Tem alguma coisa faltando….

Todos nós sabemos desde que o mundo é redondo e se joga futebol que são os resultados que importam. O que fica, afinal de contas, marcado na história são os títulos, recordes, artilheiros. Isso é a história, é o que vai ser lembrado. Pois bem, Nando Gross em seu twitter (@nandogross) no dia 8 de março mostrou o aproveitamento de Silas desde que assumiu o comando do Grêmio: 14 jogos. 11 vitórias, 2 empates e 1 derrota. aproveitamento de 83,3%.

Analisando friamente estes números é um excelente aproveitamento, convenhamos. Ninguém é louco de dizer que é pouco ou insuficiente.  Nos coloca na cabeça do Brasileiro sem ninguém chegar perto (Cruzeiro venceu com 72,5%  em 2003 e ano passado, o  Flamengo sagrou-se campeão com apenas 58%)

Mas então o que é alvo de tanta crítica, inclusive minha, dessa comissão?

Primeiro: o que fica na história são os títulos, são os números. Mas alguém aqui é capaz de esquecer o campeonato brasileiro de 2005 que houve aquele vergonhoso esquema da arbitragem? Teoricamente o campeão seria o time da beira lago, mas o que ficou na história do futebol foi o titulo do Corinthians e a amargura para os “Campeões morais”, titulo que nem na sala do contestável campeão de tudo a gente encontra.

Alguém esquece a final da Libertadores de 1995 com o título? A final do mundial que perdemos para o Ajax?

Alguém teria coragem de dizer que um jogo que ganhamos com um gol anulado ou impedido sobre um rival importante (como o gol contra oSão Paulo no Brasileiro de 2008) não tem um gostinho até melhor do que se fosse uma goleada?

As vitórias marcam sim. Agora time bom, time convincente fica na história. Mesmo que nao ganhe. A Seleção Brasileira de 1980 não me deixa mentir.

fonte: blog Gremio 1903

Ai que está, Sr. Silas. o time ganha, mas não convence, não empolga. Mesmo que ganhe ou perca. Não importa os números se não há tranquilidade e confiança que este time apresentado é de fato um time com características e pinta de campeão. A sensação é que os outros times estão realmente mais fracos ou menos motivados ainda, e não que o Grêmio está bem. A torcida pede mudanças, a imprensa cutuca. Para o torcedor tricolor e nada adianta levantar a Taça (ok, excluindo o momento da Taça Pedalado) e o time não convencer. Não adianta sofrer para ganhar de 1 a 0 de um time tecnicamente muito inferior. Não importa se o time não está completo. Não importa correr o campo inteiro se não há o comando sobre a posse de bola, se as jogadas não são construídas na base de boas jogadas e treinos.  Não importa quem jogue, desde que haja emprenho, garra, força e vontade. O time campeão da série B era fraco tecnicamente, todos sabem. Eles sabiam. Mas eles lotavam os jogos, tinham total apoio da torcida. E se classificou apertado para o quadrangular final. Mano era exaltado. Em 2008, mesmo com Celso Roth sendo vaiado, o time era apoiado.

Alguma coisa está faltando pro Grêmio hoje. Cadê o brilho? Cadê o orgulho de vestir a camiseta tricolor? Tá certo, muito vão dizer que do jeito que está não tem como ter orgulho (essa discussão fica pro ótimo post do Edu aqui). Mas o escudo é o mesmo. A responsabilidade, enorme.

O que eu como torcedora quero é me convencer. É ver e acreditar no time. É ter uma convicção que essa nuvem vai passar, que é tudo uma fase. Que o Estádio vai voltar a lotar não porque o Grêmio está vencendo, mas porque dá orgulho e vontade de ver esse time jogar, como antigamente.

te sigo aonde for.

Uma folga para Victor

Que Victor é um goleiro de nível de selecionável brasiliense, todos sabem. Desde que chegou ao Grêmio, cativou a torcida e se transformou em ídolo Gremista. Ousaria dizer que em termos técnicos ele supera nossos eternos ídolos Mazaropi e Danrlei, ainda que estes dois sejam ícones das maiores conquistas do Imortal.

O problema é que em quase todos os jogos Victor tem que operar pelo menos um milagre. Fosse outro no gol e certamente não seríamos líderes no Ruralito, tampouco teríamos sido o melhor time do primeiro turno. Já perdi as contas da quantidade de vezes em que Victor foi eleito o “craque” da partida. E isso preocupa. Não pelo Victor que há de ser ainda melhor do que já é. Mas preocupa o fato de os adversários chegarem sempre muito perto do nosso gol. Na minha opinião, goleiro não poderia ser o craque do jogo (salvo raras excessões como finais de campeonato e tal), pois isso mostra que os outros 10 que jogam na linha não estão trabalhando direito. O que reforça ainda mais essa tese é o fato de que fomos o melhor time do primeiro turno e ainda somos líderes mas, mesmo vencendo, nosso time não convence.

Quem sabe se Silas tomar mais café da manhã, ele vai conseguir pensar melhor e conseguirá montar um time forte, eficiente e efetivo para que Victor faça o que ele realmente tem que fazer: assistir o jogo de camarote e subir no palco para levantar muitas taças para o Grêmio.

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Gremista do Mês de Fevereiro
O Blogrêmio realizou nova votação para escolha do Gremista de Fevereiro. Dê uma conferida e nos diga o que você achou desta escolha. Clique aqui.

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Uniforme
Tem dado “muito pano pra manga” a discussão sobre este uniforme novo. Minhas impressões são as seguintes: não é uma camiseta do Grêmio que me agrade. A questão das listras desproporcionais não soou bem pra mim. A Puma fez excelentes camisetas como a de 2005 e as da LA 2009. E só. Não gosto de invencionismo no manto sagrado. Não parece uniforme do Grêmio, tampouco “tradicional” e que “lembra o uniforme de 1995″ como falou o Pacheco que, seguramente, terá que revisar a receita dos óculos depois dessa.

Claro que comparada com a camiseta do Quico, qualquer coisa fica mais bonita, embora reconheça que o design é arrojado. Só que ainda assim, não tem cara de Grêmio. Mas esta é apenas uma opinião pessoal. Teve muita gente que gostou da camiseta. E gosto é que nem bunda: uns têm, outros não. Portanto, não sou eu quem vai tocar de novo nesse assunto…

As polêmicas do novo uniforme do Grêmio

A expectativa da torcida era grande para o lançamento do uniforme do Grêmio para a temporada 2010. Mais de 2 mil unidades já haviam sido vendidas “no escuro” pela Internet. Depois de um modelo desastroso em 2009, uma das camisas Tricolores que mais recebeu apelidos na história do clube (“roupa de marinheiro”, “roupa do Quico”, “camisa das anteninhas”, “Babador”…), se esperava algo melhor da Puma.

Piorar, realmente, não tinha como. Mas a camisa apresentada antes do jogo contra o Porto Alegre, no último sábado, está longe de ser consenso entre os torcedores. As críticas não se concentram no fato do fardamento ser bonito ou feio, mas numa sequência de equívocos que aconteceram antes dele ser apresentado no estádio Olímpico.

1. A demora

Dos principais clubes brasileiros, o Grêmio foi o último a trocar seu uniforme. As primeiras informações apontavam para a apresentação no final de janeiro, depois passou para fevereiro e foi acontecer apenas em março. No final, o clube jogou todo o primeiro turno do Gauchão com a camisa velha, inclusive na conquista da Taça Fernando Carvalho.

Matéria no UOL, em janeiro. Promessa não cumprida.


2. O lançamento em si

Faltou um evento mais interessante para o lançamento do uniforme. Fazer a apresentação num jogo desinteressante do Campeonato Gaúcho, num sábado, às 19h30, não foi o mais oportuno. Se tivesse acontecido às vésperas da final do 1º turno, como seria o movimento na Grêmio Mania na segunda-feira? O espaço na mídia também foi pequeno. Nos telejornais locais, apenas a menção ao novo uniforme nas reportagens sobre o jogo contra o Porto Alegre. Nos jornais e na Internet, as notícias comentavam mais a polêmica da aprovação ou não pela torcida. Quem lançou seu uniforme antes, teve espaços mais generosos e mais positivos.

Homenagem às torcedoras gremistas e lançamento do novo uniforme. Uma boa ação, que poderia ter sido casada com outras.


3. As listras

Até que ponto o tradicional pode ser mudado? Quem tem autoridade para mexer em algo que faz parte da identidade de uma marca? A atual diretoria Tricolor e a empresa fornecedora do clube se julgaram aptos a fazer essa transformação e reduziram o número de listras da camiseta Tricolor e desvirtuaram completamente o uniforme. Vista de frente, a camisa deixou de ser listrada e passou a ser uma camisa azul com uma faixa preta no centro e duas finas franjas pretas nas laterais, para fechar a costura.

Camisa do Grêmio em 2010


4. O número varzeano

Ao olhar a parte de trás da camisa, a surpresa negativa com o formato escolhido para o número. Lembra a numeração de camisetas compradas por equipes de futebol de várzea. Sem falar que o branco teria uma leitura melhor. Eu não quero nem imaginar como vai ficar com a aplicação do nome dos jogadores para a disputa da Copa Sul Americana.

A caixa azul e numeração não caíram bem


5. A promessa da camisa tradicional

O ponto que gerou maior indignação pelos torcedores. Nas entrevistas, os dirigentes afirmavam que a camisa deste ano seria “mais tradicional”, um modelo semelhante ao utilizado pelo Tricolor na conquista do bicampeonato da Libertadores em 1995. Muita gente acreditou nisso e resolveu apostar na pré-venda realizada no loja virtual da Grêmio Mania. Mas a única coisa que os uniformes têm em comum são as cores azul, preta e branca.

A camisa de 95 e a atual: muito diferentes.

Como poderia ser

Algumas propostas já foram apresentadas pela comunidade blogueira gremista como alternativa ao modelo da Puma para este ano. Uma das melhores análises foi feita pelo André Kruse, do Grêmio 1983, com bons desenhos e ideias interessantes.

Outra ideia difundida pela web gremista exigiria a mudança da fornecedora de material esportivo. Mas como isso vem sendo solicitado pela torcida há tempos, vale a pena imaginar como poderia ser nosso uniforme desenhado pela Adidas (por Charles Hansen, do Grêmio Copero), baseado no uniforme do sueco Djurgardens IF lançado, casualmente, junto ao uniforme do Grêmio.

A proposta do Charles Hansen: uma verdadeira armadura.


Um produto que não deveria dar polêmica

A direção veio a mídia para declarar que a torcida gostou do novo uniforme e que o movimento foi intenso na loja do estádio Olímpico. Mais por méritos da paixão desses torcedores do que pelo trabalho feito por diretoria/Puma. Como seriam as vendas de um modelo que tenha a aprovação desses apaixonados torcedores?

É difícil entender como profissionais, que vivem para desenhar camisetas, não conseguem desenvolver algo interessante com um produto tão bom e que dá tantas possibilidades como a farda gremista. Vale lembrar que o clube já teve seu uniforme eleito como o mais bonito do mundo e que, em 1996, foi o artigo esportivo mais vendido no planeta.

A salvação pode estar na escolha do terceiro uniforme que, segundo informações, será realizada pelos torcedores no site do Tricolor. Mas esse processo já não começou bem. Seria para fevereiro, foi dado como certo para depois do Carnaval mas, agora, a previsão é que a votação seja colocada no ar apenas em abril. Outras mudanças de datas, ou até um cancelamento da ação, não surpreenderiam.

E você, torcedor? Gostou do novo uniforme Tricolor? Queremos a sua opinião. Comente!

até quando só vale 3 pontos?

Mais um jogo e mais uma vitória. Invencibilidade em casa. Recorde regional. E o que mais? Silas fez questão de exaltar esses números em sua coletiva após a patética partida contra o Porto Alegre. Mas convenhamos, isso só serve pra aliviar um pouco, ou quase nada, o desempenho abaixo da média esperada por todos torcedores e, agora demostrado em público, pela direção.

O jogo de sábado foi pra testar a paciência de qualquer torcedor, os corneteiros de plantão então deram show, obviamente. Como disse a Paula no final do jogo e depois o Guerrinha no Bate Bola da TV Com, há quanto tempo o Grêmio não ganha convencendo? Há quanto tempo a torcida não sai satisfeita com o desempenho (desempenho, não o placar) do time?

Foto Oficial da nova camisa 2010. fonte: gremio.net

Impossível não comentar a lambança do Marketing do Grêmio no lançamento da camiseta 2010. Antes de qualquer coisa, a minha opinião pessoal é que ela ficou menos pior do que imaginava. Mas hoje, revendo o time em campo com ela eu já estou até gostando.  Lançamento da camiseta que será usada na Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro  foi lançada em um jogo no sábado, do campeonato Gaúcho, sem expectativa de grande público, onde mulher (somente sócia torcedora ou alistada) não pagava e ainda não encontrava a camiseta feminina, somente a masculina que era vendida. E paro por aqui.

Bom, vamos ao jogo então. Dificil comentar um jogo tão feio e impossível segurar a corneta,  mas vamos lá:

O Grêmio entrou em campo no 4-4-2 com um meio de campo longe do ideal. Ferdinando, William Magrão Maylson e Hugo não são complementares e pouco ajudam atrás (cadê o 1° volante?) e se afobam quando sobem ao ataque. Devido ao fraco adversário, até conseguimos ver boas jogadas e, obviamente, muito gols perdidos. A defesa e laterais sem metade de seus titulares por muitas vezes não se entende, bate cabeça e devolve invariavelmente a bola no pé do adversário ou rola o famoso chutão pra frente.

Do meio pra frente, o Grêmio mostra que depende de Borges para tranquilizar a torcida e marcar gols com competência de atacante. Quando o goleador não está em campo, William entra na função e é longe de ser um bom substituto e, na minha opinião não deveria nem vestir a camisa tricolor. Não sabe se posicionar, não tem qualidade e não causa problemas para nenhuma zaga adversária. Fez o gol, é verdade. No entanto continua  dependendo da sorte, já que não tem a técnica.

A torcida, insatisfeita com apenas 1 a 0 no placar, impossível não lembrar que o time B do grêmio fez 6 a 0 em jogo treino na semana, começou a pedir alterações. Digamos que Silas até atendeu, mas tirou quem não devia. As sociais por diversas vezes o chamou de burro. Sacou William Magrão que para mim ainda não pique para 90 minutos e colocou Adilson. Troca seis por meia dúzia. O problema foi William dizer que estava bem. O suficiente para mais uma onda de vaias. Depois, coloca o queridinho da torcida e promessa Mithuyê no lugar do atrapalhado William. Termina suas substituições colocando Bergson no lugar de Maylson, que não fez boa partida.

Silas demostra firmeza ao (tentar) justificar suas alterações e esquema de jogo, mas cai em total reprovação quando diz que se não estão satisfeitos, que há 19 clubes querendo seu comando. A torcida exige que um treinador sinta orgulho de dirigir o Grêmio.  Não será surpresa se tivermos outro técnico quando começar o Brasileiro, caso esta postura e resultados se mantenham.

O Grêmio não contagia. Não joga bom futebol. Um jogo bom para fazer saldo e garantir as decisões da  Taça Fabio Koff em casa, não convenceu. O Grêmio joga com o regulamento, mas tem momentos que só isso não basta.  

Time fraco, pouco ofensivo e por vezes acuado, visivelmente desmotivado. A arrogância e autoritarismo na hora de montar o time fez com que a Direção viesse a público colocar sua discordância com a escalação. Assim como a imensa maioria da torcida, Rochemback e Ferdinando não são as melhores opções, dando preferência por Adilson e William Magrão.

Ao invés de só criticar, a direção podia ir atrás de um 1° volante no mercado e tentar solucionar esse falta de marcação na frente da área. Imagino eu que isso deva estar acontecendo, senão é de se preocupar.

SERVIÇO DA PARTIDA

GRÊMIO

Victor; Edílson, Mário Fernandes, Rodrigo e Bruno Collaço; Ferdinando, Willian Magrão (Adilson), Maylson (Bergson) e Hugo; Jonas e William (Mithyuê).

Técnico: Silas

PORTO ALEGRE

Fábio; Jackson, André Ribeiro, Alex Moraes e Mineiro (Hugo); Caio, Everton, Dê e Thiago Correia (Muriel); Givaldo e Adão (Hyantony).

Técnico: Luís A. Zaluar

Estádio: Olímpico.
Data: 06/03/2010.
Árbitro: Ronaldo Santos da Silva. Auxiliares: José Javel Silveira e Renata Schaefer.
Gols: William, aos nove do primeiro tempo.
Cartões amarelos: Willian Magrão, Maylson e Rodrigo (Grêmio); Dê e Jackson (Porto Alegre).
Publico Pagante: 9.239

Publico Total 13.530

Renda R$ 130.452,50 

PRÓXIMO JOGO

GRÊMIO X INTER-SM no Estádio Olimpico. 14/03/2010 (domingo) às 19h30.

Te sigo aonde for.

A Semana do Grêmio – 05-MAR-2010

Gauchão: para fechar a conta e passar a régua
Depois de conquistar o 1º turno do Gauchão no domingo, ao vencer o Novo Hamburgo por 1×0, o Grêmio iniciou na quarta-feira a luta para obter o título da Taça Fábio Koff, segundo turno do torneio, e ganhar antecipadamente o título estadual deste ano. Com um time cheio de reservas, o Tricolor foi a Santa Cruz e ganhou do Avenida por 3×1, gols de Maylson, do estreante Edílson e de Jonas.

“Grepoa” sábado e recorde a caminho
Nas antigas, se diria que é um clássico citadino. Mas ainda falta muito para que o embate entre Grêmio e Porto Alegre possa ser considerado assim. O enfrentamento entre os dois clubes da Capital acontecerá no Estádio Olímpico, neste sábado, a partir das 19h30, pela segunda rodada da Taça Fábio Koff. Não perdendo, o Tricolor quebra o recorde nacional de jogos sem derrota em casa. Lembrando que, num jogo-treino entre os dois times há dez dias, os reservas gremistas bateram o time do irmão do Ronaldinho por 6×0.

Sábado, mulheres não pagam. Mas só as do Exército Gremista.
Dentro das comemorações do Dia Internacional da Mulher, elas não vão pagar ingresso no jogo deste sábado contra o Porto Alegre. Mas apenas aquelas cadastradas no Exército Gremista e com o Cartão do Torcedor Gremista. Um belo tiro no pé criar uma restrição dessas, visto que, nos últimos anos, o acesso era liberado a qualquer torcedora. Ah, importante, um ponto positivo: é necessário fazer uma doação à campanha de material escolar do clube. Basta doar um dos seguintes itens: 1 caderno grande; 2 cadernos pequenos; 1 conjunto de lápis de cor ou canetinha (12 cores); 1 kit com lápis, borracha, caneta e régua; ou 1 pacote de no mínimo 100 folhas de ofício. A torcedora entrega a doação e passa a catraca com seu Cartão do Torcedor.

O café
A confiança da torcida gremista em Silas está diminuindo. E o técnico não se ajudou, ao usar uma figura de linguagem não muito feliz para afirmar o porquê da não escalação de Mário Fernandes na zaga. Segundo o treinador, o zagueiro de ofício e lateral improvisado precisa “tomar café”. Ok que o guri não tinha o hábito, que estava dormindo demais, mas ele poderia ter dito que Mario ainda precisa de um reforço muscular para enfrentar o ataque adversário. Poderia ter sido mais esclarecedor e menos polêmico, uma vez que já surgem comentários sobre as noitadas do jogador.

Vai tomar café, Mario! (Foto: site do Grêmio)

Novo uniforme
Depois de muito suspense e uma campanha de pré-venda pela Internet, o Grêmio apresenta antes do jogo do sábado seu uniforme para o restante da temporada 2010. O Tricolor será um dos últimos clubes do país a renovar sua camiseta e o faz em um momento inoportuno. Porque não aproveitaram a final do 1º turno, quando a exposição na mídia seria maior e até daria um acréscimo às vendas na loja do clube durante a semana? Vai entender.

Ainda sobre uniforme
E cadê a votação do terceiro uniforme que estaria no site do Grêmio após o Carnaval? Ah, as convicções… (NR: ok, escrevi a mesma coisa na semana anterior. Mas como não aconteceu nada ainda…)

Renovação com Jonas, enfim
Terminou a novela e Jonas renovou seu contrato com o Grêmio por mais uma temporada.

Borges fora por quase um mês
Lance de perigo na área do Novo Hamburgo, na final do 1º turno do Gauchão, Borges chuta a bola e cai, levando a mão à coxa. Sai de campo, ainda no primeiro tempo, e se identifica a lesão muscular e de três a quatro semanas sem o artilheiro.

Ozeia chegando, Tulio saindo e Souza…
Cresce a República do Avaí no Olímpico. Depois de Ferdinando e William, outro ex-comandado de Silas no clube catarinense foi contratado pelo tricolor. É o zagueiro Ozeia, de 1,90m, que estava atuando no futebol português. Já o meia Tulio deixou o clube para jogar no Goiás. Já Souza, que se recupera de lesão, teria recebido propostas para atuar no futebol árabe quando tiver condição de jogo.

Ozeia: nascido em Nonoai (RS), gremista desde piá, zagueiro alto, mas...

Edílson e Rodrigo: as estreias da semana
O lateral-direito Edilson teve uma estreia de luxo com a camisa Tricolor. Grande atuação, eleito melhor em campo e ainda marcou um gol na vitória contra o Avenida. Já o zagueiro Rodrigo sofreu com a falta de entrosamento e não conseguiu escapar do mau período que atravessa a defesa gremista, dando muito trabalho para Victor.

Duda: despiste sobre reeleição?
Antes do jogo contra o Avenida, na quarta, o presidente do Grêmio Duda Kroeff negou que concorrerá à reeleição nas eleições do clube neste ano. Como ainda falta muito tempo para o pleito, essa não deve ser a decisão final do dirigente, que certamente vai esperar os resultados em campo e a conjunção política interna antes de anunciar o que fará. Como os homens passam e o Grêmio fica, esperamos que a campanha este ano aconteça após o término Campeonato Brasileiro, e não durante, uma das causas da perda do torneio em 2008.

Mistão suficiente em Santa Cruz

Pós-Jogo

Ainda com aquela imagem lava-almas do Fernando Carvalho entregando a taça ao Victor, depois da final de Domingo, o Grêmio volta a campo. E para iniciar a defesa do título recém conquistado e já querendo iniciar bem o caminho rumo ao título do Clausura Gaúcho, a Taça Fábio Koff, o time gremista enfrentou um adversário que talvez merecesse mais estar disputando um caneco de plástico (estilo campeonato de bairro) de uma competição que poderia se chamar… hmm… ah, claro, Taça Flávio Obi… oops, quase.

A minha tarefa para este pós-jogo, que já não era fácil, se tornou um pesadelo. Brincadeira. Preciso lembrar que o Grêmio já havia anunciado que jogaria com time misto, promoveria a estréia de dois novos jogadores, mudaria a posição do Mario Fernandes, manteria William na posição do lesionado Borges e permitira a re-estréia de William Magrão como titular. Resumindo, um time com novos jogadores ainda não adaptados e outros fora de forma compondo um time que simplesmente nunca jogou junto. Se isso não bastasse, volto a lembrar que o adversário era muito, mas muito ruim! Ruim a ponto de ter feito a pior campanha da competição até agora e não venceu sequer um jogo no seu campo.  Bem, sobre este jogo treino que ocorreu em Santa Cruz eu prefiro falar um pouco mais das individualidades e esquecer o coletivo.

Lá atrás na defesa, todas as alterações possiveis foram feitas. Mario voltou a ser zagueiro e nos mostrou que era justificada a sua colocação na lateral. O garoto se mostrou ainda verde ao sair de maneira estabanada e cometer faltas inocentes em frente a área, correndo risco inclusive de ser expulso. Ele melhorou muito no combate e na antecipação, mas mostra-se perdido nas bolas aéreas. O estreante Rodrigo começou com um estilo Tcheco de ser, trocando passes com uma lucidez impressionante, mostrando oportunismo no desarme e muita tranquilidade, confiança. Porém, assim como Mario, errou muito no posicionamento, já que nunca jogou com seus colegas e pouco tempo teve para adaptar-se as exigências do Silas. Além disso, parece que cansou ainda no primeiro tempo e seu desempenho diminui consideravelmente no segundo tempo.

Gostei muito da primeira partida do Edilson, ex-lateral da Ponte Preta. Certamente ele foi a opção mais forte na lateral direita até agora e deve ter ganhado a vaga. Mostrando bom apoio ao ataque e presença boa na defesa e ele apareceu em todos os lados do campo (isso não vai durar), fez um belo gol, deu uma passe perfeito para gol e quem não sabia até diria que ele esta jogando no Grêmio há vários anos, de tão confortável que ele parecia com a camisa tricolor.  Do lado de lá, Bruno Collaço me fazia pedir por Fábio Santos, acreditem! Errando passes de meio metro e mostrando ingenuidade de juvenil, o garoto realmente só não pode ser emprestado agora porque Lúcio está fora.

Interessante: a defesa formada por Mario, Rodrigo, Edilson e Bruno dependeu do Victor para cortar várias bolas cruzadas, pois na maioria das vezes a nega passava batida por toda a zaga e nada do corte. Ah, sem falar no corte de guri que o Mario tentou fazer e acabou ajeitando a bola para o atacante adversário fazer o gol (lembrando o Pererão em má fase). Essa é praticamente a chamada defesa ideal. De olho neles!

Mais ao meio, William Magrão, assim como Hugo, tiveram discreta participação e as vezes até foram irritantes. Já Maylson mostrou um pouco mais de desenvoltura (um pouco) e participou bem dos lances ofensivos. Eu até pude vê-lo marcando! Agora, não sei se devo avaliar Jonas como atacante ou como meia. A maior parte do tempo vi o ex-pior-atacante-do-mundo-de-300mil-reais voltando, armando e procurando fazer as jogadas para si mesmo ou para o inoperante William (aqui me refiro ao centroavante que parecia uma vaca atolada). Devo assumir que gostei muito da participação do Jonas, táticamente, pois na falta de Douglas, Souza e o paredão do Borges, ele fez bem o papel misto lá na frente.

Mais uma vez, não vou citar o nome do grande goleiro gremista em vão. Até porque relatar que ele salvou o time, jogou muito ou fechou o gol é a mesma coisa que observar que a noite vem depois do dia…

Dos velhos problemas eu vi o Rochemback (volante cimentado estilo bonequinho de futebol de videogame dos anos 90) errar o posicionamento e dar porrada atrasado, vi Jonas perder gols incríveis e o Silas largar observações grotescas ao microfone de algum radialista ai. E o estupendo, talvez selecionável futebol sem grife do Hugo? Alguém viu? A sua chuteira amarelo-solar, que certamente funciona melhor que o triângulo para sinalizar na estrada, chamou mais atenção que o seu futebol pela segunda vez consecutiva. Sacanagem, mas realmente o cara foi só um simples meia que não merece a titularidade deste time. Não mesmo. E o graaaande William, substituto do Borges? Aposta e indicação do Silas, se o William entrasse em campo com uma camisa do Avenida ninguém perceberia que eles estavam jogando com doze.

Gostei do pouco tempo do Fernando e do acréscimo de Adilson, que é o rei do futebol perto de alguns dos seus colegas de posição, trazendo equilíbrio ao meio campo e intensificando a marcação neste jogo.

“O importante é que nós conseguimos os três pontos. Agora é acertar os erros para o próximo jogo”. Um jogo qualquer (ou treino?) merece uma frase batida.

Vocês viram a faixa na torcida do Avenida que dizia: “Libertadores 2013″? Haha. Mais realista que algumas focalizadas pela televisão lá no aterro do Guaíba.

Serviço do jogo

Taça Fábio Koff – 1ª rodada

Avenida 1 x 3 Grêmio

AVENIDA
Vandré; Diego Eli, Rudi, Cassel e Marciel (Emanuel); Bocha (Valdiram), Diego Martins, Miro Bahia e Fábio Pinho (Kelson); Cinval e Alê Menezes.
Técnico: Paulo Henrique Marques

GRÊMIO
Victor; Edilson, Mário Fernandes, Rodrigo e Bruno Collaço; Willian Magrão (Fernando), Fábio Rochemback (Adílson), Maylson e Hugo; Jonas e William (Mithyuê).
Técnico: Silas

Cartões amarelos:
Avenida:
Diego Martins e Bocha
Grêmio: Mário Fernandes, Fábio Rochemback e Fernando

Gols:

Avenida: Fábio Pinho (44min/1ºT)
Grêmio:
Maylson (1min/1ºT); Edílson (14min/1ºT) e Jonas (38min/2ºT)

Árbitro: Márcio Chagas da Silva
Assistentes: João Lúcio Monteiro de Souza Júnior e Antônio César Domingues Padilha

Local:
Estádio dos Eucaliptos, em Santa Cruz do Sul
Data: quarta-feira, 3 de março de 2010

Ainda com aquela imagem do Fernando Carvalho entregando a taça da competição que leva o seu nome ao Victor, depois da final de Domingo, o Grêmio volta a campo. E para iniciar a defesa do título recém conquistado e já querendo iniciar bem o caminho rumo ao título do Clausura Gaúcho, a Taça Fábio Koff, o time gremista enfrentou um adversário que talvez merecesse mais estar disputando um caneco de plástico (estilo campeonato de bairro) de uma competição que poderia se chamar… hmm… ah, claro, Taça Flávio Obi… oops, quase.
A minha tarefa para este pós-jogo, que já não era fácil, se tornou um pesadelo. Brincadeira a parte, preciso lembrar que o Grêmio já havia anunciado que jogaria com time misto, promoveria a estréia de dois novos jogadores, mudaria a posição do Mario Fernandes, manteria William na posição do lesionado Borges e permitira a re-estréia de William Magrão como titular. Resumindo, um time com novos jogadores ainda não adaptados e outros fora de forma compondo um time que simplesmente nunca jogou junto. Se isso não bastasse, volto a lembrar que o adversário era muito, mas muito ruim! Ruim a ponto de ter feito a pior campanha da competição até agora e não venceu sequer um jogo no seu campo.
Bem, sobre este jogo treino que ocorreu em Santa Cruz eu prefiro falar um pouco mais das individualidades e esquecer o coletivo.
Lá atrás na defesa, todas as alterações possiveis foram feitas. Mario voltou a ser zagueiro e nos mostrou que era justificada a sua colocação na lateral. O garoto errou demais ao sair de maneira estabanada e cometer faltas inocentes em frente a área, correndo risco inclusive de ser expulso. Ele melhorou muito no combate, mas mostra-se perdido nas bolas aéreas. O Rodrigo começou com um estilo Tcheco de ser, trocando passes com uma lucidez impressionante, mostrando oportunismo no desarme e muita tranquilidade, confiança. Porém, assim como Mario, errou muito no posicionamento, já que nunca jogou com seus colegas e pouco tempo teve para adaptar-se as exigências do Silas.
Gostei muito da primeira partida do Edilson, ex-lateral da Ponte Preta. Certamente ele foi uma opção mais consistente na lateral direita, mostrando bom apoio ao ataque e presença boa na defesa. Ele apareceu em todos os lados do campo (isso não vai durar), fez um belo gol, deu uma passe perfeito para gol e quem não sabe até diria que ele esta jogando no Grêmio há vários anos, de tão confortável que ele parecia com a camisa tricolor.  Do lado de lá, Bruno Collaço me fazia pedir por Fábio Santos, acreditem! Errando passes de meio metro e mostrando ingenuidade de juvenil, o garoto realmente só não pode ser emprestado agora porque Lúcio está fora.
Interessante: a defesa formada por Mario, Rodrigo, Edilson e Bruno dependeu do Victor para cortar várias bolas cruzadas, pois na maioria das vezes a nega passava batida por toda a zaga e nada do corte. Ah, sem falar no corte de guri que o Mario tentou fazer e acabou ajeitando a bola para o atacante adversário fazer o gol (lembrando o Pererão em má fase).
Mais ao meio, William Magrão, assim como Hugo, tiveram discreta participação e as vezes até foram irritantes. Já Maylson mostrou um pouco mais de desenvoltura (um pouco) e participou bem dos lances ofensivos. Eu até pude vê-lo marcando. Agora, não sei se devo avaliar Jonas como atacante ou como meia. A maior parte do tempo vi o ex-pior-atacante-do-mundo-de-300mil-reais voltando, armando e procurando fazer as jogadas para si mesmo ou para o inoperante William (aqui me refiro ao centroavante que parecia uma vaca atolada). Devo assumir que gostei muito da participação do Jonas, táticamente, pois na falta de Douglas, Souza e o paredão do Borges, ele fez bem o papel misto lá na frente.
Mais uma vez não vou citar o nome do grande goleiro gremista em vão. Até porque relatar que ele salvou o time, jogou muito ou fechou o gol é a mesma coisa que observar que a noite vem depois do dia… dã.
Dos velhos problemas eu vi o Rochemback (volante cimentado estilo bonequinho de futebol de videogame dos anos 90) errar o posicionamento e dar porrada atrasado, vi Jonas perder gols incríveis e o Silas largar observações grotescas ao microfone de algum radialista ai. E o estupendo, talvez selecionável futebol sem grife do Hugo? Alguém viu? A sua chuteira amarelo-solar, que certamente funciona melhor que o triângulo para sinalizar na estrada, chamou mais atenção que o seu futebol pela segunda vez consecutiva. Sacanagem, mas realmente o cara foi só um simples meia que não merece a titularidade deste time. E o graaaande William, substituto do Borges? Aposta e indicação do nosso caro técnico, se ele entrasse em campo com uma camisa do Avenida ninguém perceberia que eles estavam jogando com doze.
Gostei do pouco tempo do Fernando e do acréscimo de Adilson, que é o rei do futebol perto de alguns dos seus colegas de posição, trazendo equilíbrio ao meio campo e intensificando a marcação neste jogo.
“O importante é que nós conseguimos os três pontos. Agora é acertar os erros para o próximo jogo”. Um jogo qualquer (ou treino?) merece uma frase batida.
Vocês viram a faixa na torcida do Avenida que dizia: “Libertadores 2013″? Haha. Mais realista que algumas focalizadas pela televisão lá no aterro do Guaíba.

Em busca da Fabio Koff

Inicia hoje a busca pela Taça Fabio Koff. Não podemos nos basear na vaga garantida para a final. Seria o mesmo que dizer que já podemos comemorar o vice campeonato que a Taça Pedalado nos garantiu. E isso não é Grêmio. A busca é pela vitória, de realizar a melhor campanha, trazer os jogos decisivos para o Olímpico e as duas taças de uma vez para a sala de troféus.

Após o primeiro turno, podemos dizer que Gauchão é um campeonato que não existe formula feita. A dupla grenal sai naturalmente como favorita, mas faz tempo que não se enfrenta em finais. Algum time do interior sempre investe em bons jogadores, motiva sua equipe e chega nos calcanhares da dupla e acaba a festa de algum deles. Mas não a do Grêmio. Não este ano.

Agora é a vez dos grupos se enfrentarem entre si. O primeiro adversário nessa Taça é o Avenida. Time que amargou a ultima posição do Grupo “fraco”, com apenas 1 ponto ganho e sete derrotas e um empate. Este jogo será no Estádio dos Eucaliptos, em Santa Cruz do Sul, no horário da TV, até que alguém diga o contrário, ainda as 21h50.

O time do Grêmio inicia a segunda fase do Ruralito ainda sem Souza e Lucio, em recuperação das graves lesões nos ligamentos dos respectivos joelhos, além de Borges e Leandro, também lesionados. Demonstrando preocupação com estas lesões musculares, Silas opta por poupar Rafael Marques, Douglas e Fabio Santos.
Desta forma, toda capacidade criativa do time ficará nos pés de Maylson. Mario Fernandes voltará para a zaga ao lado de Edilson e Rodrigo. Impossivel não comentar o caso “café da manhã” do Mario. Até entendo o que Silas quis dizer com isso, afinal ele ainda é um menino, mas não é de hoje que clubes europeus sondam com intenções de propostas milionárias de verdade para levar o guri. Como zagueiro. Seria um atentado aos cofres do time não valorizá-lo na posição.

Time sauda a torcida na final da Taça FC (foto: Thiago Ene)

A escalação do tricolor deverá ter Victor,Edilson, Mario Fernandes, Rodrigo, Bruno Collaço, Adilson, Rochemback, Maylson, Hugo, Jonas e (ugh!) William.
E, de novo, só a vitória interessa. Vamos Grêmio!

Te sigo aonde for.

Salim Nigri: uma inspiração para as torcidas

Deveria ser uma bela experiência assistir um jogo do Grêmio no Fortim da Baixada em 1946. O entusiasmo do pós-guerra e a equipe comandada por Otto Pedro Bumbel levavam o público a lotar o ground do Moinhos de Vento.

Foi um ano excepcional para o Tricolor. Campeão estadual, da cidade e do torneio-início com os profisisonais, campeão de aspirantes, bicampeão de juvenis, campeão de rendas da temporada e a defesa menos vazada do Estado. Tanto que o Grêmio é considerado o Campeoníssimo daquele ano.

Foi também o ano da criação da figura do Mosqueteiro, que dava nome a uma publicação oficial do Grêmio lançada naquele ano, tendo o seguinte trecho no editorial de sua primeira edição (com a grafia original):

Espêlho do GRÊMIO, seu portavoz e arauto, “MOSQUETEIRO” nasceu para servir o GRÊMIO como o GRÊMIO nasceu para servir aos esportes brasileiros, sem exigir retribuição, apenas confortado pelo aplauso da torcida e com um só apêlo: que os onze mosqueteiros que vestem a camisa tricolor, lutem sem desfalecimento, com confiança e entusiasmo pela causa gremista: COM O GRÊMIO ONDE ESTIVER O GRÊMIO”.

A partir de então, começa a aparecer, entre a torcida, a faixa com esses sábios dizeres: “Com o Grêmio, onde estiver o Grêmio”.

A faixa ao lado da imagem do mosqueteiro, na Baixada, em 1946. (Foto: reprodução da revista Grêmio 70)


A frase é atribuída a Salim Nigri. Foi imortalizada por Lupicínio Rodrigues, que, ao ver a dedicação da torcida gremista em seguir o Grêmio a qualquer custo, usou a sentença em uma música para o cinquentenário do Grêmio, adotada depois como hino do clube. Lupi apenas mexeu na ordem das palavras para encaixar as rimas. Ele tinha autoridade para isso.

Salim Nigri (Foto: Site do Grêmio)


Grande gremista, o Nigri. Mas, acima de tudo, um grande exemplo de torcedor de futebol. Tanto que inspirou outras torcidas na forma de expressar seu amor pelo clube do coração, ao dizer que estariam sempre unidos. Pode ser com o famoso “You’ll Never Walk Alone”, do Liverpool, na década de 60; ou, então, com o “Yo te sigo a todas partes, cada vez te quiero más” das hinchadas argentinas. Em Santos, após a aposentadoria de Pelé, apareceu a faixa “Com o Santos onde e como ele estiver”. E, há quatro anos, com um certo atraso, um tal “nada vai nos separar”, que muitos acham original, mas que também segue a ideia do Salim.

Pois neste primeiro dia de março, Salim Nigri faleceu. Mas acredito que ele só partiu depois de garantir que, lá no céu, também poderá acompanhar o Tricolor e colocar sua faixa.

Valeu pela festa, valeu pelo primeiro turno, mas…

Sim, vencemos o jogo. Sim ganhamos o primeiro turno do campeonato gaúcho. Sim, cantamos uma bela homenagem ao Fernando Pedalado Carvalho e finalmente 34 mil pessoas estavam no estádio, em um ótimo domingo para a prática de futebol.
MAS… (maldito mas – sempre tem um mas) o time não convenceu, aliás bem pelo contrário, chegamos a levar um sufoco do Novo Hamburgo, e o Muralha Victor mais uma vez garantiu os 3 pontos e uma taça para colocarmos no banheiro do memorial (uma taça com esse nome, não poderia ter outro destino).

Mais de 34 mil pessoas fizeram a festa em um belo domingo de futebol - foto: Thiago Ene.

Mais de 34 mil pessoas fizeram a festa em um belo domingo de futebol - foto: Thiago Ene.l

Dissecando o jogo, tivemos um início de jogo truncado com o colorado Simon amarelando 4 jogadores já no primeiro tempo. Aos 20 minutos o esforçado (mas limitado) Ferdinando fez um belo gol de falta, mandando um dedão que o goleiro está até agora procurando a bola – mas lamentavelmente, paramos por aí, nada de mais aconteceu no lado tricolor, com exceção do lesão do Borges e dos sustos que levamos pelas jogadas de ataque do Nóia.
No segundo tempo, parecia que o Nóia era o Grêmio e que o Grêmio era o Nóia, pois o Nóia veio pra cima e cresceu, e o nosso tricolor se apequenou, aliás, se apequenou mais ainda lá pelos 10 minutos do segundo tempo, quando o limitadíssimo Silas tirou o Jonas (que nada fez de útil novamente) para colocar o Maylson, que ajudou a compor o meio de campo. Aliás, falando em substituições estranhas, eu e mais 34 mil pessoas estão tentando entender ainda porque entrou o Adilson e saiu o Douglas, e o Hugo ficou em campo?
Seguindo na peleia do jogo, com as substituições feitas, o Grêmio criou muito pouco, e ficamos nos defendendo com 7 homens na frente da nossa área – sim, não estou exagerando, o Grêmio tinha 7 jogadores na frente da área para se defender do NÓIA no segundo tempo.
Analisando o jogo como um todo, observamos que o Douglas é um fenômeno que não erra passes, que o Jonas tá jogando tão mal quanto o seu novo corte é ridículo, que o Hugo esteve sozinho no habitou uma área de campo sem muita parceria, que sentiremos MUITA FALTA DO BORGES, que o Victor é Santo e que o Silas é maconhologo (roubando a expressão do nosso amigo tricolor Peninha) – sim, pois não há outra explicação alguém dizer que o Mario Fernandes teria que disputar posição na zaga, ou que teria que tomar muito café para virar zagueiro  – Já ouvi muitas asneiras em entrevistas, asneiras do Roth, do Pelaipe, do Meira, do eshhhhperrrto Autuori, mas essa do Silas está concorrendo a um troféu abaxaqui (não serve nem para Abacaxi) – e finalmente que o Mario Doril (o que tem que tomar café da manhã) é um baita lateral, zagueiro ou qualquer outra posição que ele jogar, pois foi visto mais de uma vez dando cobertura aos zagueiros e salvando a pátria tricolor.
Mas enfim, tirando os percalços e obstáculos criados no decorrer do jogo e as asneiras que ouvimos na entrevista pós-jogo, podemos dizer que ganhamos o primeiro turno do campeonato Gaúcho, recebemos a taça do Pedalando Carvalho e que já conseguimos mais em 2010 do que em 2008 e 2009 e ainda que estamos evoluindo – não do jeito que todos queriam, mas estamos evoluindo, e que temos uma base mutíssimo boa de time, faltando o polimento apenas e muitos detalhes (de novo, malditos detalhes).
Temino deixando uma pegunta para refletirmos: O treinador Silas está a altura do Grêmio?

O título do primeiro turno do Gauchão é nosso. Foto: Thiago Ene.

O título do primeiro turno do Gauchão é nosso. Foto: Thiago Ene

Jornalismo investigativo:
Após uma tarde de investigações e contatos com pessoas que não podemos identificar (AKA arapongas), descobrimos com quem o Silas fala ao telefone durante o jogo: Com seu personal conselheiro – Celso Juarez Roth, que o aconselhou a fazer algumas substituições dignas dele próprio  para segurar o time atrás, ou mesmo para mostrar quem é que manda ali – seja qual delas a alternativa,  ele conseguiu.

Serviço do jogo:
GRÊMIO
Victor; Mário Fernandes, Rafael Marques, Maurício e Fábio Santos; Ferdinando, Fábio Rochemback, Hugo e Douglas (Adílson); Jonas (Maylson) e Borges (William).
Técnico: Silas
NOVO HAMBURGO
Juninho; Micael (Rodrigo Mendes), Cláudio Luiz e Édson Borges; Chicão (Michel), Preto (Maiquel), Emerson, Márcio Hahn e Paulinho; Edimar e Gustavo Papa.
Técnico: Gilmar Iser
Gol:
Grêmio:
Ferdinando (20min/1ºT)
Cartões amarelos:
Grêmio:
Maurício, Ferdinando, Fábio Santos e Fábio Rochemback
Novo Hamburgo: Édson Borges e Cláudio Luiz
Árbitro: Carlos Simon (Fifa)
Assistentes: Altemir Hausmann (Fifa) e Paulo Conceição
Local: Estádio Olímpico, Porto Alegre (RS)
Data: domingo, 28 de fevereiro de 2010
Público total: 34.313
Público pagante:
30.252
Renda:
R$ 932.049,00

Domingo pra colocar uma mão na taça

Domingo tem decisão da taça Fernando Pedalado Carvalho contra o (surpreendente?) Novo Hamburgo de Gilmar Iser. Antes de mais um título, é a certeza de decidir o gauchão, caso necessário, ao final do 2° turno, na cobiçada Taça Fabio Koff. E basicamente é só. Uma tranquilidade para a torcida que não decide a final há 2 anos (o ultimo titulo regional foi em 2007) e uma certeza no trabalho que está sendo desenvolvido pela direção e comissão técnica.
Apesar do desmonte que o time sofreu por lesões inesperadas e graves, ainda sim estaremos lá, decidindo a final. O último a entrar nessa lista foi Leandro, com sua segunda lesão no ano e deve dar lugar a Hugo.

Agora convenhamos, tudo vira GREnal, até mesmo quando não tem. Em muitas conversas informais, o fato dos co-irmãos não estarem presentes e a taça que leva o nome do seu maior dirigente ser decidida lá no Monumental tem causado piadas e diversão na rivalidade grenal.
O ilustre vice presidente colorado promete estar no sagrado gramado do Olimpico entregando a taça para o campeão. Acho muito digno.

Rivalidades a parte, o “galático” time do Vale dos Sinos está se preparando para este jogo como se fosse o maior de sua história. E porque não seria? uma linda vitória na semifinal mostrou que este jogo não tem vencedor antecipado. Motivação não falta. O time do Nóia deve ser escalado com Juninho, Chicao, Claudio Luis, Eduardo Borges e Paulinho, Emerson, Marcio H., Edmar e Preto, Rodrigo Mendes e Gustavo.

fonte: ClicRBS

Para o Grêmio também, além de defender na sua propria casa, ainda temos a invencibilidade a manter. Chegaremos a meta histórica de 46 jogos sem perder em casa. Alguém fez mais?
- É a chance de Rochemback mostrar que está sim achando o caminho do bom futebol que o trouxe até aqui (finalmente!);
- Borges se afirmar como o artilheiro do Grêmio e do campeonato (Maxi quem?);
- Victor demostrar segurança e equilibrio para continuar buscando o carimbo no seu passaporte para a Copa do Mundo da Africa do Sul;
- Mario Doril mostrar que vale ser cotado na casa £10 mi. Nosso presidente deu declarações na Radio Gaucha na semana demostrando ser dificil segurar o assédio por Mario na janela de agosto… Bom, mas isso é outra história.
- Mostrar ao torcedor que ele pode sim confiar nesse time.

Domingo todos os caminhos levam ao Monumental e só a vitória importa.

Te sigo aonde for.

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