscado e ainda por cima, sabe lançar e cobrar faltas como não se via desde que Tcheco foi embora. Outro plus a mais é que, ao contrário de Tcheco, Douglas procurou o jogo e conseguiu articular muitas jogadas, inclusive marcando parcialmente um gol do Grêmio, que acabou sendo dado como gol contra da Ulbra Universidade.
Outra boa notícia foi a estreia de Rochemback com a camiseta do Grêmio. Ele jogou bem, deu proteção atrás, avançou com qualidade. Mas, como em toda estreia, sentiu o impacto e cansou no segundo tempo. Mesmo assim, teve uma boa apresentação desta vez. Ótimo ver o William Magrão de novo em campo. Mais um sinal de que ainda há esperança de termos novamente uma meia cancha de qualidade no Grêmio.
Pra completar, Borges vem mostrando que foi uma aquisição acertada por parte do Grêmio. Marcou três vezes. Jonas também deixou o dele, de peito. Se aquele lance foi de propósito ou não, é uma incógnita. Mas o gol valeu e é isso que realmente importa.
Borges e Jonas seguem guardando gols. Foto: globoesporte.com
Silas conseguiu montar um time mais compactado jogando no 4-4-2. Esta formação com Maylson e Douglas deu a consistência necessária para um meio de campo ofensivo, porém sem deixar muitas brechas para contra ataques. A quem já estava tentando tirar Silas do Grêmio, terão de esperar mais um pouco. Com as peças certas ele consegue fazer um time jogar bem (assim como qualquer outro treinador). O fato é que, aos poucos, Silas está começando a moldar o time e o esquema que serão fundamentais para que o Grêmio conquiste títulos este ano. Ainda dá pra se dizer que Silas está fazendo laboratórios com o time e, apesar do GREnal, não estamos tão mal quanto diziam, da mesma forma que, na beira do lago, não estão tão bem quanto dizem.
Agora é só pensar no Araguaia. Evidentemente – já diria o Meira -, o objetivo é ganhar com mais de dois gols de diferença e evitar o jogo de volta. Mas como quem morre de véspera é peru, vamos aguardar até quarta-feira e ver como o Imortal irá se sair no seu primeiro compromisso rumo ao penta. Vamos seguir torcendo pois a Copa é nosso atalho mais curto para La Copa.
Campeonato Gaúcho 2010 Taça Fernando Carvalho – 7ª rodada
Universidade 1 x 5 Grêmio
Local: Complexo Esportivo da Ulbra, em Canoas (RS)
Data: domingo, 7 de fevereiro de 2010
Árbitro: Leonardo Gaciba
Assistentes: Alexandre Kleiniche e José Inácio de Souza
Cartões amarelos:
Grêmio – Douglas e Ferdinando
Gols:
Universidade – Coelho (26min/2°T)
Grêmio - Borges (11min/1°T, 36min/1°T e 36min/2°T), Jonas (50seg/2°T) e George (contra 9min/2°T)
UNIVERSIDADE
Spada; Thiago Junio, Marquem e Rodolfo (George); Anderson, Doriva, Marcos Tora (Coelho), Jé e Cleiton (Preto); Leandro Rodrigues e Leo Dias.
Técnico: Lorival Santos
GRÊMIO Victor; Mário Fernandes, Rafael Marques, Maurício e Lúcio; Ferdinando (Willian Magrão), Rochemback, Maylson e Douglas (Mithyuê); Jonas (Bergson) e Borges
Técnico: Silas
Hoje é dia de mais um teste para o Grêmio mostrar superação e competência no Ruralito. Ironicamente este teste será contra o Universidade(?), finado Sport Club Ulbra, no complexo esportivo da Universidade em Canoas. As ausências confirmadas serão de Souza, Leandro e Hugo. Porém teremos a estreia de Douglas e então, poderemos ver se seu futebol não foi deixado no Parque São Jorge quando ele foi parar nas Arábias…
Por causa de uma série de fatores, dentre os quais merece destaque a lerdeza da direção em trazer reforços para a zaga e lateral direita, este jogo terá que ser jogado na base da superação. Somente colocando o coração na ponta da chuteira poderemos sair vitoriosos. Também esperamos que este espírito de superação não se manifeste após sofrer gol do adversário, tendo que mais uma vez correr para virar o jogo.
O jogo de hoje vale a pena de ser observado por outro fato: vamos ver se Jonas volta a fazer gols ou se ele realmente voltou a ser Jonas. Por mais que ele tenha surpeendido positivamente no início e a imprensa vermelha tenha dito que no Grêmio é Jonas e mais 10, nos últimos jogos vimos um jogador apagado e mais uma vez errando gols que qualquer zé mané conseguiria fazer. Também valerá a pena para ver se Rochemback vai finalmente estrear com a camiseta do Grêmio. Ele quase o fez diante do São Luiz mas ainda ficou devendo.
Ainda por conta da lerdeza da direção em relação a reforços, teremos mais uma vez Silas explorando sua criatividade tática para tentar levar o Grêmio para mais uma vitória. Espero que não seja com 3-5-2 mas, dadas as circunstâncias, não temos muito o que fazer.
Pra fechar, esperamos ainda por reforços para repor a perda de Réver. Precisamos de um primeiro volante quebrador de bolas e canelas de adversários. Precisamos de um novo Dinho como leão de chácara da defesa Gremista. Precisamos de mais agilidade da direção. Apesar de reconhecer que a direção Gremista como um todo está arrumando a casa, o Departamento de Futebol está novamente deixando muito a desejar. Estão voltando a cometer os mesmos pecados do ano passado. E como já diz o poeta:
“Jamais haverá ano novo se continuar a copiar os erros dos anos velhos.”(Luís Vaz de Camões)
Se seguirmos deste jeito, teremos mais um ano em que passaremos por média, quem sabe pegando um G2. Até porque, se rodarmos este ano, aí vai ficar muito complicado.
O Jogo será às 19 horas no Complexo Esportivo da Ulbra em Canoas. Vamos lá para alentar o Imortal!
Essa semana foi tudo aquilo que se espera após mais um GREnal mal sucedido: cobranças e mais cobranças.
Dúvidas em relação a Silas
O trabalho de Silas começou a ser criticado e colocado em dúvida. Mesmo sendo o primeiro time classificado para a próxima fase do Gauchão, o Grêmio não vem empolgando desde o jogo contra o VEC. Muito se deve ao fato de o time, até este momento, sair atrás no placar. Isto deu certo nos três primeiros jogos no qual ganhamos de virada, porém, não tivemos o mesmo sucesso nos últimos três jogos. Ainda falta padrão de jogo ao time e as constantes variações de esquema e escalação têm incomodado em demasia quem preza que um time precisa de sequência junto para adquirir consistência. Culpa, principalmente das lesões de jogadores diferenciados como Souza e Leandro, até problemas de reposição por falta de condição legal como nos casos de Douglas e Wiliam, ambos resolvidos esta semana.
*** Jogo quente
Houve muita reclamação em relação ao jogo contra o São Luiz realizado em horário patético. Muitos questionamentos vieram à tona, inclusive uma liminar do Sindicato dos Atletas pedindo a transferência de jogos em caso de condições adversas para a prática do esporte. Quem sabe o mérito da questão não está essencialmente no fato de os jogos serem realizados sob calor tórrido mas, pelo fato de o jogo ter sido realizado em uma quarta-feira, prejudicando inclusive os Gremistas que queriam acompanhar o jogo via o sistema Pay Per View. De qualquer forma, o jogo do Grêmio contra o Universidade (antiga ULBRA) será realizado domingo às 17 horas. Se haverá transferência, não sabemos mas a tendência é que o jogo siga no mesmo horário.
*** Longa ausência no meio campo
Souza rompeu o ligamento cruzado do joelho esquerdo no GREnal e ficará fora por pelo menos seis meses. Ele já tinha tido a mesma lesão no mesmo joelho em 2003. Alguns corneteiros ficaram extremamente felizes com esta baixa. Apesar de estar travando muito o jogo e abusando da individualidade nos últimos tempos, Souza é uma peça fundamental em qualquer esquema do Grêmio. Obviamente, ele não pode ser o armador do time, função que vinha tentando desempenhar. Mesmo assim, é um jogador diferenciado e merece todo nosso apoio para que retorne ao Imortal o mais rápido o possível.
*** Estatísticas da Pré Temporada
O André do Blog Grêmio 1983 fez uma análise sobre os resultados das pré temporadas de 12 times, acompanhada pelo UOL Esportes. Os resultados estatísticos do Grêmio não são de encher os olhos. Para conferir a análise do Andrea, clique aqui.
*** O pesadelo das dívidas próximo de um final feliz
Segundo o Diogo Olivier em sua coluna “No Ataque”, as dívidas que o Grêmio adquiriu caíram pela metade. Além disso, o esforço que o Vice de Finanças do Grêmio Irany Santanna Jr. está fazendo para sanar estas dívidas nos dá boas perspectivas para começar a ter mais dinheiro para montar times melhores em um horizonte de futuro próximo. Para ler a coluna do Diogo, clique aqui.
O jogo de ontem não aconteceu. Não, você não teve uma ilusão de ótica ao assistir aquele absurdo chamado por alguns de jogo de futebol na tarde de ontem no estádio Olímpico. A questão de o jogo não ter acontecido está baseada em outros aspectos. O primeiro e mais óbvio deles foi o calor marroquino que abateu-se sobre Porto Alegre na tarde de ontem. Os termômetros bateram os 41ºC no momento em que Fabrício Corrêa deu o apito inicial da partida. Como se o calor escaldante já não fosse suficiente, a Federação Gaúcha de Futebol fez aos torcedores gremistas o favor de marcar um jogo de futebol em pleno dia de semana, em pleno calor de fevereiro, no absurdo e questionável horário das 17h.
Calor insuportável!
Todos sabem muito bem o tipo de ligação que o Sr. Francisco Novelleto tem com “o outro clube de Porto Alegre”. Apesar disso, nós do APB acreditamos no profissionalismo e imparcialidade das pessoas que dirigem uma federação como a nossa FGF. No entanto, fica difícil não torcer o nariz quando algo do gênero acontece. Eu apenas destorço o meu quando eu ver um jogo do rival marcado para dia de semana, no mesmo horário, ainda em fevereiro… e como mandante!
Em decorrência da sauna de ontem, o público ridículo de pouco mais de 4.000 contribuiu para as estatísticas de um jogo que não aconteceu. Como se não bastasse o fator público, a renda de aproximadamente R$ 62.000 é mais ou menos o que o clube gasta apenas para abrir os portões e sediar a partida. Portanto, ficou “elas por elas”. Um jogo sem público, sem renda, sem futebol. Um jogo que não aconteceu!
Sim, sem futebol. Eu não irei gastar sequer um parágrafo para comentar o desempenho dos times. Não houve desempenho. Não há o que comentar, não há o que analisar. Eu gastei 3h do meu precioso e curto espaço de vida terrena que me foi reservado indo ao monumental ontem ver um monte de caras suados e esbaforidos correndo atrás de uma bola que correu muito mais que eles. Não tinha jogo, não tinha técnica. O jogo de ontem não existiu. Nem vale a pena comentar as vaias e protestos das arquibancadas porque ontem….até o torcedor merecia um desconto!
Não posso encerrar sem falar do fato inusitado da tarde. O comentarista Batista, da TV COM, foi mais uma das vítimas do despreparo e inconsequência de quem marca uma partida de futebol para acontecer nestas condições. Tire suas próprias conclusões!
Gols da partida:
Campeonato Gaúcho – sexta rodada do primeiro turno – 03/02/2010.
GRÊMIO (1) Victor; Mário Fernandes, Rafael Marques e Maurício; Joilson (Maylson), Ferdinando, Adilson (Rochemback), Hugo (Fábio Santos) e Lúcio; Jonas e Borges. Técnico: Silas
SÃO LUIZ (1) Oliveira; Marcelo Oliveira, Wanderson e Rodrigo Bronzatti; Jonatan, Beto Fronza, Rudiero (Baiano), Jean Paulo (Nicolas) e Xaro; Luciano Fonseca (Bruno Fonseca) e Eraldo. Técnico: Beto Campos
Local: Estádio Olímpico, Porto Alegre. Horário: 17h. Arbitragem: Fabrício Corrêa, auxiliado por Vilmar Burini e Tatiana Freitas. Público pagante: 4.170. Renda: R$ 62.132,00
Quarta-feira, meio da semana, dia de futebol! O combustível para a massa trabalhadora deste país aguentar mais dois dias no batente e juntar forças para aguentar o chefe mais um pouco, o stress e engavetar o churras, a ceva e o bode até Domingo, o dia sagrado para visitas aos templos nacionais do futebol (e chiqueiros ribeirinhos aspirantes a campo de várzea).
Assim como o passageiro que não sabe em quem vai dar porrada primeiro quando seu vôo atrasa e acaba entrando em conflito com todos os representantes ao mesmo tempo (Infraero, Gol, Varig, Anac, Polícia Federal…), hoje, eu estava pronto pra sair no mata-cobra com FGF, RBS, Gaúcha, Diretoria do Grêmio, entre outros candidatos quaisquer que pudessem absorver a minha cólera pelo horário maravilhoso que foi definido para a partida entre Grêmio x São Luiz, no Estádio Olímpico: 17h.
Pô gente, vou perder a Sessão da Tarde! Bem, não adianta muito eu gastar mais um ou dois parágrafos tentando consolidar a indignação da torcida tricolor com esse tipo de absurdo e lembrar que a maior parte de nós estará trabalhando as 17h. Mesmo para que os costas-quentes da torcida, sendo uma quarta-feira, bem que podiam acomodar o jogo em um horário da noite e evitar os 65 graus celsius que anda fazendo na sombra. PQP…
Em relação ao jogo em si (ufa), acredito que será um bom teste para o time do Grêmio em vários aspectos. Vamos lá…
Primeiro: O Grêmio não terá Souza por seis meses. A minha curiosidade aqui fica por conta da reação dos demais jogadores a ausência do auxiliar de Tcheco. Perderemos um articulador veloz e de grande qualidade no trato com a bola (e com as colunas vertebrais adversárias), mas com isso podemos ter um ganho coletivo maior e oportunidade para que outros mostrem seu valor naquela posição, já afastando todos os corneteiros do futebol do Souza por um tempo. Então, corneteiros ingratos, veremos se é ruim com ele ou pior sem.
Segundo: Volta Hugo. As forças do universo conspiram a favor da presença de Hugo no time. Ele é contratado e Tcheco é demitido. Ele vai pro banco e Souza se quebra. O negão tem pacto com o capeta, certo. Brincadeira. Veremos, portanto, como se comporta o time e a dinâmica de jogo na trocar simples de Souza por Hugo.
Terceiro: Hora da verdade para a volância gremista. Não aguento mais a displicência e negligência de Adilson, Ferdinando e cia. Ou esses caras começam a apoiar alas, meias e zagueiros, ou a casa vai cair. Também fico curioso com a recuperação (desempanchamento) do Rochemback, porque se um dia ele jogou muito, ainda pode. E vamos parar com essa onda de “Fernando é cara”, porque, até agora, a única coisa que se vê nele é um volante comum.
Quarto: As mil faces do time do Silas. Vai ser 3-5-2, pelo que dizem na IV (Imprensa Vermelha). Seja no 3-5-2 ou 4-4-2, só peço coerência e continuidade. Gosta do Joílson? Tudo bem, então deixa ele no time por alguns jogos para que tu (e todos nós) possa avaliá-lo melhor. Não adianta trocar de escalação em cada jogo. Deixe que os considerados titulares ganhem a posição ao natural, como sempre acontece.
Quinto, último e mais importante: Impacto do Gre-nal. Devido ao pouco público esperado no Olímpico, a corneta será bem reduzida mas provavelmente muito densa ali na galerinha do banquinho elevado. A torcida, sinceramente, não me preocupa, porque ela reage a resultados e atuações, mas o time precisa mostrar que o Gre-nada foi apenas mais um jogo e entrar em campo pra ATROPELAR!
Se o Grêmio entrar em campo com a consistência tática esperada de seus jogadores, com uma escalação coerente e equilibrada, certamente vencerá, mas se convencerá ou não, só saberemos assistindo a partida. Vencer é preciso, convencer é desejável, e acertar o time o mais rápido possível é obrigação para quem sonha alto em 2010.
Engraçado como existem fatos que transcendem nossa imaginação, ou pelo menos fogem do status quo. A começar pelo local do jogo: ok, já é o segundo ano em que o primeiro GREnal do Gauchão é realizado em Erechim e, é louvável ver um dos maiores clássicos do futebol mundial ocorrer sem problemas, sem hostilidades, com as torcidas dividindo o estádio ao meio por um até certo ponto frágil corredor de Brigadianos que não chegava a 5 metros. Ver as torcidas chegando juntas e indo embora juntas é utopia em Porto Alegre, mas perfeitamente possível na Terra da Amizade. Outra coisa incrível é a falta de sensibilidade da FGF (ou CGF, como se intitulam agora) para o horário e transmissão do jogo, deixando o torcedor da Capital que não tem pay per view a desenhar mentalmente os lances do jogo narrado pelas rádios e seus repórteres com comentários que, não raro, eram travestidos de ironia, procurando semear a discórdia por meio de seus microfones.
Cenas de paz em Erechim. Foto: ZH.com
Seguindo na mesma linha de fatos inexplicáveis, foi duro de ver o Grêmio 2009 em campo novamente com Jonas errando em bola. Quando a acertava, faltava feijão no chute do atacante para que a redonda saísse com a potência necessária para vencer o mediano goleiro do adversário. Na defesa, fui surpreendido, desta vez positivamente, pelo trio formado por Mário, R. Marques e Maurício. Este último mostrou segurança e até certa elegância em alguns desarmes, segundo o comentário das rádios.
O que vimos foi um GREnal que foi decidido no detalhe, em um lance furtuito. Alguns Gremistas mais entusiasmados me criticaram quando eu disse que assinaria de olho fechado um acordo de empate em 0×0, ou quem sabe 1×1, pra dar mais emoção. Isso por um motivo muito simples: ganhando o GREnal, estaríamos imaginando que nosso time seria imbatível este ano, que não precisaríamos de mais jogadores qualificados para justamente adicionar qualidade ao time. Junto a isto, teríamos a sensação de que Silas é um mestre em estratégia: que só saiu perdendo todos os jogos para dar ao time ribeirinho a falsa impressão de que éramos um time em formação. Assim, esconderíamos a sujeira debaixo do tapete, arrotando caviar enquanto se come esterco.
Já no caso da derrota – que acabou acontecendo – teríamos a sensação de que Silas é burro, de que nosso time é uma piada, que Borges, Hugo, Leandro, Douglas e tantos outros que chegaram ou estão por chegar são apenas enganadores querendo tirar dinheiro do Grêmio sem jogar. Também começaríamos a imaginar que não vamos ganhar nem o Gauchão, que ficaremos no quase novamente e que nosso maior rival vai conquistar todos os títulos que disputar. Resumindo, mal começou a temporada e temos problemas muito maiores do que eles realmente são. E com a volta do coitadismo, viriam as decisões apressadas e a volta das “convicções” da Direção que todos sabem, não nos levaram a lugar algum nos dois últimos anos. Resta saber se isto foi ruim ou bom.
Por isso eu queria um empate. O empate seria justo pra mostrar que não estamos mal, mas que também precisamos melhorar. São poucos (e eu me incluo nessa) que conseguem ver isso, mesmo em uma derrota num GREnal. Afinal de contas, é início de temporada. Qualquer resultado ou série de resultados pode ser enganosa, se a estatística se restringir a uma amostra de apenas 5 jogos. Ou melhor, DOS 5 PRIMEIROS JOGOS!
Maurício teve uma atuação interessante. Foto: ZH.com
Mas voltando à vida real e deixando de lado as divagações, este GREnal não valeu nenhum título, logo, não significou nada. Ganhou o time que não falhou. Qualquer falha do lado deles também poderia ser convertida a nosso favor. O que determinou o resultado foi justamente o fato de que nosso time cometeu o único erro que o time deles não cometeu. Mesmo assim, continuamos líderes do nosso grupo enquanto os amargos tentam se aproximar da ponta no outro lado. Já existe até uma análise matemática/estatística de que o Grêmio seria o 6º colocado, caso estivesse no mesmo grupo dos amargos. Mas isso é típico da imprensa vermelha – ou intrigueira e irresponsável – que adora conjecturar em situações que, por não terem acontecido, não têm como ser analisadas. Mesmo assim, insistem nos palpites e no que eu poderia chamar de “fundamentação sem fundamento” do não ocorrido. Como diz um grande amigo meu e Jornalista formado, com diploma e tudo, tem gente que passou pela faculdade de jornal mas se daria melhor vendendo churros…
Enfim, como desgraça pouca pro perdedor de um GREnal é bobagem, pra fechar “com chave de ouro”, a bizonha substituição do Souza e do Adilson somados ao esporro entre Silas e Do Canto mais as promessas de averiguação desta situação por parte do nosso Presidente sempre “preparado” para falar com a imprensa de comadres tem tudo para virar uma celeuma nessa semana que chega.
Não há muito o que se fazer se não aguardar as cenas dos próximos capítulos. Certamente haverão mudanças. Alias, têm de haver uma série de mudanças, e de preferência para MELHOR. Afinal de contas, temos uma Copa do Brasil a conquistar e, por mais que achem que tudo se perdeu no jogo de hoje, ainda estamos melhor do que nossos tradicionais adversários no Ruralito. Eles só estão em voga porque tanto seus setores de Marketing e Imprensa sabem trabalhar melhor que os nossos. Mais um erro nosso que eles não cometem…
A pé ou não, SEMPRE COM O GRÊMIO!!!
***
Gauchão
Taça Fernando Carvalho – 5ª rodada
Inter 1 x 0 Grêmio
Inter Lauro; Índio, Bolívar e Fabiano Eller; Nei (Bruno Silva), Sandro, Guiñazu, Giuliano (Andrezinho) e Kléber; Taison (Edu) e Alecsandro. Técnico: Jorge Fossati
Grêmio Victor; Mário Fernandes, Rafael Marques e Maurício; Joílson, Ferdinando, Adílson (Maylson), Souza (Fernando) e Lúcio; Jonas (Hugo) e Borges. Técnico: Silas
Gols: Inter – Alecsandro (34min/2ºT)
Cartões Amarelos: Inter – Nei, Sandro e Guiñazu
Local: Estádio Colosso da Lagoa, em Erechim Data: Domingo, 31 de janeiro de 2010
Árbitro: Leandro Vuaden (Fifa/RS) Assistentes: Altemir Hausmann e Marcelo Oliveira (Ambos da Fifa/RS)
Domingo de Grenal
E vem o primeiro Grenal do ano. Assim como em 2009, domingo o clássico acontece no Estádio Colosso da Lagoa, em Erechim, a partir das 19h30, com arbitragem de Leandro Vuaden.
Um empate e nova virada nos jogos da semana
Quatro pontos somados nesta semana no Gauchão. Domingo, em Porto Alegre, Jonas salvou o Grêmio da derrota contra o Veranópolis, no empate em 1×1. Quarta, em Santa Cruz do Sul, o Tricolor novamente saiu atrás no placar, mas Jonas e Borges, no fim do jogo, decretaram a terceira virada do time neste ano, a vitória por 2×1, e a liderança em seu grupo.
Jogo truncado e confusões na vitória contra o Santa Cruz (foto: Site do Grêmio)
Cadastramento de crianças Não esqueça: a partir de 3/2, no jogo contra o São Luiz, no Olímpico, crianças menores de 12 anos só entrarão no estádio identificadas com o cartão de acesso, de acordo com determinação da Federação Gaúcha de Futebol e do Ministério Público. Para obter o cartão de acesso de menor, basta realizar o seu cadastro no Exército Gremista pelo site www.gremio.net ou na Central de Relacionamento do Estádio Olímpico e adquirir o Cartão do Torcedor Gremista Menor, pelo custo de R$ 5,00. Mais info clicando aqui
Novo uniforme, reunião na semana que vem
Conforme a Zero Hora desta sexta, na próxima semana Grêmio e Puma tem nova reunião para discutir as camisas que serão lançadas em março, desmentindo a convicção do assessor de futebol Luiz Onofre Meira na pré-temporada em Bento. Segundo Luiz Zini Pires, as dúvidas que atrasam o projeto estão no tom do azul e na largura das faixas, e se o distintivo será bordado ou estampado (NR: estampado, como assim?). Está definida uma gola mais arredondada.
Rever vai para o campeão alemão
O site do Wolfsburg, atual campeão alemão, anunciou em seu site, na quinta, a contratação do zagueiro Rever. O atleta havia chegado ao Tricolor em 2008, vindo do Paulista de Jundiaí.
Douglas chega
O meia Douglas foi apresentado como nova contratação do Grêmio. O jogador volta ao Brasil após seis meses nos Emirados Árabes Unidos. Douglas se destacou atuando pelo Corinthians entre 2008 e 2009, quando conquistou a Copa do Brasil e o Paulistão com o clube paulista.
Douglas na chegada ao Tricolor. (foto: Site do Grêmio)
Categorias de Base: Efipan (Alegrete): O Grêmio joga nesta sexta a semifinal contra o São José (POA). Vencendo, vai para a final, sábado. Copa Santiago (Santiago): A equipe caiu no dia 28 diante do Belgrano (ARG). Sub-20 na Itália: O Sub-20 embarcou para a Itália para a disputa do Torneio de Viareggio. O Grêmio enfrenta Sampdoria (ITA), Nacional (PAR) e Siena (ITA).
Hoje vou deixar o pós jogo para nosso amigo e colaborador Rafael Souza que me mandou uma análise bem completa da partida contra o Santa Cruz. Aproveitem!
***
Mais uma vitória. Outra vitória de virada, com muitas dificuldades (a maioria se repetindo desde o primeiro jogo), mas num jogo que trouxe ao torcedor do Grêmio muitas novidades, algumas lembranças e uma dose extra de esperança para o restante da competição.
O técnico Silas evidentemente utilizou este jogo para testar suas idéias de formação de equipe no esquema 3-5-2 e logo de início já fui supreendido quando vi a escalação de Joilson, que até o mês passado constava na lista de dispensas. Acho que o restante do time fechou mais ou menos com aquilo que se especulava: Victor; Mario, Maurício e Rafael; Ferdinando, Fernando, Fabio, Joilson e Maylson; Jonas e Borges.
Para fazer justiça com os jogadores do Grêmio, preciso lembrar que o jogo ocorreu no Estádio dos Platanos, num campo aparentemente bem menor que o Olímpico e com gramado irregular. Apesar não ser desculpa para derrota de nenhum time grande, as dimensões do campo dificultam muito quando a equipe adversária resolve se fechar e jogar no contra-ataque, e foi exatamente isso que o Santa Cruz fez. Com esta estratégia, o Santa abriu o placar, mas não resistiu a insistência do Grêmio e sofreu a virada: 1×2.
A defesa do Grêmio, ontem formada por Mario, Mauricio e Rafael, ainda sofre muito com contra-ataques, principalmente aqueles originados de cruzamentos vindos do campo de defesa em direção as laterais. Um pouco deve-se ao mau posicionamento dos zagueiros (que jogam adiantados), mas também a má marcação dos volantes e alas. Nos contra-ataques podemos perceber a linha de zagueiros correndo de um lado para o outro, enquanto os volantes voltam correndo desesperadamente e atrasados. Numa falha de marcação veio o chute de fora da área (um dos vários) e o gol do Santa. Victor falhou miseravelmente. Percebe-se no replay que ele caminhava lentamente quando viu a bola ser chutada, então tentou reagir, mas era tarde… Ele tem crédito. Santa 1 x 0 Grêmio. Outra vez saindo atrás no placar.
A ausência de Souza e Hugo faziam com que o meio utilizasse o armador para cadenciar o jogo e criar jogadas, deixando o ataque bem mais lento, mas permitindo que os alas participassem mais das jogadas. Os volantes Fernando e Ferdinando fazem o feijão com arroz e deixam a bola nos pés de quem tem mais habilidade. Fabio Santos deveria ser um deles, mas erra demais. Joilson, pelo outro lado, foi melhor, mas também é tecnicamente muito fraco e peca no acabamento das jogadas ofensivas. Para cobrir a improdutividade dos alas, Mario Fernandes passou o jogo todo saindo da zaga e agindo como ala. Essa atitude (um pouco irresponsável) atrapalhou o posicionamento do Joilson e deixou brechas enormes na lateral direita defensiva, mas proporcionou a melhor opção de tabelamento com os meias e atacantes. Ao final da partida podíamos ver Joilson trocando passes laterais com a defesa, lá atrás, numa mudança franca e dinâmica de posições com o Mario. E mais tarde, quando Lúcio entrou no jogo, a ala esquerda foi resolvida, num feliz deja vu daquela Libertadores 2007. Com belas arrancadas, cruzamentos e muita disposição. O cara parece que praticamente readquiriu a titularidade no Grêmio.
Sou daqueles que jamais abre mão de um jogador que saiba ver o jogo, pensar e armar com lucidez. Por isso gostei da opção inicial por Maylson, que entre os meias disponíveis é aquele que se parecia mais com um armador. Porém, falta nele a qualidade do último passe e arremate de maior qualidade. Não é atoa que foi substituído pelo ótimo Mythiuê. E este garoto entrou, driblou, movimentou-se por ambos os lados do campo, apoiou os atacantes, cadenciou o jogo procurando por opções e mostrou a habilidade que todos nós queremos no camisa 10 gremista. Este promete!
Ah, o que dizer sobre o ataque do Grêmio… Nele está hoje a admiração que eu tinha sobre a defesa ontem. Jonas passou quase o jogo inteiro esperando por uma bola no pé que não vinha, então acabava voltando até a intermediária para buscar a bola e tentar armar uma jogada. Ele já parece um pouco dependente do apoio de Souza e Hugo. Porém num lance isolado, Jonas armou para si mesmo, deu um chapéu digno de craque no zagueiro, progrediu e marcou um lindo gol. Era o empate: 1×1. Parece que cada vez mais o Grêmio é Jonas e mais dez. Mas para que o ataque fechasse com chave de ouro, Borges, num pivô clássico e repetindo o lance do jogo contra o Pelotas, resolveu a partida girando e batendo forte: 1×2.
Prefiro observar o jogo com o olhar do Silas, ou seja, admirando as opções, analisando a produtividade individual e coletiva. Porém o treinador ainda precisa anotar os erros em negrito, e utilizá-los sabiamento durante um esporro de início de treino, afinal, o Gre-nal vem ai ele não quer repetir Celso Roth, priorizando o amanhã, enquanto o clássico lhe rouba o emprego. O tempo passa e o time sequer tem formação e escalação definidas e ainda há jogadores para estrear. Agiliza a coisa ai, ô Silas…
Pontos positivos individuais: Mythiuê, Lúcio, Jonas e Borges. Pontos positivos coletivos: o meio campo também funciona com armadores e menos velocidade nas triangulações; o esquema 3-5-2 foi aprovado com pequenas resalvas; alas passaram a apoiar mais.
Pontos negativos individuais: Fábio Santos e… tá bom, Joilson. Pontos negativos coletivos: a defesa ainda está muito perdida nos contra-ataques; os volantes não participam tanto quanto deveriam; o meio não mostra criatividade na armação.
NOTAS (relativas exclusivamente a atuação neste jogo, variando de 1 a 10)
Victor: Falhou no gol – 6 Mario Fernandes: Ótimo no apoio, mas neste jogo devia ser zagueiro – 6 Rafael Marques: Discreto, não comprometeu – 6 Mauricio: Também discreto e certamente menos que Léo, bem menos – 5 Fabio Santos: Bem na defesa, muito pouco no ataque – 4 Joilson: Fez seu papel, não comprometeu e foi prejudicado pelo Mario – 6 Lúcio: Velocidade e ataque efetivo pela lateral. Muito melhor que o seu titular – 7 Ferdinando: Um volante qualquer. Mal na marcação – 5 Fernando: Bom volante, simples, mas também displicente na ajuda aos alas e zagueiros – 5 Maylson: Muito bem ao cadenciar o jogo, mas muito mal na armação e na conclusão – 5 Mythiuê: Armou, se movimentou, atacou e me fez esquecer do Maylson – 7 Borges: Fez bem o papel de pivô, perdeu gols fáceis, mas deixou o dele – 8 Jonas: Não foi ajudado pelos meias. Armou para si mesmo e fez um golaço – 8 Rochemback: Jogou pouco tempo – Sem nota.
Silas: Fez o certo, entrou com 3-5-2. Escalou o misto que melhor lhe permitia observar quem pouco jogou e quando percebeu a dificuldade no jogo soube arrumar o time. Manter Jonas e Borges foi uma sábia decisão, pois para estes não há reservas – 9
OBS: Comentar um jogo assistindo pela televisão e com a câmera posicionada quase no alambrado é o fim da picada. Na próxima eu vou a Santa Cruz!
***
Ficha Técnica:
Gauchão
Taça Fernando Carvalho – 4ª rodada Santa Cruz 1 x 2 Grêmio
SANTA CRUZ
Cássio; Simônio, Ronan (Vinicius) e Glauber; Fabiano, Breno, Willian Paulista, Cleber Oliveira (Adílson), Éder Lazzari e Rigo; Evilásio (Murilo). Técnico: Tonho Gil
GRÊMIO
Victor; Mário Fernandes, Maurício e Rafael Marques; Joílson, Fernando, Ferdinando, Maylson (Mithyuê) e Fabio Santos (Lúcio); Jonas (Fábio Rochemback) e Borges. Técnico: Silas
Gols:
Santa Cruz – Evilásio (23min/1ºT) Grêmio – Jonas (34min/2ºT) e Borges (45min/2ºT)
Cartões Amarelos:
Santa Cruz – Fabiano, Rigo, Breno, Cássio e Vinicius Grêmio – Victor e Fernando
Árbitro: Jean Pierre Lima Assistentes: José Franco Filho e Carlos Selbach Local: Estádio dos Plátanos, em Santa Cruz do Sul Data: quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
No último jogo no Olímpico Monumental ressurgiram vaias para o time, oriundas das Sociais e de outras partes do estádio, o que não é surpresa para ninguém por aqui – qual o motivo ? O nosso setor defensivo, que em 3 jogos contra adversários relativamente mais fáceis tomou 5 gols, sendo 3 deles dentro do Olímpico. O que mais se ouvia era: time faceiro, o Réver não voltou das férias, não tem meio defensivo e assim por diante.
Pois bem, eis que parte dos anseios dos que vaiavam (aka corneteiros) foram atendidos – o Zagueiro que estava “jogando mal” para o conceito dos mesmos foi vendido para fazer caixa, pagar contas e afins e o meio campo defensivo (e ofensivo) vai ser totalmente diferente para o jogo de hoje a noite contra o Santa Cruz, (comentário aos corneteiros – cuidado com o que se deseja) pois o Adilson está pendurado, o Souza e Leandro sentiram dores (leia-se poupados) e o Hugo foi cuidar da vida dele (leia-se poupado também), sobrando o Fabio Rochemback, o Tulio e os jovens Maylson e Mithyuê para criação do meio de campo. Mas as mudanças não param por aí, nosso treinador ainda tem a possibilidade de trocar o Fabio Santos pelo Lucio (que tá pedindo passagem) e ainda o retorno do Mario Doril e a estréia do Mauricio (aquele que se agarrou aos tapas e beijos com o Obina em pleno gramado do Olimpico Monumental)
Resumidamente – O setor defensivo não estava confiável pelos motivos mais variados possíveis agora é um ponto de interrogação gigante sem o Rever e com a dúvida de escalar o Mario na lateral ou na zaga. O setor de meio campo defensivo que estava nas costas do competente Adilson agora estará nas costas do Tulio e do Rochemback (pelo que sabemos, ele tem costas e barrigas bem grandes para carregar o meio nas costas). Do meio campo pra frente não é necessário comentar – o Silas tem um bom problema para encaixar os ótimos jogadores que temos (e olhar o jogo para saber se ele poderá ou não escalar o Douglas no jogo de Domingo).
A grande dúvida que eu tenho é – como ajustar o time no que diz respeito ao meio defensivo ?
Ahn, claro que não podia deixar de falar no Jonas, que tá comendo a bola e é sempre uma esperança de gols na área do adversário.
Serviço do jogo: Santa Cruz x Grêmio SANTA CRUZ
Cássio; Simônio, Ronan e Glauber; Fabiano, Breno, Cleber Oliveira, Éder Lazzari e Rigo; Evilásio e Flávio Guilherme.
Técnico: Tonho Gil GRÊMIO
Victor; Mário Fernandes, Maurício, Rafael Marques e Fábio Santos (Lúcio); Túlio (Fernando), Ferdinando (Rochemback), Maylson e Mithyuê; Jonas e Borges.
Técnico: Silas Árbitro: Jean Pierre Lima Assistentes: José Franco Filho e Carlos Selbach Local: Estádio dos Plátanos, em Santa Cruz do Sul Data: quarta-feira, 27 de janeiro de 2010 Horário: 21h50min
Faz tempo, mas eu lembro que ia seguido aos sábados com meus pais na feira realizada ao lado do Olímpico. Deve existir ainda já que ela era bem grande e com uma variedade muito grande de produtos. Justo do lado do Olímpico.
Buenas, todos sabem a dinâmica da feira né?
No ínicio, os caras te empurram o produto mais antigo e ainda tentam pelo maior preço. Quando estes não saem, eles colocam os mais novos, ainda com um preço alto. E fim de feira, já viu ne? Desconto, correria, sujeira, gritaria, falta de produtos….. a tal da “xepa”. O Grêmio já começou a feira esse ano. E já está liquidando o time no início da temporada como se fosse fim de feira. Se valendo da clausula do contrato de Rever, que o tira do Olímpico com £5 milhões a vista, o Wolfsburg está próximo de ter um dos atletas mais promissores do clube. Vendendo alcachofra a preço de repolho. Maldita clausula. O Paulista de Jundiaí deve estar faceiro que leva uma boa parcela desse valor. A torcida ticolor não. Duda Kroeff afirmou ao ClicEsportes em 22 de janeiro que estava em negociações para adquirir mais 25% dos direitos do jogador e derrubar a clausula.
Claro que os investimentos para O ano de 2010 foram altos, a venda de um bom jogador aconteceria, mas não se pode esperar? Douglas Costa não foi suficiente pra dar fôlego ao Clube no início da temporada? Nosso conhecido passaporte para La Copa já vai começar. E Copa do Brasil é mata-mata. Antes de fazer o gol, é importante não levar.
Lembro bem da entevista antes de ir para a pré-temporada do nosso presidente. Algo assim “confio no planejamento do nosso departamento financeiro” ou “só venderemos jogadores se for conveniente e vantajoso pro Clube”. Me preocupa a saude financeira do clube e o time em campo. Réver não vinha no seu melhor futebol, é verdade. Mas alguém achava que a fase seria pra sempre? Que sua qualidade não ia aparecer logo logo?
Ainda por cima, nosso promissor zagueiro de formação, Mario Fenandes (que ainda NÃO jogou o Ruralito) parece ter afirmado que hoje prefere jogar na lateral. Isso seria ótimo, se Réver continuasse. Veremos a que veio Mauricio.
Meira, teremos novidades que acalmem estes corações tricolores? Acho bom começar a descascar esse abacaxi.